jmap Escreveu:se o comprador pagar uma verba elevada por algo que nos beneficia, acho que devemos ajudá-lo. é este o caso, o carro não é mais confortável nem tem melhores desempenhos que outros de ci a metade do preço. se queremos incentivar a tecnologia, temos que a ajudar...
isenção de ia
isenção de iuc
isenção de iva sobre o ia (como não paga ia não há a ilegal dupla tributação)
desconto de 30% do valor do veículo até 796€
electricidade com iva 5%
incentivos do estado a empresas que produzem os veículos e postos de carregamento (nissan/renault e projecto better place)
desculpem lá, mas que mais incentivos é que querem?
jmap Escreveu:
esse é outro problema que infelizmente só pode ser resolvido pelos "grandes"...
será? já te passou pela cabeça que podes produzir electricidade, usufruindo de benefícios fiscais e de um preço por cada kw produzido cerca de 5x superior ao de mercado?
jmap Escreveu:tal como o tgv não é? aí sim, 3 gerações a pagar impostos já se justifica em prol deste meio de transporte publico...
então o que me dizes disto:
diário de noticias Escreveu:portugal é dos países com mais auto-estradas na europa
por
ana suspiro30 novembro 2008
somos campeões mundiais em extensão e crescimento da rede de auto-estradas desde 1990. mesmo sem as novas concessões, portugal já está entre os países que mais investiram e que têm maior número de km por habitante e área. mas os dados da união europeia e ocde mostram que se investe pouco em manutenção
rede nacional vai crescer 50% até ao ano 2012
todos os estudos e comparações o mostram - portugal tem uma das maiores redes de auto-estradas da união europa a 15, ao nível de quilómetros por habitante e por área. esta realidade, apresentada num recente estudo de tráfego feito pela tis a pedido da brisa, será mais expressiva em 2010 quando estiver concluído o novo pacote de concessões rodoviárias.
o nosso país tem hoje uma rede de 2860 quilómetros de auto-estradas, das quais cerca de metade são pagos. com o plano em curso de novas concessões, a rede irá crescer cerca de 50%, o correspondente a mais 1400 quilómetros de vias com perfil de auto-estrada. este número inclui cerca de 100 km das concessões lançadas pelo anterior governo e adjudicadas nesta legislatura (grande lisboa e douro litoral), mas o grosso da expansão é uma decisão do actual executivo. o pacote de 10 novas concessões, num total de 2400 quilómetros, tem sido contestado, pela dimensão, mas também pelos custos.
para josé manuel viegas, presidente da tis, é difícil explicar como é que um país com problemas em tantos sectores tem necessidade de construir tantas auto-estradas. o especialista em transportes lembra que há outras soluções de mobilidade mais baratas como as adoptadas em espanha, onde as autovias, com menores exigências m termos de construção e traçado, coexistem com as autopistas. tem sido o crescimento da taxa de motorização em portugal o principal sustentáculo da progressão de tráfego nas auto-estradas. mas a expansão, diz josé manuel viegas, não vai continuar muito tempo porque o número de automóveis por habitante em portugal está a aproximar-se da média da ue.
o governo justifica o lançamento destes empreendimentos com as vantagens do investimento público e o seu impacto na economia, sobretudo no actual contexto. por outro lado, frisa, muitas das novas vias beneficiam o interior do país.
voltando à realidade, quando comparamos portugal com os outros países da ocde (organização para a cooperação e desenvolvimento económico) ou da europa a 25, como fez o economista avelino de jesus, a conclusão é similar. os dados para 2006 mostram que na ue a 25 portugal tem uma média de auto-estradas por rede viária de 2,3% muito acima dos 1,2% da média, e que é o terceiro valor mais elevado depois da espanha e luxemburgo. a união europeia tem 13 km de auto-estradas por 100 mil habitantes, quando portugal tem 17 km. por cá existem 20 km de auto-estrada por 1000 km2 do país, enquanto que a média da ue são 15 km. olhando para o universo da ocde, portugal foi o segundo país que desde 1990 e até 2006 registou a maior expansão na rede. mais significativo para este professor do isg (instituto superior de gestão) são os indicadores que relacionam a extensão da rede com a capacidade económica. portugal é o segundo país com mais quilómetros (8,3 km) por mil milhões de dólares de pib, apenas ultrapassado pelo canadá.
com estes dados poder-se-ia concluir que portugal tem uma grande rede viária, mas a verdade é precisamente o contrário. ao mesmo tempo que temos auto--estradas, também temos estradas a menos e investimentos muito pouco na conservação das que temos, realça avelino de jesus. dados da ocde mostram que em 2005portugal foi o quarto país que mais investiu em novas vias (1985 milhões de euros). já nos gastos com manutenção, caímos para 10.º lugar, com 177 milhões de euros.
dn
quantas gerações foram e serão precisas para pagar isto?
eu também sou um defensor do veículo eléctrico, mas acho que temos de ter prioridades.