http://www.peticaopublica.com/peticaoli ... i=preregis
fundamentação dos autores:
carta aberta - reclamação face às alterações de regras no sistema de registos de microgeração (srm)
vimos por este meio mostrar a nossa total indignação à alteração promovida pela d.g.e.g. das regras do sistema de registos de microgeração - srm, sem comunicação prévia nem suporte legal, subvertendo as regras actualmente em vigor.
a impossibilidade de criar novos registos de microgeração durante largos meses, irá ter um enorme impacto nas empresas do sector fotovoltáico, obrigando a grande maioria delas a fechar portas, incluindo a nossa.
serão (curiosamente?!) as grandes empresas as mais beneficiadas, visto que são as que possuem muitos pré-registos por converter em registos. e que agora podem esperar calmamente a sua conversão em registos, enquanto todas as restantes empresas ficam impedidas de trabalhar.
onde está a livre concorrência ?
se são as micro e pmes quem fixa o emprego, porquê favorecer sempre os mesmos, os que menos precisam e os que menos contribuem para criar empregos ?
este impedimento de criar novos pré-registos carece também de suporte legal. o dec.lei 363/2007 de 2 de novembro não definiu, nem estipulou privilégios de acesso ao regime de micro-produção aos primeiros que se pré-registassem. o dec.lei 363/2007 não definiu limites temporais ao período de pré-registo. o dec.lei 363/2007 não define, nem muito menos refere, o que é um pré-registo.
é nossa opinião que a raiz do problema é que existe mais procura (da microgeração) do que oferta (de potência para instalar). neste cenário, haverão sempre empresas descontentes...
acreditamos que a via a seguir é aproximar a oferta da procura. para isso consideramos que se deve baixar a tarifa, baixar a subsidiação. terá como consequência uma ligeira diminuição da procura e irá aumentar a oferta (para o mesmo volume de investimento do estado). haverão mais instalações. haverá menos co2. promoverá a competitividade nas empresas do sector.
com os preços dos equipamentos a baixar, estamos a aproximarmos do grid-parity e como tal, a necessidade de subsidiação vai decrescer com o tempo. é bom que as empresas, e o mercado em geral, se vão adaptando progressivamente a esse facto.
cabe à d.g.e.g., agir com responsabilidade e justiça e promover esta mudança gradual.
com responsabilidade porque alterações bruscas e significativas nas tarifas e/ou processos podem acabar com muitas empresas.
com justiça porque deve estar imune a influências e lobbies e deve permitir a livre concorrência.
pelo que acima foi referido propomos à d.g.e.g.:
1.melhorar o quadro legislativo (novas tarifas e novos processos), que sejam justas para todos, com publicação assim que possível.
2.continuar com as regras existentes até que a nova legislação entre em vigor, mas apostando num reforço da transparência do processo de registos. nomeadamente auditando os acessos ao servidor www.renovaveisnahora.pt.
cumprimentos,
pedro monteiro soares, engº
solar one lda







