Somos aquilo que comemos...
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Tó Miguel
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Somos aquilo que comemos...
publicado no new york times de 27 de janeiro de 2007
repensando o voraz consumo de carne
rethinking the meat-guzzler
por mark bittman
uma séria mudança no consumo de um recurso que os americanos dão por certo que podem ter em estoque – algo barato, abundante, amplamente apreciado e parte da vida diária. e não se trata de petróleo.
trata-se de carne.
os dois produtos compartilham muito em comum: como o petróleo, a carne é subsidiada pelo governo federal. como o petróleo, a carne se sujeita a aumento de demanda à medida que as nações se tornam mais ricas, e isso, consequentemente, eleva o seu preço. finalmente – como o petróleo – a carne é algo a que as pessoas são encorajadas a consumirem menos, enquanto que o custo imposto pelos produtores aumenta e se torna cada vez mais perceptível.
a demanda mundial por carne multiplicou nos últimos anos, encorajada pela crescente afluência e nutrida pela proliferação de gigantescas operações para alimentação de animais confinados. essas amontoadoras fábricas de carne consomem enormes quantidades de energia, poluem as fontes de água, geram significativos gases produtores do efeito estufa e requerem uma quantidade sempre-crescente de milho, soja e outros grãos; uma dependência que leva a destruição de vastas áreas das florestas tropicais de todo o mundo.
esta semana, o presidente do brasil anunciou medidas emergenciais para refrear os desmatamentos e queimadas das florestas tropicais do país para plantio e terra de pasto. apenas nos últimos cinco meses, o governo diz, 2.000 quilômetros quadrados foram perdidos.
o total mundial de fornecimento de carne foi de 71 milhões de toneladas em 1961. em 2007, estimou-se a produção de 284 milhões de toneladas. o consumo per capita mais do que dobrou desde aquele período. (no mundo em desenvolvimento, isso cresceu duas vezes mais rápido, dobrando nos últimos 20 anos). espera-se que o consumo mundial de carne dobre novamente até 2050, o que um especialista, henning steingield, das nações unidas, diz que resultará em um "crescimento implacável da produção de gado".
americanos comem aproximadamente a mesma quantia de carne que comíamos há algum tempo, cerca de 230 gramas por dia; cerca de duas vezes mais do que a média global. nós "processamos" (ou seja, criamos e matamos) aproximadamente 10 bilhões de animais ao ano, mais de 15 porcento do total mundial.
cultivar carne (é difícil usar a palavra "criar" quando aplicada a animais em fazendas-fábricas) usa tantos recursos que é um desafio enumerar todos. mas leve em consideração: uma estimativa de 30 porcento do solo livre de gelo da terra está direta ou indiretamente envolvido com produção de gado, de acordo com a organização de agricultura e alimento das nações unidas [united nations' food and agricultural organization ], que também estimam que a produção de gado gera cerca de um quinto dos gases responsáveis pelo efeito estufa do mundo – superando o transporte.
para colocar a demanda de energia da produção de carne em termos de fácil compreensão, gidon eshel, um geofísico do centro bard, e pamela a. martin, professora de geofísica da universidade de chicago, calcularam que, se os americanos reduzissem o consumo de carne em apenas vinte porcento, isso seria como mudar de um sedan 77 para um toyota-prius ultra-eficiente. similarmente, um estudo feito ano passado pelo instituto nacional de ciências da criação de gado e áreas de pastagem do japão [national institute of livestock and grassland science of japan] estimou que 1 quilo de carne bovina é responsável pela quantia de dióxido de carbono equivalente a emitida pelo carro popular europeu a cada 250 quilômetros, e queima energia suficiente para manter acessa uma lâmpada de 100 watts por aproximadamente 20 dias.
grão, carne e até mesmo energia são amarrados de tal maneira que podem trazer resultados desastrosos. mais carne significa um correspondente aumento de demanda por ração, especialmente milho e soja, que alguns especialistas dizem que irá contribuir para preços mais elevados.
isso será inconveniente para os cidadãos de nações mais ricas, mas isso pode ter trágicas conseqüências para aquelas mais pobres, especialmente se o aumento dos preços das rações desviar o cultivo de grãos da produção alimentícia que visa o consumo humano. a demanda por etanol já está fazendo com que os preços sofram aumento, e explica, em parte, o aumento de 40 porcento do índice calculado de custo alimentício feito pela organização de agricultura e alimento das nações unidas.
embora aproximadamente 800 milhões de pessoas no planeta sofram de fome ou desnutrição, a maior parte do milho e da soja plantados no mundo alimenta o gado, porcos e galinhas. isso apesar da inerente ineficiência: cerca de duas ou cinco vezes mais grãos são necessário para produzir a mesma quantidade de calorias através da criação de gado do que através do consumo direto de grãos, de acordo com rosamond naylor, professora de economia da universidade stanford. é preciso dez vezes mais grãos no caso dos animais de corte alimentados por grãos nos estados unidos.
o impacto ambiental de se produzir tanto grão para alimentar animais é profundo. a agricultura nos estados unidos – muita da qual serve agora a demanda por carne – contribui para quase três quartos de todos os problemas da qualidade de água dos rios e riachos nacionais, de acordo com a agência de proteção ambiental [environmental protection agency].
porque o estômago do gado é próprio para digerir capim, e não grãos, o gado criado industrialmente cresce apenas no sentido de ganhar peso rapidamente. essa dieta torna possível remover o gado de seu meio natural e aumenta a eficiência do confinamento e abatimento em massa. mas isso causa tantos problemas de saúde que a ministração de antibióticos é rotineira, em quantidade tamanha que pode resultar em bactérias resistentes a antibióticos que desafiarão a eficácia dos medicamentos para humanos.
estes animais alimentados com grão, por sua vez, estão contribuindo para problemas de saúde entre os cidadãos mais ricos do mundo – problemas de coração, alguns tipo de câncer, diabetes. o argumento de que a carne provê proteínas úteis é válido, se a quantidade for pequena. mas o "você tem que comer carne" entre em colapso em muitos níveis americanos. mesmo se a quantia de carne que comemos não for nociva, necessária ela não é.
americanos estão aproximando seu consumo per capita de carne bovina, de aves e de peixe (laticínios e ovos são à parte, e quase insignificantes) a quase 90 quilos ao ano, um aumento de 22 quilos por pessoa nos últimos 50 anos. cada um de nós consome algo como 110 gramas de proteína ao dia, cerca de o dobro da cota recomendada pelo governo federal; disso, aproximadamente 75 gramas vêm de proteína animal. (mesmo o nível recomendado é considerado por muitos especialistas em nutrição como sendo superior ao necessário). parece que a maior parte de nós ficaria satisfeita com ao redor de 30 gramas de proteína ao dia, toda essa quantia obtida de fontes vegetais praticamente.
o que pode ser feito? não há uma resposta simples. melhor administração dos refugos, para alguns. eliminar subsídios também poderia ajudar; as nações unidas estimam que eles representam 31 porcento do renda agrária mundial. práticas agrárias aprimoradas ajudariam também. mark w. rosegrant, diretor de tecnologia de meio-ambiente e produção do instituto internacional de pesquisa de política alimentar [ international food policy research institute] sem fins lucrativos, diz: "deveria haver investimento na reprodução e administração da criação bovina para reduzir o impacto necessário na produção de qualquer quantia de carne".
há tecnologia, portanto. israel e coréia estão entre os países que experimentam usar os refugos animais para a obtenção de eletricidade. uma das maiores operações referentes à suinocultura está em andamento nos estados unidos, com algum sucesso, com o fim de transformar esterco em combustível.
a longo prazo, não parece mais loucura acreditar na possibilidade de "carne sem alimentação" – carne produzida in vitro, criando células animais em um ambiente super-nutrido antes de ser possível a manufatura manipulada de hambúrgueres e bifes.
outra sugestão é o retorno à carne de gado de pasto, uma alternativa bem realista se você aceita a psicologicamente difícil e politicamente impopular noção de se comer menos carne. isso porque a criação pastoril jamais produziria tantas cabeças de gado quanto as fazendas-fábricas produzem. ainda assim, disse michael pollan, autor do recente livro in defensa of food [sem tradução para o português]: "em locais onde você não possa cultivar grãos, engordar vacas com capim sempre fará mais sentido".
mas porcos e galinhas, que convertem grãos em carne com maior eficiência do que o gado, são a carne cada vez mais escolhida por produtores, somando 70 porcento do total de carne produzida, com sistemas industrializados produzindo metade da carne suína e três quartos da galinácea.
uma vez, esses animais foram criados localmente (muitos nova iorquinos se lembram dos porcos de secaucus), reduzindo custos de transporte e permitindo que seus refugos fossem dispersados em terrenos próximos. agora, as instalações para produção de suínos, que se assemelham mais a prisões do que a fazendas, ficam a centenas de quilômetros da maior parte dos centros demográficos, e seus "lagos" de excremento poluem riachos e água subterrânea. (somente em iowa, instalações e fazendas de suinocultura produzem mais de 50 milhões de toneladas de excremento anualmente).
esses problemas nasceram aqui, mas não se restringem mais aos estados unidos. enquanto que a demanda doméstica por carne se estabilizou, a produção industrial de criação de gado está crescendo mais do que duas vezes mais rápido do que a produção por métodos tradicionais, de acordo com as nações unidas.
talvez a maior esperança de mudança resida nos consumidores se tornarem conscientes dos verdadeiros custos da produção industrial de carne. "quando você volta a sua atenção para os problemas ambientais dos estados unidos", diz o professor eshel, "quase todos eles têm sua origem na produção alimentícia, especialmente na produção de carne. e as fazendas-fábricas só são uma 'otimização' enquanto a poluição das reservas de água é permitida. se largar toda essa estrutura é algo dispendioso – mesmo ela carregando uma etiqueta de preço apenas um pouco superior a zero – toda a estrutura de produção alimentícia irá mudar drasticamente".
o bem-estar dos animais pode ainda não ser uma grande preocupação, mas, à medida que a criação de carne em confinamento se torna conhecida, mais pessoas que amam os animais podem passar a reagir. e o mundo não seria um local melhor se direcionássemos parte dos grãos que usamos para produzir carne para os nossos seres humanos semelhantes?
o preço real da carne bovina, de porco e de aves domésticas mostra-se estável, talvez tendo até decrescido, nos últimos 40 anos ou mais (em parte devido aos subsídios de grãos), embora comecemos a vê-lo crescer agora. mas muitos especialistas, incluindo tyles cowen, professor de economia da universidade george mason, diz que eles não acreditam que o preço da carne irá crescer o bastante para afetar a demanda dos estados unidos.
"eu simplesmente não acredito que podemos contar com o preço nos mercados para reduzir o nosso consumo de carne", ele disse. "talvez os preços sofram alta temporariamente, mas isso será quase que certamente neutralizado posteriormente. mas se toda a culpa for colocada nos consumidores, não será um caso tão trágico".
se as altas de preço não mudam hábitos alimentares, talvez a combinação de desflorestamento, poluição, mudança climática, aumento da fome, problemas de coração e crueldade contra os animais gradualmente encoraje o ato diário simples de comer mais plantas e menos animais.
o sr. rosegrant do instituto de pesquisa de política alimentar diz prever "uma forte campanha política para a redução do consumo de carne – como as campanhas ao redor do tabagismo – enfatizando saúde pessoal, compaixão pelos animais e compaixão pelos pobres e pelo planeta".
não seria surpreendente para o professor eshel se tudo isso tivesse um impacto verdadeiro. "o bem dos corpos das pessoas e o bem do planeta estão mais ou menos perfeitamente alinhados", ele disse.
a organização de agricultura e alimento das nações unidas, em seu detalhado estudo sobre o impacto do consumo de carne do planeta feito em 2007, the livestock's long shadow – environmental issues and options [sem tradução para o português], apresenta um ponto similar: "há razões para otimismo, pois as conflitantes demandas por produtos animais e serviços ambientais podem ser reconciliadas. ambas as demandas são envidadas pelo mesmo grupo de pessoas [...] a classe média-alta relativamente influente, que não mais está restrita a países industrializados. [...] esse grupo de consumidores provavelmente está pronto para usar sua crescente voz para exigir mudança e talvez esteja inclinado a absorver os inevitáveis aumentos de preço".
de fato, os americanos já estão optando por comprar produtos mais amigos do meio-ambiente, escolhendo carnes, ovos e laticínios produzidos de forma mais sustentável. o número de mercados de fazendeiros mais do que dobrou nos últimos 10 anos, e não foge de ninguém o fato de que o mercado de alimentos orgânicos vem crescendo rapidamente. tudo isso representa produtos que são mais caros, mas de maior qualidade.
se as tendências continuarem, a carne talvez se torne um prato para dias excepcionais ao invés de um prato rotineiro.
isso não será incomum, senão que, tão certamente como a industria automotiva irá ceder ao híbrido, a era dos 230 gramas de carne ao dia irá ter fim.
talvez isso não seja lá um problema. "quem disse que as pessoas precisam comer carne três vezes ano dia?".
repensando o voraz consumo de carne
rethinking the meat-guzzler
por mark bittman
uma séria mudança no consumo de um recurso que os americanos dão por certo que podem ter em estoque – algo barato, abundante, amplamente apreciado e parte da vida diária. e não se trata de petróleo.
trata-se de carne.
os dois produtos compartilham muito em comum: como o petróleo, a carne é subsidiada pelo governo federal. como o petróleo, a carne se sujeita a aumento de demanda à medida que as nações se tornam mais ricas, e isso, consequentemente, eleva o seu preço. finalmente – como o petróleo – a carne é algo a que as pessoas são encorajadas a consumirem menos, enquanto que o custo imposto pelos produtores aumenta e se torna cada vez mais perceptível.
a demanda mundial por carne multiplicou nos últimos anos, encorajada pela crescente afluência e nutrida pela proliferação de gigantescas operações para alimentação de animais confinados. essas amontoadoras fábricas de carne consomem enormes quantidades de energia, poluem as fontes de água, geram significativos gases produtores do efeito estufa e requerem uma quantidade sempre-crescente de milho, soja e outros grãos; uma dependência que leva a destruição de vastas áreas das florestas tropicais de todo o mundo.
esta semana, o presidente do brasil anunciou medidas emergenciais para refrear os desmatamentos e queimadas das florestas tropicais do país para plantio e terra de pasto. apenas nos últimos cinco meses, o governo diz, 2.000 quilômetros quadrados foram perdidos.
o total mundial de fornecimento de carne foi de 71 milhões de toneladas em 1961. em 2007, estimou-se a produção de 284 milhões de toneladas. o consumo per capita mais do que dobrou desde aquele período. (no mundo em desenvolvimento, isso cresceu duas vezes mais rápido, dobrando nos últimos 20 anos). espera-se que o consumo mundial de carne dobre novamente até 2050, o que um especialista, henning steingield, das nações unidas, diz que resultará em um "crescimento implacável da produção de gado".
americanos comem aproximadamente a mesma quantia de carne que comíamos há algum tempo, cerca de 230 gramas por dia; cerca de duas vezes mais do que a média global. nós "processamos" (ou seja, criamos e matamos) aproximadamente 10 bilhões de animais ao ano, mais de 15 porcento do total mundial.
cultivar carne (é difícil usar a palavra "criar" quando aplicada a animais em fazendas-fábricas) usa tantos recursos que é um desafio enumerar todos. mas leve em consideração: uma estimativa de 30 porcento do solo livre de gelo da terra está direta ou indiretamente envolvido com produção de gado, de acordo com a organização de agricultura e alimento das nações unidas [united nations' food and agricultural organization ], que também estimam que a produção de gado gera cerca de um quinto dos gases responsáveis pelo efeito estufa do mundo – superando o transporte.
para colocar a demanda de energia da produção de carne em termos de fácil compreensão, gidon eshel, um geofísico do centro bard, e pamela a. martin, professora de geofísica da universidade de chicago, calcularam que, se os americanos reduzissem o consumo de carne em apenas vinte porcento, isso seria como mudar de um sedan 77 para um toyota-prius ultra-eficiente. similarmente, um estudo feito ano passado pelo instituto nacional de ciências da criação de gado e áreas de pastagem do japão [national institute of livestock and grassland science of japan] estimou que 1 quilo de carne bovina é responsável pela quantia de dióxido de carbono equivalente a emitida pelo carro popular europeu a cada 250 quilômetros, e queima energia suficiente para manter acessa uma lâmpada de 100 watts por aproximadamente 20 dias.
grão, carne e até mesmo energia são amarrados de tal maneira que podem trazer resultados desastrosos. mais carne significa um correspondente aumento de demanda por ração, especialmente milho e soja, que alguns especialistas dizem que irá contribuir para preços mais elevados.
isso será inconveniente para os cidadãos de nações mais ricas, mas isso pode ter trágicas conseqüências para aquelas mais pobres, especialmente se o aumento dos preços das rações desviar o cultivo de grãos da produção alimentícia que visa o consumo humano. a demanda por etanol já está fazendo com que os preços sofram aumento, e explica, em parte, o aumento de 40 porcento do índice calculado de custo alimentício feito pela organização de agricultura e alimento das nações unidas.
embora aproximadamente 800 milhões de pessoas no planeta sofram de fome ou desnutrição, a maior parte do milho e da soja plantados no mundo alimenta o gado, porcos e galinhas. isso apesar da inerente ineficiência: cerca de duas ou cinco vezes mais grãos são necessário para produzir a mesma quantidade de calorias através da criação de gado do que através do consumo direto de grãos, de acordo com rosamond naylor, professora de economia da universidade stanford. é preciso dez vezes mais grãos no caso dos animais de corte alimentados por grãos nos estados unidos.
o impacto ambiental de se produzir tanto grão para alimentar animais é profundo. a agricultura nos estados unidos – muita da qual serve agora a demanda por carne – contribui para quase três quartos de todos os problemas da qualidade de água dos rios e riachos nacionais, de acordo com a agência de proteção ambiental [environmental protection agency].
porque o estômago do gado é próprio para digerir capim, e não grãos, o gado criado industrialmente cresce apenas no sentido de ganhar peso rapidamente. essa dieta torna possível remover o gado de seu meio natural e aumenta a eficiência do confinamento e abatimento em massa. mas isso causa tantos problemas de saúde que a ministração de antibióticos é rotineira, em quantidade tamanha que pode resultar em bactérias resistentes a antibióticos que desafiarão a eficácia dos medicamentos para humanos.
estes animais alimentados com grão, por sua vez, estão contribuindo para problemas de saúde entre os cidadãos mais ricos do mundo – problemas de coração, alguns tipo de câncer, diabetes. o argumento de que a carne provê proteínas úteis é válido, se a quantidade for pequena. mas o "você tem que comer carne" entre em colapso em muitos níveis americanos. mesmo se a quantia de carne que comemos não for nociva, necessária ela não é.
americanos estão aproximando seu consumo per capita de carne bovina, de aves e de peixe (laticínios e ovos são à parte, e quase insignificantes) a quase 90 quilos ao ano, um aumento de 22 quilos por pessoa nos últimos 50 anos. cada um de nós consome algo como 110 gramas de proteína ao dia, cerca de o dobro da cota recomendada pelo governo federal; disso, aproximadamente 75 gramas vêm de proteína animal. (mesmo o nível recomendado é considerado por muitos especialistas em nutrição como sendo superior ao necessário). parece que a maior parte de nós ficaria satisfeita com ao redor de 30 gramas de proteína ao dia, toda essa quantia obtida de fontes vegetais praticamente.
o que pode ser feito? não há uma resposta simples. melhor administração dos refugos, para alguns. eliminar subsídios também poderia ajudar; as nações unidas estimam que eles representam 31 porcento do renda agrária mundial. práticas agrárias aprimoradas ajudariam também. mark w. rosegrant, diretor de tecnologia de meio-ambiente e produção do instituto internacional de pesquisa de política alimentar [ international food policy research institute] sem fins lucrativos, diz: "deveria haver investimento na reprodução e administração da criação bovina para reduzir o impacto necessário na produção de qualquer quantia de carne".
há tecnologia, portanto. israel e coréia estão entre os países que experimentam usar os refugos animais para a obtenção de eletricidade. uma das maiores operações referentes à suinocultura está em andamento nos estados unidos, com algum sucesso, com o fim de transformar esterco em combustível.
a longo prazo, não parece mais loucura acreditar na possibilidade de "carne sem alimentação" – carne produzida in vitro, criando células animais em um ambiente super-nutrido antes de ser possível a manufatura manipulada de hambúrgueres e bifes.
outra sugestão é o retorno à carne de gado de pasto, uma alternativa bem realista se você aceita a psicologicamente difícil e politicamente impopular noção de se comer menos carne. isso porque a criação pastoril jamais produziria tantas cabeças de gado quanto as fazendas-fábricas produzem. ainda assim, disse michael pollan, autor do recente livro in defensa of food [sem tradução para o português]: "em locais onde você não possa cultivar grãos, engordar vacas com capim sempre fará mais sentido".
mas porcos e galinhas, que convertem grãos em carne com maior eficiência do que o gado, são a carne cada vez mais escolhida por produtores, somando 70 porcento do total de carne produzida, com sistemas industrializados produzindo metade da carne suína e três quartos da galinácea.
uma vez, esses animais foram criados localmente (muitos nova iorquinos se lembram dos porcos de secaucus), reduzindo custos de transporte e permitindo que seus refugos fossem dispersados em terrenos próximos. agora, as instalações para produção de suínos, que se assemelham mais a prisões do que a fazendas, ficam a centenas de quilômetros da maior parte dos centros demográficos, e seus "lagos" de excremento poluem riachos e água subterrânea. (somente em iowa, instalações e fazendas de suinocultura produzem mais de 50 milhões de toneladas de excremento anualmente).
esses problemas nasceram aqui, mas não se restringem mais aos estados unidos. enquanto que a demanda doméstica por carne se estabilizou, a produção industrial de criação de gado está crescendo mais do que duas vezes mais rápido do que a produção por métodos tradicionais, de acordo com as nações unidas.
talvez a maior esperança de mudança resida nos consumidores se tornarem conscientes dos verdadeiros custos da produção industrial de carne. "quando você volta a sua atenção para os problemas ambientais dos estados unidos", diz o professor eshel, "quase todos eles têm sua origem na produção alimentícia, especialmente na produção de carne. e as fazendas-fábricas só são uma 'otimização' enquanto a poluição das reservas de água é permitida. se largar toda essa estrutura é algo dispendioso – mesmo ela carregando uma etiqueta de preço apenas um pouco superior a zero – toda a estrutura de produção alimentícia irá mudar drasticamente".
o bem-estar dos animais pode ainda não ser uma grande preocupação, mas, à medida que a criação de carne em confinamento se torna conhecida, mais pessoas que amam os animais podem passar a reagir. e o mundo não seria um local melhor se direcionássemos parte dos grãos que usamos para produzir carne para os nossos seres humanos semelhantes?
o preço real da carne bovina, de porco e de aves domésticas mostra-se estável, talvez tendo até decrescido, nos últimos 40 anos ou mais (em parte devido aos subsídios de grãos), embora comecemos a vê-lo crescer agora. mas muitos especialistas, incluindo tyles cowen, professor de economia da universidade george mason, diz que eles não acreditam que o preço da carne irá crescer o bastante para afetar a demanda dos estados unidos.
"eu simplesmente não acredito que podemos contar com o preço nos mercados para reduzir o nosso consumo de carne", ele disse. "talvez os preços sofram alta temporariamente, mas isso será quase que certamente neutralizado posteriormente. mas se toda a culpa for colocada nos consumidores, não será um caso tão trágico".
se as altas de preço não mudam hábitos alimentares, talvez a combinação de desflorestamento, poluição, mudança climática, aumento da fome, problemas de coração e crueldade contra os animais gradualmente encoraje o ato diário simples de comer mais plantas e menos animais.
o sr. rosegrant do instituto de pesquisa de política alimentar diz prever "uma forte campanha política para a redução do consumo de carne – como as campanhas ao redor do tabagismo – enfatizando saúde pessoal, compaixão pelos animais e compaixão pelos pobres e pelo planeta".
não seria surpreendente para o professor eshel se tudo isso tivesse um impacto verdadeiro. "o bem dos corpos das pessoas e o bem do planeta estão mais ou menos perfeitamente alinhados", ele disse.
a organização de agricultura e alimento das nações unidas, em seu detalhado estudo sobre o impacto do consumo de carne do planeta feito em 2007, the livestock's long shadow – environmental issues and options [sem tradução para o português], apresenta um ponto similar: "há razões para otimismo, pois as conflitantes demandas por produtos animais e serviços ambientais podem ser reconciliadas. ambas as demandas são envidadas pelo mesmo grupo de pessoas [...] a classe média-alta relativamente influente, que não mais está restrita a países industrializados. [...] esse grupo de consumidores provavelmente está pronto para usar sua crescente voz para exigir mudança e talvez esteja inclinado a absorver os inevitáveis aumentos de preço".
de fato, os americanos já estão optando por comprar produtos mais amigos do meio-ambiente, escolhendo carnes, ovos e laticínios produzidos de forma mais sustentável. o número de mercados de fazendeiros mais do que dobrou nos últimos 10 anos, e não foge de ninguém o fato de que o mercado de alimentos orgânicos vem crescendo rapidamente. tudo isso representa produtos que são mais caros, mas de maior qualidade.
se as tendências continuarem, a carne talvez se torne um prato para dias excepcionais ao invés de um prato rotineiro.
isso não será incomum, senão que, tão certamente como a industria automotiva irá ceder ao híbrido, a era dos 230 gramas de carne ao dia irá ter fim.
talvez isso não seja lá um problema. "quem disse que as pessoas precisam comer carne três vezes ano dia?".
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Sócio ANE Nº 16
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itisix
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
infelizmente não é só a carne. a procura por mais e mais alimentos é absolutamente incrível. é a carne, o peixe (que quarquer dia já nem há), a procura desenfreada por cereais, etc. estamos cada vez mais consumistas. comemos que nem porcos (que me desculpem os porquinhos). não queremos saber o que acontece aos animais. só queremos é ver no prato.
quem tive oportunidade, recomento um programa inglês "kill it, cook it, eat it", onde se vê o processo todo até chegar ao prato.
http://www.bbc.co.uk/bbcthree/programmes/kill_it/
e já agora o programa "fowl dinners" de jamie oliver (um famoso cozinheiro britânico)
http://www.jamieoliver.com/diary/2008/0 ... o_the_year
quem tive oportunidade, recomento um programa inglês "kill it, cook it, eat it", onde se vê o processo todo até chegar ao prato.
http://www.bbc.co.uk/bbcthree/programmes/kill_it/
e já agora o programa "fowl dinners" de jamie oliver (um famoso cozinheiro britânico)
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ajosemor
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
itisix disse:
portanto e resumindo, mais cereais, hortaliças, leguminosas, fruta, produtos lácteos e aves. menos carnes vermelhas e derivados. mais produtos regionais menos do mercado mundial. curioso, já repararam que é o que nos aconselham médicos e dietistas quando estamos em perigo? é fácil!
bom convenhamos que não nos tendo ainda habituado a nada comer, o que tb só duraria cerca de 40 a 60 dias (média), alguma coisa teremos que comer. a questão está em que nos alimentamos demasiado alto na cadeia alimentar. em vez dos cereais, vegetais, produtos lácteos, mesmo aves, etc. estamos a abusar das carnes vermelhas, gorduras animais, e outros alimentos altamente calóricos, consumidores de energia, e poluentes, na sua produção. por outro lado está na moda comer os produtos oriundos de regiões longínquas em detrimento das produzidas perto de nós com os consequentes maiores consumos de energia, o que frequentemente é absurdo. tem um único elemento pedagógico importante que é o de levar os nossos produtores a interrogarem-se de como é possível os outros conseguirem, apesar de tudo, concorrer com eles e ganhar. pode ser que muitos depois de uns solavancos se organizem. é minha opinião que em muitos aspectos estávamos a precisar de ser colonizados já que durante muito tempo usufruímos das benesses e comodismos do colonizador. veja-se como estávamos a importar azeite por consumirmos mais do que produzimos, e, empresas devidamente estruturadas portuguesas e espanholas estão a inverter o processo com novos olivais aproveitando alqueva.infelizmente não é só a carne. a procura por mais e mais alimentos é absolutamente incrível. é a carne, o peixe (que quarquer dia já nem há), a procura desenfreada por cereais, etc. estamos cada vez mais consumistas. comemos que nem porcos (que me desculpem os porquinhos). não queremos saber o que acontece aos animais. só queremos é ver no prato.
quem tive oportunidade, recomento um programa inglês "kill it, cook it, eat it", onde se vê o processo todo até chegar ao prato.
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e já agora o programa "fowl dinners" de jamie oliver (um famoso cozinheiro britânico)
http://www.jamieoliver.com/diary/2008/0 ... o_the_year
portanto e resumindo, mais cereais, hortaliças, leguminosas, fruta, produtos lácteos e aves. menos carnes vermelhas e derivados. mais produtos regionais menos do mercado mundial. curioso, já repararam que é o que nos aconselham médicos e dietistas quando estamos em perigo? é fácil!
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Luciano Kaefer
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
o que mata não é o colesterol.... é o stress!!
equilibrio... é a palavra chave!
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Tó Miguel
Autor do tópico - Membro Platinium

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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
é claro que não se pode deixar de comer carne, mas podemos reduzir a quantidade ingerida, se todo o mundo reduzisse para metade a melhoria ambiental que não serialuciano kaefer Escreveu:o que mata não é o colesterol.... é o stress!!
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jmal
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
por falar em equilíbrio, ele existe mas apenas entre continentes.
e já agora, então não estou a perceber, afinal os cereais não servem só pra fazer biocombustíveis.
e já agora, então não estou a perceber, afinal os cereais não servem só pra fazer biocombustíveis.
Cumps Inovadores
Vectrix VX1 Limited - 8 kwh - 20000 kms
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ajosemor
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
jmal disse:
quanto á segunda a minha dúvida é: alguma vez deveriam ter sido utilizados para esse efeito atendendo á fome existente no mundo actual?
mas sejamos construtivos. a informação é a mãe das posições esclarecidas (não iguais!). aqui vai mais uma contribuição retirada com a devida vénia da revista visão nº 764 de 25 de outubro de 2007

não compreendo a primeira frase mas tb não me parece muito importante.por falar em equilíbrio, ele existe mas apenas entre continentes.
e já agora, então não estou a perceber, afinal os cereais não servem só pra fazer biocombustíveis.
quanto á segunda a minha dúvida é: alguma vez deveriam ter sido utilizados para esse efeito atendendo á fome existente no mundo actual?
mas sejamos construtivos. a informação é a mãe das posições esclarecidas (não iguais!). aqui vai mais uma contribuição retirada com a devida vénia da revista visão nº 764 de 25 de outubro de 2007

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jmal
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
a primeira quer dizer que em uns continentes come-se demais e noutros come-me a menos, daí ter-lhe chamado equilíbrio, quanto à segunda tem a ver com aquela notícia que foi lançada à dias atrás sobre o aumento dos cereais e do leite em que o responsável eram os biocombustíveis.
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ajosemor
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
jmal. não sejas mauzinho, essa de tu comeres 2 frangos e eu nenhum mas a estatística me atribuir 1, não me salva a vida. morro mesmo "comendo" 1 em média. que equilíbrio é este?
eram ou são?
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jmal
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
chamei-lhe equilíbrio digamos de contas, mas não equilíbrio justo, saudável, ético. se analisares bem é isso que sempre aconteceu, quando uns comem a menos, outros comem a mais, até na vida natural é assim.
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katzilla
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
jmal é a lei do mais rico (e gordo)
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jmal
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
sim concordo com o tudo o que foi dito, mas temos de perceber que os povos que passam fome á custa das nossas grandes, cheias e estúpidas barrigas.
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Luciano Kaefer
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
opps! a minha barriga não é estupida...
e está cheia só por fora...
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itisix
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
a sociedade ocidental desperdiça muitos alimentos.
comemos demasiado, deixamos muitos "restos". aproveitamos mal os alimentos. se uma maça tiver um "toque" já ninguém a quer, mesmo que esse pequeno ponto sendo só uns 10% da mesma. aliás, quando vamos às compras só queremos as maças reluzentes. as que têm menos bom aspecto (e que normalmente são bem mais saborosas) vão para o lixo.
todos os anos, são deitados fora toneladas e toneladas de alimentos em perfeitas condições. simplesmente ninguem os compra (ou dizem que ninguém os compra) e como não deixam vender mais barato, lá vai tudo para o lixo.
abusamos de carnes (vermelhas e não só). abusamos um pouco de tudo.
vamos comprar fruta caríssima que vem sabe-se lá de onde e deixamos as nossas árvores de fruto ao desleixo e nem sequer vamos lá apanhar o que dá.
as grandes lojas normalmente, em vez de oferecer alimentos em fim de prazo, mandam para o lixo.
conselhos:
procurem alimentos da região. além de, normalmente serem mais saborosos, não andam aí os camiões de um lado para o outro a poluir.
quando cozinharem em casa, tentem que não sobre nada nos pratos e nos tachos.
o pão, mesmo depois de um dia ou dois ainda é bom. façam torradas.
evitem bolachas e a maioria dos cereais de pequeno almoço. são super carregados de açucar desnecessário.
se tiverem onde, plantem umas coisitas em casa. além de saberem muito bem, dá um gozo do caraças saber que aquela alface que estamos a comer foi tratada por nós.
comprem pouco de cada vez. se comprarem muito alguma coise vai-se estragar.
e já agora, a título de ridiculo, só uma história que vi na tv britânica um dia destes:
comemos demasiado, deixamos muitos "restos". aproveitamos mal os alimentos. se uma maça tiver um "toque" já ninguém a quer, mesmo que esse pequeno ponto sendo só uns 10% da mesma. aliás, quando vamos às compras só queremos as maças reluzentes. as que têm menos bom aspecto (e que normalmente são bem mais saborosas) vão para o lixo.
todos os anos, são deitados fora toneladas e toneladas de alimentos em perfeitas condições. simplesmente ninguem os compra (ou dizem que ninguém os compra) e como não deixam vender mais barato, lá vai tudo para o lixo.
abusamos de carnes (vermelhas e não só). abusamos um pouco de tudo.
vamos comprar fruta caríssima que vem sabe-se lá de onde e deixamos as nossas árvores de fruto ao desleixo e nem sequer vamos lá apanhar o que dá.
as grandes lojas normalmente, em vez de oferecer alimentos em fim de prazo, mandam para o lixo.
conselhos:
procurem alimentos da região. além de, normalmente serem mais saborosos, não andam aí os camiões de um lado para o outro a poluir.
quando cozinharem em casa, tentem que não sobre nada nos pratos e nos tachos.
o pão, mesmo depois de um dia ou dois ainda é bom. façam torradas.
evitem bolachas e a maioria dos cereais de pequeno almoço. são super carregados de açucar desnecessário.
se tiverem onde, plantem umas coisitas em casa. além de saberem muito bem, dá um gozo do caraças saber que aquela alface que estamos a comer foi tratada por nós.
comprem pouco de cada vez. se comprarem muito alguma coise vai-se estragar.
e já agora, a título de ridiculo, só uma história que vi na tv britânica um dia destes:
os ingleses pescam camarão na costa norte das ilhas britânicas. depois, refrigeram o camarão, manda de avião para a tailândia onde é descascado á mão. depois de descascado é devolvido a inglaterra onde é colocado nas prateleiras dos supermercados.
eu compreendo que lhes sai mais barato, mas além da óbvia exploração de culturas desfavorecidas, estão a criar toneladas e toneladas de poluição absolutamente desnecessárias.
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katzilla
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
retiro o que escrevi. ser gordo não é sinonimo de riqueza ou bem estar, já o foi, mas agora está provado com estudos que não é assim.katzilla Escreveu:jmal é a lei do mais rico (e gordo)
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jmal
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
estou generalizando um pouco, peço desculpa.luciano kaefer Escreveu:opps! a minha barriga não é estupida...
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Bluesky
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Re: Repensando o Voraz Consumo de Carne
o que mata (em peso) e matará neste mundo não é nem o colestrol nem o stress, mas sim a subnutrição. se acham que "isto" nao é um problema...
sim, existem dois erros substanciais na nossa alimentação, que é o excesso proteico e a falta de qualidade do mesmo. uma recomendação será recorrer a outras fontes proteicas de maior valor. insectos, por exemplo. ou zooplancton outros.
tenham cuidado com as opinioes-banana, basicamente conselhos de quem nao sabe, como por exemplo na televisao alguem que queria ser 100% vegetariano e pensava que bastaria alimentar-se de vegetais!!!! pois bem, a ignorancia é o que mais mata neste planeta. tratem com respeito os vegetarianos e vegetarianos éticos e aprendam com eles. se querem um conselho apostem na macrobiotica pois é um otimo começo - será tambem uma aposta na saude. o organismo é uma maquina que funciona em harmonia com os factores externos e necessita de "tuning" sempre que se mudam os habitos alimentares - tal como um motor a biodiesel ou a oleo vegetal directo.
ps: salvem o oleo alimentar virgem #
sim, existem dois erros substanciais na nossa alimentação, que é o excesso proteico e a falta de qualidade do mesmo. uma recomendação será recorrer a outras fontes proteicas de maior valor. insectos, por exemplo. ou zooplancton outros.
tenham cuidado com as opinioes-banana, basicamente conselhos de quem nao sabe, como por exemplo na televisao alguem que queria ser 100% vegetariano e pensava que bastaria alimentar-se de vegetais!!!! pois bem, a ignorancia é o que mais mata neste planeta. tratem com respeito os vegetarianos e vegetarianos éticos e aprendam com eles. se querem um conselho apostem na macrobiotica pois é um otimo começo - será tambem uma aposta na saude. o organismo é uma maquina que funciona em harmonia com os factores externos e necessita de "tuning" sempre que se mudam os habitos alimentares - tal como um motor a biodiesel ou a oleo vegetal directo.
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_______ .oO Impossivel é um conceito /& / não uma realidade Oo. _______
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Tó Miguel
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Coração em sufrimento e não é por amor...
pela vossa saúde - (uma maravilha de video)
for your health - (a video wonder)
quando a cabeça não pensa o corpo é que paga, neste caso o nosso coração, vejam o vídeo e depois pensem no que comeram nas últimas 24 horas, é tempo de mudar e mais vale tarde que nunca
http://www.thevisualmd.com/health_cente ... _continuum
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"ECOnomia também pode ser ECOlogia"
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Bluesky
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Re: Somos aquilo que comemos...
existem muitas coisas que matam mas nada se aproxima da simples estupidez.
(começo a desenvolver o gosto por comentarios curtos, quod erat demonstratum)
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Tó Miguel
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Re: Somos aquilo que comemos...
nem mais uma pessoa saber que fumar faz mal e continuar a fumar, só pode ser simplesmente estúpida vale a pena bater no ceguinhobluesky Escreveu:existem muitas coisas que matam mas nada se aproxima da simples estupidez.
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