http://ensino.eu/2007/dez2007/politecnico1.html
quatro alunos do instituto politécnico de viseu desenvolveram um "veículo eléctrico puro", a partir de um carro normal, que, além de ser ecológico, gasta pouco mais de um euro aos 100 quilómetros.
andré martins, hélder silva, josé teixeira e rui xavier, alunos do departamento de engenharia electrotécnica do instituto politécnico de viseu (ipv), desenvolveram ao longo do último ano lectivo "um veículo automóvel ecológico". transformaram "um veículo com propulsão convencional num veículo eléctrico puro, com propulsão 100 por cento eléctrica".
durante a sessão de apresentação, que decorreu no início do mês, no auditório principal da escola superior de tecnologia de viseu (estv), o coordenador, joaquim delgado, explicou que o projecto começou a ser construído a partir de um volvo 460 de cor branca.
"procedeu-se, numa fase inicial, à remoção de todos os componentes relacionados com motor de combustão, mantendo-se na sua íntegra a instalação eléctrica e as características de segurança do modelo original", esclareceu. posteriormente, no veículo foi instalado "um motor eléctrico e baterias".
segundo o coordenador deste projecto, o veículo eléctrico puro atinge entre 70 a 80 quilómetros por hora e gasta pouco mais de um euro por cada 100 quilómetros. com 10 baterias e uma autonomia para cerca de 50 quilómetros, possui carregador a bordo e demora duas horas a recarregar (alimentado em tomada vulgar).
quanto ao nível de emissão de dióxido de carbono (co2) no local de utilização, "é de zero gramas de co2 por quilómetro", enquanto o nível de emissão de co2 efectivo é de "cerca de 40 gramas de co2 por quilómetro".
rui xavier, um dos quatro alunos que desenvolveu o veículo eléctrico puro, contou que foi proposta "a adaptação de um veículo tradicional para um veículo de tracção eléctrica total, movido a baterias. como os combustíveis fósseis estão a esgotar-se e os preços são elevados, era importante pensar-se num carro ecológico".
rui xavier frisou que, ao conduzir-se este automóvel, "a primeira impressão que se tem é que é muito silencioso e tem um arranque muito rápido". visivelmente satisfeito com este trabalho, que "depois de reunido todo o material necessário demorou entre dois a três meses", o aluno do ipv salienta que "este é um projecto que acaba de começar".
"ainda há muito para melhorar, nomeadamente a questão das baterias que pode ser optimizada. mas este é um trabalho para outro grupo de alunos, já que nós acabámos o curso", referiu. o projecto foi desenvolvido com cerca de 14 mil euros e "é um passo muito importante num contexto actual de esgotamento de recursos fósseis".
ainda de acordo com o coordenador joaquim delgado, "é necessário encontrar fontes alternativas" e "portugal tem tudo para poder explorar eficazmente estas áreas".
"basta que haja vontade e se aposte nas direcções correctas", concluiu.