
empresários juntos em defesa do ambiente, mas com os olhos no negócio
reduzir as emissões de dióxido carbono é uma das principais preocupações da indústria do turismo a nível mundial. ontem, no encerramento da cimeira do world travel & tourism council (wttc), os empresários assumiram o compromisso de apostar mais nas energias alternativas e contribuir para um turismo mais amigo do ambiente.
jonh francis, da planetwalker, considera que o sector tem "consciência do aquecimento global, das mudanças climatéricas", e que os empresários "sabem o que devem fazer", mas considera que a questão ainda "é muito exterior".
já o presidente da enterprise rent-a-car, uma das maiores empresas nos estados unidos do rent-a-car, diz que o "ambiente é um assunto de todos e não só da indústria do turismo". andrew taylor salientou o esforço que a sua empresa está a desenvolver para contribuir para o meio ambiente. a entreprise rent-a-car colocou uma encomenda de 800 mil veículos híbridos junto das construtoras automóveis ford e gm, num investimento da ordem dos 40 milhões de dólares (29,8 milhões de euros). numa atitude irreverente, que marcou o último debate do encontro, stelios haji-ioannou, do easygroup, que detém a companhia low cost easyjet, afirmou que "não queremos chegar a um ponto em que as pessoas se sintam culpadas por visitarem a acrópole". e considera que ao colocar-se "o preço em tudo, leva a que o consumidor tenha, cada vez mais a noção do impacto social de cada coisa". e citou o caso dos hotéis do easygroup em que o cliente, se quer trocar de toalha ou de lençóis tem de pagar.
em tom de desafio, rory spowers, co-fundador da web of hope, afirmou que os "aviões são responsáveis por 2% das emissões mundiais de carbono". a afirmação foi prontamente rebatida por stelios haji-ioannou, ao afirmar que as companhias low cost são as menos poluidoras da aviação. e aplaudiu a intenção de bruxelas em limitar o espa- ço aéreo europeu a aparelhos com mais de 20 anos. a aposta nos biocombustíveis foi reforçada por vários intervenientes. tom arnold, da terrapass, considera que se deve "gerir as emissões dos aviões numa base de eficiência em função do número de passageiros por milha". e em jeito de provocação chegou a afirmar que os milhões de dólares que george w. bush já gastou na guerra do iraque, teriam sido melhor apli- cados no desenvolvimento do biocombustível. o que lhe valeu alguns aplausos.
andré jordan, empresário português, considera que é necessário "um organismo como as nações unidas que diga o que podemos fazer ", já que "preservar os recursos não é um acto de caridade". no final, o ambiente foi relegado para segundo plano, quando um dos intervenientes - americano - criticou a falta de espaço no aeroporto de heathrow, após o acordo de céus abertos entre a europa e os eua. apesar da preocupação ambiental os negócios acabaram por dominar a discussão no final do vii wttc.
in diario de noticias



