
um estudo publicado numa revista científica demonstra que nos últimos 100 anos as temperaturas na europa subiram 1,6 graus centígrados. o estudo aponta para um futuro com verões ainda mais quentes.
as ondas de calor que nos últimos anos foram consideradas directamente responsáveis pela morte de centenas de pessoas em toda a europa estão a tornar-se mais frequentes e mais prolongadas.
de acordo com o estudo de um grupo de investigadores suíços que analisou à luz de novos métodos temperaturas máximas diárias de mais de 200 locais na europa, as ondas de calor extremo são um sinal inequívoco de um progressivo aquecimento global.
a investigação, publicada numa revista da união de geofísica americana, vem demonstrar que desde 1880 as temperaturas subiram 1,6 graus centígrados e não 1,3 como até aqui era aceite pela comunidade científica. segundo os investigadores, esta disparidade reside no facto de até 1930 o método de medir a temperatura não ser suficientemente fiável.
por essa razão, concluem os cientistas, as estimativas de alterações nas temperaturas mais altas entre junho e agosto têm sido conservadoras.
as ondas de calor, que em 1880 duravam, em média 1,5 dias, têm agora a duração de três dias.
fonte: sic online

