
lisboa, 28 de março, 2007 auditório da culturgest
edifício da caixa geral de depósitos, rua do arco do cego
o 4º relatório do painel intergovernamental para as alterações climáticas
(ipcc), publicado a 2 de fevereiro, veio confirmar a evidência científica das
alterações no clima da terra: a segunda metade do século xx foi o período
mais quente no hemisfério norte, nos últimos 1 300 anos, tendo a europa
registado um aumento superior à média global; nas últimas décadas tem-se
verificado um aumento na frequência de acontecimentos extremos, entre os
quais, secas prolongadas (por exemplo, em portugal, 2004-05
o papel das florestas na mitigação das causas das alterações
climáticas é reconhecido no texto da convenção quadro das
nações unidas para as alterações climáticas. nos termos do
protocolo de quioto (pq), para efeitos de balanço nacional de
emissões de gases com efeito de estufa (gee), no primeiro
período de cumprimento (2008-2012), é obrigatório proceder à
contabilização, das actividades de florestação, reflorestação e desflorestação,
induzidas por acção humana, que tenham ocorrido após 01/01/1990 e até
31/12/2012. fica ao critério de cada país integrar, também, as actividades de
gestão florestal e/ou a gestão de culturas agrícolas e/ou de pastagens e/ou
revegetação, que tenham ocorrido após 1990 e sido induzidas por acção
humana
em portugal, o entendimento sobre a participação das actividades florestais no
cumprimento nacional de quioto está vertido no programa nacional para as
alterações climáticas pnac 2006. entre as suas medidas, o pnac estabelece
a promoção da capacidade de sumidouro de carbono da floresta através da
melhoria da sua gestão e a constituição de novos povoamentos florestais, num
total de 492 mil hectares, relativamente a 31/12/1989. esta medida permitirá
reduzir o balanço nacional líquido de emissões de gee, em 2010, em 0,8 mt
co2e. na aritmética financeira de quioto, a valorização desta externalidade
positiva ronda 60 milhões de euros.
num momento em que se negoceia o pós-quioto e em que a comissão
europeia já avançou com a meta de redução de 20% nas emissões gases com
efeito de estufa, em 2020 face aos níveis de 1990, o que permite antecipar a
necessidade de um esforço interno acrescido em matéria de gestão do carbono.
num momento em que o serviço de sequestro de carbono pelos ecossistemas
terrestres não é só reconhecido e valorizado no âmbito dos mercados regulados
de quioto, mas também o é no contexto de mercados voluntários, alavancados
e dinamizados por marcas e empresas que, proactivamente e sob estratégias
corporativas de responsabilidade ambiental e social, compensam assim as suas
emissões de gases com efeito de estufa.
num momento em que é crescente o reconhecimento público do problema das
alterações climáticas, por parte de cidadãos e dos media...
é também o momento para promover uma discussão sobre o papel da floresta
portuguesa na mitigação do balanço líquido das emissões de gee, quer ao
nível das políticas públicas, quer no âmbito do mercado. qual o valor da(s)
floresta(s) portuguesa(s) no mercado do carbono no curto prazo e qual a sua
importância estratégica no longo prazo.
programa
manhã:
— a floresta portuguesa num contexto de alterações climáticas
joão santos pereira (instituto superior de agronomia)
— a gestão da floresta e dos espaços agro-florestais e o sequestro de carbono
annette freibauer (max-planck-institute for biogeochemistry)
josé m. cardoso pereira (instituto superior de agronomia)
tiago domingos (instituto superior técnico)
o papel das pastagens biodiversas e da sementeira directa no sequestro de carbono
em espaços agro-florestais
— a floresta portuguesa, o cumprimento de quioto e as expectativas para pós-quioto
júlia seixas, fct-unl, directora da e.value
tarde:
— os instrumentos de política no apoio ao potencial de sequestro de carbono da floresta
portuguesa
representante do ministério da agricultura, do desenvolvimento rural e das pescas
(comissão executiva da cac)
joão durão (fundo florestal permanente, ifadap)
o fundo florestal permanente
— os mercados emergentes do carbono na redução do balanço líquido das emissões
nacionais:
os mercados voluntários do (sequestro de) carbono na redução do balanço líquido das
emissões nacionais
ricardo machado (federação dos produtores florestais de portugal)
josé m. lupi caetano (unac, união da floresta mediterrânica)
— estratégias empresariais de melhoria do balanço do carbono:
o caso da edp, energias de portugal
eng.º neves de carvalho (edp, energias de portugal)
o caso do grupo portucel soporcel
engº josé ricardo rodrigues (grupo portucel soporcel)
encerramento:
— os produtores florestais portugueses, o cumprimento de
quioto e o seu papel no pós-quioto
josé honório (presidente do ca do grupo portucel-soporcel)
joão machado (presidente da confederação dos agricultores de portugal)
as intenções de inscrição, bem como qualquer pedido de
informação sobre a conferência, deverão ser comunicadas
unicamente por correio electrónico para o endereço
[email protected].
o custo da inscrição é de 75 euros e o seu pagamento deverá ser
efectuado após a confirmação, comunicada igualmente por correio
electrónico, por parte da organização da conferência.
devido à capacidade da sala em que se realizará a conferência, as
inscrições serão limitadas a 100 e serão aceites pela ordem de
recepção.
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