SAUDE
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
quase metade população tem hipertensão, só 11% controlados
15 de maio de 2011
quase metade da população portuguesa tem hipertensão arterial, mas a doença só está controlada em 11 por cento dos casos, sendo «preocupante» a percentagem «cada vez maior» de jovens e crianças hipertensas, foi hoje revelado.
«o último estudo apontava para 42 por cento da população com mais de 18 anos com hipertensão arterial, mas, destes, perto de metade não sabe que é hipertensa», adiantou à agência lusa o presidente da sociedade portuguesa de hipertensão (sph), josé nazaré.
do global de hipertensos em portugal, tratados ou não tratados, frisou, «só cerca de 11 por cento têm a doença controlada com as medidas adequadas, quer com a modificação do estilo de vida, quer através de medicamentos».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510502
15 de maio de 2011
quase metade da população portuguesa tem hipertensão arterial, mas a doença só está controlada em 11 por cento dos casos, sendo «preocupante» a percentagem «cada vez maior» de jovens e crianças hipertensas, foi hoje revelado.
«o último estudo apontava para 42 por cento da população com mais de 18 anos com hipertensão arterial, mas, destes, perto de metade não sabe que é hipertensa», adiantou à agência lusa o presidente da sociedade portuguesa de hipertensão (sph), josé nazaré.
do global de hipertensos em portugal, tratados ou não tratados, frisou, «só cerca de 11 por cento têm a doença controlada com as medidas adequadas, quer com a modificação do estilo de vida, quer através de medicamentos».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510502
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
movimento de utentes da saúde considera «injustiça» mulheres que abortam pagarem taxas
16-05-2011

o porta-voz do movimento de utentes da saúde considerou, esta segunda-feira, que seria uma «injustiça» o pagamento de taxas moderadoras pelas mulheres que interrompem a gravidez.
apesar de admitir o momento de crise em que o país se encontra, o porta-voz do movimento manuel villas-boas lembra que é preciso «escolher bem aqueles que devem pagar a crise e nunca aqueles que não fizeram nada para essa crise e que têm menos possibilidades de a pagar».
a posição do movimento é conhecida depois de o presidente do conselho de ética, miguel oliveira da silva, ter afirmado ao jornal público que «não acha mal» que as mulheres que interrompem a gravidez passem a pagar taxas moderadoras.
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=263406
16-05-2011

o porta-voz do movimento de utentes da saúde considerou, esta segunda-feira, que seria uma «injustiça» o pagamento de taxas moderadoras pelas mulheres que interrompem a gravidez.
apesar de admitir o momento de crise em que o país se encontra, o porta-voz do movimento manuel villas-boas lembra que é preciso «escolher bem aqueles que devem pagar a crise e nunca aqueles que não fizeram nada para essa crise e que têm menos possibilidades de a pagar».
a posição do movimento é conhecida depois de o presidente do conselho de ética, miguel oliveira da silva, ter afirmado ao jornal público que «não acha mal» que as mulheres que interrompem a gravidez passem a pagar taxas moderadoras.
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=263406
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
plano de saúde: é hora de adaptar o contrato
15 de maio de 2011
se você ou alguém de sua família tem plano de saúde antigo –contrato assinado até 2 de janeiro de 1999 –, chegou a hora da decisão. qual? você poderá optar entre continuar com o contrato antigo ou mudar para um contrato novo, ou seja, adaptado à lei de planos de saúde, que oferece mais vantagens quanto à cobertura.
anote as vantagens do novo contrato – ou contrato adaptado. primeira: enquanto para os contratos novos, assinados a partir de janeiro de 1999, o reajuste anual da prestação é controlado pelo órgão regulador, a agência nacional de saúde suplementar (ans), quem tem contrato antigo continua sujeito à cobrança de reajuste abusivo, pois este não está sujeito à limitação do índice de aumento estabelecido pela ans.
a liberdade que a empresa de saúde tem para impor o reajusto no contrato antigo pode, em alguns casos, tornar inviável o custo do plano.
o segundo benefício para a mudança do plano – e o mais importante deles – diz respeito à ampliação da cobertura do serviços de saúde, pois a empresa de assistência médica, após a adaptação do contrato, fica proibida de negar o atendimento a todas as doenças listadas pela classificação estatística da organização mundial de saúde (oms).
em outras palavras, a adaptação do contrato livra o consumidor das tristes exclusões e negativas de tratamento, responsáveis por verdadeiros dramas e até mortes de conveniados ou seus dependentes – que deixaram de ser atendidos com base na alegação da empresa de que o tratamento estava excluído do contrato.
o problema relativo às exclusões de tratamento só não foi mais grave porque as vítimas da negativa de tratamento recorreram à justiça, que obrigou as empresas a prestarem o atendimento. bom exemplo da atuação do judiciário nessa matéria ocorreu à época do surgimento da aids, cujo atendimento encabeçava a lista das malditas exclusões, que foram derrubadas pelos juízes.
e a realidade continua a mesma para quem tem contrato antigo, a saber: ou fica sem o tratamento em casos graves, em razão das exclusões previstas no contrato, ou vai ter de recorrer à justiça, arcando com o custo e o desgaste do processo para obter o tratamento.
a adaptação do contrato livra o consumidor de todos estes problemas, embora haja um senão: pela adaptação o consumidor sofrerá um custo adicional à prestação de até 20,59%, autorizado pela ans, para remunerar as empresas pela ampliação das coberturas.
para quem puder arcar com o referido custo, que a empresa poderá cobrar a partir da assinatura o termo de adaptação, esta é recomendável, como visto. para quem não suportar o acréscimo, restará o caminho da justiça, inclusive podendo valer-se do juizado especial cível, onde não há despesa com o processo.
a adaptação é uma livre escolha do consumidor, que poderá solicitar a qualquer tempo à operadora de saúde, e esta tem o prazo de cinco dias para apresentar o termo da adaptação para a avaliação e assinatura pelo consumidor.
o site do instituto de defesa do consumidor (idec – www.idec.org.br) ) apresenta informações, com um competente infográfico, que ajuda o consumidor na hora de decidir pela adaptação. espero que o procon e a ans, divulguem mais informações detalhadas sobre o assunto, e criem um atendimento especial para orientar os consumidores sobre as novas regras da adaptação, que entram em vigor em agosto.
o assunto é muito relevante, afinal estamos falando de 9 milhões de vidas, que ainda têm contrato antigo, e foram deixadas órfãs, quanto à adaptação do plano de saúde, pela ans, que desde 1999 deveria ter editado e implementado as regras sobre o assunto, e só agora parece interessada em cumprir o dever legal até então negligenciado.
http://blogs.estadao.com.br/advogado-de ... -contrato/
15 de maio de 2011
se você ou alguém de sua família tem plano de saúde antigo –contrato assinado até 2 de janeiro de 1999 –, chegou a hora da decisão. qual? você poderá optar entre continuar com o contrato antigo ou mudar para um contrato novo, ou seja, adaptado à lei de planos de saúde, que oferece mais vantagens quanto à cobertura.
anote as vantagens do novo contrato – ou contrato adaptado. primeira: enquanto para os contratos novos, assinados a partir de janeiro de 1999, o reajuste anual da prestação é controlado pelo órgão regulador, a agência nacional de saúde suplementar (ans), quem tem contrato antigo continua sujeito à cobrança de reajuste abusivo, pois este não está sujeito à limitação do índice de aumento estabelecido pela ans.
a liberdade que a empresa de saúde tem para impor o reajusto no contrato antigo pode, em alguns casos, tornar inviável o custo do plano.
o segundo benefício para a mudança do plano – e o mais importante deles – diz respeito à ampliação da cobertura do serviços de saúde, pois a empresa de assistência médica, após a adaptação do contrato, fica proibida de negar o atendimento a todas as doenças listadas pela classificação estatística da organização mundial de saúde (oms).
em outras palavras, a adaptação do contrato livra o consumidor das tristes exclusões e negativas de tratamento, responsáveis por verdadeiros dramas e até mortes de conveniados ou seus dependentes – que deixaram de ser atendidos com base na alegação da empresa de que o tratamento estava excluído do contrato.
o problema relativo às exclusões de tratamento só não foi mais grave porque as vítimas da negativa de tratamento recorreram à justiça, que obrigou as empresas a prestarem o atendimento. bom exemplo da atuação do judiciário nessa matéria ocorreu à época do surgimento da aids, cujo atendimento encabeçava a lista das malditas exclusões, que foram derrubadas pelos juízes.
e a realidade continua a mesma para quem tem contrato antigo, a saber: ou fica sem o tratamento em casos graves, em razão das exclusões previstas no contrato, ou vai ter de recorrer à justiça, arcando com o custo e o desgaste do processo para obter o tratamento.
a adaptação do contrato livra o consumidor de todos estes problemas, embora haja um senão: pela adaptação o consumidor sofrerá um custo adicional à prestação de até 20,59%, autorizado pela ans, para remunerar as empresas pela ampliação das coberturas.
para quem puder arcar com o referido custo, que a empresa poderá cobrar a partir da assinatura o termo de adaptação, esta é recomendável, como visto. para quem não suportar o acréscimo, restará o caminho da justiça, inclusive podendo valer-se do juizado especial cível, onde não há despesa com o processo.
a adaptação é uma livre escolha do consumidor, que poderá solicitar a qualquer tempo à operadora de saúde, e esta tem o prazo de cinco dias para apresentar o termo da adaptação para a avaliação e assinatura pelo consumidor.
o site do instituto de defesa do consumidor (idec – www.idec.org.br) ) apresenta informações, com um competente infográfico, que ajuda o consumidor na hora de decidir pela adaptação. espero que o procon e a ans, divulguem mais informações detalhadas sobre o assunto, e criem um atendimento especial para orientar os consumidores sobre as novas regras da adaptação, que entram em vigor em agosto.
o assunto é muito relevante, afinal estamos falando de 9 milhões de vidas, que ainda têm contrato antigo, e foram deixadas órfãs, quanto à adaptação do plano de saúde, pela ans, que desde 1999 deveria ter editado e implementado as regras sobre o assunto, e só agora parece interessada em cumprir o dever legal até então negligenciado.
http://blogs.estadao.com.br/advogado-de ... -contrato/
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
aborto: 1.300 médicos são objectores de consciência
16 de maio de 2011
mais de 1.300 médicos em portugal são atualmente objectores de consciência na questão da interrupção voluntária da gravidez (ivg), segundo dados da ordem dos médicos (om).
a questão da objecção de consciência foi suscitada logo que entrou em vigor, em julho de 2007, a regulamentação da lei do aborto a pedido da mulher.
na altura, a ordem apontou para a necessidade de ter um registo dos médicos objetores de consciência, lembrando ainda que há diferentes situações de objeção entre os clínicos: objetores em relação ao aborto a pedido da mulher que não o são, por exemplo, em relação às interrupções de gravidez em caso de violação.
os dados atuais da ordem, de 2011, fornecidos à agência lusa apontam para 1.341 clínicos objetores de consciência, sendo 934 médicos de medicina geral e familiar e 407 ginecologistas obstetras.
segundo os números de 2009 constantes do site, há 1.494 ginecologistas/obstetras registados na om e cerca de 5.000 profissionais de medicina geral e familiar.
a ordem dos médicos diz que continua atenta a eventuais casos de profissionais objetores de consciência no serviço nacional de saúde, mas que pratiquem ivg no privado, ainda não tendo sido detetado qualquer caso.
a legislação que veio despenalizar o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gestação estabelece que a objeção de consciência tem de ser manifestada em documento escrito.
determina ainda que os médicos objetores devem “assegurar o encaminhamento da mulher grávida” que solicitar a ivg para “os serviços competentes dentro dos prazos legais”.
nos hospitais públicos em que o número de objetores inviabilize a ivg, os estabelecimentos devem garantir que o aborto é realizado, recorrendo à colaboração de unidades públicas ou privadas reconhecidas pelo estado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510586
16 de maio de 2011
mais de 1.300 médicos em portugal são atualmente objectores de consciência na questão da interrupção voluntária da gravidez (ivg), segundo dados da ordem dos médicos (om).
a questão da objecção de consciência foi suscitada logo que entrou em vigor, em julho de 2007, a regulamentação da lei do aborto a pedido da mulher.
na altura, a ordem apontou para a necessidade de ter um registo dos médicos objetores de consciência, lembrando ainda que há diferentes situações de objeção entre os clínicos: objetores em relação ao aborto a pedido da mulher que não o são, por exemplo, em relação às interrupções de gravidez em caso de violação.
os dados atuais da ordem, de 2011, fornecidos à agência lusa apontam para 1.341 clínicos objetores de consciência, sendo 934 médicos de medicina geral e familiar e 407 ginecologistas obstetras.
segundo os números de 2009 constantes do site, há 1.494 ginecologistas/obstetras registados na om e cerca de 5.000 profissionais de medicina geral e familiar.
a ordem dos médicos diz que continua atenta a eventuais casos de profissionais objetores de consciência no serviço nacional de saúde, mas que pratiquem ivg no privado, ainda não tendo sido detetado qualquer caso.
a legislação que veio despenalizar o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gestação estabelece que a objeção de consciência tem de ser manifestada em documento escrito.
determina ainda que os médicos objetores devem “assegurar o encaminhamento da mulher grávida” que solicitar a ivg para “os serviços competentes dentro dos prazos legais”.
nos hospitais públicos em que o número de objetores inviabilize a ivg, os estabelecimentos devem garantir que o aborto é realizado, recorrendo à colaboração de unidades públicas ou privadas reconhecidas pelo estado.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510586
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
dgs alerta para necessidade de vacinação contra sarampo
16 de maio de 2011
a direcção geral de saúde alertou os portugueses para a necessidade de vacinação contra o sarampo. apesar de o número de portugueses infectados ser muito reduzido – dois casos desde o início de 2011 - a dgs está preocupada com os surtos que apareceram em países vizinhos, nomeadamente espanha e frança.
a direcção geral de saúde alertou os portugueses para a necessidade de vacinação contra o sarampo. apesar de o número de portugueses infectados ser muito reduzido – dois casos desde o início de 2011 - a dgs está preocupada com os surtos que apareceram em países vizinhos, nomeadamente espanha e frança.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510623
16 de maio de 2011
a direcção geral de saúde alertou os portugueses para a necessidade de vacinação contra o sarampo. apesar de o número de portugueses infectados ser muito reduzido – dois casos desde o início de 2011 - a dgs está preocupada com os surtos que apareceram em países vizinhos, nomeadamente espanha e frança.
a direcção geral de saúde alertou os portugueses para a necessidade de vacinação contra o sarampo. apesar de o número de portugueses infectados ser muito reduzido – dois casos desde o início de 2011 - a dgs está preocupada com os surtos que apareceram em países vizinhos, nomeadamente espanha e frança.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510623
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
cuidar de doentes com alzheimer propicia demência
16 de maio de 2011
pessoas que prestam cuidados a pacientes com a doença de alzheimer têm mais probabilidade de sofrerem de demência. «é incrivelmente irónico, mas também faz sentido», afirma o investigador peter p. vitaliano, da universidade de washington (eua).
as funções de um cuidador envolvem muitos factores que aumentam as probabilidades de o indivíduo sofrer debilitação cognitiva e outros problemas, como o stress crónico, isolamento social e depressão. a pessoa pode também adoptar hábitos pouco saudáveis, como exercitar-se menos e comer alimentos pouco nutritivos.
um estudo feito em 2004, na universidade de harvard, mostrou que mulheres idosas que tomavam conta de maridos doentes tinham 31% mais hipóteses de receberem notas mais baixas em testes que mediam a função cognitiva, quando comparadas com mulheres da mesma idade que não prestavam cuidados.
em 2010, um estudo acompanhou mais de 1.200 casais idosos por 12 anos, e descobriu que os cônjuges de pessoas que sofriam de demência tinham 600% mais probabilidades de desenvolverem a mesma condição.
«é aterrorizante», diz a assistente social leah eskenazi. «as pessoas colocam as suas vidas em espera para cuidarem de outra pessoa, para cuidarem de um cônjuge. e pensar que fazer isso os coloca em risco de estarem na mesma situação, e eles vêem a pessoa a decair – especialmente com a demência – é uma doença assustadora».
portanto, é preciso que as pessoas que prestam cuidados dêem atenção também à sua própria saúde. o aconselhamento médico é essencial, e atitudes simples como exercícios físicos e actividades de lazer podem ajudar o cuidador a impedir a debilitação das suas capacidade cognitivas.
a pesquisa foi publicada no journal of the american geriatrics society.

16 de maio de 2011
pessoas que prestam cuidados a pacientes com a doença de alzheimer têm mais probabilidade de sofrerem de demência. «é incrivelmente irónico, mas também faz sentido», afirma o investigador peter p. vitaliano, da universidade de washington (eua).
as funções de um cuidador envolvem muitos factores que aumentam as probabilidades de o indivíduo sofrer debilitação cognitiva e outros problemas, como o stress crónico, isolamento social e depressão. a pessoa pode também adoptar hábitos pouco saudáveis, como exercitar-se menos e comer alimentos pouco nutritivos.
um estudo feito em 2004, na universidade de harvard, mostrou que mulheres idosas que tomavam conta de maridos doentes tinham 31% mais hipóteses de receberem notas mais baixas em testes que mediam a função cognitiva, quando comparadas com mulheres da mesma idade que não prestavam cuidados.
em 2010, um estudo acompanhou mais de 1.200 casais idosos por 12 anos, e descobriu que os cônjuges de pessoas que sofriam de demência tinham 600% mais probabilidades de desenvolverem a mesma condição.
«é aterrorizante», diz a assistente social leah eskenazi. «as pessoas colocam as suas vidas em espera para cuidarem de outra pessoa, para cuidarem de um cônjuge. e pensar que fazer isso os coloca em risco de estarem na mesma situação, e eles vêem a pessoa a decair – especialmente com a demência – é uma doença assustadora».
portanto, é preciso que as pessoas que prestam cuidados dêem atenção também à sua própria saúde. o aconselhamento médico é essencial, e atitudes simples como exercícios físicos e actividades de lazer podem ajudar o cuidador a impedir a debilitação das suas capacidade cognitivas.
a pesquisa foi publicada no journal of the american geriatrics society.
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
sarampo: ministra da saúde apela à vacinação
16 de maio de 2011
a ministra da saúde, ana jorge, apelou hoje à vacinação contra o sarampo, lembrando que, apesar das elevadas taxas de cobertura, há "bolsas da população" em que os níveis são mais reduzidos.
ana jorge, que falava à agência lusa à margem da inauguração de uma unidade de cuidados continuados em rio maior, afirmou que o país tem uma taxa de cobertura de 95 por cento na vacina do sarampo, embora tenha alertado para a existência de “bolsas de população, sobretudo nos grandes centros urbanos como lisboa, em que a taxa de vacinação não é tão elevada”.
“os serviços estão a organizar-se para identificar os locais onde esta taxa de vacinação é menor”, garantiu a governante, apelando à “responsabilidade de cada um”, em especial dos jovens e adultos, faixas etárias em que, segundo a ministra, “é mais difícil aos serviços de saúde chegar com os alertas de vacinação”.
a ministra frisou que, “apesar de ser considerada uma doença benigna, o sarampo é uma doença muito grave e preocupante e só com uma taxa de cobertura de vacinação de 98 por cento é que será possível garantir que não poderá haver surto de sarampo”.
reiterou ainda que, desde que as pessoas se vacinem, “há capacidade de garantir que não vai haver surto de sarampo em portugal".
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510650
16 de maio de 2011
a ministra da saúde, ana jorge, apelou hoje à vacinação contra o sarampo, lembrando que, apesar das elevadas taxas de cobertura, há "bolsas da população" em que os níveis são mais reduzidos.
ana jorge, que falava à agência lusa à margem da inauguração de uma unidade de cuidados continuados em rio maior, afirmou que o país tem uma taxa de cobertura de 95 por cento na vacina do sarampo, embora tenha alertado para a existência de “bolsas de população, sobretudo nos grandes centros urbanos como lisboa, em que a taxa de vacinação não é tão elevada”.
“os serviços estão a organizar-se para identificar os locais onde esta taxa de vacinação é menor”, garantiu a governante, apelando à “responsabilidade de cada um”, em especial dos jovens e adultos, faixas etárias em que, segundo a ministra, “é mais difícil aos serviços de saúde chegar com os alertas de vacinação”.
a ministra frisou que, “apesar de ser considerada uma doença benigna, o sarampo é uma doença muito grave e preocupante e só com uma taxa de cobertura de vacinação de 98 por cento é que será possível garantir que não poderá haver surto de sarampo”.
reiterou ainda que, desde que as pessoas se vacinem, “há capacidade de garantir que não vai haver surto de sarampo em portugal".
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510650
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
palestra gratuita sobre postura por tania valeria gomes
16.maio.2011
você conhece alguém que nunca tenha sentido dor na coluna? eu não conheço, e sinto dores quase todos os dias. o problema da postura é bem conhecido pela população, sabemos que não devemos ficar “jogados” de qualquer jeito na cadeira, mas poucos se seguram e conseguem sentar corretamente.
para tratar deste assunto tão antigo, o ortopedista agnaldo de oliveira júnior, do complexo hospitalar edmundo vasconcelos, dará uma palestra gratuita com o tema “má postura e suas implicações” nesta quarta-feira, 18.
no encontro, o especialista vai mostrar quais posturas devem ser evitadas e como não prestar atenção a isto pode desencadear problemas como tendinite e hérnia de disco, por exemplo.

palestra gratuita “má postura e suas implicações”
dia 18 de maio, quarta-feira, às 15h
centro de convenções do complexo hospitalar edmundo vasconcelos
rua borges lagoa, 1.450 – vila clementino, são paulo/sp
http://blogs.estadao.com.br/radar-cient ... e-postura/
16.maio.2011
você conhece alguém que nunca tenha sentido dor na coluna? eu não conheço, e sinto dores quase todos os dias. o problema da postura é bem conhecido pela população, sabemos que não devemos ficar “jogados” de qualquer jeito na cadeira, mas poucos se seguram e conseguem sentar corretamente.
para tratar deste assunto tão antigo, o ortopedista agnaldo de oliveira júnior, do complexo hospitalar edmundo vasconcelos, dará uma palestra gratuita com o tema “má postura e suas implicações” nesta quarta-feira, 18.
no encontro, o especialista vai mostrar quais posturas devem ser evitadas e como não prestar atenção a isto pode desencadear problemas como tendinite e hérnia de disco, por exemplo.

palestra gratuita “má postura e suas implicações”
dia 18 de maio, quarta-feira, às 15h
centro de convenções do complexo hospitalar edmundo vasconcelos
rua borges lagoa, 1.450 – vila clementino, são paulo/sp
http://blogs.estadao.com.br/radar-cient ... e-postura/
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
medicamentos: gastos do estado nos hospitais subiram 2,1%
16 de maio de 2011
os gastos do estado nos hospitais subiram 2,1 por cento para 235 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do infarmed a que a lusa teve acesso.
em março, o estado gastou cerca de 82,5 milhões de euros, uma variação homóloga de 10,3 por cento face à fatura do ano de 2010.
em declarações à lusa, o secretário de estado da saúde, óscar gaspar, vincou que «até fevereiro havia um crescimento de 3,5 por cento em termos homólogos e, em março, reduz-se o crescimento acumulado para 2,1 por cento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510733
16 de maio de 2011
os gastos do estado nos hospitais subiram 2,1 por cento para 235 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados do infarmed a que a lusa teve acesso.
em março, o estado gastou cerca de 82,5 milhões de euros, uma variação homóloga de 10,3 por cento face à fatura do ano de 2010.
em declarações à lusa, o secretário de estado da saúde, óscar gaspar, vincou que «até fevereiro havia um crescimento de 3,5 por cento em termos homólogos e, em março, reduz-se o crescimento acumulado para 2,1 por cento».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510733
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
cuidados paliativos: nove em cada dez não tem apoio
17 de maio de 2011
cerca de 90 por cento dos milhares de pessoas que precisam de cuidados paliativos em portugal não os tem, o que se deve ao desconhecimento e à excessiva burocratização do sistema, alertou hoje isabel neto, especialista nesta área.
para ajudar a combater esta realidade, decorre a partir de quarta-feira o 12º congresso europeu de cuidados paliativos, o “maior de sempre”, que juntará em lisboa 2.500 profissionais de saúde, afirmou isabel neto, presidente da associação portuguesa de cuidados paliativos (apcp), co-organizadora do evento.
o debate, no qual participarão quase 200 portugueses, será científico e vão ser apresentados diversos trabalhos de investigação, adiantou a responsável, que afirma a necessidade de combater a “ideia errada” de que prestar cuidados paliativos é fazer caridade.
“não presta cuidados paliativos quem tem vocação, mas quem tem treino. é uma especialidade médica e de enfermagem para aliviar o sofrimento dos doentes no final da vida, que muitas vezes não são dias, são meses ou até anos. é um trabalho feito com base em ciência e humanismo”, explicou.
esta chamada de atenção tem a ver com o “muito desconhecimento, os muitos mitos e preconceitos” que rodeiam os cuidados paliativos.
por isso, os principais objetivos do congresso são chamar a atenção para a necessidade de especialização em cuidados paliativos, por um lado, e informar mais as pessoas para que possam pedir ajuda, por outro.
“se não têm informação, se não souberem que existe, nunca poderão pedir cuidados paliativos” e portugal tem “dezenas de milhares de pessoas que estão a viver estas situações”.
a resposta em termos de cuidados paliativos está abaixo das necessidades e, apesar de haver alguns progressos, estes são lentos, alertou.
“temos resposta para 12 por cento das pessoas que precisam, com grandes défices no apoio domiciliário e com algumas tentativas de vender cuidados paliativos como cuidados indiferenciados, esquecendo as recomendações da organização mundial de saúde para que haja especialização”, criticou isabel neto.
segundo a responsável, outro dos motivos que levam a este défice é o facto de os cuidados paliativos estarem integrados na rede de cuidados continuados, o que torna o processo “demasiado burocratizado, com tempos de referenciação muito lentos, que não se compadecem com as necessidades dos doentes”.
isabel neto preconiza assim a possibilidade de criar uma rede autónoma de cuidados paliativos, fora da rede de cuidados continuados.
“só em lisboa, perto duas mil pessoas morrem antes de terem acesso aos cuidados paliativos, porque quando são chamadas para a rede já faleceram. são cerca de 50 por cento os que morrem antes de serem chamados”.
os cuidados paliativos têm também como objetivo prestar um apoio aos familiares e cuidadores que sofrem o impacto direto da doença.
se esse núcleo for constituído em média por três pessoas, então ascendem a pelo menos 180 mil o número daqueles que, em portugal, carecem da resposta dos cuidados paliativos, alerta a apcp.
o congresso irá insistir na necessidade de investimento na formação, de investimento político real e de alteração de funcionamento do atual sistema. paralelamente pretende informar a sociedade civil e também os profissionais de saúde.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510817
17 de maio de 2011
cerca de 90 por cento dos milhares de pessoas que precisam de cuidados paliativos em portugal não os tem, o que se deve ao desconhecimento e à excessiva burocratização do sistema, alertou hoje isabel neto, especialista nesta área.
para ajudar a combater esta realidade, decorre a partir de quarta-feira o 12º congresso europeu de cuidados paliativos, o “maior de sempre”, que juntará em lisboa 2.500 profissionais de saúde, afirmou isabel neto, presidente da associação portuguesa de cuidados paliativos (apcp), co-organizadora do evento.
o debate, no qual participarão quase 200 portugueses, será científico e vão ser apresentados diversos trabalhos de investigação, adiantou a responsável, que afirma a necessidade de combater a “ideia errada” de que prestar cuidados paliativos é fazer caridade.
“não presta cuidados paliativos quem tem vocação, mas quem tem treino. é uma especialidade médica e de enfermagem para aliviar o sofrimento dos doentes no final da vida, que muitas vezes não são dias, são meses ou até anos. é um trabalho feito com base em ciência e humanismo”, explicou.
esta chamada de atenção tem a ver com o “muito desconhecimento, os muitos mitos e preconceitos” que rodeiam os cuidados paliativos.
por isso, os principais objetivos do congresso são chamar a atenção para a necessidade de especialização em cuidados paliativos, por um lado, e informar mais as pessoas para que possam pedir ajuda, por outro.
“se não têm informação, se não souberem que existe, nunca poderão pedir cuidados paliativos” e portugal tem “dezenas de milhares de pessoas que estão a viver estas situações”.
a resposta em termos de cuidados paliativos está abaixo das necessidades e, apesar de haver alguns progressos, estes são lentos, alertou.
“temos resposta para 12 por cento das pessoas que precisam, com grandes défices no apoio domiciliário e com algumas tentativas de vender cuidados paliativos como cuidados indiferenciados, esquecendo as recomendações da organização mundial de saúde para que haja especialização”, criticou isabel neto.
segundo a responsável, outro dos motivos que levam a este défice é o facto de os cuidados paliativos estarem integrados na rede de cuidados continuados, o que torna o processo “demasiado burocratizado, com tempos de referenciação muito lentos, que não se compadecem com as necessidades dos doentes”.
isabel neto preconiza assim a possibilidade de criar uma rede autónoma de cuidados paliativos, fora da rede de cuidados continuados.
“só em lisboa, perto duas mil pessoas morrem antes de terem acesso aos cuidados paliativos, porque quando são chamadas para a rede já faleceram. são cerca de 50 por cento os que morrem antes de serem chamados”.
os cuidados paliativos têm também como objetivo prestar um apoio aos familiares e cuidadores que sofrem o impacto direto da doença.
se esse núcleo for constituído em média por três pessoas, então ascendem a pelo menos 180 mil o número daqueles que, em portugal, carecem da resposta dos cuidados paliativos, alerta a apcp.
o congresso irá insistir na necessidade de investimento na formação, de investimento político real e de alteração de funcionamento do atual sistema. paralelamente pretende informar a sociedade civil e também os profissionais de saúde.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510817
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
entidade elabora guia para orientar médicos de utis sobre ortotanásia
16 de maio de 2011
após pesquisa constatar que mais de 90% dos profissionais de utis já adotaram procedimento que limita ou suspende o tratamento de paciente terminal, associação de medicina intensiva divulga recomendações sobre como devem ser esses cuidados finais
pesquisa publicada na revista da associação de medicina intensiva brasileira (amib) revela que mais de 90% dos profissionais que atuam em utis já praticaram ortotanásia, ou seja, limitaram ou suspenderam o tratamento de um paciente terminal. agora, com base nos resultados desse estudo, a entidade divulga recomendações sobre como devem ser os cuidados finais a esses doentes nos hospitais.

nas utis brasileiras, apenas 4 mil dos 20 mil médicos são especialistas em medicina intensiva
a ortotanásia foi regulamentada pelo conselho federal de medicina (cfm) em 2006, mas a norma entrou em vigor apenas no fim do ano passado. a resolução determina que, para limitar ou interromper o tratamento, o médico precisa ter a anuência do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. ao contrário do que ocorre na eutanásia, não há indução da morte.
ederlon rezende, presidente da amib, afirma que é necessário treinar os profissionais que trabalham nas utis para que eles saibam reconhecer o momento de suspender os esforços terapêuticos. "esse assunto não é novidade para especialistas em medicina intensiva. mas apenas 4 mil dos 20 mil médicos que trabalham em utis têm essa formação", conta.
segundo rezende, o erro mais comum das equipes é insistir em terapias "inúteis ou fúteis", que adiam a morte, mas são incapazes de evitá-la. desde a última revisão do código de ética médica, em 2010, essa atitude passou a ser considerada uma infração ética. o recomendado para esses casos é a adoção de cuidados paliativos, que visem apenas a deixar o paciente confortável.
"médicos são formados para salvar pessoas. mas quem trabalha com medicina intensiva tem de entender que, mais do que salvar o paciente, nossa missão é impedir que ele sofra", diz.
a pesquisa publicada na revista da amib, coordenada pela médica rachel moritz, presidente do comitê de terminalidade da amib, mostra que os profissionais brasileiros aceitam bem a ideia de não introduzir tratamentos inúteis em pacientes terminais, mas receiam suspender aqueles já em andamento - como desligar o aparelho de respiração ou de hemodiálise. "do ponto de vista ético e legal, as duas situações são iguais. mas, do ponto de vista sentimental, são diferentes tanto para o médico e demais profissionais, como para o paciente e sua família."
comunicação. rachel acredita que a saída para esses casos é a equipe conversar abertamente com o paciente e familiares e avaliar, individualmente, se a manutenção de determinado procedimento ou medicamento é benéfica ou não naquele momento.
a pesquisa mostrou, no entanto, que a maior dificuldade das equipes é justamente no quesito comunicação. "no passado, as equipes tomavam decisões sem falar abertamente com a família e as informações não eram colocadas no prontuário do paciente por receio de implicações legais. isso não pode mais acontecer", diz rachel.
nas diretrizes elaboradas pela amib, é ressaltada a necessidade de treinar a habilidade de comunicação das equipes, de promover reuniões multidisciplinares e de criar protocolos para a resolução de conflitos. também se recomenda a documentação antecipada do desejo do paciente sempre que possível (mais informações nesta página).
"em um momento em que surgem novas tecnologias para a manutenção da vida, essa iniciativa torna-se extremamente necessária", afirma o padre leo pessini, professor de bioética do centro universitário são camilo.
segundo ele, a dificuldade de reconhecer que existe um limite de investimento terapêutico é não só dos médicos, mas dos gestores das utis e dos familiares. "se não tivermos essa sabedoria, toda a aparelhagem de cura acaba se transformando em instrumento de tortura", diz pessini.
recomendações
nas diretrizes desenvolvidas pela amib, a assistência intensiva é dividida em três fases. em todas, sintomas como dor, desconforto e dificuldade respiratória devem ser controlados.
fase 1
logo que o paciente é internado na uti: recomenda-se a adoção de todos os recursos disponíveis para salvá-lo.
fase 2
pelo menos 96 horas após a internação: deve-se avaliar a resposta do paciente ao tratamento. se não for positiva e a morte for esperada em dias, semanas ou meses, deve-se explicar a situação para o doente e sua família, evitar intervenções fúteis, priorizar o conforto do paciente, possibilitar a alta da uti e avaliar o melhor local para fornecer cuidados paliativos.
fase 3
quando não há dúvidas de que a morte é iminente e se houver consenso entre os familiares: recomenda-se a suspensão de todas as intervenções terapêuticas (inclusive alimentação por sonda e hemodiálise) e a intensificação dos cuidados paliativos.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 9757,0.php
16 de maio de 2011
após pesquisa constatar que mais de 90% dos profissionais de utis já adotaram procedimento que limita ou suspende o tratamento de paciente terminal, associação de medicina intensiva divulga recomendações sobre como devem ser esses cuidados finais
pesquisa publicada na revista da associação de medicina intensiva brasileira (amib) revela que mais de 90% dos profissionais que atuam em utis já praticaram ortotanásia, ou seja, limitaram ou suspenderam o tratamento de um paciente terminal. agora, com base nos resultados desse estudo, a entidade divulga recomendações sobre como devem ser os cuidados finais a esses doentes nos hospitais.

nas utis brasileiras, apenas 4 mil dos 20 mil médicos são especialistas em medicina intensiva
a ortotanásia foi regulamentada pelo conselho federal de medicina (cfm) em 2006, mas a norma entrou em vigor apenas no fim do ano passado. a resolução determina que, para limitar ou interromper o tratamento, o médico precisa ter a anuência do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. ao contrário do que ocorre na eutanásia, não há indução da morte.
ederlon rezende, presidente da amib, afirma que é necessário treinar os profissionais que trabalham nas utis para que eles saibam reconhecer o momento de suspender os esforços terapêuticos. "esse assunto não é novidade para especialistas em medicina intensiva. mas apenas 4 mil dos 20 mil médicos que trabalham em utis têm essa formação", conta.
segundo rezende, o erro mais comum das equipes é insistir em terapias "inúteis ou fúteis", que adiam a morte, mas são incapazes de evitá-la. desde a última revisão do código de ética médica, em 2010, essa atitude passou a ser considerada uma infração ética. o recomendado para esses casos é a adoção de cuidados paliativos, que visem apenas a deixar o paciente confortável.
"médicos são formados para salvar pessoas. mas quem trabalha com medicina intensiva tem de entender que, mais do que salvar o paciente, nossa missão é impedir que ele sofra", diz.
a pesquisa publicada na revista da amib, coordenada pela médica rachel moritz, presidente do comitê de terminalidade da amib, mostra que os profissionais brasileiros aceitam bem a ideia de não introduzir tratamentos inúteis em pacientes terminais, mas receiam suspender aqueles já em andamento - como desligar o aparelho de respiração ou de hemodiálise. "do ponto de vista ético e legal, as duas situações são iguais. mas, do ponto de vista sentimental, são diferentes tanto para o médico e demais profissionais, como para o paciente e sua família."
comunicação. rachel acredita que a saída para esses casos é a equipe conversar abertamente com o paciente e familiares e avaliar, individualmente, se a manutenção de determinado procedimento ou medicamento é benéfica ou não naquele momento.
a pesquisa mostrou, no entanto, que a maior dificuldade das equipes é justamente no quesito comunicação. "no passado, as equipes tomavam decisões sem falar abertamente com a família e as informações não eram colocadas no prontuário do paciente por receio de implicações legais. isso não pode mais acontecer", diz rachel.
nas diretrizes elaboradas pela amib, é ressaltada a necessidade de treinar a habilidade de comunicação das equipes, de promover reuniões multidisciplinares e de criar protocolos para a resolução de conflitos. também se recomenda a documentação antecipada do desejo do paciente sempre que possível (mais informações nesta página).
"em um momento em que surgem novas tecnologias para a manutenção da vida, essa iniciativa torna-se extremamente necessária", afirma o padre leo pessini, professor de bioética do centro universitário são camilo.
segundo ele, a dificuldade de reconhecer que existe um limite de investimento terapêutico é não só dos médicos, mas dos gestores das utis e dos familiares. "se não tivermos essa sabedoria, toda a aparelhagem de cura acaba se transformando em instrumento de tortura", diz pessini.
recomendações
nas diretrizes desenvolvidas pela amib, a assistência intensiva é dividida em três fases. em todas, sintomas como dor, desconforto e dificuldade respiratória devem ser controlados.
fase 1
logo que o paciente é internado na uti: recomenda-se a adoção de todos os recursos disponíveis para salvá-lo.
fase 2
pelo menos 96 horas após a internação: deve-se avaliar a resposta do paciente ao tratamento. se não for positiva e a morte for esperada em dias, semanas ou meses, deve-se explicar a situação para o doente e sua família, evitar intervenções fúteis, priorizar o conforto do paciente, possibilitar a alta da uti e avaliar o melhor local para fornecer cuidados paliativos.
fase 3
quando não há dúvidas de que a morte é iminente e se houver consenso entre os familiares: recomenda-se a suspensão de todas as intervenções terapêuticas (inclusive alimentação por sonda e hemodiálise) e a intensificação dos cuidados paliativos.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 9757,0.php
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
são paulo: diagnóstico de hepatite cresce 57%
17 de maio de 2011
maioria dos casos é do tipo c, o mais perigoso, pelo risco aumentado de evolução para cirrose
são paulo - a capital teve um aumento de 56,9% no número de diagnósticos de hepatites virais em cinco anos, segundo dados do ambulatório de hepatites do centro de referência e treinamento em dst/aids (crt-dst/aids), ligado à secretaria estadual de saúde. em 2004, quando a unidade iniciou suas atividades, foram identificados 388 casos da doença, número que pulou para 609 em 2009 - ano do último dado consolidado disponível.
tanto em homens como em mulheres diagnosticados com hepatite, o tipo c foi o mais prevalente na amostra do crt, justamente a forma mais perigosa da doença - já que está mais associada à evolução para quadros de cirrose, segundo os especialistas. o contato com sangue contaminado é a forma mais comum de transmissão - um alicate de unha não esterilizado, por exemplo, pode transmitir. entre os pacientes do sexo masculino contaminados, 51,8% eram portadores do tipo c, índice que chegou a 69,8% na população feminina.

no caso do tipo b, de contágio prioritariamente sexual, a proporção de infectados entre os homens é quase o dobro em relação às mulheres: 33,1% dos pacientes masculinos diagnosticados com hepatite tinham essa variante da doença, ante 18,1% das mulheres. mas já é possível, via sistema único de saúde (sus), se vacinar contra o tipo b (veja ao lado), possibilidade que não existe para o subtipo c.
no total, o crt diagnosticou 4.164 casos de hepatites virais, sendo que a doença se mostrou predominante no público masculino, que responde por quase 70% dos casos. para o hepatologista fernando pandullo, do hospital israelita albert einstein, isso pode ser resultado da maior exposição masculina à atividade sexual desprotegida, uso de drogas e riscos de ferimentos - formas de contaminação associadas à doença.
segundo pandullo, a hepatite é uma doença geralmente esquecida pela população. "a maioria das pessoas tem medo de morrer do coração ou de câncer, mas esquece de quadros crônicas como a hepatite e não pede para os médicos pesquisarem a presença desses vírus."
a própria característica da hepatite, doença que geralmente não provoca sintomas, agrava ainda mais a situação. "como a grande maioria dos pacientes com hepatite b ou c é assintomática, esse aumento de diagnósticos significa que mais pessoas estão sendo testadas", diz a diretora do ambulatório de hepatites do crt-dst/aids, mariliza henrique da silva. ela acrescenta que, quanto antes feito o diagnóstico, melhor o paciente costuma responder ao tratamento.
a médica edna strauss, representante da sociedade brasileira de hepatologia na associação médica brasileira, lembra que a hepatite c está entre as principais causas de cirrose, junto com o alcoolismo. "pesquisas em determinados hospitais mostram a hepatite c como primeira causa da cirrose. em outros locais, o alcoolismo fica à frente", afirma.
apesar de a evolução para a cirrose ocorrer mais comumente na hepatite c, portadores do tipo b também pedem atenção. em ambos os casos, diz edna, se o paciente bebe em excesso, a progressão da doença é ainda mais rápida e que a cirrose é um importante fator de risco para o câncer no fígado.
para o químico carlos varaldo, fundador da ong grupo otimismo de apoio ao portador de hepatite, a principal dificuldade em relação à doença é a dificuldade de diagnóstico. "ela é silenciosa, vai ‘comendo’ devagarzinho o fígado. o paciente com hepatite b ou c não fica com aqueles sintomas típicos da hepatite a, como olhos amarelados, urina escura ou fezes claras", comenta.
varaldo foi diagnosticado com hepatite c em 1995, quando ainda não havia tratamento no país. importou, então, a medicação que hoje é acessível pelo sus. "segundo a oms, há 5 milhões de pessoas com hepatite b e c no brasil, mas apenas 150 mil diagnosticados".
serviço: para fazer o teste da hepatite
de 23 a 27/5: semana da saúde cptm , com programação em www.hepato.com/eventos-maio-2011.doc
19/6: campanha procura-c - autarquia hospitalar municipal - r. frei caneca, 1402
no crt-dst/aids: rua santa cruz, 81 - vila clementino
tabela em números
link 250 graus: é a temperatura mínima ideal para esterilizar alicates de unha
link 10% das manicures de 100 salões pesquisados em 2009 tinham hepatite
link na manicure, melhor é levar o próprio alicate
a hepatite do tipo c normalmente é transmitida pelo sangue e estes casos ocorrem, na maioria das vezes, quando há uso compartilhado de equipamentos não esterilizados que podem ter resíduo de sangue - entre eles seringa, alicate, piercing, agulha de tatuagem, barbeador e até escova de dente.
no caso das mulheres, em que a hepatite c é muito mais prevalente do que o tipo b, como mostra o levantamento do ambulatório de hepatites do centro de referência e treinamento em dst/aids, uma das grandes preocupações está relacionada aos serviços de manicure. isso porque, no brasil, é comum que a cutícula seja retirada durante o atendimento nos salões, aumentando o risco de ferimentos.
representante da sociedade brasileira de hepatologia na associação médica brasileira, edna strauss explica que o alicate da manicure só pode ser considerado esterilizado quando o procedimento é feito em uma autoclave em que a temperatura chegue, no mínimo, a 250 graus. ou seja: o forninho não é suficiente para fazer a esterilização.
segundo pesquisa do instituto estadual de infectologia emílio ribas com profissionais de 100 salões de beleza da capital, em 2009 só 26% das manicures entrevistadas faziam esterilização dos instrumentais com autoclave. e nenhuma delas sabia usar o equipamento adequadamente. o estudo mostrou que 10% das manicures tinham hepatite. "uma boa opção é cada um levar seu próprio alicate", diz edna.
lista prevenção
link cuidados
no caso do tipo c, não compartilhar o uso de equipamentos que possam conter sangue (seringa, alicate de unha, piercing, agulha de tatuagem, barbeador e até escova de dente). usar preservativo
contra a hepatite b, a vacina está disponível no sus e é recomendada para jovens de até 19 anos, segundo a sociedade brasileira de imunizações. usar camisinha é essencial
link quem deve fazer o teste
filhos de pessoas que têm ou tiveram hepatite, usuários de drogas, profissionais que têm contato com sangue e pessoas que se expuseram ao sexo desprotegido ou a outras situações de risco
mulheres grávidas ou que pretendam engravidar. se o vírus for detectado, há um procedimento para evitar o contágio do bebê
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0330,0.htm
17 de maio de 2011
maioria dos casos é do tipo c, o mais perigoso, pelo risco aumentado de evolução para cirrose
são paulo - a capital teve um aumento de 56,9% no número de diagnósticos de hepatites virais em cinco anos, segundo dados do ambulatório de hepatites do centro de referência e treinamento em dst/aids (crt-dst/aids), ligado à secretaria estadual de saúde. em 2004, quando a unidade iniciou suas atividades, foram identificados 388 casos da doença, número que pulou para 609 em 2009 - ano do último dado consolidado disponível.
tanto em homens como em mulheres diagnosticados com hepatite, o tipo c foi o mais prevalente na amostra do crt, justamente a forma mais perigosa da doença - já que está mais associada à evolução para quadros de cirrose, segundo os especialistas. o contato com sangue contaminado é a forma mais comum de transmissão - um alicate de unha não esterilizado, por exemplo, pode transmitir. entre os pacientes do sexo masculino contaminados, 51,8% eram portadores do tipo c, índice que chegou a 69,8% na população feminina.

no caso do tipo b, de contágio prioritariamente sexual, a proporção de infectados entre os homens é quase o dobro em relação às mulheres: 33,1% dos pacientes masculinos diagnosticados com hepatite tinham essa variante da doença, ante 18,1% das mulheres. mas já é possível, via sistema único de saúde (sus), se vacinar contra o tipo b (veja ao lado), possibilidade que não existe para o subtipo c.
no total, o crt diagnosticou 4.164 casos de hepatites virais, sendo que a doença se mostrou predominante no público masculino, que responde por quase 70% dos casos. para o hepatologista fernando pandullo, do hospital israelita albert einstein, isso pode ser resultado da maior exposição masculina à atividade sexual desprotegida, uso de drogas e riscos de ferimentos - formas de contaminação associadas à doença.
segundo pandullo, a hepatite é uma doença geralmente esquecida pela população. "a maioria das pessoas tem medo de morrer do coração ou de câncer, mas esquece de quadros crônicas como a hepatite e não pede para os médicos pesquisarem a presença desses vírus."
a própria característica da hepatite, doença que geralmente não provoca sintomas, agrava ainda mais a situação. "como a grande maioria dos pacientes com hepatite b ou c é assintomática, esse aumento de diagnósticos significa que mais pessoas estão sendo testadas", diz a diretora do ambulatório de hepatites do crt-dst/aids, mariliza henrique da silva. ela acrescenta que, quanto antes feito o diagnóstico, melhor o paciente costuma responder ao tratamento.
a médica edna strauss, representante da sociedade brasileira de hepatologia na associação médica brasileira, lembra que a hepatite c está entre as principais causas de cirrose, junto com o alcoolismo. "pesquisas em determinados hospitais mostram a hepatite c como primeira causa da cirrose. em outros locais, o alcoolismo fica à frente", afirma.
apesar de a evolução para a cirrose ocorrer mais comumente na hepatite c, portadores do tipo b também pedem atenção. em ambos os casos, diz edna, se o paciente bebe em excesso, a progressão da doença é ainda mais rápida e que a cirrose é um importante fator de risco para o câncer no fígado.
para o químico carlos varaldo, fundador da ong grupo otimismo de apoio ao portador de hepatite, a principal dificuldade em relação à doença é a dificuldade de diagnóstico. "ela é silenciosa, vai ‘comendo’ devagarzinho o fígado. o paciente com hepatite b ou c não fica com aqueles sintomas típicos da hepatite a, como olhos amarelados, urina escura ou fezes claras", comenta.
varaldo foi diagnosticado com hepatite c em 1995, quando ainda não havia tratamento no país. importou, então, a medicação que hoje é acessível pelo sus. "segundo a oms, há 5 milhões de pessoas com hepatite b e c no brasil, mas apenas 150 mil diagnosticados".
serviço: para fazer o teste da hepatite
de 23 a 27/5: semana da saúde cptm , com programação em www.hepato.com/eventos-maio-2011.doc
19/6: campanha procura-c - autarquia hospitalar municipal - r. frei caneca, 1402
no crt-dst/aids: rua santa cruz, 81 - vila clementino
tabela em números
link 250 graus: é a temperatura mínima ideal para esterilizar alicates de unha
link 10% das manicures de 100 salões pesquisados em 2009 tinham hepatite
link na manicure, melhor é levar o próprio alicate
a hepatite do tipo c normalmente é transmitida pelo sangue e estes casos ocorrem, na maioria das vezes, quando há uso compartilhado de equipamentos não esterilizados que podem ter resíduo de sangue - entre eles seringa, alicate, piercing, agulha de tatuagem, barbeador e até escova de dente.
no caso das mulheres, em que a hepatite c é muito mais prevalente do que o tipo b, como mostra o levantamento do ambulatório de hepatites do centro de referência e treinamento em dst/aids, uma das grandes preocupações está relacionada aos serviços de manicure. isso porque, no brasil, é comum que a cutícula seja retirada durante o atendimento nos salões, aumentando o risco de ferimentos.
representante da sociedade brasileira de hepatologia na associação médica brasileira, edna strauss explica que o alicate da manicure só pode ser considerado esterilizado quando o procedimento é feito em uma autoclave em que a temperatura chegue, no mínimo, a 250 graus. ou seja: o forninho não é suficiente para fazer a esterilização.
segundo pesquisa do instituto estadual de infectologia emílio ribas com profissionais de 100 salões de beleza da capital, em 2009 só 26% das manicures entrevistadas faziam esterilização dos instrumentais com autoclave. e nenhuma delas sabia usar o equipamento adequadamente. o estudo mostrou que 10% das manicures tinham hepatite. "uma boa opção é cada um levar seu próprio alicate", diz edna.
lista prevenção
link cuidados
no caso do tipo c, não compartilhar o uso de equipamentos que possam conter sangue (seringa, alicate de unha, piercing, agulha de tatuagem, barbeador e até escova de dente). usar preservativo
contra a hepatite b, a vacina está disponível no sus e é recomendada para jovens de até 19 anos, segundo a sociedade brasileira de imunizações. usar camisinha é essencial
link quem deve fazer o teste
filhos de pessoas que têm ou tiveram hepatite, usuários de drogas, profissionais que têm contato com sangue e pessoas que se expuseram ao sexo desprotegido ou a outras situações de risco
mulheres grávidas ou que pretendam engravidar. se o vírus for detectado, há um procedimento para evitar o contágio do bebê
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0330,0.htm
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
sp: preço de genérico varia quase 1.000%
16 de maio de 2011
o preço de um mesmo remédio genérico pode variar quase 1.000% de uma farmácia para outra. isso é o que mostra levantamento da fundação procon-sp realizado em drogarias da cidade de são paulo (confira aqui a lista completa).
a maior diferença de valores encontrada foi no medicamento diclofenaco sódico (vendido como voltarem, entre os de marca), 50 mg, na embalagem com 20 comprimidos. o maior preço foi r$10, na farmácia pague menos na zona oeste, e o menor, r$ 0,92, na drogaria extra na zona sul — uma diferença de 986,96% ou r$ 9,08.
o mesmo produto, quando vendido com a marca voltarem, chega a custar entre r$ 14,87 (farma conde na zona sul) e r$ 21(numa unidade da rede farmais da zona oeste). no final, a diferença constatada pelo procon-sp entre o genérico mais barato e o de marca mais caro chega a 2.282,60% (r$ 20,08).
para odnir finotti, presidente da associação brasileira das indústrias de medicamentos genéricos (pró-genéricos), o fato de existirem grandes diferenças de preço entre os genéricos é um sinal da forte concorrência.
“são 21 empresas que produzem o diclofenato sódico. cada uma tenta oferecer melhores custos e condições às drogarias para que o seu produto chegue ao consumidor. isso faz com que o mercado seja bastante competitivo e venha crescendo 32% ao mês, comparando ao ano passado”, diz.
a pesquisa avaliou 52 medicamentos em 15 drogarias de médio e grande portes distribuídas pelas cinco regiões da capital, entre 13 e 15 de abril. “o resultado indica que o preço pode variar com o tipo da loja (física, virtual e por telefone), de acordo com a região, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra, e outros fatores. até mesmo lojas de uma mesma franquia podem ter preços diferentes. por isso, o consumidor precisa pesquisar”, diz shirley pereira, técnica do procon-sp.
o aposentado francisco iafelix, 80 anos, diz que ainda trabalha para poder arcar com os gastos com remédios, que variam entre r$ 600 e r$ 700 por mês. “cada farmácia tem um preço. além de buscar o menor, aproveito os descontos que elas oferecem na hora”, diz.
já a manicure vanusa de oliveira santos gasta cerca de r$ 200 com remédios para o filho. “já aconteceu de um remédio custar r$ 11 aqui no bairro do limão e r$ 20 no mandaqui. antibióticos, como o amoxil, são caros e os que mais têm diferença”, conta.
de fato, o medicamento de marca amoxil (amoxicilina), da glaxosmithkline, de 500 mg, com 21 cápsulas, apresenta a maior diferença de preço entre os produtos de referência. o maior valor foi r$ 49 ( farmais da zona oeste) e o menor, r$ 20,86 (pague menos na zona oeste) — diferença de r$ 28,14 (134,90%).
o mesmo produto, quando genérico, custava entre r$ 3,87 (drogaria extra na zona sul) e r$ 20,76 (pague menos na zona oeste) — uma discrepância de 436%. o detalhe é que a diferença entre o genérico mais barato e o de referência mais caro é de 1.266,1%.
por outro lado, a variação é de apenas r$ 0,10 entre o genérico mais caro e o de marca mais em conta, ou 0,4%. em média, os genéricos são 57,25% mais baratos do que os de marca.
entre todos os estabelecimentos, a farma conde (na zona sul) apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço (37 itens dos 52 encontrados).
http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bols ... ase-1-000/
16 de maio de 2011
o preço de um mesmo remédio genérico pode variar quase 1.000% de uma farmácia para outra. isso é o que mostra levantamento da fundação procon-sp realizado em drogarias da cidade de são paulo (confira aqui a lista completa).
a maior diferença de valores encontrada foi no medicamento diclofenaco sódico (vendido como voltarem, entre os de marca), 50 mg, na embalagem com 20 comprimidos. o maior preço foi r$10, na farmácia pague menos na zona oeste, e o menor, r$ 0,92, na drogaria extra na zona sul — uma diferença de 986,96% ou r$ 9,08.
o mesmo produto, quando vendido com a marca voltarem, chega a custar entre r$ 14,87 (farma conde na zona sul) e r$ 21(numa unidade da rede farmais da zona oeste). no final, a diferença constatada pelo procon-sp entre o genérico mais barato e o de marca mais caro chega a 2.282,60% (r$ 20,08).
para odnir finotti, presidente da associação brasileira das indústrias de medicamentos genéricos (pró-genéricos), o fato de existirem grandes diferenças de preço entre os genéricos é um sinal da forte concorrência.
“são 21 empresas que produzem o diclofenato sódico. cada uma tenta oferecer melhores custos e condições às drogarias para que o seu produto chegue ao consumidor. isso faz com que o mercado seja bastante competitivo e venha crescendo 32% ao mês, comparando ao ano passado”, diz.
a pesquisa avaliou 52 medicamentos em 15 drogarias de médio e grande portes distribuídas pelas cinco regiões da capital, entre 13 e 15 de abril. “o resultado indica que o preço pode variar com o tipo da loja (física, virtual e por telefone), de acordo com a região, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra, e outros fatores. até mesmo lojas de uma mesma franquia podem ter preços diferentes. por isso, o consumidor precisa pesquisar”, diz shirley pereira, técnica do procon-sp.
o aposentado francisco iafelix, 80 anos, diz que ainda trabalha para poder arcar com os gastos com remédios, que variam entre r$ 600 e r$ 700 por mês. “cada farmácia tem um preço. além de buscar o menor, aproveito os descontos que elas oferecem na hora”, diz.
já a manicure vanusa de oliveira santos gasta cerca de r$ 200 com remédios para o filho. “já aconteceu de um remédio custar r$ 11 aqui no bairro do limão e r$ 20 no mandaqui. antibióticos, como o amoxil, são caros e os que mais têm diferença”, conta.
de fato, o medicamento de marca amoxil (amoxicilina), da glaxosmithkline, de 500 mg, com 21 cápsulas, apresenta a maior diferença de preço entre os produtos de referência. o maior valor foi r$ 49 ( farmais da zona oeste) e o menor, r$ 20,86 (pague menos na zona oeste) — diferença de r$ 28,14 (134,90%).
o mesmo produto, quando genérico, custava entre r$ 3,87 (drogaria extra na zona sul) e r$ 20,76 (pague menos na zona oeste) — uma discrepância de 436%. o detalhe é que a diferença entre o genérico mais barato e o de referência mais caro é de 1.266,1%.
por outro lado, a variação é de apenas r$ 0,10 entre o genérico mais caro e o de marca mais em conta, ou 0,4%. em média, os genéricos são 57,25% mais baratos do que os de marca.
entre todos os estabelecimentos, a farma conde (na zona sul) apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço (37 itens dos 52 encontrados).
http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bols ... ase-1-000/
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
cuidados paliativos: nove em cada dez não tem apoio
17 de maio de 2011
cerca de 90 por cento dos milhares de pessoas que precisam de cuidados paliativos em portugal não os tem, o que se deve ao desconhecimento e à excessiva burocratização do sistema, alertou hoje isabel neto, especialista nesta área.
para ajudar a combater esta realidade, decorre a partir de quarta-feira o 12º congresso europeu de cuidados paliativos, o “maior de sempre”, que juntará em lisboa 2.500 profissionais de saúde, afirmou isabel neto, presidente da associação portuguesa de cuidados paliativos (apcp), co-organizadora do evento.
o debate, no qual participarão quase 200 portugueses, será científico e vão ser apresentados diversos trabalhos de investigação, adiantou a responsável, que afirma a necessidade de combater a “ideia errada” de que prestar cuidados paliativos é fazer caridade.
“não presta cuidados paliativos quem tem vocação, mas quem tem treino. é uma especialidade médica e de enfermagem para aliviar o sofrimento dos doentes no final da vida, que muitas vezes não são dias, são meses ou até anos. é um trabalho feito com base em ciência e humanismo”, explicou.
esta chamada de atenção tem a ver com o “muito desconhecimento, os muitos mitos e preconceitos” que rodeiam os cuidados paliativos.
por isso, os principais objetivos do congresso são chamar a atenção para a necessidade de especialização em cuidados paliativos, por um lado, e informar mais as pessoas para que possam pedir ajuda, por outro.
“se não têm informação, se não souberem que existe, nunca poderão pedir cuidados paliativos” e portugal tem “dezenas de milhares de pessoas que estão a viver estas situações”.
a resposta em termos de cuidados paliativos está abaixo das necessidades e, apesar de haver alguns progressos, estes são lentos, alertou.
“temos resposta para 12 por cento das pessoas que precisam, com grandes défices no apoio domiciliário e com algumas tentativas de vender cuidados paliativos como cuidados indiferenciados, esquecendo as recomendações da organização mundial de saúde para que haja especialização”, criticou isabel neto.
segundo a responsável, outro dos motivos que levam a este défice é o facto de os cuidados paliativos estarem integrados na rede de cuidados continuados, o que torna o processo “demasiado burocratizado, com tempos de referenciação muito lentos, que não se compadecem com as necessidades dos doentes”.
isabel neto preconiza assim a possibilidade de criar uma rede autónoma de cuidados paliativos, fora da rede de cuidados continuados.
“só em lisboa, perto duas mil pessoas morrem antes de terem acesso aos cuidados paliativos, porque quando são chamadas para a rede já faleceram. são cerca de 50 por cento os que morrem antes de serem chamados”.
os cuidados paliativos têm também como objetivo prestar um apoio aos familiares e cuidadores que sofrem o impacto direto da doença.
se esse núcleo for constituído em média por três pessoas, então ascendem a pelo menos 180 mil o número daqueles que, em portugal, carecem da resposta dos cuidados paliativos, alerta a apcp.
o congresso irá insistir na necessidade de investimento na formação, de investimento político real e de alteração de funcionamento do atual sistema. paralelamente pretende informar a sociedade civil e também os profissionais de saúde.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510817
17 de maio de 2011
cerca de 90 por cento dos milhares de pessoas que precisam de cuidados paliativos em portugal não os tem, o que se deve ao desconhecimento e à excessiva burocratização do sistema, alertou hoje isabel neto, especialista nesta área.
para ajudar a combater esta realidade, decorre a partir de quarta-feira o 12º congresso europeu de cuidados paliativos, o “maior de sempre”, que juntará em lisboa 2.500 profissionais de saúde, afirmou isabel neto, presidente da associação portuguesa de cuidados paliativos (apcp), co-organizadora do evento.
o debate, no qual participarão quase 200 portugueses, será científico e vão ser apresentados diversos trabalhos de investigação, adiantou a responsável, que afirma a necessidade de combater a “ideia errada” de que prestar cuidados paliativos é fazer caridade.
“não presta cuidados paliativos quem tem vocação, mas quem tem treino. é uma especialidade médica e de enfermagem para aliviar o sofrimento dos doentes no final da vida, que muitas vezes não são dias, são meses ou até anos. é um trabalho feito com base em ciência e humanismo”, explicou.
esta chamada de atenção tem a ver com o “muito desconhecimento, os muitos mitos e preconceitos” que rodeiam os cuidados paliativos.
por isso, os principais objetivos do congresso são chamar a atenção para a necessidade de especialização em cuidados paliativos, por um lado, e informar mais as pessoas para que possam pedir ajuda, por outro.
“se não têm informação, se não souberem que existe, nunca poderão pedir cuidados paliativos” e portugal tem “dezenas de milhares de pessoas que estão a viver estas situações”.
a resposta em termos de cuidados paliativos está abaixo das necessidades e, apesar de haver alguns progressos, estes são lentos, alertou.
“temos resposta para 12 por cento das pessoas que precisam, com grandes défices no apoio domiciliário e com algumas tentativas de vender cuidados paliativos como cuidados indiferenciados, esquecendo as recomendações da organização mundial de saúde para que haja especialização”, criticou isabel neto.
segundo a responsável, outro dos motivos que levam a este défice é o facto de os cuidados paliativos estarem integrados na rede de cuidados continuados, o que torna o processo “demasiado burocratizado, com tempos de referenciação muito lentos, que não se compadecem com as necessidades dos doentes”.
isabel neto preconiza assim a possibilidade de criar uma rede autónoma de cuidados paliativos, fora da rede de cuidados continuados.
“só em lisboa, perto duas mil pessoas morrem antes de terem acesso aos cuidados paliativos, porque quando são chamadas para a rede já faleceram. são cerca de 50 por cento os que morrem antes de serem chamados”.
os cuidados paliativos têm também como objetivo prestar um apoio aos familiares e cuidadores que sofrem o impacto direto da doença.
se esse núcleo for constituído em média por três pessoas, então ascendem a pelo menos 180 mil o número daqueles que, em portugal, carecem da resposta dos cuidados paliativos, alerta a apcp.
o congresso irá insistir na necessidade de investimento na formação, de investimento político real e de alteração de funcionamento do atual sistema. paralelamente pretende informar a sociedade civil e também os profissionais de saúde.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510817
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
tabagismo: novo estudo questiona benefícios da acupunctura
17 de maio de 2011
a acupunctura é divulgada como uma opção de tratamento para a cessação do tabagismo. os seus seguidores partem da premissa que esta técnica milenar chinesa poderia reduzir os sintomas da abstinência nicotínica, devido à interrupção dos cigarros e outros derivados do tabaco.
o objectivo desta revisão é determinar a eficácia da acupunctura em relação à cessação do tabagismo quando comparada com nenhum tipo de tratamento, placebo ou outras modalidades de tratamento com eficácia cientificamente comprovada.
foram pesquisadas as seguintes fontes: cochrane tobacco addiction group specialized register, the cochrane central register of controlled trials (central), medline, embase, biosis previews, psycinfo, science citation index, amed, acubriefs até novembro de 2010; e quatro fontes chinesas: chinese biomedical database, china national knowledge infrastructure, wanfang data and vip até novembro de 2010.
foram incluídos 33 estudos nesta revisão. os autores concluíram que não há nenhuma evidência científica consistente de que a acupunctura seja eficaz para a cessação do tabagismo.
no entanto, devido a problemas metodológicos de diversos estudos, nenhuma conclusão definitiva pode ser tirada. são necessários estudos adicionais, melhor elaborados, uma vez que esta modalidade de tratamento é bastante popular e segura, quando aplicada de uma forma correcta por um profissional qualificado.
a acupunctura não deva substituir terapias que actualmente apresentam melhores evidências científicas, como a terapia de reposição de nicotina ou a utilização de certos medicamentos, como a bubropiona ou vareniclina.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510849
17 de maio de 2011
a acupunctura é divulgada como uma opção de tratamento para a cessação do tabagismo. os seus seguidores partem da premissa que esta técnica milenar chinesa poderia reduzir os sintomas da abstinência nicotínica, devido à interrupção dos cigarros e outros derivados do tabaco.
o objectivo desta revisão é determinar a eficácia da acupunctura em relação à cessação do tabagismo quando comparada com nenhum tipo de tratamento, placebo ou outras modalidades de tratamento com eficácia cientificamente comprovada.
foram pesquisadas as seguintes fontes: cochrane tobacco addiction group specialized register, the cochrane central register of controlled trials (central), medline, embase, biosis previews, psycinfo, science citation index, amed, acubriefs até novembro de 2010; e quatro fontes chinesas: chinese biomedical database, china national knowledge infrastructure, wanfang data and vip até novembro de 2010.
foram incluídos 33 estudos nesta revisão. os autores concluíram que não há nenhuma evidência científica consistente de que a acupunctura seja eficaz para a cessação do tabagismo.
no entanto, devido a problemas metodológicos de diversos estudos, nenhuma conclusão definitiva pode ser tirada. são necessários estudos adicionais, melhor elaborados, uma vez que esta modalidade de tratamento é bastante popular e segura, quando aplicada de uma forma correcta por um profissional qualificado.
a acupunctura não deva substituir terapias que actualmente apresentam melhores evidências científicas, como a terapia de reposição de nicotina ou a utilização de certos medicamentos, como a bubropiona ou vareniclina.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510849
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
descoberta região do adn vinculada à depressão
17 de maio de 2011
investigadores da washington university school of medicine, nos estados unidos, e do king´s college london (inglaterra), identificaram a parte do adn que parece estar relacionada com a depressão. cerca de 20% das pessoas são acometidas pela doença em alguma fase da vida, e já se suspeitava que podia haver uma relação genética.
em estudos realizados pelas duas instituições, foi encontrada a activação de uma mesma região na qual se encontram cerca de 90 genes. contudo, os cientistas acreditam que mais genes possam estar envolvidos na depressão, e que ainda será preciso muitas pesquisas para que a genética possa ser usada no tratamento dessa doença.
mas, segundo os investigadores, a descoberta é um passo importante para a compreensão do que pode estar a acontecer a nível molecular e genético. é um primeiro passo para a criação de novos tratamentos que possibilitem a prevenção da depressão.
foram analisadas famílias em que pelo menos dois irmãos apresentaram quadros de depressão em algum momento da vida. os resultados mostraram que o tabagismo influencia negativamente no desenvolvimento da doença, e quanto maior o nível de dependência de uma pessoa, maiores são as probabilidades de ela se tornar depressiva.
«acho que estamos apenas a começar a fazer o nosso caminho através do labirinto de influências sobre a depressão. as amostras do reino unido eram provenientes de famílias conhecidas por serem afectadas pela depressão. as nossas amostras vieram de fumadores muito activos, assim uma coisa que poderia fazer à medida que avançamos é tentar caracterizar melhor essas famílias, para saber mais sobre o tabagismo e história de depressão, além de toda a sua informação genética nesta área», diz michele pergadia, uma das autoras da pesquisa.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510877
17 de maio de 2011
investigadores da washington university school of medicine, nos estados unidos, e do king´s college london (inglaterra), identificaram a parte do adn que parece estar relacionada com a depressão. cerca de 20% das pessoas são acometidas pela doença em alguma fase da vida, e já se suspeitava que podia haver uma relação genética.
em estudos realizados pelas duas instituições, foi encontrada a activação de uma mesma região na qual se encontram cerca de 90 genes. contudo, os cientistas acreditam que mais genes possam estar envolvidos na depressão, e que ainda será preciso muitas pesquisas para que a genética possa ser usada no tratamento dessa doença.
mas, segundo os investigadores, a descoberta é um passo importante para a compreensão do que pode estar a acontecer a nível molecular e genético. é um primeiro passo para a criação de novos tratamentos que possibilitem a prevenção da depressão.
foram analisadas famílias em que pelo menos dois irmãos apresentaram quadros de depressão em algum momento da vida. os resultados mostraram que o tabagismo influencia negativamente no desenvolvimento da doença, e quanto maior o nível de dependência de uma pessoa, maiores são as probabilidades de ela se tornar depressiva.
«acho que estamos apenas a começar a fazer o nosso caminho através do labirinto de influências sobre a depressão. as amostras do reino unido eram provenientes de famílias conhecidas por serem afectadas pela depressão. as nossas amostras vieram de fumadores muito activos, assim uma coisa que poderia fazer à medida que avançamos é tentar caracterizar melhor essas famílias, para saber mais sobre o tabagismo e história de depressão, além de toda a sua informação genética nesta área», diz michele pergadia, uma das autoras da pesquisa.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510877
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
om e presidente da cnecv defendem pagamento parcial da ivg
17 de maio de 2011
o presidente do conselho nacional de ética para as ciências da vida (cnecv) e o bastonário da ordem dos médicos (om) defenderam hoje, no porto, a introdução de uma taxa moderadora para a interrupção voluntária da gravidez.
«não sendo a gravidez uma doença, penso que deve ser objeto de um tratamento idêntico a outros tipo de opções médicas e, portanto, deve ter, naturalmente, uma taxa moderadora», propôs o bastonário da ordem dos médicos.
josé manuel silva e o presidente da cnecv, miguel oliveira e silva, falavam numa conferência a decorrer no porto para analisar, do ponto de vista bioético, as leis da interrupção voluntária da gravidez (ivg) e da procriação medicamente assistida (pma).
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510882
17 de maio de 2011
o presidente do conselho nacional de ética para as ciências da vida (cnecv) e o bastonário da ordem dos médicos (om) defenderam hoje, no porto, a introdução de uma taxa moderadora para a interrupção voluntária da gravidez.
«não sendo a gravidez uma doença, penso que deve ser objeto de um tratamento idêntico a outros tipo de opções médicas e, portanto, deve ter, naturalmente, uma taxa moderadora», propôs o bastonário da ordem dos médicos.
josé manuel silva e o presidente da cnecv, miguel oliveira e silva, falavam numa conferência a decorrer no porto para analisar, do ponto de vista bioético, as leis da interrupção voluntária da gravidez (ivg) e da procriação medicamente assistida (pma).
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510882
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
criado computador para perceber melhor esquizofrenia
17 de maio de 2011
um grupo de investigadores da universidade do texas, eua, criou um modelo virtual de computador para compreender melhor a esquizofrenia nos pacientes humanos.
para testar o que acontece quando o cérebro produz dopamina em excesso, foi criada esta rede neural, «discern». surpreendentemente, na experiência os cientistas desenvolveram uma espécie de esquizofrenia na máquina que, baralhando informações, produziu juízos absurdos, como ter assumido a responsabilidade por um ataque terrorista.
tendo por objectivo estudar distúrbios da fala e delírios provocados pela doença, os especialistas simularam oito mecanismos diferentes da esquizofrenia na máquina.
estes mecanismos tinham a ver com erros no «trabalho de memória, semântica, erros de predição e neuromodulação de dopamina».
paralelamente, foram acompanhados pacientes humanos com esquizofrenia e outros problemas relacionados.
ao analisar os casos das pessoas, os cientistas constataram os mecanismos que estavam relacionados com certas doenças, ou perfis de quebra de narrativa. e ao comparar os resultados com os dados da simulação do discern, chegaram à conclusão que tinham feito a combinação certa entre os mecanismos da esquizofrenia e os perfis de quebra de narrativa.
nos testes de certos mecanismos da doença (particularmente relacionados com memórias episódicas), os autores concluíram que as simulações geraram ilusões massivas.
por outro lado, quando se simulou a libertação massiva de dopamina, a rede neural começou a produzir memórias de um tipo muito parecido com as dos pacientes com esquizofrenia e, passado algum tempo, produziu histórias em que se colocava a si mesma no centro. exemplo disso é o computador ter assumido responsabilidade por um atentado terrorista.
os cientistas concluíram que nas pessoas que sofrem de esquizofrenia as memórias de longo prazo são corrompidas e exageradas, fazendo com que o paciente produza «histórias ilusórias e absurdas».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510886
17 de maio de 2011
um grupo de investigadores da universidade do texas, eua, criou um modelo virtual de computador para compreender melhor a esquizofrenia nos pacientes humanos.
para testar o que acontece quando o cérebro produz dopamina em excesso, foi criada esta rede neural, «discern». surpreendentemente, na experiência os cientistas desenvolveram uma espécie de esquizofrenia na máquina que, baralhando informações, produziu juízos absurdos, como ter assumido a responsabilidade por um ataque terrorista.
tendo por objectivo estudar distúrbios da fala e delírios provocados pela doença, os especialistas simularam oito mecanismos diferentes da esquizofrenia na máquina.
estes mecanismos tinham a ver com erros no «trabalho de memória, semântica, erros de predição e neuromodulação de dopamina».
paralelamente, foram acompanhados pacientes humanos com esquizofrenia e outros problemas relacionados.
ao analisar os casos das pessoas, os cientistas constataram os mecanismos que estavam relacionados com certas doenças, ou perfis de quebra de narrativa. e ao comparar os resultados com os dados da simulação do discern, chegaram à conclusão que tinham feito a combinação certa entre os mecanismos da esquizofrenia e os perfis de quebra de narrativa.
nos testes de certos mecanismos da doença (particularmente relacionados com memórias episódicas), os autores concluíram que as simulações geraram ilusões massivas.
por outro lado, quando se simulou a libertação massiva de dopamina, a rede neural começou a produzir memórias de um tipo muito parecido com as dos pacientes com esquizofrenia e, passado algum tempo, produziu histórias em que se colocava a si mesma no centro. exemplo disso é o computador ter assumido responsabilidade por um atentado terrorista.
os cientistas concluíram que nas pessoas que sofrem de esquizofrenia as memórias de longo prazo são corrompidas e exageradas, fazendo com que o paciente produza «histórias ilusórias e absurdas».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510886
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
morador de san francisco diz ter se curado do vírus do hiv
17 de maio de 2011
transplante de células-tronco em tratamento contra leucemia mielóide seria a causa da cura
los angeles - um morador de san francisco (califórnia), que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus hiv, afirmou em entrevista ter se curado totalmente meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente "mostrava evidências" de sua recuperação.
"estou curado do vírus do hiv", disse na segunda-feira timothy ray brown, de 45 anos, em declarações à emissora local cbs 5 reproduzidas nesta terça-feira pela imprensa.
"nossos resultados sugerem que o paciente se curou do vírus do hiv", disseram os autores do estudo publicado na edição de dezembro de 2010 da revista científica blood, que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em fevereiro de 2009.
brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mielóide e, por isso, necessitou passar por um transplante de células-tronco de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o hiv.
os médicos do hospital médico universitário da caridade, em berlim (alemanha), selecionaram as células-tronco do tipo cd4, que não possuem o receptor ccr5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.
antes do transplante, brown foi submetido à quimioterapia e à radioterapia.
brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células-tronco do mesmo doador. o paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.
em 2009, the new england journal of medicine informou que, após 20 meses sem tomar os antirretrovirais, não havia sinais de hiv em seu organismo.
os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e "arriscado", que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a aids.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0499,0.htm
17 de maio de 2011
transplante de células-tronco em tratamento contra leucemia mielóide seria a causa da cura
los angeles - um morador de san francisco (califórnia), que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus hiv, afirmou em entrevista ter se curado totalmente meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente "mostrava evidências" de sua recuperação.
"estou curado do vírus do hiv", disse na segunda-feira timothy ray brown, de 45 anos, em declarações à emissora local cbs 5 reproduzidas nesta terça-feira pela imprensa.
"nossos resultados sugerem que o paciente se curou do vírus do hiv", disseram os autores do estudo publicado na edição de dezembro de 2010 da revista científica blood, que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em fevereiro de 2009.
brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mielóide e, por isso, necessitou passar por um transplante de células-tronco de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o hiv.
os médicos do hospital médico universitário da caridade, em berlim (alemanha), selecionaram as células-tronco do tipo cd4, que não possuem o receptor ccr5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.
antes do transplante, brown foi submetido à quimioterapia e à radioterapia.
brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células-tronco do mesmo doador. o paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.
em 2009, the new england journal of medicine informou que, após 20 meses sem tomar os antirretrovirais, não havia sinais de hiv em seu organismo.
os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e "arriscado", que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a aids.
http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0499,0.htm
-
mauri
Autor do tópico - Membro Platinium

- Mensagens: 7877
- Registado: sexta set 04, 2009 1:04 am
- Localização: Amadora
Re: SAUDE
eua vão conservar amostras do vírus da varíola
17 de maio de 2011
os estados unidos manifestaram-se esta terça-feira favoráveis à conservação de amostras que restaram do vírus da varíola para fins de investigação, contra a ameaça de utilização como arma biológica.
a questão do destino das últimas amostras deste vírus, que foi erradicado nos anos 80, foi hoje evocada no primeiro dia da assembleia mundial de saúde, em genebra.
um projecto de resolução propondo a conservação destas amostras para fins de pesquisa por cinco anos foi estudado, explicou à imprensa a secretária norte-americana da saúde, kathleen sebelius.
«o programa de pesquisa sobre a varíola da organização mundial de saúde conclui de maneira definitiva que as pesquisas adicionais são necessárias para proteger a saúde pública», acrescentou.
a responsável norte-americana prometeu que os estados unidos divulgarão todos os resultados.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510962
17 de maio de 2011
os estados unidos manifestaram-se esta terça-feira favoráveis à conservação de amostras que restaram do vírus da varíola para fins de investigação, contra a ameaça de utilização como arma biológica.
a questão do destino das últimas amostras deste vírus, que foi erradicado nos anos 80, foi hoje evocada no primeiro dia da assembleia mundial de saúde, em genebra.
um projecto de resolução propondo a conservação destas amostras para fins de pesquisa por cinco anos foi estudado, explicou à imprensa a secretária norte-americana da saúde, kathleen sebelius.
«o programa de pesquisa sobre a varíola da organização mundial de saúde conclui de maneira definitiva que as pesquisas adicionais são necessárias para proteger a saúde pública», acrescentou.
a responsável norte-americana prometeu que os estados unidos divulgarão todos os resultados.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=510962




