Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Energia Nuclear
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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milhares protestam contra energia nuclear em tóquio
24 de abril de 2011

milhares marcharam em tóquio, neste domingo, para exigir fim do uso de energia nuclear no japão e pedir mudança para energias alternativas, depois da crise da usina atingida por terremoto e tsunami, em 11 de março.



os manifestantes gritavam "adeus energia nuclear", incluindo jovens e famílias inteiras, andando no parque yoyogi, no centro da capital. os organizadores estimam que 5 mil pessoas participaram da marcha.


o diretor do greenpeace japonês, junichi sato, um dos organizadores do protesto, disse que poucos protestaram contra energia nuclear após o desastre que deixou mais de 26 mil mortos ou desaparecidos no país. "mobilização vai aumentar no japão."


cerca de duas mil pessoas participaram de outra demonstração contra uso de energia nuclear, gritando "antitepco", em referência à operadora de usina tokyo electric power, que foi feito simultaneamente no parque shiba.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0147,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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produção japonesa de carros despenca mais de 50% após terremoto
25 de abril de 2011

queda em março foi causada pela falta de componentes e peças produzidos em fábricas na área atingida pelo desastre.

as principais fabricantes de carros japonesas tiveram queda de mais de 50% na produção doméstica após o terremoto e o tsunami do dia 11 de março.

as maiores reduções foram registradas pela toyota e pela honda. as montadoras tiveram, em março, queda de 62,7% e 62,9% na produção, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.


já a mazda e a nissan tiveram redução de 53,6% e 52,4% na fabricação de veículos, respectivamente.


a queda foi causada pela falta de componentes e de peças, que eram produzidas por fábricas localizadas na região devastada pelo terremoto e pelo tsunami.

as filiais no exterior também registraram cortes na produção e a situação só deve começar a se regularizar no segundo semestre.


cortes continuam

de acordo com comunicados distribuídos à imprensa pelas principais montadoras, os cortes na produção devem continuar por tempo indeterminado.


"a queda na produção no japão é resultado da operação limitada de algumas fábricas após o grande terremoto da região leste do japão", justificou a mitsubishi motor.


a fabricante teve queda de 25,7% na produção doméstica em março e anunciou também cortes nas produções no exterior.


já a toyota, que chegou a paralisar o trabalho por alguns dias após o terremoto, divulgou que a produção só deve voltar ao normal no final deste ano.

a maior fabricante de veículos do mundo revelou também que haverá mais cortes na produção em fábricas localizadas na ásia.

a montadora disse que plantas de oito países asiáticos, incluindo tailândia e índia, operarão com 50% da capacidade até 4 de junho.

além disso, o trabalho deverá ser reduzido para três dias por semana durante esse período.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0420,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão lança nova busca intensiva por corpos de desaparecidos após terremoto
25 de abril de 2011

cerca de 25 mil soldados foram mobilizados para procurar pelos mais de 12 mil ainda desaparecidos

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soldados fazem busca por corpos e desaparecidos em shichigahamamachi, neste domingo

tóquio - o governo japonês enviou nesta segunda-feira, 25, cerca de 25 mil soldados da autodefesa para uma nova busca intensiva pelos mais de 12 mil corpos ainda desaparecidos na região atingida pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março.

esta é a terceira grande operação desde a tragédia. ela mobiliza 90 helicópteros e aviões, 50 barcos e 100 mergulhadores. as buscas serão feitas na terra e no mar, até 20 quilômetros da costa. a polícia japonesa, a guarda costeira e soldados norte-americanos também participarão da operação.

dois robôs submarinos, equipados com sonda e câmera, estão sendo usados na busca no mar, principalmente nas áreas mais perigosas para os mergulhadores.

"faremos o máximo para achar os corpos e entregá-los aos familiares", disse no domingo à imprensa o porta-voz do ministério da defesa, ippo maeyama. "os trabalhos vão continuar enquanto as famílias quiserem", garantiu.

decomposição

a busca por cadáveres tem sido complicada e lenta por causa da ampla área devastada e pelo estado de decomposição em que se encontram os corpos. "já não é possível reconhecer o sexo dos corpos e temos de ter muito cuidado, pois eles se desintegram facilmente", explicou maeyama.

muitas pessoas foram arrastadas para o alto-mar e outras ficaram soterradas pelos escombros e pela lama. até agora, 14.238 pessoas foram confirmadas mortas e outras 12.228 continuam desaparecidas. outras 139.350 pessoas continuam vivendo em abrigos provisórios.

a remoção de entulho em áreas já vistoriadas por soldados também tem sido lenta, pois os trabalhadores precisam tomar cuidado no caso de haver ainda corpos entre os escombros.

por causa da preocupação com cadáveres soterrados, estão sendo usadas apenas máquinas de pequeno e médio portes - máquinas grandes poderiam destruir corpos sem que os trabalhadores percebessem.

além disso, o trabalho é acompanhado de perto pelos sobreviventes, que buscam por objetos e documentos. a toda hora as máquinas param para que as pessoas vasculhem os entulhos em busca de recordações pessoais.

animais

enquanto isso, o governo da província de fukushima informou que enviará uma equipe de veterinários para a zona de entrada proibida - num raio de 20 quilômetros da usina nuclear - para fazer um levantamento dos animais que foram abandonados.

segundo estimativa de grupos voluntários e pecuaristas, cerca de 3 mil cabeças de gado, 130 mil porcos e 680 mil galinhas foram deixados para trás. uma reportagem da tv tokyo mostrou imagens de currais onde o gado já não consegue mais se levantar e os animais estão morrendo de sede e de fome.

os veterinários terão a missão de espalhar cal sobre os animais mortos, para evitar a propagação de doenças, e também abater os que estiverem mais fracos e doentes, mas apenas com autorização dos proprietários.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0430,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão nega vazamento radioativo em usina nuclear
25 de abril de 2011

ausência de vazamento pode significar que água radioativa está se acumulando no interior dos reatores

tóquio - a agência de segurança nuclear e industrial do japão informou nesta segunda-feira, 25, que não há dados indicando que água altamente radioativa esteja vazando da usina daiichi, em fukushima. a notícia é um sinal de que os esforços para conter a radiação no local estão funcionando. no entanto, a ausência de vazamento também pode significar que água radioativa está se acumulando no interior dos reatores. caso isso se confirme, seria ainda mais urgente a necessidade de se buscar uma maneira de processar e armazenar a água, subproduto da operação de resfriamento para evitar um superaquecimento dos reatores.

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o porta-voz da agência de segurança nuclear e industrial do japão, hidehiko nishiyama

a tokyo electric power (tepco), proprietária da usina, anunciou na última quinta-feira, 21, que 520 toneladas de água altamente radioativa podem ter vazado para o oceano entre os dias 1.º e 6 deste mês, fruto de uma fissura em uma fossa de concreto. o problema foi detectado no último dia 2 e sanado no dia 6. nesse período, os níveis de radiação no oceano aumentaram bastante perto da usina, mas desde então caíram para níveis próximos do limite permitido, segundo a agência.

autoridades acreditam que a água contaminada vazou do reator 2 e inundou o porão da estrutura onde fica a turbina do reator, bem como uma valeta por onde passa um cano que leva a água do mar. a estimativa é de que mais de 20 mil toneladas de água permaneçam no porão e nessa valeta. há uma operação em andamento para drenar essas instalações desde 19 de abril.

até as 7 horas (horário local) desta segunda-feira haviam sido transferidas 1.410 toneladas de água para uma estrutura apropriada. a tepco quer dobrar o ritmo dessa operação de drenagem, mas isso pode representar riscos. foram detectados níveis elevados de radiação - 160 millisieverts - na superfície do cano que transporta a água contaminada. isso pode representar um risco para os trabalhadores envolvidos na operação de drenagem.

além disso, há um espaço limitado para estocar a água. com isso, a tepco se apressa para construir uma estação de tratamento na usina, para que a água possa ser transferida para outro local ou reutilizada a fim de resfriar os reatores. outra operação em andamento é para a retirada de escombros, deixados pelo terremoto e tsunami ocorridos em 11 de março e por explosões posteriores na usina. alguns desses escombros têm alta quantidade de radiação. eles estão sendo retirados com a ajuda de equipamentos controlados por controles remotos.

segundo a agência de segurança nuclear e industrial, alguns dos escombros atrapalham o trabalho para injetar nitrogênio nos reatores 2 e 3, a fim de se evitar qualquer risco de novas explosões de hidrogênio. no reator 1, o nitrogênio tem sido injetado desde 11 de abril.

um novo complicador é a aproximação da temporada de chuvas no japão, que geralmente começa em junho. a chuva pode atrapalhar os esforços para remoção de água radioativa e os reparos nos reatores danificados.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0441,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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derrota partidária aumenta pressão sobre premiê do japão
25 de abril de 2011

o impopular primeiro-ministro japonês naoto kan viu aumentar a pressão para que renuncie depois das derrotas que seu partido sofreu em eleições locais no domingo, o que enfraquece seu poder no momento em que ele luta para conter a crise nuclear e encontrar maneiras de financiar a reconstrução pós-terremoto.



kan não deve aceitar a saída facilmente, mas o resultado da votação tornará mais difícil obter a cooperação da oposição para decidir como custear a reconstrução após o tremor seguido de tsunami que causaram mais de 300 bilhões de dólares em danos, uma tarefa árdua diante da dívida pública duas vezes maior que a economia de 5 trilhões de dólares.


a cooperação é vital, pois kan lida com um parlamento dividido.


"não acredito que os resultados das eleições levarão a qualquer solução rápida, mas é verdade que os partidos de oposição se sentirão encorajados a obstruir", disse koichi nakano, que leciona na universidade de sophia.


o partido democrático do japão de kan perdeu seis de nove disputas municipais que travou com seu principal opositor, o partido liberal democrático, e também ficou para trás em uma série de eleições de assembleias por todo o país, relatou a mídia japonesa.


um candidato conservador dos liberais-democratas também saiu vitorioso de uma eleição da câmara baixa na cidade de aichi, ex-bastião do pdj no centro do país, depois que o partido governista fracassou em apresentar um candidato.


"os resultados das eleições mostram que (os eleitores) fizeram uma enorme queixa contra o gabinete de kan pela maneira como lidou com os desastres", disse sadakazu tanigaki, presidente do pld, em uma coletiva de imprensa. "isto mostra que muitos eleitores estão preocupados com sua capacidade."


kan desdenhou os pedidos de renúncia. "não estou pensando em absoluto em abandonar minhas responsabilidades atuais", declarou ele ao comitê de orçamento da câmara alta.


enquanto ele discursava, os militares japoneses, auxiliados pelo exército dos eua, mobilizavam 24.800 pessoas para procurar corpos nas áreas mais atingidas pelo desastre natural que deixou cerca de 28 mil mortos e desaparecidos.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0449,0.htm
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medvedev apela a desenvolvimento nuclear com maior segurança
25 de abril de 2011

o presidente da rússia, dmitri medvedev, defendeu hoje que a avaria na central nuclear de fukoshima-1, no japão, não deve levar ao abandono da energia atómica mas elevar os padrões de segurança.

«já passou muito tempo. durante este tempo, a humanidade habituou-se à ideia de que chernobil já passou, que as suas consequências foram ultrapassadas ou praticamente ultrapassadas, embora tudo seja muito mais complicado», declarou medvedev numa cerimónia de condecoração dos «liquidadores».

os «liquidadores» são aqueles que foram lançados para combater o incêndio e a fuga de radioatividade provocados pela explosão no quarto reator da central nuclear de chernobil, ocorrida no dia 26 de abril de 1986.

«já passou muito tempo. durante este te ... ews=506927
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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alemanha:milhares de pessoas protestam contra energia nucler
25 de abril de 2011

milhares de pessoas manifestaram-se hoje em toda a alemanha para exigir o fim do funcionamento das centrais nucleares alemãs ainda activas, no âmbito das tradicionais «marchas de páscoa» pacifistas.

em gronau, cidade do noroeste do país onde está instalada uma central de enriquecimento de urânio, mais de 10.000 pessoas e 65 tractores participaram nmovimento exigindo o encerramento da fábrica, segundo os organizadores.

outras manifestações ocorreram na maioria das centrais nucleares alemãs, em particular frente às de biblis (sudoeste) e krümmel (norte).

os manifestantes reclamaram o fim do uso da energia nuclear, principalmente depois da catástrofe japonesa de fukushima. também protestaram contra a intervenção militar na líbia e no afeganistão.

depois do acidente em fukushima, o governo de angela merkel decidiu adoptar uma moratória de três meses sobre o prolongamento do tempo em que os reatores atómicos poderão funcionar.

inicialmente, os reactores do país, que produzem mais ou menos um terço da electricidade do país, deviam fechar até 2020, mas angela merkel concedeu um prolongamento de 12 anos.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=506934
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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em meio a nova onda anti-nuclear, ucrânia marca 25 anos de acidente de chernobyl
26 de abril de 2011

protestos contra energia atômica cresceram após desastre na usina de fukushima, no japão, em março.

a ucrânia marca nesta terça-feira os 25 anos do pior acidente nuclear da história, na usina de chernobyl, em uma cerimônia com os presidentes ucraniano, viktor yanukovych, e da rússia, dmitry medvedev.



o aniversário do acidente ocorre em meio à onda global de protestos contra a energia nuclear provocada pelo recente desastre na usina de fukushima, no japão, atingida pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março.


a explosão do reator 4 da usina de chernobyl, em 26 de abril de 1986, matou pelo menos 30 pessoas de forma quase imediata e gerou uma nuvem radioativa que se espalhou pela europa.


um grande número de pessoas, até hoje não determinado, morreu posteriormente por problemas gerados pela radiação ou tiveram graves problemas de saúde.


na época do acidente, a ucrânia fazia parte da então união soviética, que foi acusada de esconder o problema por vários dias, aumentando os danos provocados pelo desastre.


o acidente forçou a retirada de centenas de milhares de pessoas de suas casas na ucrânia, no oeste da rússia e em belarus.


até hoje vigora uma zona de exclusão de 30 quilômetros ao redor da usina.


os engenheiros soviéticos tamparam o reator 4 da usina com um revestimento de concreto para limitar o vazamento radioativo. após 25 anos, porém, uma nova camada de proteção é necessária.


no mês passado, uma conferência de doadores em kiev, capital da ucrânia, conseguiu arrecadar 550 milhões de euros (cerca de r$ 1,3 bilhão) dos 740 milhões de euros (r$ 1,7 bilhão) necessários para a construção da nova cobertura e de tanques de armazenamento para combustível nuclear gasto.


críticas


o 25º aniversário do acidente de chernobyl ocorre menos de dois meses após a usina fukushima daiichi, no nordeste do japão, ter sido severamente danificada pelo terremoto e pelo tsunami do dia 11 de março, reforçando as campanhas globais contra o uso da energia nuclear.


os operadores da usina de fukushima, a tepco (tokyo electric power co.), também foram criticados por não divulgar rapidamente informações sobre o vazamento de radiação no local.


o presidente da rússia, antes de embarcar para a ucrânia, afirmou que deve haver mais transparência durante as emergências nucleares como em chernobyl ou em fukushima.


"acho que nossos estados modernos precisam ver a principal lição do que ocorreu em chernobyl e da mais recente tragédia japonesa como a necessidade de contar a verdade às pessoas", disse ele em um encontro no kremlin com sobreviventes do desastre de 1986.


medvedev, yanukovich e o patriarca da igreja ortodoxa russa, kirill, participam de uma cerimônia em kiev antes de visitar o local da usina em chernobyl nesta terça-feira.


protestos


na segunda-feira, milhares de pessoas participaram de protestos na frança e na alemanha pedindo o abandono do uso da energia nuclear.


um dos principais protestos ocorreu na pont de l'europe, que liga a frança e a alemanha sobre o rio reno, entre as cidades de estrasburgo, na frança, e kehl, na alemanha.


"chernobyl, fukushima, nunca mais", pediam os manifestantes com cartazes e gritos de guerra.


em meio a sons de sirenes, os manifestantes jogaram flores no rio e deitaram no chão sobre a ponte, numa "morte coletiva" simbólica.


na índia, uma grande manifestação foi programada para jaitapur, em protesto contra os planos de construir um sexto reator para a usina nuclear instalada no local.


a campanha contra a ampliação da usina, na costa oeste da índia, ganhou força após o desastre em fukushima.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 0820,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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argentina: maioria da população contra a energia nuclear
26 de abril de 2011

cerca de 70 por cento dos argentinos opõem-se à energia nuclear porque a consideram perigosa quando um terceiro reator está a ser construído no país, segundo um inquérito publicado segunda-feira pela greenpeace.

«sete em 10 argentinos consideram que a energia nuclear é +muito perigosa+ ou +perigosa+», assegurou a organização ecologista, que entrevistou 600 pessoas entre 11 e 20 de abril nas principais nas cidades argentinas, para o seu inquérito realizado por ocasião do 25º aniversário do acidente nuclear de chernobil, na ucrânia.

a argentina possui dois reatores nucleares (atucha i e ii), e um terceiro (atucha iii) está em construção.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=506990
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão: acidente em fukushima é diferente de chernobyl
26 de abril de 2011

o japão afirmou hoje que a crise nuclear em fukushima, gerada por um terremoto e um tsunami em 11 de março, é "diferente em sua natureza" do desastre em chernobyl, na ucrânia, ocorrido há exatos 25 anos.



o governo do japão classificou o desastre na usina daiichi, em fukushima, como de nível 7, o máximo em uma escala internacional. a mesma classificação é dada ao acidente de chernobyl, mas tóquio ressalta que o seu problema é menos sério.


"está claro que os dois casos são diferentes em sua natureza", disse o principal porta-voz do governo, o ministro yukio edano. segundo ele, o material radioativo lançado pelo acidente na usina daiichi foi de aproximadamente um décimo do lançado por chernobyl. além disso, no caso japonês não houve explosão de um reator.


edano disse que o japão conseguiu tirar algumas lições de como se lidou com a crise em chernobyl. no caso japonês, o problema principal foi a paralisação dos sistemas de resfriamento de alguns reatores, após o terremoto e o tsunami. o porta-voz citou, por exemplo, as ordens para retirada de pessoas da zona próxima à usina, em um raio de 20 quilômetros.


até o momento, ninguém morreu pela radiação no japão. no caso de chernobyl, morreram dois trabalhadores logo após as explosões, e 28 outros morreram nos meses seguintes, pela exposição à radiação. há controvérsia sobre o número de mortes diretamente causadas pelo desastre de chernobyl, com as estimativas variando de algumas dezenas a dezenas de milhares.


no japão, a proprietária da usina, tokyo electric power (tepco), afirmou que pretende controlar e estabilizar totalmente os seis reatores da usina daiichi entre outubro e janeiro.


hoje, a tepco enviou dois robôs para examinar áreas no entorno do reator 1. a radiação deixada pelas explosões impede a entrada de humanos nesse local. equipes de emergência já injetaram gás nitrogênio no reator 1, para evitar uma explosão.


também hoje, centenas de fazendeiros de fukushima protestaram na sede da tepco em tóquio. eles levaram vegetais, leite e até duas vacas afetadas pela crise nuclear. os manifestantes exigem compensação da empresa e querem suas casas de volta. um funcionário da companhia foi até a rua e pediu desculpas pelos "grandes problemas", mas não deu detalhes sobre as indenizações.


política


o primeiro-ministro japonês, naoto kan, enfrenta mais pressão por sua renúncia. mais de 60 parlamentares do partido democrático do japão (pdj), do próprio kan, reuniram-se para lançar uma nova campanha pela renúncia do premiê, que assumiu em junho passado. o ex-primeiro-ministro yukio hatoyama, também do pdj, convocou uma reunião com os parlamentares de todos os partidos para discutir o tema.


a imprensa japonesa informou que importantes membros de uma facção rebelde do pdj esperam apresentar uma moção para retirar kan da chefia do partido, e com isso do posto de primeiro-ministro, mas ele se recusa a deixar o cargo. para vários dos políticos do japão, a resposta de kan à crise nuclear foi insatisfatória.

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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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hacker acessou dados de 77 milhões de usuários de playstation
27 de abril de 2011

dados de cartão de crédito, nomes, endereços e senhas estão entre informações que podem sido roubadas em ataque virtual.

a sony divulgou nesta quarta-feira que informações pessoais de mais de 77 milhões de usuários de vários países dos serviços online do playstation network foram acessados por um hacker.



a empresa japonesa não descartou o roubo de dados de cartão de crédito e, por isso, pediu para que os usuários monitorem suas contas e verifiquem se houve transações não realizadas, mas cobradas.


segundo o blog oficial do playstation, uma "pessoa não autorizada" teve acesso a dados como nome, endereço completo e e-mail de usuários.


outros dados pessoais, como data de nascimento, histórico de compras, endereço de cobrança e senhas e login também teriam sido acessados.


o hacker teria também acessado informações do serviço de música e vídeo qriocity, no que está sendo considerado o pior caso de vazamento de informações online envolvendo uma empresa japonesa.


invasão


de acordo com a agência de notícias kyodo, o ataque virtual teria acontecido entre os dias 17 e 19 de abril.


no dia seguinte, a sony optou então por desligar temporariamente a playstation network e todos os serviços de compra de jogos online. mas somente nesta quarta-feira, a empresa divulgou detalhes do ocorrido.


"descobrimos que havia um invasor no dia 19 de abril e na sequência desligamos os serviços", explicou no blog oficial do playstation o diretor de comunicação corporativa e mídia social, patrick seybold.


também foi contratada uma empresa de segurança de dados para investigar o ataque. "foram necessários vários dias de análise forense", disse patrick, que prometeu divulgar os resultados no blog.


o sistema playstation network é usado para jogos online e para baixar conteúdos. a empresa recomendou aos usuários para que troquem logins e senhas quando o sistema for restabelecido.


durante este período, a sony informou que não entrará em contato com os usuários via e-mail ou pedirá qualquer informação de identificação bancária e pessoal. por isso, pediu para que as pessoas tomem cuidado para não cair em golpes.


a empresa não divulgou de que países seriam os usuários que tiveram suas informações furtadas.


imagem abalada


o roubo de tantas informações de consumidores pode ser visto como um desastre para a imagem da empresa, segundo graham cluley, consultor técnico da empresa de segurança sophos.


"o playstation network é um produto realmente muito consumido, presente em várias casas no mundo todo. o impacto dessa invasão deverá ser muito maior do que um típico ataque hacker", disse cluley à bbc.


o consultor disse que, mesmo que não tenha havido o furto de dados de cartões de crédito, as outras informações roubadas são suficientes para que criminosos usem em ataques a outros serviços.


"muitas pessoas usam a mesma senha em outros sites", lembrou.

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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão deve pedir ajuda externa para analisar crise nuclear
27 de abril de 2011

afetado por críticas internacionais à forma como lida com a crise nuclear, o japão provavelmente incluirá especialistas estrangeiros em uma análise do desastre na usina de fukushima daiichi, disse um assessor do primeiro-ministro naoto kan nesta quarta-feira.



kan prometeu conduzir uma análise da crise, na qual as funções de resfriamento da usina nuclear no nordeste japonês foram anuladas pelo tsunami de 15 metros do dia 11 de março, o que levou ao vazamento de radiação no ar e no mar.


"é claro que teremos especialistas japoneses, mas é altamente possível que tenhamos especialistas estrangeiros participando da análise", disse goshi hosono, conselheiro especial de kan, em entrevista coletiva.


"temos que garantir que os resultados desse exame sejam reconhecidos pela comunidade internacional, dado que a agência internacional de energia atômica (aiea) e outros vêm esperando por isso", acrescentou.


críticos dizem que o japão demorou a revelar informações detalhadas imediatamente após o terremoto seguido de tsunami que danificou a usina, e que também tardou a informar os países vizinhos quando liberou água radioativa no mar no início deste mês.


o chefe da aiea, que viajou ao japão pouco depois que a crise irrompeu, disse a kan na ocasião que países estrangeiros estavam solicitando mais informações e detalhes.


hosono declarou que o governo está comprometido com a divulgação detalhada e a tempo, e que será responsável por supervisionar um plano de estabilização dos reatores da operadora da usina, a tokyo electric power co (tepco).


a tepco tem sido acusada de subestimar os perigos e ignorar alertas sobre o risco de um terremoto seguido de tsunami atingir a usina, assim como de reagir mal aos estragos.


o governo também revisará o papel e a estrutura dos regulamentos nucleares do país em sua inspeção da crise, segundo hosono.


"é apropriado ter a agência de segurança nuclear e industrial atuando como reguladora sob o comando da agência de recursos naturais e energia, que formula políticas de energia nuclear?", indagou.


"também tenho sérias dúvidas se o papel da comissão de energia atômica, uma organização que faz propostas sobre regulamentos, é suficiente."

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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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no japão, funcionária recebeu radiação acima do limite
27 de abril de 2011

a companhia tokyo electric power (tepco), proprietária da usina daiichi, em fukushima, no japão, disse hoje que uma das funcionárias da usina foi exposta à radiação mais de três vezes acima do limite legal de cinco millisieverts em um período de três meses, informou a agência de notícias kyodo.



a mulher, na casa dos 50 anos, não tem problemas de saúde, mas a agência de segurança nuclear do japão afirmou que mais duas trabalhadoras podem ter sido expostas à radiação acima do limite. a agência pediu uma investigação da razão do problema e também que a companhia tome medidas para evitar novos casos.


um porta-voz da agência de segurança nuclear e industrial, hidehiko nishiyama, lamentou o problema em entrevista coletiva. ele acrescentou, porém, que todas as trabalhadoras deixaram a usina após o vazamento radioativo ocorrido em 23 de março. segundo a companhia e a agência, um total de 19 funcionárias trabalhavam na usina, quando um terremoto e um tsunami afetaram sua operação, em 11 de março.


acredita-se que a mulher com o caso mais grave tenha sofrido mais exposição radioativa interna que externa. um funcionário da agência disse que a tepco precisa explicar esse fato. a tepco informou que a mulher estava reabastecendo caminhões de combate a incêndios e trabalhando dentro do prédio. ela estava com máscara, mas pode ter inalado o material radioativo enquanto colocava ou tirava essa máscara.


pela lei japonesa, funcionários de usinas não podem se expor a mais de cem millisieverts durante cinco anos - ou mais de 50 millisieverts em um ano. para trabalhadoras, o limite é menor, de cinco millisieverts em um período de três meses, levando-se em conta que elas podem engravidar. para as pessoas em geral, o limite é de um millisievert por ano, incluindo a exposição para procedimentos médicos, como raios x.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 1454,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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guarda costeira do japão divulga novas imagens do tsunami
28 de abril de 2011

vídeo mostra aviões e helicópteros sendo arrastados no aeroporto de sendai

a guarda costeira do japão divulgou novas imagens do tsunami que atingiu o país depois do terremoto de 11 de março.



as imagens mostram helicópteros, carros e aviões sendo arrastados pela onda gigante no aeroporto da cidade de sendai, no nordeste do país.


a água também ultrapassou as barreiras de proteção e invadiu a cidade enquanto os membros da guarda costeira apenas podiam assistir ao desastre.


as novas imagens também mostram o momento em que um cargueiro, arrastado pelo tsunami, se aproxima do prédio onde está o cinegrafista.


a guarda costeira filmou casas sendo arrastadas pelas ondas na mesma região. as imagens mostram prédios incendiados, ruas tomadas por escombros, carros e água.


mais de um mês depois do terremoto seguido de tsunami, o japão ainda busca as vítimas desaparecidas, em uma tarefa cada vez mais difícil.


muitas pessoas foram arrastadas para o alto-mar e outras ficaram soterradas pelos escombros e pela lama.


o governo enviou cerca de 25 mil soldados para uma nova busca por vítimas.


até agora, 14.238 pessoas foram confirmadas mortas e 12.228 continuam desaparecidas. outras 139.350 pessoas continuam vivendo em abrigos provisórios.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2091,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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trem-bala japonês volta a operar com normalidade 50 dias após terremoto
29 de abril de 2011

viajantes poderão ir novamente a região meridional de kyushu até a cidade de aomori

tóquio - todos os serviços do trem-bala japonês no nordeste do país voltaram a operar com normalidade nesta sexta-feira, 29, 50 dias depois do terremoto de 11 de março que levou ao fechamento de linhas e a cancelamentos.

a normalização do serviço coincide com o início do maior período de férias no japão, conhecido como a semana dourada, no qual se espera que os turistas voltem a visitar as áreas afetadas pelo desastre que assolou a região nordeste (tohoku).

antes do trágico terremoto de 9 graus e o posterior tsunami que arrasou regiões litorâneas, a zona de tohoku era um dos destinos turísticos preferidos dos japoneses, com o que a volta dos visitantes é vista como um apoio à reconstrução.

em 11 de março, a empresa que opera o trem-bala no nordeste, a jr east, suspendeu todos seus serviços na região e até hoje não havia podido normalizar todas as rotas por danos graves em 1.200 pontos da rede, como cabos e postes elétricos, segundo a agência local kyodo.

desde esta sexta-feira, 29, os viajantes poderão ir novamente desde a região meridional de kyushu até a cidade de aomori, no norte do país.

a rede do trem-bala cobre uma distância de dois mil quilômetros e é famosa pela variedade de trens e a pontualidade do seu serviço, que pouco antes do terremoto estreou um novo e futurista trem: o hayabusa, que liga tóquio a aomori em cerca de 3 horas.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2482,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão levará 3 anos para retirar escombros deixados pelo terremoto
30 de abril de 2011

calcula-se que há quase 25 milhões de toneladas de escombros nas três províncias do nordeste japonês atingidas pelo desastre iwate, fukushima e miyagi, onde 14.616 pessoas morreram

tóquio - a retirada dos milhões de toneladas de escombros deixados pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março levará cerca de três anos, estimou neste sábado, 30, o ministério do meio ambiente japonês.

calcula-se que há quase 25 milhões de toneladas de escombros nas três províncias do nordeste japonês atingidas pelo desastre, iwate, fukushima e miyagi, onde 14.616 pessoas morreram e outras 11.111 continuam desaparecidas, segundo o último boletim policial.

esse número deve aumentar, já que ainda não inclui os navios e veículos destruídos, de acordo com a agência local kyodo.

a maior dificuldade para as autoridades das províncias afetadas é encontrar lugares para armazenar temporariamente os escombros que atualmente estão amontoados ao longo de dezenas de quilômetros no litoral de miyagi, fukushima e iwate.

o orçamento extraordinário para a reconstrução apresentado nesta quinta-feira no parlamento japonês (dieta), de 4,02 trilhões de ienes (33 bilhões de euros), inclui o montante de 350 bilhões de ienes (2,930 bilhões de euros) para a retirada de escombros.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2976,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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cerejeiras estão em flor, mas turista foge do japão
01 de maio de 2011

fluxo de turismo cai até 50% no país por conta do tsunami e crise nuclear; japoneses dizem que muitas regiões não oferecem risco

que razões tem o turista para não visitar cidades como nagoya, osaka, kobe ou hiroshima, entre outras, que estão até mil quilômetros de distância da região atingida pelo terremoto e tsunami ou da central nuclear de fukushima? a pergunta em tom de desabafo é do comerciante japonês akinori nagasawa, dono de uma loja de artigos eletrônicos em nagoya, no estado de aichi.

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família de japoneses passeia entre cerejeiras em tóquio; turistas cancelaram viagem

ele acredita que muitos estrangeiros têm adiado ou cancelaram a viagem ao japão por conta de informações equivocadas sobre a tragédia que atingiu o nordeste do país. assim como akinori, outros lojistas no bairro de kamimaezu, em nagoya - centro de compras que atrai turistas o ano inteiro - defendem que, à exceção da região de tohoku atingida pelo tsunami, os demais estados têm restabelecida sua rotina e não oferecem nenhum risco aos residentes ou visitantes.

segundo a organização nacional de turismo japonês, o número de turistas estrangeiros no japão teve queda de 50,3% em março ante o mesmo período do ano passado, quando 709,6 mil estrangeiros visitaram o japão. este ano, foram 352,8 mil turistas, uma queda histórica. a estatística tem reflexos negativos em vários segmentos da economia.

"desde o 11 de março, nosso volume de vendas caiu pela metade", conta a comerciante ayako takahashi, dona de loja de artesanato e souvenirs em osu-kanon, uma galeria de nagoya. ali, o movimento diário é de cerca de 5 mil pessoas. em tempos normais, 10% dos visitantes são estrangeiros, outros 40% são turistas japoneses e a outra metade, consumidores da própria região.

com a redução nas vendas, a associação dos lojistas antecipou campanha promocional com descontos que estava prevista para este mês.

em tóquio, o bairro de akihabara é o paraíso das compras para turistas que buscam novidades da tecnologia. também por lá o movimento de clientes vindos de fora está abaixo do que se previa antes do terremoto. o japão esperava receber 30 milhões de visitantes este ano.

hiroshi koga, atendente em uma rede de equipamentos de áudio e vídeo, afirma que, aos poucos, os clientes estrangeiros estão retomando às compras, em especial provenientes de outros países asiáticos. além de aquecer os centros de compras, o turismo movimenta centenas de cidades históricas, parques temáticos e festivais culturais, além dos recursos que movimentam as agências turísticas, companhias aéreas e rede hoteleira.

o terremoto e o tsunami, e depois a crise nuclear em fukushima, levaram o presidente da organização nacional de turismo do japão, tadatoshi mamiya, a admitir que o desastre terá grande impacto em todas as empresas do ramo.

dekasseguis. o japonês yuji ota, dono da agência de turismo unitour, explica que outro fator que levou à redução no número de turistas é que no pós-terremoto as companhias aéreas retiraram o benefício do seguro-viagem. quem viajasse seria pela própria conta e risco. além disso, vários países, incluindo o brasil, recomendaram a seus cidadãos que evitassem viajar a tóquio. com o número reduzido de passageiros, algumas companhias diminuíram a frequência de voos.

ota yuji atende brasileiros e revela que, em todo o país, cerca de 10 mil dekasseguis compraram bilhetes e deixaram o japão depois do desastre. ele acredita que a minoria tenha regressado ao brasil, e que em breve muitos estarão de volta atraídos pelas ofertas de emprego. o que se prevê é o reaquecimento da economia japonesa com a reconstrução da área devastada. "no segundo semestre, os turistas também estarão de volta em grande número, principalmente coreanos e chineses", afirma ota.

o japão tem cerca de 2 mil profissionais liberais que atuam no setor de turismo como guias turísticos, tradutores, intérpretes. sem trabalho com a evasão dos turistas, dezenas deles têm lançado apelo em redes sociais e divulgado vídeos pela internet para proclamar que não há riscos para quem pretende visitar o japão. redes como o youtube têm também depoimentos de estrangeiros, gravados nestes últimos dias em diferentes centros turísticos japoneses.

hitomi fukushima, de tóquio, conta que seu trabalho como guia foi bastante prejudicado. quatro grupos que ela receberia cancelaram a viagem. "tenho dito a pessoas do exterior que me procuram que a situação no japão está normal, que não tem perigo algum virem."

a estudante japonesa mari miyachi, de nagoya, morou um ano nos estados unidos e receberia no início deste mês a visita do casal americano que lhe acolheu em ohio. ela lamenta que seus "pais adotivos" tenham cancelado a viagem, e faz coro aos que pedem para que os turistas reconsiderem a decisão de não viajar ao japão.


http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 3284,0.php
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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outra usina japonesa tem aumento no nível de radiação
02 de maio de 2011

o nível da radiação aumentou bastante na água usada para o resfriamento no núcleo de um reator da usina tsuruga, em fukui, informou hoje a operadora da usina, japan atomic power. o problema ocorreu por causa de um possível dano no revestimento da barra de combustível, segundo a companhia, mas não há vazamento de radiação para o ambiente.



a japan atomic power afirmou que a monitoração semanal dos níveis de radiação no reator 2 de tsuruga mostrou que a quantidade de iodo-133 havia aumentado para 4,2 becquerels por centímetro cúbico hoje, de 2,1 becquerels em 26 de abril. os níveis de outro material, o xenônio-133, haviam subido para 3.900 becquerels por centímetro cúbico, de 5,2 becquerels por centímetro cúbico.


pela lei japonesa, a companhia deve fechar um reator se a quantidade de um tipo diferente de iodo, o 131, na água usada para resfriamento subir acima de 40.000 becquerels por centímetro cúbico. a lei não prevê esses limites no caso do xenônio-133 e do iodo-133.


levando-se em conta o nível de iodo-133, a água deve ter várias centenas de becquerels de iodo-131, porém bem menos que o limite legal, segundo um porta-voz da japan atomic power, koji otake. "nós checaremos a água todos os dias de agora em diante, para decidir se temos que desligar o reator baseando-nos nessas medições", notou o porta-voz.


o aumento na concentração dos materiais radioativos pode ter sido causado por um pequeno buraco na placa de metal que recobre a barra de combustível, disse otake. falando sobre casos gerais, ele explicou que isso pode ocorrer por um problema no processo de manufatura do revestimento, ou se outro objeto entrou de alguma maneira na água e danificou esse revestimento.


um pequeno vazamento de combustível na água usada para o resfriamento, causado por um pequeno furo no revestimento de metal, não é um fenômeno raro em usinas nucleares, lembrou otake. segundo ele, se esse for o problema no reator 2 de tsuruga ele não será considerado um "incidente sério". quando esses acidentes ocorrem, a companhia geralmente substitui a barra de combustível.


fukushima


mesmo que o incidente não tenha grandes consequências, ele ocorre no momento em que os japoneses estão temerosos com a segurança de suas usinas nucleares. autoridades e a companhia tokyo electric power (tepco) lutam para conter os efeitos do vazamento na usina daiichi, em fukushima, decorrente do terremoto e tsunami do dia 11 de março.


o engenheiro mitsuhiko tanaka, que esteve envolvido na elaboração do reator número 4 da usina daiichi, disse que é improvável que o incidente na usina tsuruga envolva o aumento da temperatura nas barras de combustível, e que, portanto, essa era uma situação muito diferente de fukushima. "porém, em circunstâncias normais, as substâncias radioativas não vazariam na água, portanto isso não é algo bom", disse. "eu acho que é por causa da qualidade ruim das barras de combustível", avaliou.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 3723,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão questiona política de incentivos à embraer
03 de maio de 2011

o japão cobra explicações do brasil sobre o financiamento às exportações dos jatos da embraer e, mais uma vez, os países ricos questionam a política industrial do país na organização mundial do comércio (omc). estados unidos, canadá, austrália e japão pediram esclarecimentos sobre a legalidade de instrumentos como o bndes, programas de incentivo e isenção de impostos.


hoje, o tema entrará na agenda da omc. porém, o embaixador do brasil em genebra, roberto azevedo, disse que o itamaraty já respondeu a quase todo o questionamento por escrito antes mesmo da reunião. as perguntas do japão, por terem sido enviadas há apenas dez dias, ainda estão sendo respondidas.

os governos que cobraram respostas poderão hoje pedir novos esclarecimentos durante a reunião do comitê de subsídios da entidade. não se trata, portanto, de uma disputa legal nos tribunais da entidade. pelas regras da omc, os subsídios à indústria são regulamentados e governos têm espaço relativamente limitado para atuar. uma das obrigações de cada governo é notificar a omc cada um dos programas de incentivo.

o brasil, portanto, vê o exercício com "naturalidade". os números indicaram que o volume de recursos públicos para incentivar o setor produtivo no brasil mais que dobrou entre 2005/6 e 2007/8, passando de r$ 17, bilhões para r$ 35 bilhões.

embraer. para os governos de países ricos, o brasil deixou de fora vários mecanismos de incentivo à indústria em seu exercício de transparência. o governo do japão quer saber, por exemplo, como programas de isenção de impostos e pis/cofins e outros benefícios industriais têm ajudado as exportações da embraer.

o japão está se preparando para uma ambiciosa entrada no mercado de jatos regionais, hoje dominado por brasil e canadá. até 2014, deverá lançar um jato com capacidade para 92 pessoas. mas, quatro anos antes de entrar em operação, já recebeu 200 encomendas. um dos focos da empresa japonesa é abocanhar um terço do mercado japonês no médio prazo, reduzindo a margem de mercado da embraer.

o pedido japonês vem poucos meses depois que o brasil questionou na omc os subsídios da japão ao setor de jatos. o brasil enviou um questionário ao japão para que explique o dinheiro dado pelo governo à mitsubishi regional jet. para o governo brasileiro, há a suspeita de que a ajuda do governo não está dentro das regras da omc e prejudicará as exportações da embraer.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 4035,0.php
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão questiona política de incentivos à embraer
03 de maio de 2011

o japão cobra explicações do brasil sobre o financiamento às exportações dos jatos da embraer e, mais uma vez, os países ricos questionam a política industrial do país na organização mundial do comércio (omc). estados unidos, canadá, austrália e japão pediram esclarecimentos sobre a legalidade de instrumentos como o bndes, programas de incentivo e isenção de impostos.


hoje, o tema entrará na agenda da omc. porém, o embaixador do brasil em genebra, roberto azevedo, disse que o itamaraty já respondeu a quase todo o questionamento por escrito antes mesmo da reunião. as perguntas do japão, por terem sido enviadas há apenas dez dias, ainda estão sendo respondidas.

os governos que cobraram respostas poderão hoje pedir novos esclarecimentos durante a reunião do comitê de subsídios da entidade. não se trata, portanto, de uma disputa legal nos tribunais da entidade. pelas regras da omc, os subsídios à indústria são regulamentados e governos têm espaço relativamente limitado para atuar. uma das obrigações de cada governo é notificar a omc cada um dos programas de incentivo.

o brasil, portanto, vê o exercício com "naturalidade". os números indicaram que o volume de recursos públicos para incentivar o setor produtivo no brasil mais que dobrou entre 2005/6 e 2007/8, passando de r$ 17, bilhões para r$ 35 bilhões.

embraer. para os governos de países ricos, o brasil deixou de fora vários mecanismos de incentivo à indústria em seu exercício de transparência. o governo do japão quer saber, por exemplo, como programas de isenção de impostos e pis/cofins e outros benefícios industriais têm ajudado as exportações da embraer.

o japão está se preparando para uma ambiciosa entrada no mercado de jatos regionais, hoje dominado por brasil e canadá. até 2014, deverá lançar um jato com capacidade para 92 pessoas. mas, quatro anos antes de entrar em operação, já recebeu 200 encomendas. um dos focos da empresa japonesa é abocanhar um terço do mercado japonês no médio prazo, reduzindo a margem de mercado da embraer.

o pedido japonês vem poucos meses depois que o brasil questionou na omc os subsídios da japão ao setor de jatos. o brasil enviou um questionário ao japão para que explique o dinheiro dado pelo governo à mitsubishi regional jet. para o governo brasileiro, há a suspeita de que a ajuda do governo não está dentro das regras da omc e prejudicará as exportações da embraer.

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