estudo aponta para menor risco de sofrer de problemas cardíacos ou de cancro.
um dos maiores estudos feitos em todo o mundo sobre a pílula anticonceptiva determinou que as mulheres que a tomaram geralmente vivem mais anos e têm menor risco de morte por qualquer causa, incluindo cancro e doenças cardíacas.
os investigadores, de origem britânica, declararam que este estudo, que deveria tranquilizar muitas das milhões de mulheres que consomem a pílula, não detectou nenhuma associação entre estes fármacos e um risco a longo prazo de falecer em comparação com aquelas que não os tomaram.
“os resultados deste trabalho são tremendamente tranquilizadores e sugerem que a longo prazo os benefícios para a saúde da pílula anticonceptiva superam os riscos”, explicou o investigador richard anderson, da universidade de edimburgo e da unidade de ciências de reprodução humana do conselho de investigação médica, no reino unido.
o estudo, publicado no british medical journal, seguiu 46 mil mulheres durante 40 anos, dando lugar a “mais de um milhão de anos” de observação, nas palavras de philip hannaford, da universidade de aberdeen, que liderou a equipa.
os resultados mostram que a longo prazo, as mulheres que utilizaram anticonceptivos orais tinham uma taxa de mortalidade por qualquer causa significativamente mais baixa que as outras, incluindo as mortes por doença cardíaca e cancro.
no entanto, os autores destacaram que as suas descobertas poderiam apenas ser aplicadas nas mulheres que consumiram as antigas pílulas e não para aquelas que usam os preparados modernos, já que as análises começaram em 1968.
em portugal são as mais jovens que consomem a pílula
(imagem do filme «8 mulheres» de françois ozon)
“muitas mulheres, especialmente aquelas que utilizaram há muitos anos a primeira geração de anticonceptivos orais, deveriam tranquilizar-se à luz destes resultados”, escreve hannaford e a sua equipa.
dados alteram conclusões
os primeiros dados do estudo, uma das investigações mais ambiciosas acerca dos efeitos sobre a saúde destes fármacos, sugeriram que a pílula poderia aumentar o risco de morte permatura, particularmente nas mulheres mais velhas e nas fumadoras.
entretanto, dados mais recentes mostraram um ligeiro aumento de risco nas mulheres menores de 45 anos que tomam ou tomaram a pílula ate há pouco tempo.
os investigadores fizeram notar que os efeitos nas mulheres mais jovens desaparecem em dez anos e que os benefícios nas mais velhas superam os riscos das mais jovens.
em portugal
dados do instituto nacional de saúde ricardo jorge indicam que, em portugal, a faixa etária que mais utiliza a pílula é a camada dos 20 aos 24 anos com 87,3 por cento.
entre a população dos 15 aos 55 anos que usa métodos contraceptivos as preferências vão para a pílula (65,9 por cento), seguindo-se o preservativo (14 por cento) e o dispositivo intra-uterino (8,8 por cento).
fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40608&op=all
(noticia de 2010-03-12)
Pílula alonga vida das mulheres
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mauri
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mnunespt
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Re: Pílula alonga vida das mulheres
não sei qual o espanto. parece-me perfeitamente natural, vejamos:
a mulher que toma a pilula tem muito menos hipoteses de engravidar, logo muito menos hipoteses de ter filhos.
já a mulher que não toma a pilula tem muito mais hipoteses de engravidar e ter filhos.
ora quem tem filhos sabe bem que são eles que nos poem velhos e que nos fazem cabelos brancos!
então a pilula aumenta a longevidade porque diminui os filhos.
a mulher que toma a pilula tem muito menos hipoteses de engravidar, logo muito menos hipoteses de ter filhos.
já a mulher que não toma a pilula tem muito mais hipoteses de engravidar e ter filhos.
ora quem tem filhos sabe bem que são eles que nos poem velhos e que nos fazem cabelos brancos!
então a pilula aumenta a longevidade porque diminui os filhos.




