Nunio Escreveu:Quando é acionado qualquer dos travões, supostamente o motor devia deixar de funcionar, ao mesmo tempo que acende a luz de stop. É um sistema de segurança.
Já tinha verificado na oficina e lá voltei a verificar, estando todas as protecções a funcionar, embora que pudessem estar mais afinados os swich de travão (é um defeito bastante comum em todas as motas, eléctricas ou não). Em alguns modelos de motas eléctricas isso não acontece, perder a acção do acelerador quando se aperta uma manete de travão, e já vem assim de fabrica, não sendo isso defeito, mas feitio.
Mas o que aconteceu foi algo diferente. A manete da esquerda ficou sem qualquer curso de aperto, estando já a fazer força mesmo sem o aperto das mãos.
Depois de apertar com força, tudo voltou ao normal. Penso que terá sido de fazer micro travagens curtas, que tenham provocado o trabalho da válvula do travão, fazendo ir aumentando a pressão ao circuito sem nunca se soltar para voltar á posição de descanso.
rcardoso Escreveu:...
Em relação ao BMS, não faço ideia! Talvez alguém nos possa dar esse esclarecimento. Mas neste momento já tem um BMS bem português, colocado pelo JR, com afinações escolhidas por ele, para preservar as baterias e aumentar a autonomia.
Relativamente ao BMS original, sim, já foi uma inovação criada cá em Portugal (se não estou em erro). Versão essa que fazia a protecção de tensão baixa, desligando o acelerador (mantendo todos os gastos da mota activos, tais como DC/DC para iluminação, power do controlador), o que causaria uma continuação do abaixamento de tensão, caso não se desligasse a ignição. E que na tensão alta, apenas fazia o balanceamento que começava ao 3,60V.
Se o carregador "se passasse dos carretos" continuando a injectar corrente superior a 0,5A depois de ter a tensão mais que necessária para que todas as células estivessem a 3,60V, as suas tensões subiam por ali a cima, stressando as células, e até mesmo, provocando avarias nas placas de balanceamento (por tensão demasiado alta, ou por aquecimento exagerado de seu sangramento com tensões elevadas, acima dos 4V).
Retirei algumas células mortas e as que ainda tinham alguma capacidade, rondavam os 17Ah.
O BMS que lhe foi colocado não é português, mas foi testado por mim, e tem um funcionamento desejado para o conjunto.
Seu corte por tensão alta é aos 3,75V começando a sangrar com Led's incluídos, a partir dos 3,60V, e vota a ligar a carga ao 3,55V.
O corte por tensão baixa é aos 2,50V e só volta a animar se a tensão subir aos 2,70V.
Com este BMS a cortar a tensão aos 3,75V, mesmo estando as células bem balanceadas, o carregador no final da carga entra numa fase de ligar e desligar ininterruptamente, mesmo com o pack a 75V de tensão total. Já recomendei a compra de um carregador com possível afinação e bem regulado aos 72V constantes (sem cut off), para que assim se possa fazer os carregamentos e deixar a ficha do carregador ligada por mais umas horas, dando tempo para algum balanceamento, sem nunca colocar as células com tensões superiores a 3,60V.
Os Led's no BMS, servem para que seja visualizada alguma anomalia (se for identificado algum Led que não esteja aceso no final da carga, ou que depois de algum pequeno percurso feito na scooter depois de ter sido carregada, ainda mantiver algum Led aceso), levando a uma reparação dentro de um tempo seguro para não haver danos materiais acrescidos.
rcardoso, um BMS serve para poder usufruir de forma segura de todo o potencial das baterias, mas não lhes aumenta a autonomia (simplesmente a preserva).
Foi feito por mim um pequeno circuito para que se possa acelerar de forma mais progressiva no acelerador, que para estes controladores trapezoidais (sem regulação de potencia no acelerador, mas sim da rotação, fazendo as correntes aumentem ou diminuem, conforme se está mais longe ou mais perto da rotação desejada) possam ser um pouco mais amansados.
O acelerador começava a fornecer uma tensão de 0,89V e terminava (no fim do curso do punho acelerador) aos 3,90V.
O controlador começava a aumentar a rotação aos 1,70V e terminava aos 3,50V.
Tornei o curso do acelerador a começar nos 1,15V e terminar nos 2,85V (promovendo uma melhor regulação da aceleração usufruindo de mais curso de acelerador).
Aos 2,85V a velocidade no conta Km da mota fica pelos 45Km/h. Se quisermos andar mais, carregamos no botão vermelho (o do símbolo do corte corrente) e passamos a ter o acelerador conforma origem, podendo andar até aos 90Km/h pelo velocímetro da mota).
Se alguém quiser algo parecido, enviarei o esquema, podendo dizer que o custo dos componente não ultrapassa dos 0,50€, e é bastante básico para a montagem.