até ao final deste ano serão instalados em portugal 100 postos de carregamento para automóveis eléctricos. em 2010, o número sobe para 300 e até 2011, haverá uma rede-piloto de 1300 pontos para garantir o abastecimento dos primeiros modelos eléctricos que começarão a ser lançados em portugal, a partir de 2010.
a mitsubishi lançará em portugal, em 2010, o seu eléctrico i-miev e soube-se agora que a renault e a nissan introduzirão no mercado um primeiro automóvel eléctrico na primavera de 2011. para garantir o abastecimento destas viaturas de emissões zero e trabalhar silencioso, foi assinado esta semana um protocolo entre o governo, 21 câmaras municipais, um consórcio de cinco empresas no âmbito do programa para a mobilidade eléctrica em portugal (mobi-e) e oito entidades: galp energia, jerónimo martins, sonae sierra, chamartin, emparques, confederação do turismo de portugal, ana - aeroportos de portugal e estradas de portugal.
o compromisso é que até 2011 os consumidores disponham, de norte a sul do país, de um total de 1300 pontos de carregamento públicos rápidos para viaturas eléctricas, os quais permitirão carregamentos de 20 a 30 minutos.
este ano começará a ser montada a primeira centena e em 2010 passar-se-á para as três centenas. "queremos ter uma rede que garanta que os condutores possam fazer deslocações por todo o território nacional e o possam fazer com o conforto de saber que em qualquer sítio podem abastecer o seu carro", frisou josé sócrates, primeiro-ministro, na apresentação do projecto. esta rede será compatível com todas as marcas de automóveis eléctricos que, progressivamente, será alargada a mais autarquias, segundo explicou manuel pinho, ministro da economia que considerou mesmo que seria possível serem vendidos, entre nós, no primeiro ano cinco mil automóveis eléctricos, um número que a alguns especialistas ouvidos pelo autohoje parece, todavia, demasiado ambicioso. um desses peritos, tiago farias, investigador do instituto superior técnico na área de transportes, energias alternativas e soluções de mobilidade sustentável, relembra a esse propósito que a introdução de automóveis eléctricos é indissociável de três vectores que só agora começam a dar os primeiros passos: "a infra-estrutura - que vai ser criada a partir de agora com este programa para a mobilidade eléctricas em portugal -, a tecnologia - que ainda não existe para o comum cidadão a preços competitivos no mercado - e o cliente - que tem de estar interessado nos automóveis e nas suas vantagens. é uma equação demasiada complexa para se poder falar com certeza num número assim".
a questão dos incentivos estatais para que se possam ter carros a preços competitivos é, igualmente, realçada por carlos tavares, vice-presidente da nissan que acrescenta que do lado dos construtores automóveis tudo será feito para que eléctricos sejam, cada vez mais, alternativas reais, dando como exemplo o incremento da autonomia das baterias que, por volta do ano 2014, poderá passar dos actuais 160 km de autonomia para 250 km. para o governo português, o objectivo é ter em 2020 um total de 10% do parque automóvel com "emissões zero".
cartões pré-pagos e pós-pagos
em portugal, o pagamento dos carregamentos feitos em postos de abastecimento pública será em tudo idêntica às modalidades existentes nos telemóveis. com cartões pré-pagos e pós-pagos.
os cartões estão neste momento a ser desenvolvidos pela efacec, podendo também vir a possibilitar a realização de débitos na conta bancária, após inserção do respectivo pin. do lado da galp, na fase de arranque, a empresa prevê conseguir garantir pontos de abastecimento rápido a cada 100 km nas auto-estradas. a infraestrutura de abastecimento que agora se anuncia será 100% nacional, tanto ao nível das soluções tecnológicas encontradas, como do design e prototipagem da rede de públicos, o que gera, segundo manuel pinho, valor acrescentado ao tecido empresarial português: "pretende-se também aproveitar uma área de negócio emergente e de elevado potencial económico, promovendo soluções nacionais numa perspectiva de exportação de produtos e de conhecimento e de criação de emprego qualificado".
paulo marmé
abastecer num local público será mais caro
quem optar por carregar o automóvel num posto público pagará mais pela electricidade do que se realizar esse abastecimento em casa.
o carregamento das baterias eléctricas terá custos diferentes, consoante seja efectuado num posto público (onde a carga é debitada de um modo rápido) ou em casa (carga lenta).
a informação foi garantida por antónio mexia, presidente da edp (na foto), que justifica esta discrepância com o facto de os postos público trabalharem.com maiores potências e das cargas irem ser feitas na maioria dos casos em horário diurno (mais caro do que o nocturno). ainda assim, mexia afirma que, num cenário comparativo, o preço da energia eléctrica será sempre mais barata do que o preço dos combustíveis fósseis, não obstante não tenha querido falar nos preçosa que a electricidade será fornecida: "o custo por 100 km será cinco a seis vezes menor do que um automóvel convencional a gasóleo ou gasolina", aponta mexia o que significará que, aos preços actuais, percorrer 100 km com um carro eléctrico poderia custar pouco mais do que um euro, contra os oito ou nove euros que um carro a gasolina gasta para um consumo médio de 7 l/100 km.
antónio mexia afirma que o fornecimento da electricidade será aberto a outras empresas e que cada posto público a criar terá um custo entre 2000/2500 euros. mexia esclarece ainda que o consumidor particular não terá necessidade de contratar uma maior potência.
haverá dois modos de carregamento dos automóveis
carregamento lento
- carregamento de 6 a 8 horas, podendo aproveitar-se a vantagem do bi-horário para ser feito à noite (horas de horário vazio);
- potência de carregamento de 230 v (doméstico);
- efectuado em qualquer tomada convencional em casa ou numa garagem particular, por exemplo.
carregamento rápido
- carregamento entre 20 a 30 minutos; potência de carregamento superior ao doméstico com uma tensão até 22 kva com possibilidade de carga monofásica (de 230 v) ou trifásica (3x400 v);
- autenticação por cartão sem contacto (com código pin) com modalidade de pagamento pré-pago ou pós-pago;
- possibilidade de selecção do fornecedor da electricidade (que não apenas a edp); efectuado em locais públicos.
lista de locais públicos com 100 pontos de carregamento já em 2009 e 1300 até 2011, a rede-piloto para a mobilidade eléctrica será compatível com todas as marcas de veiculos eléctricos e acessível em qualquer ponto do país e em diversos locais:
parques de estacionamento público;
centros comerciais;
bombas de gasolina;
hotéis;
aeroportos;
via pública dos municípios.
três regras para utilizar um posto de carregamento
imagine que deixa a viatura eléctrica no par-que de estacionamento de um centro comercial e, enquanto vai almoçar ou faz algumas compras, aproveita para carregar as baterias. até completar o carregamento, bastarão três passos, para que o processo seja simples:
retirar da parede a tomada eléctrica, colocando-a na viatura;
dirigir-se ao posto de controlo e activar o carregamento, usando o cartão magnético de que disporá. o carregamento fica activo a partir desse momento;
no regresso ao parque de estacionamento, no posto de controlo deve dar-se por terminada a operação, recolhendo o ticket com a informação relativa aos dados do carregamento.
quem está por trás do projecto mobi-e?
a rede de mobilidade eléctrica em portugal vai ter uma sociedade gestora, a mobi-e, a qual será lidera-da pela edp inovação, em parceria com o centro de inovação inteli. eis as várias empresas envolvidas:
edp inovação. esta empresa do grupo edp responsável pela investigação de projectos na área das tecnologias limpas irá colaborar no delineamento da arquitectura técnica de todo o modelo de carregamento que for posto em prática. a par da inteli, a edp inovação é a cabeça do mobi-e, a entidade gestora por criar uma rede de abastecimento para viaturas eléctricas em portugal e que será responsável pela emissão dos cartões pré-pagos e pós-pagos.
efacec. á efacec cabe encontrar o tipo de infra-estrutura de carregamento que será usada, designadamente os interfaces de carrega-mento eléctrico, assegurando a sua respectiva segurança (a tomada, por exemplo, só estará com energia quando a carga estiver a ser feita e enquanto decorre o carregamento a ficha fica travada, de modo a não ser possível ligar ou desligar em carga). a efacec terá de garantir a integração entre o sistema de carregamento e os sistemas de gestão da rede eléctrica. a efacec funciona como o parceiro industrial das soluções que também forem encontradas pelo ceiia-ce
ceiia ce o centro de engenharia do centro para a excelência e inovação na indústria automóvel fará um trabalho a nível de design e prototipagem da solução de carregamento. neste momento, por exemplo, os protótipos funcionais foram idealizados para terem uma protecção contra vandalismo, através de um sistema em que o bocal da tomada fica escamoteado quando não está a ser usado.
baterias vão poder ser alugadas
carlos tavares, vice-presidente da nissan, não tem dúvidas de que as bate-rias dos automóveis eléctricos serão comercializadas à parte, pelo menos numa fase inicial. este responsável da marca japonesa explica que as baterias poderão ser compradas com o carro ou, em alternativa, separadamente, em regime de leasing ou outra modalidade de financiamento.
esta solução, refere carlos tavares, permitiria fazer baixar o preço de venda ao público do automóvel, tornando os eléctricos mais atractivos. segundo explica carlos tavares, as baterias, que pesarão cerca de, 270 kg, são o custo maior numa viatura eléctrica, representando cerca de um terço no custo final do automóvel. com o negócio dos eléctricos, as baterias sem carga ou com carga em baixo também poderão vir a ser trocadas por outras já carregadas, em pontos de assisténcia situados nas cidades ou estrada.
critical software. a critical software desenvolverá a plataforma de integração dos postos de carregamento com os sistemas de gesto que a ele estiverem articula-dos. ou seja, conceberá o software de modo a que a transmissão de da-dos entre a infra-estrutura e a entidade gestora da rede seja segura. a solução tecnológica encontrada irá permitira monitorização remotado processo de carga e a visualização num mapa da localização e estado da rede de abastecimento.
novabase. esta empresa encarregar-se-á de criar o sistema de facturação e de recolha dos dados relevantes dispersos a disponibilizar aos utentes através de um portal, o utilizador pode gerir todos os abastecimentos realizados ou a realizar, já que poderá agendar (hora e dia) um abastecimento e solicitar o envio de um sms quando o abastecimento do seu carro estiver completo.
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Re: Ligados à corrente
nada de novo a acrescentar já existe um tópico que contempla ambas as noticias!
continua nos pontos de carga para ve!
obrigado!
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40595 a bordo de uma Vectrix.
Procuro pontos de carga para veículos eléctricos, contacte-me! 915001177
Mapa dos pontos de carga
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