Um milhão de portugueses vive com menos de 10 euros por dia
Enviado: sexta mai 23, 2008 2:35 pm
um milhão de portugueses vive com menos de 10 euros por dia
um em cada dez portugueses vive com menos de dez euros por dia. este é um dos dados de um relatório do eurostat, o organismo estatístico da união europeia, sobre a situação social nos estado membros, que afirma também que portugal é líder europeu nas desigualdades sociais.
segundo o relatório sobre a situação social na união europeia em 2007, portugal é o único país da europa a 25 cuja diferença entre os mais ricos e os mais pobres ultrapassa os estados unidos. “portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é mais desigual”, lê-se no documento.
dez por cento da população portuguesa vive com menos de 10 euros por dia. na união europeia a média não ultrapassa os cinco por cento.
o relatório destaca como principais geradores de pobreza a relação entre os baixos salários e as baixas qualificações. em portugal 90 por cento dos pobres tem no máximo o terceiro ano do ensino básico.
governo contesta relatório
pedro marques, secretário de estado da segurança social, garante que os dados revelados por bruxelas são de 2004 e que foram corrigidos posteriormente pelo eurostat, o que “diminui o nível de desigualdade em portugal”.
apesar da “correcção” atenuar a disparidade entre a repartição dos rendimentos, o governante sublinha que esta continua a ser uma prioridade do executivo, e salientou a aprovação do plano nacional de acção para a inclusão.
pobreza agrava-se em portugal
entre 1995 e 2000 mais de metade das famílias portuguesas (52,4%) estiveram muito vulneráveis à pobreza, durante um espaço de um ano, e a grande parte desses pobres tinha como principal fonte de rendimento o seu ordenado.
estas são as conclusões do estudo “olhar sobre a pobreza em portugal”coordenado pelo ex-ministro alfredo bruto da costa a que o jornal público teve acesso e que será lançado em livro no próximo mês.
a pobreza atinge sobretudo crianças e reformados. apesar do fenómeno estar nas cidades são as zonas rurais que continuam mais vulneráveis.
mesmo entre a população não pobre, o estudo revela que quase 20 por cento dos portugueses confrontam-se com a falta de dinheiro para chegar ao fim do mês. por isso o coordenador do estudo afirma que é necessário aumentar os ordenados e democratizar as empresas.
segundo o estudo, 61 por cento dos pobres não tem condições para manter a casa quente, 12 por cento não tem banheira ou chuveiro e 10 por cento nem sequer tem casa de banho.
cristina sambado, rtp
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... l=26&rss=0
um em cada dez portugueses vive com menos de dez euros por dia. este é um dos dados de um relatório do eurostat, o organismo estatístico da união europeia, sobre a situação social nos estado membros, que afirma também que portugal é líder europeu nas desigualdades sociais.
segundo o relatório sobre a situação social na união europeia em 2007, portugal é o único país da europa a 25 cuja diferença entre os mais ricos e os mais pobres ultrapassa os estados unidos. “portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é mais desigual”, lê-se no documento.
dez por cento da população portuguesa vive com menos de 10 euros por dia. na união europeia a média não ultrapassa os cinco por cento.
o relatório destaca como principais geradores de pobreza a relação entre os baixos salários e as baixas qualificações. em portugal 90 por cento dos pobres tem no máximo o terceiro ano do ensino básico.
governo contesta relatório
pedro marques, secretário de estado da segurança social, garante que os dados revelados por bruxelas são de 2004 e que foram corrigidos posteriormente pelo eurostat, o que “diminui o nível de desigualdade em portugal”.
apesar da “correcção” atenuar a disparidade entre a repartição dos rendimentos, o governante sublinha que esta continua a ser uma prioridade do executivo, e salientou a aprovação do plano nacional de acção para a inclusão.
pobreza agrava-se em portugal
entre 1995 e 2000 mais de metade das famílias portuguesas (52,4%) estiveram muito vulneráveis à pobreza, durante um espaço de um ano, e a grande parte desses pobres tinha como principal fonte de rendimento o seu ordenado.
estas são as conclusões do estudo “olhar sobre a pobreza em portugal”coordenado pelo ex-ministro alfredo bruto da costa a que o jornal público teve acesso e que será lançado em livro no próximo mês.
a pobreza atinge sobretudo crianças e reformados. apesar do fenómeno estar nas cidades são as zonas rurais que continuam mais vulneráveis.
mesmo entre a população não pobre, o estudo revela que quase 20 por cento dos portugueses confrontam-se com a falta de dinheiro para chegar ao fim do mês. por isso o coordenador do estudo afirma que é necessário aumentar os ordenados e democratizar as empresas.
segundo o estudo, 61 por cento dos pobres não tem condições para manter a casa quente, 12 por cento não tem banheira ou chuveiro e 10 por cento nem sequer tem casa de banho.
cristina sambado, rtp
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... l=26&rss=0