Macário Correia acusa Quercus de falta de credibilidade
Enviado: quarta abr 30, 2008 9:55 am
macário correia acusa quercus de falta de credibilidade
o presidente da câmara de tavira acusou a quercus de falta de credibilidade num caso que envolve a construção de uma urbanização e exigiu-lhe um pedido de desculpas, mas a organização ambientalista diz que não cede a pressões.
o caso remonta a agosto do ano passado, quando a quercus criticou publicamente a câmara municipal de tavira por permitir a construção de uma urbanização, alegadamente ilegal, em reserva agrícola nacional (ran).
a urbanização, cujas obras tinham começado meses antes, situa-se junto à quinta das oliveiras, tavira, e prevê a implantação de 800 vivendas, num terreno que, segundo o presidente da autarquia, se inscreve numa área de perímetro urbano.
macário correia assegurou na altura à agência lusa que o empreendimento estava licenciado e que a câmara não tinha que embargar nada, porque estava tudo legal, o que a organização ambientalista contestou.
em setembro, a quercus decidiu interpor uma providência cautelar junto do tribunal administrativo e fiscal (taf) de loulé, o que acabou por levar à suspensão dos trabalhos durante seis meses, até março de 2008.
em comunicado, a organização diz que macário correia acabaria por licenciar a obra no dia seguinte à interposição da providência cautelar, acusando-o de proferir «declarações falsas», o que o autarca refuta.
«estava tudo licenciado e a quercus não está a dizer a verdade», afirmou hoje à lusa macário correia, salientando que a acção judicial não tem «qualquer fundamento» e que a organização perdeu a «credibilidade».
o projecto, promovido por uma empresa espanhola, estende-se por uma área de mais de 70 mil metros quadrados e o autarca insiste que o solo está em perímetro urbano, o que é «fácil» de verificar na cartografia existente.
macário correia chegou mesmo a exigir um pedido de desculpas à quercus, mas a organização considerou-o «uma forma de pressão inaceitável» sobre uma entidade que apenas pretende salvaguardar o ordenamento do território.
as obras foram retomadas em março, depois do taf de loulé ter considerado que a obra está em área urbana, indeferindo o pedido de suspensão, sentença da qual a quercus já recorreu, em abril passado.
para macário correia, o recurso apresentado ao tribunal central administrativo do sul não é mais do que uma forma que a quercus encontrou para «ganhar tempo» e «enrolar o assunto».
diário digital / lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... 208&page=2
o presidente da câmara de tavira acusou a quercus de falta de credibilidade num caso que envolve a construção de uma urbanização e exigiu-lhe um pedido de desculpas, mas a organização ambientalista diz que não cede a pressões.
o caso remonta a agosto do ano passado, quando a quercus criticou publicamente a câmara municipal de tavira por permitir a construção de uma urbanização, alegadamente ilegal, em reserva agrícola nacional (ran).
a urbanização, cujas obras tinham começado meses antes, situa-se junto à quinta das oliveiras, tavira, e prevê a implantação de 800 vivendas, num terreno que, segundo o presidente da autarquia, se inscreve numa área de perímetro urbano.
macário correia assegurou na altura à agência lusa que o empreendimento estava licenciado e que a câmara não tinha que embargar nada, porque estava tudo legal, o que a organização ambientalista contestou.
em setembro, a quercus decidiu interpor uma providência cautelar junto do tribunal administrativo e fiscal (taf) de loulé, o que acabou por levar à suspensão dos trabalhos durante seis meses, até março de 2008.
em comunicado, a organização diz que macário correia acabaria por licenciar a obra no dia seguinte à interposição da providência cautelar, acusando-o de proferir «declarações falsas», o que o autarca refuta.
«estava tudo licenciado e a quercus não está a dizer a verdade», afirmou hoje à lusa macário correia, salientando que a acção judicial não tem «qualquer fundamento» e que a organização perdeu a «credibilidade».
o projecto, promovido por uma empresa espanhola, estende-se por uma área de mais de 70 mil metros quadrados e o autarca insiste que o solo está em perímetro urbano, o que é «fácil» de verificar na cartografia existente.
macário correia chegou mesmo a exigir um pedido de desculpas à quercus, mas a organização considerou-o «uma forma de pressão inaceitável» sobre uma entidade que apenas pretende salvaguardar o ordenamento do território.
as obras foram retomadas em março, depois do taf de loulé ter considerado que a obra está em área urbana, indeferindo o pedido de suspensão, sentença da qual a quercus já recorreu, em abril passado.
para macário correia, o recurso apresentado ao tribunal central administrativo do sul não é mais do que uma forma que a quercus encontrou para «ganhar tempo» e «enrolar o assunto».
diário digital / lusa
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... 208&page=2