Macário Correia acusa Quercus de falta de credibilidade

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Tó Miguel
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Macário Correia acusa Quercus de falta de credibilidade

Mensagem por Tó Miguel »

macário correia acusa quercus de falta de credibilidade

o presidente da câmara de tavira acusou a quercus de falta de credibilidade num caso que envolve a construção de uma urbanização e exigiu-lhe um pedido de desculpas, mas a organização ambientalista diz que não cede a pressões.
o caso remonta a agosto do ano passado, quando a quercus criticou publicamente a câmara municipal de tavira por permitir a construção de uma urbanização, alegadamente ilegal, em reserva agrícola nacional (ran).

a urbanização, cujas obras tinham começado meses antes, situa-se junto à quinta das oliveiras, tavira, e prevê a implantação de 800 vivendas, num terreno que, segundo o presidente da autarquia, se inscreve numa área de perímetro urbano.

macário correia assegurou na altura à agência lusa que o empreendimento estava licenciado e que a câmara não tinha que embargar nada, porque estava tudo legal, o que a organização ambientalista contestou.

em setembro, a quercus decidiu interpor uma providência cautelar junto do tribunal administrativo e fiscal (taf) de loulé, o que acabou por levar à suspensão dos trabalhos durante seis meses, até março de 2008.

em comunicado, a organização diz que macário correia acabaria por licenciar a obra no dia seguinte à interposição da providência cautelar, acusando-o de proferir «declarações falsas», o que o autarca refuta.

«estava tudo licenciado e a quercus não está a dizer a verdade», afirmou hoje à lusa macário correia, salientando que a acção judicial não tem «qualquer fundamento» e que a organização perdeu a «credibilidade».

o projecto, promovido por uma empresa espanhola, estende-se por uma área de mais de 70 mil metros quadrados e o autarca insiste que o solo está em perímetro urbano, o que é «fácil» de verificar na cartografia existente.

macário correia chegou mesmo a exigir um pedido de desculpas à quercus, mas a organização considerou-o «uma forma de pressão inaceitável» sobre uma entidade que apenas pretende salvaguardar o ordenamento do território.

as obras foram retomadas em março, depois do taf de loulé ter considerado que a obra está em área urbana, indeferindo o pedido de suspensão, sentença da qual a quercus já recorreu, em abril passado.

para macário correia, o recurso apresentado ao tribunal central administrativo do sul não é mais do que uma forma que a quercus encontrou para «ganhar tempo» e «enrolar o assunto».

diário digital / lusa

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"ECOnomia também pode ser ECOlogia"
Sócio ANE Nº 16

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