"Herbalife é atentado à saúde pública"
Enviado: quinta abr 24, 2008 10:53 pm
"herbalife é atentado à saúde pública", alertam os nutricionistas

23.04.2008 - 10h31 bruno nunes, público
posto em causa desde o início do mês de abril, após a suspensão da venda do suplemento dietético depuralina em portugal, o sector dos suplementos alimentares ainda levanta muitas dúvidas aos consumidores. para os responsáveis da área da saúde alimentar, a falta de informação e educação do consumidor parece ser o principal problema que conduz a ocasionais problemas de saúde. “por serem naturais, não quer dizer que não tenham riscos”, defende alexandra bento, presidente da associação portuguesa de nutricionistas (apn).
para esta responsável, mais grave que a situação da depuralina, que é vendida em farmácias, é a dos produtos da multinacional herbalife, relativamente aos quais o ministério da saúde e consumo espanhol recomendou precaução no consumo na passada segunda-feira.
“o facto de os produtos herbalife serem vendidos por pessoas sem qualquer formação na área, de pessoa a pessoa”, é o que torna o caso mais preocupante, segundo alexandra bento. “um atentado à saúde pública” é como a presidente da apn qualifica a situação. como soluções para este problema, avança a proibição de venda “de pessoa a pessoa”, devendo os produtos ser vendidos em locais próprios. aponta ainda a sensibilização social como um factor essencial na resolução do problema da obesidade, defendendo que a alteração do estilo de vida, dos hábitos alimentares e o incremento da actividade física devem sim ser assumidos pelos consumidores como os factores essenciais que levam a perder peso.
para a presidente da associação nacional de dietistas (and), graça raimundo, os problemas com os suplementos alimentares surgem muitas das vezes por sobredosagem. “aquilo que é bom em doses recomendadas pode tornar-se mau em doses excessivas”, refere, reforçando a ideia com a expressão “o teu remédio pode ser o teu veneno”.
a responsável não esquece também a necessidade de haver mais aconselhamento profissional e de se proceder sempre à avaliação contínua da história clínica dos consumidores, antes de se avançar para a prescrição de produtos dietéticos. também neste caso, graça raimundo defende que de uma alimentação normal “as pessoas retiram tudo o que precisam”, não sendo necessário recorrer a ajudas de suplementos a não ser em casos extremos.
questionada pelo público sobre se os dietistas recorrem regularmente à prescrição de produtos dietéticos por forma a complementar os tratamentos recomendados, a presidente da and refere que tais suplementos não são aconselhados pelos profissionais “de ânimo leve”, não sendo essa uma situação que ocorre com regularidade.
- vendas de produtos dietéticos caíram 30 a 50 por cento num mês
- herbalife: ministro da agricultura desaconselha consumo de produtos dietéticos sem controlo
- herbalife: espanha desaconselha consumo do produto dietético depois de detectar casos de toxicidade
- portugueses compram por ano 850 mil embalagens de suplementos para emagrecer
- nenhum suplemento para emagrecer resulta, revelam estudos cientificos
produtos "vendidos por pessoas sem qualquer formação"
a associação portuguesa de nutricionistas propõe a proibição de venda de suplementos "de pessoa a pessoa"
http://static.publico.clix.pt/pesoemedi ... canal=2159
23.04.2008 - 10h31 bruno nunes, público
posto em causa desde o início do mês de abril, após a suspensão da venda do suplemento dietético depuralina em portugal, o sector dos suplementos alimentares ainda levanta muitas dúvidas aos consumidores. para os responsáveis da área da saúde alimentar, a falta de informação e educação do consumidor parece ser o principal problema que conduz a ocasionais problemas de saúde. “por serem naturais, não quer dizer que não tenham riscos”, defende alexandra bento, presidente da associação portuguesa de nutricionistas (apn).
para esta responsável, mais grave que a situação da depuralina, que é vendida em farmácias, é a dos produtos da multinacional herbalife, relativamente aos quais o ministério da saúde e consumo espanhol recomendou precaução no consumo na passada segunda-feira.
“o facto de os produtos herbalife serem vendidos por pessoas sem qualquer formação na área, de pessoa a pessoa”, é o que torna o caso mais preocupante, segundo alexandra bento. “um atentado à saúde pública” é como a presidente da apn qualifica a situação. como soluções para este problema, avança a proibição de venda “de pessoa a pessoa”, devendo os produtos ser vendidos em locais próprios. aponta ainda a sensibilização social como um factor essencial na resolução do problema da obesidade, defendendo que a alteração do estilo de vida, dos hábitos alimentares e o incremento da actividade física devem sim ser assumidos pelos consumidores como os factores essenciais que levam a perder peso.
para a presidente da associação nacional de dietistas (and), graça raimundo, os problemas com os suplementos alimentares surgem muitas das vezes por sobredosagem. “aquilo que é bom em doses recomendadas pode tornar-se mau em doses excessivas”, refere, reforçando a ideia com a expressão “o teu remédio pode ser o teu veneno”.
a responsável não esquece também a necessidade de haver mais aconselhamento profissional e de se proceder sempre à avaliação contínua da história clínica dos consumidores, antes de se avançar para a prescrição de produtos dietéticos. também neste caso, graça raimundo defende que de uma alimentação normal “as pessoas retiram tudo o que precisam”, não sendo necessário recorrer a ajudas de suplementos a não ser em casos extremos.
questionada pelo público sobre se os dietistas recorrem regularmente à prescrição de produtos dietéticos por forma a complementar os tratamentos recomendados, a presidente da and refere que tais suplementos não são aconselhados pelos profissionais “de ânimo leve”, não sendo essa uma situação que ocorre com regularidade.
- vendas de produtos dietéticos caíram 30 a 50 por cento num mês
- herbalife: ministro da agricultura desaconselha consumo de produtos dietéticos sem controlo
- herbalife: espanha desaconselha consumo do produto dietético depois de detectar casos de toxicidade
- portugueses compram por ano 850 mil embalagens de suplementos para emagrecer
- nenhum suplemento para emagrecer resulta, revelam estudos cientificos
produtos "vendidos por pessoas sem qualquer formação"
a associação portuguesa de nutricionistas propõe a proibição de venda de suplementos "de pessoa a pessoa"
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