AIE recomenda reforço da cogeração na produção eléctrica
Enviado: terça mar 18, 2008 9:47 pm
aie recomenda reforço da cogeração na produção eléctrica
a agência internacional de energia (aie) emitiu, pela primeira vez, uma recomendação aos países no sentido de aumentarem a contribuição da cogeração na produção de electricidade como meio de utilizar melhor os recursos energéticos e reduzir as emissões poluentes.
num primeiro relatório, publicado este mês, a pedido do grupo dos oito países mais industrializados do mundo (g8), na cimeira de heiligendamm, a aie faz uma análise sobre os benefícios económicos, energéticos e ambientais de um aumento da cogeração.
num segundo relatório, a publicar em junho, a aie vai identificar as melhores práticas e emitirá recomendações sobre as políticas que os países devem adoptar para aumentar a contribuição da cogeração no «mix» energético.
no estudo efectuado nos países do g8, no brasil, china, índia, méxico e áfrica do sul, a aie concluiu que a cogeração é uma ferramenta estratégica na redução das emissões de dióxido de carbono (c02) para a atmosfera.
este relatório da aie refere que uma politica que incremente a cogeração na produção de electricidade permitirá reduzir em 4 por cento as emissões de c02 em 2015, em cerca de 170 milhões de toneladas por ano, e em 10 por cento em 2013 (950 milhões de toneladas por ano).
isto significa que face ao cenário actual, se espera que as emissões de c02 para a atmosfera aumentem 55 por cento de 27 gigatoneladas em 2005 para 42 gigatoneladas em 2030.
num cenário em que sejam adoptadas novas tecnologias mais eficientes, em particular a cogeração, isso permitirá baixar a emissão esperada em 2030 de 42 para 34 gigatoneladas.
enquanto processo de produção e utilização combinada de calor e electricidade, a cogeração tem uma maior eficiência energética, permitindo menores perdas de energia no processo de produção.
segundo a aie, a eficiência global de uma central eléctrica a combustível fóssil é de cerca de 35 a 37 por cento, perdendo- se em calor cerca de dois terços da energia primária utilizada.
posteriormente, perde-se nas redes de transporte mais 9 por cento da energia, pelo que apenas um terço da electricidade produzida por uma central convencional chega ao consumidor final.
por todas estas razões, a aie recomenda que os países aumentem a produção de electricidade através da cogeração.
a aie considera a cogeração «atractiva» na medida em que permite uma série de benefícios económicos, ambientais e energéticos.
entre os principais benefícios, a aie aponta o facto da cogeração produzir energia no local onde é necessária, sem perda de calor, e reduzir a necessidade de investimento nas redes.
a agência estima que com o aumento da cogeração seja possível evitar investimentos no sector energético de 795 mil milhões de dólares nos próximos 20 anos.
o potencial de cogeração está a ser estudado em vários países, nomeadamente em portugal, e nos países que já concluíram o estudo, como a alemanha, os dados apontam para a possibilidade de se duplicar a potência actualmente instalada.
se em portugal a potência instalada for duplicada, isso significa que passará a representar 22 por cento da electricidade consumida no país, ou seja, 10 terawatts/hora (twh).
diário digital / lusa
18-03-2008 17:34:00
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... 979&page=3
a agência internacional de energia (aie) emitiu, pela primeira vez, uma recomendação aos países no sentido de aumentarem a contribuição da cogeração na produção de electricidade como meio de utilizar melhor os recursos energéticos e reduzir as emissões poluentes.
num primeiro relatório, publicado este mês, a pedido do grupo dos oito países mais industrializados do mundo (g8), na cimeira de heiligendamm, a aie faz uma análise sobre os benefícios económicos, energéticos e ambientais de um aumento da cogeração.
num segundo relatório, a publicar em junho, a aie vai identificar as melhores práticas e emitirá recomendações sobre as políticas que os países devem adoptar para aumentar a contribuição da cogeração no «mix» energético.
no estudo efectuado nos países do g8, no brasil, china, índia, méxico e áfrica do sul, a aie concluiu que a cogeração é uma ferramenta estratégica na redução das emissões de dióxido de carbono (c02) para a atmosfera.
este relatório da aie refere que uma politica que incremente a cogeração na produção de electricidade permitirá reduzir em 4 por cento as emissões de c02 em 2015, em cerca de 170 milhões de toneladas por ano, e em 10 por cento em 2013 (950 milhões de toneladas por ano).
isto significa que face ao cenário actual, se espera que as emissões de c02 para a atmosfera aumentem 55 por cento de 27 gigatoneladas em 2005 para 42 gigatoneladas em 2030.
num cenário em que sejam adoptadas novas tecnologias mais eficientes, em particular a cogeração, isso permitirá baixar a emissão esperada em 2030 de 42 para 34 gigatoneladas.
enquanto processo de produção e utilização combinada de calor e electricidade, a cogeração tem uma maior eficiência energética, permitindo menores perdas de energia no processo de produção.
segundo a aie, a eficiência global de uma central eléctrica a combustível fóssil é de cerca de 35 a 37 por cento, perdendo- se em calor cerca de dois terços da energia primária utilizada.
posteriormente, perde-se nas redes de transporte mais 9 por cento da energia, pelo que apenas um terço da electricidade produzida por uma central convencional chega ao consumidor final.
por todas estas razões, a aie recomenda que os países aumentem a produção de electricidade através da cogeração.
a aie considera a cogeração «atractiva» na medida em que permite uma série de benefícios económicos, ambientais e energéticos.
entre os principais benefícios, a aie aponta o facto da cogeração produzir energia no local onde é necessária, sem perda de calor, e reduzir a necessidade de investimento nas redes.
a agência estima que com o aumento da cogeração seja possível evitar investimentos no sector energético de 795 mil milhões de dólares nos próximos 20 anos.
o potencial de cogeração está a ser estudado em vários países, nomeadamente em portugal, e nos países que já concluíram o estudo, como a alemanha, os dados apontam para a possibilidade de se duplicar a potência actualmente instalada.
se em portugal a potência instalada for duplicada, isso significa que passará a representar 22 por cento da electricidade consumida no país, ou seja, 10 terawatts/hora (twh).
diário digital / lusa
18-03-2008 17:34:00
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... 979&page=3