Alentejo: Empresa quer produzir energia com bagaço azeitona
Enviado: segunda mar 17, 2008 9:41 pm
alentejo: empresa quer produzir energia com bagaço azeitona
uma empresa alentejana quer construir uma central de produção de energia, a partir de biomassa, para aproveitar o esperado aumento de bagaço de azeitona oriundo dos lagares do alentejo, com a exploração dos novos olivais, muitos de espanhóis.
a empresa mariano lopes e filhos, instalada em alvito (beja) e propriedade da união de cooperativas agrícolas do sul (ucasul), compra bagaço de azeitona a lagares do alentejo, quer para extrair óleo, quer para o tratar.
«dentro de quatro a cinco anos, com o início da produção dos novos olivais no alentejo, muitos na 'mão' de empresários espanhóis, a empresa deverá receber três a quatro vezes mais bagaço do que recebe actualmente dos lagares da região», previu o presidente da ucasul aníbal martins, em declarações à agência lusa.
após o início da produção dos novos olivais, a empresa prevê receber anualmente «150 a 200 milhões de quilos» de bagaço, constituído por fragmentos de pele, polpa e caroço da azeitona.
a central de biomassa vai permitir produzir energia através do bagaço tratado, o que constitui, para aníbal martins, uma «nova oportunidade de negócio».
«será mais uma forma de valorizar o bagaço», além da extracção de óleo e da produção de bagaço tratado que já são feitas na empresa.
a empresa está a «desenvolver diligências» junto do ministério da economia para «obter licença para a central», já que, até agora, «têm sido atribuídas licenças sobretudo a centrais de biomassa a partir de resíduos florestais», disse aníbal martins.
além da central de biomassa «alimentada» a bagaço, com uma potência instalada de três megawatts (mw), o projecto, orçado em 25 milhões de euros, prevê também a instalação de uma outra central de produção de energia, a partir de gás natural, com uma potência de 15 mw.
as duas centrais poderão começar a funcionar «entre dois a três anos após a obtenção da licença», previu aníbal martins, referindo que «já há três parceiros interessados no projecto», uma empresa portuguesa e dois grupos, um espanhol e outro belga.
segundo o responsável da ucasul, o projecto «só se justifica e será viável se a mariano lopes e filhos receber para tratar a maioria do bagaço em bruto produzido no alentejo», incluindo o resultante da produção de azeite a partir dos novos olivais dos espanhóis.
«os empresários espanhóis, que detém boa parte dos novos olivais no alentejo, estão atentos ao sector da olivicultura na região e poderão também investir na extracção do bagaço», previu aníbal martins, referindo que «se houver duas ou mais unidades de transformação de bagaço, o projecto da central de biomassa não será viável».
equipada com uma central de secagem «capaz de secar todo o bagaço que actualmente se produz e venha a ser produzido no alentejo», a mariano lopes e filhos recebeu, em 2007, «cerca de 60 milhões de quilos» de bagaço, provenientes de vários lagares privados e cooperativos do alentejo.
o bagaço recebido, depois de secado, tratado e valorizado, permitiu produzir «cerca de dois milhões de quilos» de óleo de bagaço e «cerca de 15 milhões de quilos» de bagaço tratado.
o óleo de bagaço foi vendido a três clientes espanhóis da empresa, que o refinam e comercializam em espanha como óleo de cozinha.
o bagaço tratado foi usado como combustível na própria empresa, no processo de secagem daquele subproduto, tendo a parte excedentária sido vendida, sobretudo, a cerâmicas e outras unidades.
diário digital / lusa
17-03-2008 11:01:00
uma empresa alentejana quer construir uma central de produção de energia, a partir de biomassa, para aproveitar o esperado aumento de bagaço de azeitona oriundo dos lagares do alentejo, com a exploração dos novos olivais, muitos de espanhóis.
a empresa mariano lopes e filhos, instalada em alvito (beja) e propriedade da união de cooperativas agrícolas do sul (ucasul), compra bagaço de azeitona a lagares do alentejo, quer para extrair óleo, quer para o tratar.
«dentro de quatro a cinco anos, com o início da produção dos novos olivais no alentejo, muitos na 'mão' de empresários espanhóis, a empresa deverá receber três a quatro vezes mais bagaço do que recebe actualmente dos lagares da região», previu o presidente da ucasul aníbal martins, em declarações à agência lusa.
após o início da produção dos novos olivais, a empresa prevê receber anualmente «150 a 200 milhões de quilos» de bagaço, constituído por fragmentos de pele, polpa e caroço da azeitona.
a central de biomassa vai permitir produzir energia através do bagaço tratado, o que constitui, para aníbal martins, uma «nova oportunidade de negócio».
«será mais uma forma de valorizar o bagaço», além da extracção de óleo e da produção de bagaço tratado que já são feitas na empresa.
a empresa está a «desenvolver diligências» junto do ministério da economia para «obter licença para a central», já que, até agora, «têm sido atribuídas licenças sobretudo a centrais de biomassa a partir de resíduos florestais», disse aníbal martins.
além da central de biomassa «alimentada» a bagaço, com uma potência instalada de três megawatts (mw), o projecto, orçado em 25 milhões de euros, prevê também a instalação de uma outra central de produção de energia, a partir de gás natural, com uma potência de 15 mw.
as duas centrais poderão começar a funcionar «entre dois a três anos após a obtenção da licença», previu aníbal martins, referindo que «já há três parceiros interessados no projecto», uma empresa portuguesa e dois grupos, um espanhol e outro belga.
segundo o responsável da ucasul, o projecto «só se justifica e será viável se a mariano lopes e filhos receber para tratar a maioria do bagaço em bruto produzido no alentejo», incluindo o resultante da produção de azeite a partir dos novos olivais dos espanhóis.
«os empresários espanhóis, que detém boa parte dos novos olivais no alentejo, estão atentos ao sector da olivicultura na região e poderão também investir na extracção do bagaço», previu aníbal martins, referindo que «se houver duas ou mais unidades de transformação de bagaço, o projecto da central de biomassa não será viável».
equipada com uma central de secagem «capaz de secar todo o bagaço que actualmente se produz e venha a ser produzido no alentejo», a mariano lopes e filhos recebeu, em 2007, «cerca de 60 milhões de quilos» de bagaço, provenientes de vários lagares privados e cooperativos do alentejo.
o bagaço recebido, depois de secado, tratado e valorizado, permitiu produzir «cerca de dois milhões de quilos» de óleo de bagaço e «cerca de 15 milhões de quilos» de bagaço tratado.
o óleo de bagaço foi vendido a três clientes espanhóis da empresa, que o refinam e comercializam em espanha como óleo de cozinha.
o bagaço tratado foi usado como combustível na própria empresa, no processo de secagem daquele subproduto, tendo a parte excedentária sido vendida, sobretudo, a cerâmicas e outras unidades.
diário digital / lusa
17-03-2008 11:01:00