Alcochete:Aves podem interferir aterragen/descolagen aviões
Enviado: sábado fev 02, 2008 11:51 pm
alcochete:aves podem interferir aterragens/descolagens aviões
as aves aquáticas poderão atravessar «com frequência» os corredores de aterragem e descolagem de aviões do aeroporto em alcochete, devido às deslocações entre as áreas de refúgio e as áreas de alimentação, segundo a análise ambiental estratégica divulgada hoje.
a análise ambiental estratégica, coordenada pelo laboratório nacional de engenharia civil (lnec), refere que «as aves poderão atravessar com frequência os corredores de aterragem e descolagem de aviões no campo de tiro de alcochete (cta) em janeiro-março, devido às deslocações diárias entre áreas de refúgio na reserva natural do estuário do tejo e áreas de alimentação nos arrozais envolventes».
o estudo diz que a construção do novo aeroporto no cta implicará a destruição de um local de concentração de aves aquáticas, «enquanto oito terão possivelmente de ser geridos de forma a reduzir a utilização por aves aquáticas, por razões de segurança aeronáutica».
por oposição, na ota «não será destruído nenhum local de concentração de aves e apenas um açude poderá ter que ser gerido para reduzir a utilização por aves aquáticas».
os técnicos do central science laboratory que colaboram na elaboração do estudo do lnec sobre o novo aeroporto, identificaram, entre agosto e outubro de 2007, dez locais com mais de 100 aves aquáticas (açudes do buraco, vale migalhas, prudência-norte, prudência-sul, areeiro, carro quebrado, aranha, rola e pulgas, e arrozais da mata do duque), enquanto na ota se identificaram apenas três (quinta da alegria, e etars da fábrica de tomate da sugal e da azambuja).
uma das espécies que poderá sofrer «maior efeito negativo» é o maçarico-de-bico-direito, devido «ao elevado número de indivíduos envolvidos, à sua utilização de arrozais na envolvente do cta e à potencial interferência do tráfego aéreo nos seus movimentos regulares», podendo as concentrações desta espécie envolver «dezenas de milhar de indivíduos durante os períodos de passagem pré-nupcial em janeiro-março, quando na região podem estar presentes 45.000 indivíduos».
no entanto, além dos maçaricos-de-bico-direito, na envolvente das localizações do novo aeroporto na ota e no cta inventariaram-se 40 espécies de conservação prioritária.
para 11 destas espécies os impactes do novo aeroporto no cta devem ser superiores aos da ota, acontecendo o contrário para 9 espécies.
o estudo refere também que «uma vez que muitas das espécies de aves potencialmente mais afectadas são migradoras, o novo aeroporto poderá ter reflexos negativos sobre áreas naturais a muitos milhares de quilómetros de distância», pelo que se conclui que «o cta é uma localização mais desvantajosa que a ota na óptica da conservação da natureza e da biodiversidade».
«na zona do cta, os efeito negativos sobre a biodiversidade ao nível do local da implantação são de elevada relevância, dado serem inevitáveis, irreversíveis e de elevada magnitude», conclui o documento, que sublinha que a construção do novo aeroporto na zona do cta deve ser acompanhada pela constituição de uma zona tampão em volta da zona de protecção especial (zpe)/sítios de importância comunitária (sic) do estuário do tejo, incluindo as zonas de maior valor ecológico da sua envolvente».
diário digital / lusa
01-02-2008 18:36:00
as aves aquáticas poderão atravessar «com frequência» os corredores de aterragem e descolagem de aviões do aeroporto em alcochete, devido às deslocações entre as áreas de refúgio e as áreas de alimentação, segundo a análise ambiental estratégica divulgada hoje.
a análise ambiental estratégica, coordenada pelo laboratório nacional de engenharia civil (lnec), refere que «as aves poderão atravessar com frequência os corredores de aterragem e descolagem de aviões no campo de tiro de alcochete (cta) em janeiro-março, devido às deslocações diárias entre áreas de refúgio na reserva natural do estuário do tejo e áreas de alimentação nos arrozais envolventes».
o estudo diz que a construção do novo aeroporto no cta implicará a destruição de um local de concentração de aves aquáticas, «enquanto oito terão possivelmente de ser geridos de forma a reduzir a utilização por aves aquáticas, por razões de segurança aeronáutica».
por oposição, na ota «não será destruído nenhum local de concentração de aves e apenas um açude poderá ter que ser gerido para reduzir a utilização por aves aquáticas».
os técnicos do central science laboratory que colaboram na elaboração do estudo do lnec sobre o novo aeroporto, identificaram, entre agosto e outubro de 2007, dez locais com mais de 100 aves aquáticas (açudes do buraco, vale migalhas, prudência-norte, prudência-sul, areeiro, carro quebrado, aranha, rola e pulgas, e arrozais da mata do duque), enquanto na ota se identificaram apenas três (quinta da alegria, e etars da fábrica de tomate da sugal e da azambuja).
uma das espécies que poderá sofrer «maior efeito negativo» é o maçarico-de-bico-direito, devido «ao elevado número de indivíduos envolvidos, à sua utilização de arrozais na envolvente do cta e à potencial interferência do tráfego aéreo nos seus movimentos regulares», podendo as concentrações desta espécie envolver «dezenas de milhar de indivíduos durante os períodos de passagem pré-nupcial em janeiro-março, quando na região podem estar presentes 45.000 indivíduos».
no entanto, além dos maçaricos-de-bico-direito, na envolvente das localizações do novo aeroporto na ota e no cta inventariaram-se 40 espécies de conservação prioritária.
para 11 destas espécies os impactes do novo aeroporto no cta devem ser superiores aos da ota, acontecendo o contrário para 9 espécies.
o estudo refere também que «uma vez que muitas das espécies de aves potencialmente mais afectadas são migradoras, o novo aeroporto poderá ter reflexos negativos sobre áreas naturais a muitos milhares de quilómetros de distância», pelo que se conclui que «o cta é uma localização mais desvantajosa que a ota na óptica da conservação da natureza e da biodiversidade».
«na zona do cta, os efeito negativos sobre a biodiversidade ao nível do local da implantação são de elevada relevância, dado serem inevitáveis, irreversíveis e de elevada magnitude», conclui o documento, que sublinha que a construção do novo aeroporto na zona do cta deve ser acompanhada pela constituição de uma zona tampão em volta da zona de protecção especial (zpe)/sítios de importância comunitária (sic) do estuário do tejo, incluindo as zonas de maior valor ecológico da sua envolvente».
diário digital / lusa
01-02-2008 18:36:00