Greenpeace alerta para danos da aquacultura insustentável
Enviado: quarta jan 30, 2008 8:11 am
greenpeace alerta para danos da aquacultura insustentável
a organização ambientalista greenpeace alertou que a aquacultura insustentável está a provocar a sobreexploração piscatória, abuso dos direitos dos trabalhadores e problemas graves no meio ambiente.
com base no documento «a indústria aquícola e de engorda: um desafio de sustentabilidade», divulgado hoje em barcelona, o organismo exige que se elimine todos os produtos orginiários desta prática das lojas espanholas, devido à contaminação química.
«é importantíssimo que tanto os consumidores como os distribuidores destes produtos conheçam os impactos reais da aquacultura e escolham o que comem e vendem sem necessidade de esgotar ou destruir os recursos do planeta», disse a responsável da campanha oceanos da greenpeace, paloma colmenarejo.
no documento de 24 páginas, realizado pelos laboratórios de investigação de greenpeace na universidade de exeter, no reino unido, destaca-se a necessidade da aquacultura abandonar as suas actuais práticas «destrutivas» e caminhe para a «sustentabilidade».
no entender desta ong, a sobreexploração da pesca encontra-se entre os principais impactos da aquacultura, já que a utilização dos peixes para a elaboração de farinha e azeite para espécies criadas em viveiros não diminui a pressão sobre as empresas piscícolas, antes pelo contrário.
a título de exemplo, a organização refere que a quantidade de peixes necessária para que um salmão engorde um quilo é de entre quatro a cinco quilos. no caso do atum vermelho, esta quantidade pode atingir os 20 quilos por cada quilo de peixe produzido.
a greenpeace mostra-se preocupada com a contaminação química.
na sua opinião, «está a pôr-se em risco a biodiversidade próxima», se se tiver em conta a «grande quantidade» de produtos químicos e de fármacos utilizados para controlar os vírus, as bactérias e os fungos.
outra das preocupações desta organização é a destruição de espaços costeiros para construção de viveiros.
nos últimos anos, a percentagem do peixe e marisco procedentes da aquacultura aumentou dos 33 para os 43 por cento, o que demonstra que «é o sector da alimentação que mais cresce no mundo».
na tentativa de elucidar sobre a violação dos direitos humanos, explicaram o caso de bangladesh, onde mais de 150 assassinatos estão alegadamente relacionados com a implantação da aquacultura.
diário digital / lusa
29-01-2008 10:22:27
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=315945
a organização ambientalista greenpeace alertou que a aquacultura insustentável está a provocar a sobreexploração piscatória, abuso dos direitos dos trabalhadores e problemas graves no meio ambiente.
com base no documento «a indústria aquícola e de engorda: um desafio de sustentabilidade», divulgado hoje em barcelona, o organismo exige que se elimine todos os produtos orginiários desta prática das lojas espanholas, devido à contaminação química.
«é importantíssimo que tanto os consumidores como os distribuidores destes produtos conheçam os impactos reais da aquacultura e escolham o que comem e vendem sem necessidade de esgotar ou destruir os recursos do planeta», disse a responsável da campanha oceanos da greenpeace, paloma colmenarejo.
no documento de 24 páginas, realizado pelos laboratórios de investigação de greenpeace na universidade de exeter, no reino unido, destaca-se a necessidade da aquacultura abandonar as suas actuais práticas «destrutivas» e caminhe para a «sustentabilidade».
no entender desta ong, a sobreexploração da pesca encontra-se entre os principais impactos da aquacultura, já que a utilização dos peixes para a elaboração de farinha e azeite para espécies criadas em viveiros não diminui a pressão sobre as empresas piscícolas, antes pelo contrário.
a título de exemplo, a organização refere que a quantidade de peixes necessária para que um salmão engorde um quilo é de entre quatro a cinco quilos. no caso do atum vermelho, esta quantidade pode atingir os 20 quilos por cada quilo de peixe produzido.
a greenpeace mostra-se preocupada com a contaminação química.
na sua opinião, «está a pôr-se em risco a biodiversidade próxima», se se tiver em conta a «grande quantidade» de produtos químicos e de fármacos utilizados para controlar os vírus, as bactérias e os fungos.
outra das preocupações desta organização é a destruição de espaços costeiros para construção de viveiros.
nos últimos anos, a percentagem do peixe e marisco procedentes da aquacultura aumentou dos 33 para os 43 por cento, o que demonstra que «é o sector da alimentação que mais cresce no mundo».
na tentativa de elucidar sobre a violação dos direitos humanos, explicaram o caso de bangladesh, onde mais de 150 assassinatos estão alegadamente relacionados com a implantação da aquacultura.
diário digital / lusa
29-01-2008 10:22:27
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=315945