Áreas protegidas ganham programa de visitas turísticas
Enviado: domingo jan 20, 2008 2:42 am
a empresas, organizações não governamentais e organismos públicos como o turismo de portugal têm até março para definir a melhor forma de "vender" as áreas protegidas como produto turístico.
o programa de visitação e comunicação dos parques de portugal, uma iniciativa do instituto da conservação da natureza e da biodiversidade (icnb), já está pronto desde 2006 e até 2013 prevê aumentar a procura de visitantes nas 24 áreas protegidas que existem no território nacional.
ao grupo de trabalho, coordenado por miguel júdice, administrador do grupo quinta das lágrimas e vice-presidente da associação da hotelaria de portugal, cabe definir o produto turístico e o modelo de negócio. "começámos a trabalhar há pouco tempo e daqui a dois meses temos de ter um produto feito e criar medidas concretas para pôr em prática, num prazo curto", disse ontem, durante a apresentação do programa, na bolsa de turismo de lisboa. miguel júdice admite que "não se fará tudo este ano", mas sublinha que um dos objectivos é "melhorar a experiência de visita" nas áreas protegidas e contornar o que chama de "esquecimento do público".
para o secretário de estado do ambiente, humberto rosa, "acabou a ideia de que uma área protegida deve afastar o visitante". o responsável defendeu que é preciso estabelecer uma relação mais directa à economia local e ao turismo, aproveitando a mais-valia que um parque natural traz para determinada área geográfica (na atracção de mais visitantes e investimento). "faz sentido que o visitante contribua para a área protegida que visitou mas esta não se auto-sustenta a custo exclusivo da visitação", afirmou.
segundo o programa de visitação, elaborado pela think tur, há um potencial de procura que não está a ser aproveitado. em 2004 eram 822 mil os indivíduos que procuravam nas áreas protegidas conceitos como o ecoturismo e o turismo de natureza, mas a procura potencial interna é calculada em 2700. já a nível internacional, há um potencial de 238 milhões de visitantes a explorar, muito acima dos actuais 45,9 milhões. "as áreas protegidas possuem fraca ou mesmo nula visibilidade enquanto destinos", lê-se no estudo.
a fraca divulgação, a reduzida oferta de equipamentos ou de alojamento e a pouca formação dos recursos humanos não faz, actualmente, das áreas protegidas locais de visita frequente. por isso é necessário renovar infra-estruturas existentes e construir novas, num investimento calculado por luís correia da silva, da think tur, de 25 milhões de euros - que não incluem os custos com a compra de terrenos e se referem às obras prioritárias. o custo previsto para a totalidade das acções de marketing é de quatro milhões de euros anuais.
in publico.pt
o programa de visitação e comunicação dos parques de portugal, uma iniciativa do instituto da conservação da natureza e da biodiversidade (icnb), já está pronto desde 2006 e até 2013 prevê aumentar a procura de visitantes nas 24 áreas protegidas que existem no território nacional.
ao grupo de trabalho, coordenado por miguel júdice, administrador do grupo quinta das lágrimas e vice-presidente da associação da hotelaria de portugal, cabe definir o produto turístico e o modelo de negócio. "começámos a trabalhar há pouco tempo e daqui a dois meses temos de ter um produto feito e criar medidas concretas para pôr em prática, num prazo curto", disse ontem, durante a apresentação do programa, na bolsa de turismo de lisboa. miguel júdice admite que "não se fará tudo este ano", mas sublinha que um dos objectivos é "melhorar a experiência de visita" nas áreas protegidas e contornar o que chama de "esquecimento do público".
para o secretário de estado do ambiente, humberto rosa, "acabou a ideia de que uma área protegida deve afastar o visitante". o responsável defendeu que é preciso estabelecer uma relação mais directa à economia local e ao turismo, aproveitando a mais-valia que um parque natural traz para determinada área geográfica (na atracção de mais visitantes e investimento). "faz sentido que o visitante contribua para a área protegida que visitou mas esta não se auto-sustenta a custo exclusivo da visitação", afirmou.
segundo o programa de visitação, elaborado pela think tur, há um potencial de procura que não está a ser aproveitado. em 2004 eram 822 mil os indivíduos que procuravam nas áreas protegidas conceitos como o ecoturismo e o turismo de natureza, mas a procura potencial interna é calculada em 2700. já a nível internacional, há um potencial de 238 milhões de visitantes a explorar, muito acima dos actuais 45,9 milhões. "as áreas protegidas possuem fraca ou mesmo nula visibilidade enquanto destinos", lê-se no estudo.
a fraca divulgação, a reduzida oferta de equipamentos ou de alojamento e a pouca formação dos recursos humanos não faz, actualmente, das áreas protegidas locais de visita frequente. por isso é necessário renovar infra-estruturas existentes e construir novas, num investimento calculado por luís correia da silva, da think tur, de 25 milhões de euros - que não incluem os custos com a compra de terrenos e se referem às obras prioritárias. o custo previsto para a totalidade das acções de marketing é de quatro milhões de euros anuais.
in publico.pt