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Cavaco pede celeridade no combate às alterações climáticas

Enviado: terça jan 08, 2008 2:37 pm
por Tó Miguel
cavaco pede celeridade no combate às alterações climáticas

o presidente da república cavaco silva destacou hoje as alterações climáticas como uma das principais ameaças globais e defendeu que as negociações lançadas em bali para o regime pós-quioto devem ser enfrentadas «com ambição e celeridade».
«o planeta não pode esperar tanto tempo por um acordo, em torno do regime (climático) pós-2012, como esperou pela entrada em vigor do protocolo de quioto», disse cavaco silva, no palácio de queluz, na cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo pelos embaixadores estrangeiros acreditados em lisboa.

«é fundamental que as negociações internacionais sobre o regime climático para o período posterior s 2012 (...) se caracterizem pela ambição e pela celeridade«, disse.

o protocolo de quioto, que estabelece uma redução a nível mundial dos gases que provocam o efeito de estufa em pelo menos cinco por cento, foi discutido e negociado em 1997, mas só entrou oficialmente em vigor em fevereiro de 2005.

em dezembro de 2007, delegados de 180 países reunidos em bali, indonésia, chegaram a acordo depois de duas semanas de impasse para iniciar até abril de 2008 as negociações para um novo protocolo que sucederá ao de quioto, que tem como prazo de validade 2012.

«as alterações climáticas, as implicações da pobreza e da exclusão social, o terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa são ameaças globais que exigem, para além de medidas a nível nacional, uma estreita cooperação entre os estados», declarou o presidente.

sobre a pobreza e a exclusão social, cavaco silva reforçou a importância da cooperação entre os estados no combate a este problema, cuja necessidade se faz sentir «mesmo em espaços mais afortunados, como a união europeia».

o terrorismo, afirmou, é «uma das consequências mais graves destas bolsas de exclusão» e deve ser combatido, além das medidas policiais e judiciais directas, através «da promoção da resolução de conflitos, do conhecimento mútuo e da cooperação entre povos e nações».

referindo-se à ameaça que representa a proliferação das armas de destruição em massa, o presidente considerou «urgente valorizar a autoridades das organizações e instâncias internacionais responsáveis» e chamou a atenção de «os estados que se querem ver respeitados» em «fornecer todas as garantias que lhes são pedidas».

num discurso em boa parte estruturado como um balanço do ano de 2007, cavaco silva destacou várias das iniciativas portuguesas destinadas «reforçar a inserção de portugal na cena internacional», designadamente as visitas às comunidades portuguesas do luxemburgo e da costa leste dos estados unidos, as visitas oficiais à índia e ao chile e os chefes de estado estrangeiros que recebeu em lisboa.

o presidente fez, neste ponto, uma «menção especial» à visita do presidente de timor-leste, josé ramos horta, «nação a que portugal se sente particularmente ligado e cujos esforços de desenvolvimento e pacificação merecem o apoio de toda a comunidade internacional».

em representação do corpo diplomático discursou o núncio apostólico, representante diplomático do vaticano, na qualidade de mais antigo dos embaixadores acreditados actualmente em lisboa.

na sua breve intervenção, alfio rapisarda destacou o contributo de portugal, designadamente no exercício da presidência portuguesa, para a construção de um mundo «de paz na diversidade e no respeito pelas diferenças» e destacou «o encontro ímpar de civilizações ao mais alto nível entre a união europeia e áfrica», na cimeira de 08 e 09 de dezembro passado, em lisboa.

«a presidência portuguesa (da ue) reforçou a imagem de credibilidade e de responsabilidade que a europa tem sabido criar», disse o núncio apostólico.

diário digital / lusa

08-01-2008 13:35:00

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=312622