Abrantes rejeita Barragem do Almourol à cota de 31 metros
Enviado: terça dez 11, 2007 10:57 pm
abrantes rejeita barragem do almourol à cota de 31 metros
a câmara de abrantes deliberou esta terça-feira, por maioria, com a abstenção dos eleitos do psd, assumir uma posição negativa quanto à construção da barragem de almourol, se avançar como está previsto, a uma cota de 31 metros.
segundo nelson de carvalho (ps), presidente da câmara de abrantes, «os impactos são muito grandes», razão que leva a autarquia a «dizer não» à barragem.
«os impactos inventariados são muito sérios e existe um conjunto de questões que nos geram grande cepticismo, porque incidem sobre zonas sensíveis do concelho, afectando terrenos agrícolas, habitações e populações, para além de submergir o investimento feito no projecto aquapolis», explicou.
admitindo a possibilidade de rever o sentido da deliberação de hoje, o presidente da câmara de abrantes disse que essa posição resultará da verificação dos impactos que a construção da barragem terá em abrantes e nas freguesias ribeirinhas.
nelson de carvalho exemplificou com as infra-estruturas de saneamento em rio de moinhos, barreiras do tejo e rossio ao sul do tejo, que estão a cotas mais baixas do que a anunciada para a barragem (cota 31) e onde o nível freático, inevitavelmente, subirá.
«este é um exemplo de um impacto muito significativo e ao qual não sabemos que resposta nos vão dar», alertou o autarca.
segundo nelson de carvalho, «a câmara colocou sobre a mesa uma espécie de caderno de encargos para quem lançar o concurso de impacto ambiental e foi garantido que as questões que preocupam iriam ser todas analisadas».
«em todo o caso, o eventual investidor também pode entender que terá de gastar muito dinheiro para resolver todos os impactos causados pela barragem e que tal facto pode pôr em causa a sua rentabilidade», admitiu nelson de carvalho, adiantando: «nesse caso temos um cenário de inviabilidade».
os eleitos pelo psd na câmara, no entanto, abstiveram-se de dar, desde já, uma nota negativa à barragem, por considerarem que «não existem ainda todos os elementos necessários e suficientes para se compreender, com rigor e exactidão, a extensão e os impactos da eventual construção da barragem, ao nível socio-económico e no contexto da coesão social e territorial do concelho».
o vereador social-democrata pedro marques disse à lusa que considera ser «prudente» ouvir as populações e encomendar a realização de um estudo técnico com forte pendor na área socio-económica.
«em face das muitas dúvidas existentes - mais dúvidas do que certezas - que conduzem a uma posição de forte reserva sobre a viabilidade da construção da barragem, os eleitos pelo psd na câmara de abrantes optam por não tomar uma posição definitiva e fechada nesta fase de desenvolvimento», acrescentou.
entretanto, na quarta-feira, a câmara de abrantes realiza uma sessão pública de discussão sobre os impactes da barragem.
diário digital / lusa
11-12-2007 16:28:05
a câmara de abrantes deliberou esta terça-feira, por maioria, com a abstenção dos eleitos do psd, assumir uma posição negativa quanto à construção da barragem de almourol, se avançar como está previsto, a uma cota de 31 metros.
segundo nelson de carvalho (ps), presidente da câmara de abrantes, «os impactos são muito grandes», razão que leva a autarquia a «dizer não» à barragem.
«os impactos inventariados são muito sérios e existe um conjunto de questões que nos geram grande cepticismo, porque incidem sobre zonas sensíveis do concelho, afectando terrenos agrícolas, habitações e populações, para além de submergir o investimento feito no projecto aquapolis», explicou.
admitindo a possibilidade de rever o sentido da deliberação de hoje, o presidente da câmara de abrantes disse que essa posição resultará da verificação dos impactos que a construção da barragem terá em abrantes e nas freguesias ribeirinhas.
nelson de carvalho exemplificou com as infra-estruturas de saneamento em rio de moinhos, barreiras do tejo e rossio ao sul do tejo, que estão a cotas mais baixas do que a anunciada para a barragem (cota 31) e onde o nível freático, inevitavelmente, subirá.
«este é um exemplo de um impacto muito significativo e ao qual não sabemos que resposta nos vão dar», alertou o autarca.
segundo nelson de carvalho, «a câmara colocou sobre a mesa uma espécie de caderno de encargos para quem lançar o concurso de impacto ambiental e foi garantido que as questões que preocupam iriam ser todas analisadas».
«em todo o caso, o eventual investidor também pode entender que terá de gastar muito dinheiro para resolver todos os impactos causados pela barragem e que tal facto pode pôr em causa a sua rentabilidade», admitiu nelson de carvalho, adiantando: «nesse caso temos um cenário de inviabilidade».
os eleitos pelo psd na câmara, no entanto, abstiveram-se de dar, desde já, uma nota negativa à barragem, por considerarem que «não existem ainda todos os elementos necessários e suficientes para se compreender, com rigor e exactidão, a extensão e os impactos da eventual construção da barragem, ao nível socio-económico e no contexto da coesão social e territorial do concelho».
o vereador social-democrata pedro marques disse à lusa que considera ser «prudente» ouvir as populações e encomendar a realização de um estudo técnico com forte pendor na área socio-económica.
«em face das muitas dúvidas existentes - mais dúvidas do que certezas - que conduzem a uma posição de forte reserva sobre a viabilidade da construção da barragem, os eleitos pelo psd na câmara de abrantes optam por não tomar uma posição definitiva e fechada nesta fase de desenvolvimento», acrescentou.
entretanto, na quarta-feira, a câmara de abrantes realiza uma sessão pública de discussão sobre os impactes da barragem.
diário digital / lusa
11-12-2007 16:28:05