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Caracterização Energética Nacional

Enviado: sábado dez 01, 2007 9:01 pm
por ajosemor
transcrito, com a devida vénia, do site da dgge (direcção geral de geologia e energia)

http://www.dgge.pt/

com estes dados pretende-se esclarecer dúvidas e desfazer confusões, que se encontram em alguns sub-fóruns, entre a quota de penetração das energias renováveis na energia global e na energia eléctrica.

política energética

caracterização energética nacional

portugal é um país com escassos recursos energéticos próprios, nomeadamente, aqueles que asseguram a generalidade das necessidades energéticas da maioria dos países desenvolvidos (como o petróleo, o carvão e o gás).
tal situação de escassez conduz a uma elevada dependência energética do exterior (87,2% em 2005), sendo totalmente dependente das importações de fontes primárias de origem fóssil, e com uma contribuição das energias hídrica (fortemente dependente das condições climatéricas), eólica, solar e geotérmica, biogás e de lenhas e resíduos, que importa aumentar.
portugal está assim perante uma reduzida diversificação da oferta energética primária, aliada à escassez de recursos próprios, que conduz a uma maior vulnerabilidade do sistema energético às flutuações dos preços internacionais, nomeadamente do preço do petróleo, exigindo esforços no sentido de aumentar a diversificação.
o gráfico seguinte mostra a evolução do consumo de energia primária em portugal, que cresceu 6,8% no período 2000-2005.
Imagem
o consumo de petróleo observa uma taxa de crescimento semelhante à do consumo total de energia primária que resulta do seu elevado peso no total de energia primária. em termos relativos, este produto energético mantém um papel essencial na estrutura de abastecimento, representando 58,7% do consumo total de energia primária em 2005, contra 61,5% em 2000.

a introdução do gás natural em 1997, contribuiu para diversificar a estrutura da oferta de energia e reduzir a dependência exterior em relação ao petróleo. tem-se registado uma evolução positiva da penetração do gás natural no mix energético, representando este combustível, em 2005, 13,9% do total do consumo em energia primária.

quanto ao consumo de carvão, que representou em 2005 12,4% do total do consumo de energia primária, verificou-se, face a 2004, uma diminuição de cerca de 98% no consumo de hulha para a indústria cimenteira e um aumento de 2,9% no consumo das centrais termoeléctricas. contudo, prevê-se uma redução progressiva do peso do carvão na produção de electricidade, devido ao seu impacto nas emissões de co2.Imagem
relativamente ao contributo das energias renováveis no consumo de energia primária, representou em 2005 somente 12,8% do total do consumo em energia primária, contra 14,3% em 2004, o que revela a sua elevada dependência do potencial hídrico existente. contudo, tem havido um crescimento acentuado da potência instalada em fer nos últimos anos para produção de electricidade, tendo-se atingido em 2005, 6375,5 mw, sendo 4818 mw em hídrica, 474,2 mw em biomassa, biogás e resíduos sólidos urbanos, 1063 mw em eólica, 18 mw em geotérmica e 2,3 mw em
fotovoltaica.
em 2005 foram produzidos 8939 gwh de energia eléctrica a partir de fer.
quanto ao consumo de energia final, este sofreu um aumento de 12,0% entre 2000/2005. verificou-se um aumento do consumo de 12,7% de petróleo, de 74,8% de gás natural e de 19,2% em electricidade. Imagem
o crescimento verificado no sector dos transportes reflectiu o crescimento da taxa de motorização e da mobilidade, a par do desenvolvimento das acessibilidades.

no sector industrial, o consumo final tem vindo a decrescer nos últimos anos, resultante de uma maior actuação na área da eficiência energética dos processos e instalações.

no sector doméstico, denotando uma melhoria das condições de conforto da população em geral, assiste-se a uma evolução crescente do consumo de energia eléctrica por unidade de alojamento (2362 kwh/alojamento em 2004 contra 2252 kwh/alojamento em 2002). em relação às formas de energia utilizadas, verifica-se uma estabilização nos consumos dos produtos de petróleo, a favor da electricidade e do gás natural.

o consumo de energia nos serviços, dependente fundamentalmente do grau de terciarização da economia, cresceu 41,7% no período 2000-2005.

portugal apresenta em 2005 um consumo de energia final per capita de 1,84 tep/habitante.

apesar do constante crescimento das necessidades energéticas, portugal ainda é um dos países da ue com menor consumo de electricidade per capita - em 2004 foi de 4516 kwh, correspondendo ao 21º lugar dos países europeus. só a letónia, a lituânia, a polónia e a hungria registaram consumos per capita mais baixos.

contudo, em termos de eficiência, portugal apresenta uma intensidade energética de 240 kgep/1000 euros em 2004, com um decréscimo de 4,4% em relação a 2003.

as emissões de co2e per capita, resultantes de processos de combustão em portugal foram de 5,73 t co2, em 2004. portugal ocupou o 22º lugar a nível europeu, à frente da hungria, lituânia e letónia.

intensidade carbónica - 0,52 mtco2/bilhões € (2003 a 2005)
Imagem

Enviado: domingo dez 02, 2007 1:53 am
por jmal
boa, quer dizer que alguma coisa se tem feito, e afinal parece que os transportes é onde se gasta mais energia.

Enviado: domingo dez 02, 2007 7:59 pm
por ajosemor
o que mais nos responsabiliza individualmente!!!
as opções de cada um dão o somatório. aqui o estado só poderá ter uma intervenção mais decisiva nos transportes públicos e pessoalmente também acho que a deveria ter nos transportes de mercadorias. o combóio e o navio antes dos tir.

saudações natalícias