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Calor subterrâneo pode se tornar energia alternativa

Enviado: sábado ago 25, 2007 9:10 pm
por luimio
calor subterrâneo pode se tornar energia alternativa
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uma empresa suíça e outra australiana estão competindo entre si para ser a primeira a desenvolver uma forma comercial de aproveitamento da energia geotermal. esse tipo de energia, além de limpa, está disponível em vários locais do mundo e a oferta é milhares de vezes maior do que a demanda atual.
uma das empresas é a geopower basel, , sediada na cidade de basiléia, na suíça. a outra, a geodynamics limited, é baseada em queensland, na austrália, mas as perfurações para pesquisa e produção de energia ocorrem na cidade de innamincka.

segundo o site de notícias canoe cnews, o esforço australiano deverá render uma produção inicial de 40 megawatts de eletricidade já em 2010. devido a um tremor de terra provocado pelas escavações, os planos suíços foram postergados de 2009 para 2012, quando se espera gerar energia suficiente para dez mil residências.

o conceito é bastante simples. o núcleo da terra, composto de rochas incandescentes, é extremamente quente. esse calor pode ser utilizado para transformar água em vapor que, por sua vez, pode ser empregado para mover turbinas para produzir eletricidade. além de ser barata e renovável, a energia geotermal tem outra vantagem em relação às outras opções de energias alternativas, como a eólica e a solar: os geradores operam ininterruptamente.
a idéia não é nova e nem prerrogativa dos países ricos. em 2005, a bbc news publicou uma matéria sobre o kenya, um país africano bastante pobre que está sobre uma das regiões com maior potencial geotérmico do mundo. mas um dos países mais agraciados com potencial energético geotérmico são os riquíssimos estados unidos.

segundo um estudo do mit publicado pela agência de notícias cnet aproximadamente 40% de todo o vasto território americano possui condições para a geração de energia geotermal. se todo esse potencial fosse usado, as usinas geotérmicas produziriam 56 mil vezes mais energia do que os americanos gastam atualmente, com impacto ao meio ambiente próximo a zero.

um investimento de us$ 800 milhões - baixo, para os padrões americanos - poderia levar à produção de 100 gigawats de energia elétrica até 2050, o equivalente à soma da produção de todas as 104 usinas nucleares em operação nos estados unidos. em termos mundiais, se todo o potencial da terra fosse usado, a produção de energia seria 250 mil vezes maior do que a demanda.

o site suíço de notícias sncweb.ch, possui um diagrama do processo, bem como um texto explicativo em português. pode-se acessá-lo pelo link:
http://www.sncweb.ch/portugues/reportagens/energia.htm
maracaju news(brasil)

Enviado: sábado ago 25, 2007 10:27 pm
por Ferra
já me tinha ocorrido uma ideia parecida. com a diferença que era com furos artesianos, porque existe água em abundancia na minha zona e é captada a cerca de 18 graus. fazendo circular essa água pela casa, permitia manter a temperatura da mesma de verão e de inverno... ou não?...

Enviado: sábado ago 25, 2007 10:41 pm
por luimio
ferra Escreveu:já me tinha ocorrido uma ideia parecida. com a diferença que era com furos artesianos, porque existe água em abundancia na minha zona e é captada a cerca de 18 graus. fazendo circular essa água pela casa, permitia manter a temperatura da mesma de verão e de inverno... ou não?...
e a energia que gastava para fazer essa água a 18 graus circular, não seria maior que o consumo de outro método de refrigeração?
funcionar acho que funcionava, mas não sei se era viável...

Enviado: sábado ago 25, 2007 11:11 pm
por Ferra
fazendo 2 furos e interligando-os o esforço que se tinha para fazer subir a água num, era compensado pela descida da mesma no outro acabando por só ser necessária a energia para a fazer circular, e não para a fazer vencer a gravidade. logo penso que a energia necessária não seria de monta...

Enviado: domingo ago 26, 2007 6:39 am
por casta_baga
interessante, conheço um sistema idêntico de tubos de água com circulam por baixo das casas a cerca de 1 ou 2 metro de profundidade, por exemplo, durante o inverno em que as temperaturas chegam a menos de 20 graus, essa água circula a 22 graus, isto dados de onde eu resido, em portugal são de certeza diferentes...
no verão onde as temperaturas atingem mais do 25 graus essa água circula a 18 graus...
tanto funciona no inverno como no verão...
não penso eu ficar por aqui mas, se ficar e construir um casa nova, irei instalar um sistema desses.

Enviado: domingo ago 26, 2007 12:07 pm
por Ferra
sim é mais ou menos esse sistema mas, utilizando o lençol freático temos uma superficie maior para dissipação/captação da energia termica.

Enviado: segunda ago 27, 2007 1:08 am
por Junglas
casta_baga Escreveu:interessante, conheço um sistema idêntico de tubos de água com circulam por baixo das casas a cerca de 1 ou 2 metro de profundidade, por exemplo, durante o inverno em que as temperaturas chegam a menos de 20 graus, essa água circula a 22 graus, isto dados de onde eu resido, em portugal são de certeza diferentes...
no verão onde as temperaturas atingem mais do 25 graus essa água circula a 18 graus...
tanto funciona no inverno como no verão...
não penso eu ficar por aqui mas, se ficar e construir um casa nova, irei instalar um sistema desses.
não me parece assim tão linear como isso. quanto tens no exterior temperaturas de 25º negativos, a 1m da superfície a temperatura é também baixa. deverá rondar os 8 ou 9 º positivos. estatísticas optimistas indicam uma variação de 25º por cada km que te deslocas em direcção ao núcleo da terra, pelo que a uma distância de 1 ou 2 metros da superfície, e mesmo que a superfície tivesse uma temperatura média de 18º, deverias ter água a uns 19 ou 20º...

fazer dois furos e ligar os furos a uma profundidade elevada além de dispendioso é ineficiente, isto porquê? para começar, o circuito teria que ser um circuito fechado, por forma a existir o mínimo de potência empregue para movimentar a água no circuito. logo, um sistema destes não poderia ser utilizado para nada mais do que aquecimento.

a energia dispendida para fazer circular a água no circuito, mesmo assim, seria mais elevada do que a energia gasta para aquecer a casa. (arrefecimento é a borla, desde que seja possível fazer ventilação cruzada). isto porquê? ao passo que para empurrar a água para baixo não se faz qualquer tipo de esforço, para a fazer subir já se dispende de energia. seria necessário exercer uma pressão suficiente para fazer movimentar toda a coluna de água, isto esquecendo as diferenças de energia potencial da coluna de água que (quase) se anulam.

para que o sistema tenha um mínimo de utilidade o tubo teria que ter um diametro de 5 cms, pelo que teriamos

a= 2xpixr^2 = 39 cm^2

isto multiplicado pelo comprimento do tubo, dará o volume de água que será necessário.

admitindo um furo a 20 metros (para que haja uma diferença de temperatura que se note....) teremos 40x100x39 = 156000 cm^3, ou seja, 156 litros de água, isto apenas nos tubos de queda e ascensão, pelo que seria necessário um mínimo de 156kg de pressão para movimentar essa coluna de água.

se tivermos em conta que seria necessário serpentear o tubo lá em baixo, quer seja em cima de um lençol freatico, quer seja apenas no buraco, por forma a que haja mais trocas térmicas, fácilmente passamos de 20m de tubo + 20m de tubo para 20+10+20 = 50 metros, com o aumento proporcional na pressão que seria necessário exercer para movimentar a coluna de água.

note-se que estou a desprezar o aquecimento que a água sofre quando está a ser comprimida na fase de ascensão.

juntando a isso o facto do sistema ser bastante frágil quando ocorrem tremores de terra (os tubos podem facilmente partir), penso que não seja um sistema muito viável.

o mesmo se passa com a utilização desse calor para fazer com que a água passe do estado líquido a gasoso.

no manto superior, na zona de contacto entre a crosta e o manto, a temperatura média é de 100ºc. é a essa temperatura que a água passa de líquido a vapor. se tivermos em conta que o manto superior se encontra a 30kms de profundida, já estão a ver a profundidade a que é necessário cravar tubos... claro que a água, no seu processo de ascensão, condensaria, voltando a estar no seu estado líquido...

mesmo que o sistema funcionasse e produzisse energia com fartura, o que aconteceria assim que ocorresse o primeiro tremor de terra? deixavamos todos de ter luz?

são ideias que vale a pena explorar, não pela sua exequibilidade (que é nula ou muito reduzida em ambos os casos) mas que pode trazer novas ideias, essas sim, exequiveis.

Enviado: segunda ago 27, 2007 9:45 pm
por Ferra
muito obrigado pelas informações, mesmo que elas indiquem que a minha ideia não é mt viável.

Enviado: quarta ago 29, 2007 5:07 am
por casta_baga
caro junglas, parece-me a mim que estamos aqui a debater algo perante bases diferentes... eu escrevi, existe conheço um sistema idêntico, 1 ou 2 metros é errado ou talvez não mas nunca kilomêtros, mais uma vez, sistema idêntico,

não é água que circula e sim um anti congelamento.

http://www.geoexchange.org/video/1.%20g ... ooling.mpg

ora bem, perante um livro que tenho aqui, earthenergy systems, pelo que entendi, isto funciona diferente dependendo da localização geográfica, terrenos e etc, esses tubos, os projectos que conheço e outros que são referidos no livro, são instalados abaixo da linha do congelamento, defrost line, vários projectos até mesmo em garagens singulares, não me parece que se tenha que furar e investir bastante quando o óleo, gás e petróleo não falta, se calhar até é mesmo pro isso...

vê aqui este vídeo... um lay-out idêntico ao que se emprega por aqui e que não é muito caro, e qualquer pessoa pode o fazer.

http://www.geoexchange.org/video/1.%20g ... ooling.mpg

explica como os projectos são feitos, existem instalações horizontais para pequenos projectos, tipo casas, garagens, pequenas empresas etc, instalações verticais para grandes projectos ou a falta de espaço...
ainda não me dei ao trabalho de lêr o livro todo, o governo é que tem enviado panfletos e este livro acerca de fundos disponives para investimentos.