30% óleos perigosos não são reciclados
Enviado: segunda jun 18, 2007 7:13 pm
30% óleos perigosos não são reciclados
cerca de 30% dos óleos gerados por oficinas e indústrias não estão a ir para reciclagem. estão a ser geridos por operadores ilegais e enviados para destinos que as autoridades desconhecem. se tivermos em conta que um litro de óleo chega para contaminar um milhão de litros de água, temos a noção do impacto causado no ambiente e na saúde pública quando os óleos não vão para o sítio certo.
dados de 2006 mostram que 70% do óleo usado foi movimentado por operadores que integram o sistema da sogilub, entidade licenciada pelo estado para gerir os óleos depois de utilizados. os restantes 30% ninguém sabe onde estão nem como estão a ser tratados, havendo suspeitas de que grande parte esteja a ser queimada nalgumas indústrias. aí são usados como combustível alternativo, não cumprindo as regras ambientais, e gerando mais emissões perigosas para a atmosfera.
o óleo é um resíduo perigoso e, à semelhança do que aconteceu com outros resíduos como as embalagens, o estado entregou o seu tratamento a uma entidade gestora. a sogilub tem a responsabilidade de recolher os óleos depois de usados pelas indústrias e simples oficinas e de dar-lhes o melhor aproveitamento possível. ou fazendo óleo novo a partir do usado, através de processos de regeneração; ou incorporando-o novamente no processo produtivo, a chamada reciclagem; ou valorizando-o energeticamente, utilizando-o como combustível alternativo.
para sustentar financeiramente este sistema, cada lubrificante novo paga um ecovalor, 0,063€/litro antes de entrar no mercado. depois a sogilub distribui a verba pelos operadores de gestão deste resíduo.
dados do ano passado
em 2006, a sogilub recolheu 28 700 toneladas de óleo usado, o que corresponde a 70% do mercado. material que foi depois encaminhado para reciclagem, regeneração e valorização energética, para entidades licenciadas em portugal e no estrangeiro. quanto aos outros 30% foram geridos por empresas que não estão integradas na sogilub. logo, que são ilegais e que não permitem o apuramento do dados aos resíduos.
o que leva fernando moita, director da empresa, a deduzir: "se não são encaminhados por nós, e se nós trabalhamos com todos as empresas licenciadas, é porque não estão a ir para o local certo." contudo, o responsável da empresa não acredita que o mercado paralelo absorva todo o óleo que não é recolhido pela sogilub. "estimamos que seja só 10% porque neste processo há sempre uma fracção que se perde."
para a quercus, é grave o facto de se estarem a perder tantas toneladas. por um lado, é sinal de que há locais contaminados pelo país, por outro, que há emissões atmosféricas perigosas a a partir do local onde os óleos são queimados. mais, "é sinal de que a sogilub, enquanto entidade oficial, não soube motivar os pequenos operadores que já funcionavam no mercado a integrarem a entidade", acusa rui berkemeier da quercus.
luísa pinheiro, da agência portuguesa do ambiente, esclarece que a utilização do óleo como combustível não é proibida, mas exige regras. o que é impossível de garantir quando não se sabe sequer para onde eles são enviados pelos operadores que não pertencem à sogilub. "falta de informação não pode ser a justificação dada. as pessoas sabem que não os podem queimar ou deitar numa linha de água." fernando moita diz que está na mão das autoridades fiscalizadoras resolver este problema.
mas a existência de um mercado paralelo não tem apenas implicações ambientais. "coloca-se aqui também uma questão de concorrência desleal", diz a sogilub. há empresas que cumprem as normas e outras que não e continuam a operar. além disso, há ainda empresas que vendem produtos novos e não pagam ecovalor. e quando o óleo vira óleo usado, é recolhido e tratado na mesma.
cerca de 30% dos óleos gerados por oficinas e indústrias não estão a ir para reciclagem. estão a ser geridos por operadores ilegais e enviados para destinos que as autoridades desconhecem. se tivermos em conta que um litro de óleo chega para contaminar um milhão de litros de água, temos a noção do impacto causado no ambiente e na saúde pública quando os óleos não vão para o sítio certo.
dados de 2006 mostram que 70% do óleo usado foi movimentado por operadores que integram o sistema da sogilub, entidade licenciada pelo estado para gerir os óleos depois de utilizados. os restantes 30% ninguém sabe onde estão nem como estão a ser tratados, havendo suspeitas de que grande parte esteja a ser queimada nalgumas indústrias. aí são usados como combustível alternativo, não cumprindo as regras ambientais, e gerando mais emissões perigosas para a atmosfera.
o óleo é um resíduo perigoso e, à semelhança do que aconteceu com outros resíduos como as embalagens, o estado entregou o seu tratamento a uma entidade gestora. a sogilub tem a responsabilidade de recolher os óleos depois de usados pelas indústrias e simples oficinas e de dar-lhes o melhor aproveitamento possível. ou fazendo óleo novo a partir do usado, através de processos de regeneração; ou incorporando-o novamente no processo produtivo, a chamada reciclagem; ou valorizando-o energeticamente, utilizando-o como combustível alternativo.
para sustentar financeiramente este sistema, cada lubrificante novo paga um ecovalor, 0,063€/litro antes de entrar no mercado. depois a sogilub distribui a verba pelos operadores de gestão deste resíduo.
dados do ano passado
em 2006, a sogilub recolheu 28 700 toneladas de óleo usado, o que corresponde a 70% do mercado. material que foi depois encaminhado para reciclagem, regeneração e valorização energética, para entidades licenciadas em portugal e no estrangeiro. quanto aos outros 30% foram geridos por empresas que não estão integradas na sogilub. logo, que são ilegais e que não permitem o apuramento do dados aos resíduos.
o que leva fernando moita, director da empresa, a deduzir: "se não são encaminhados por nós, e se nós trabalhamos com todos as empresas licenciadas, é porque não estão a ir para o local certo." contudo, o responsável da empresa não acredita que o mercado paralelo absorva todo o óleo que não é recolhido pela sogilub. "estimamos que seja só 10% porque neste processo há sempre uma fracção que se perde."
para a quercus, é grave o facto de se estarem a perder tantas toneladas. por um lado, é sinal de que há locais contaminados pelo país, por outro, que há emissões atmosféricas perigosas a a partir do local onde os óleos são queimados. mais, "é sinal de que a sogilub, enquanto entidade oficial, não soube motivar os pequenos operadores que já funcionavam no mercado a integrarem a entidade", acusa rui berkemeier da quercus.
luísa pinheiro, da agência portuguesa do ambiente, esclarece que a utilização do óleo como combustível não é proibida, mas exige regras. o que é impossível de garantir quando não se sabe sequer para onde eles são enviados pelos operadores que não pertencem à sogilub. "falta de informação não pode ser a justificação dada. as pessoas sabem que não os podem queimar ou deitar numa linha de água." fernando moita diz que está na mão das autoridades fiscalizadoras resolver este problema.
mas a existência de um mercado paralelo não tem apenas implicações ambientais. "coloca-se aqui também uma questão de concorrência desleal", diz a sogilub. há empresas que cumprem as normas e outras que não e continuam a operar. além disso, há ainda empresas que vendem produtos novos e não pagam ecovalor. e quando o óleo vira óleo usado, é recolhido e tratado na mesma.