Fraldas– uma problemática ambiental?
Enviado: quinta mai 10, 2007 1:07 pm
sabia que até aos 2 anos um bébé gasta em média cerca de 6000 fraldas descartáveis ou seja cerca de 5 árvores derrubadas produzindo massa de resíduos que leva mais de 500 anos a ser eliminada com riscos ambientais e para saude publica graves?
o uso de fraldas descartaveis passou a ser muito comum nos anos 70/80, dado ao sentido pratico de utilização e simplificação do quotidiano doméstico, tornando-se numa problemática ambiental grave, dado que estes resíduos são depositados em aterros sanitários, levando mais de 500 anos a serem eliminados totalmente, dado que a sua composição é cerca de 30% de material plástico.saliente-se ainda, que os materiais fecais humanos contêm bactérias e vírus responsáveis por perturbações intestinais e doenças graves, que pode ter impactes muito negativos quando depositados em aterros:contaminação das reservas de água subterrâneas e insectos .
este facto levantou muita polémica relativamente ao uso tradicional de fraldas de algodão, que apesar de parecerem mais ecológicas, apresentam também impactes bastante negativos resultantes da sua lavagem (gastos de agua, energia,uso de detergentes e branqueadores - produtos tóxicos como o cloro).
foram efectuados diversos estudos e uma questão importante que se coloca é o “ciclo de vida do produto”. quantificar os impactes positivos e negativos , pelos recursos utilizados, energia consumida e resíduos, pode ser uma solução para este problema, que deve passar pelas diversas etapas do produto: produção, utilização, deposição final ou eliminação.
neste caso não é muito viável, pois teriamos que nos debruçar na cultura do algodão e produção de pasta de papel, processos um pouco complexos, envolvendo recursos de celulose(abate de árvores) e petróleo.vejamos alguns pontos importantes a considerar:
- produção de fertilizantes químicos
- pesticidas
- extracção e transporte da água para irrigação
- fornecimentos de energia para o cultivo e a colheita
- processamento das matérias primas
- fabrico
- manutenção (lavagem)
- deposição (em estações de compostagem, aterros, incineradores, etc.)
- custos do transporte entre qualquer estágio e a energia requerida para cada um deles
o uso de fraldas biodegradáveis pareceu ser uma alternativa a considerar, estas possuem um aditivo de amido, que tem como fim facilitar a sua fragmentação, mas tendo em conta que o volume de plástico se mantem o mesmo, esta não tem qualquer viabilidade. a acrescentar facto, que o amido é um açucar, que impossibilita a reciclagem do plástico.
em relação aos custos não ha dúvidas de que a reutilização sai bem mais "em conta", mesmo com os custos da lavagem (água e energia) e dos detergentes. no entanto, o factor tempo pode ser um factor negativo.
uma outra questão importante, prende-se com o bem estar do bébé e sua protecção a nivel de saúde. o uso de corantes e fragrâncias aplicadas a fim de melhorar a suavidade e qualidades anti-alérgicas, podem originar dores de cabeça, tonturas, irritações e erupções cutâneas, para além de casos, felizmente mais esporádicos, de queimaduras e intoxicações. temos ainda situações em que os bebés conseguem arrancar fragmentos de plástico das fraldas, colocando-os na boca e nariz, correndo o risco de asfixia e outros de ferimentos provocados pela fricção de plástico na pele.
além de todas estas problemáticas, acrescentam-se ainda problemas devido à humidade excessiva e prolongada e à falta de arejamento, causadoras de "dermatites da fralda".além de que, a utilização de géis ultra absorventes, prolongam o tempo de mudança da fralda e, deste modo, o tempo de contacto com a urina, e a capacidade de absorção destes polímeros pode ser prejudicial por retirar a humidade natural da pele.
por outro lado as fraldas de algodão em enfermarias, pode levantar problemas graves, pois o seu uso aumenta a proliferação de infecções sobretudo porque mesmo quando lavadas, são usadas por mais do que uma criança.nestes casos exigem a utilização de fraldas descartáveis.
presentemente as fraldas de algodão já são anatómicas e revestidas por uma película absorvente descartável, sendo formadas por várias camadas de tecido para melhor absorção, deixando-se também de usar alfinetes e recorre-se a velcros.
a questão permanece sem resposta....fraldas, que solução adoptar? estudos prosseguem em busca de soluções eficazes e concretas, até lá...fica em aberto esta questão. a escolha é da responsabilidade de cada um.
o uso de fraldas descartaveis passou a ser muito comum nos anos 70/80, dado ao sentido pratico de utilização e simplificação do quotidiano doméstico, tornando-se numa problemática ambiental grave, dado que estes resíduos são depositados em aterros sanitários, levando mais de 500 anos a serem eliminados totalmente, dado que a sua composição é cerca de 30% de material plástico.saliente-se ainda, que os materiais fecais humanos contêm bactérias e vírus responsáveis por perturbações intestinais e doenças graves, que pode ter impactes muito negativos quando depositados em aterros:contaminação das reservas de água subterrâneas e insectos .
este facto levantou muita polémica relativamente ao uso tradicional de fraldas de algodão, que apesar de parecerem mais ecológicas, apresentam também impactes bastante negativos resultantes da sua lavagem (gastos de agua, energia,uso de detergentes e branqueadores - produtos tóxicos como o cloro).
foram efectuados diversos estudos e uma questão importante que se coloca é o “ciclo de vida do produto”. quantificar os impactes positivos e negativos , pelos recursos utilizados, energia consumida e resíduos, pode ser uma solução para este problema, que deve passar pelas diversas etapas do produto: produção, utilização, deposição final ou eliminação.
neste caso não é muito viável, pois teriamos que nos debruçar na cultura do algodão e produção de pasta de papel, processos um pouco complexos, envolvendo recursos de celulose(abate de árvores) e petróleo.vejamos alguns pontos importantes a considerar:
- produção de fertilizantes químicos
- pesticidas
- extracção e transporte da água para irrigação
- fornecimentos de energia para o cultivo e a colheita
- processamento das matérias primas
- fabrico
- manutenção (lavagem)
- deposição (em estações de compostagem, aterros, incineradores, etc.)
- custos do transporte entre qualquer estágio e a energia requerida para cada um deles
o uso de fraldas biodegradáveis pareceu ser uma alternativa a considerar, estas possuem um aditivo de amido, que tem como fim facilitar a sua fragmentação, mas tendo em conta que o volume de plástico se mantem o mesmo, esta não tem qualquer viabilidade. a acrescentar facto, que o amido é um açucar, que impossibilita a reciclagem do plástico.
em relação aos custos não ha dúvidas de que a reutilização sai bem mais "em conta", mesmo com os custos da lavagem (água e energia) e dos detergentes. no entanto, o factor tempo pode ser um factor negativo.
uma outra questão importante, prende-se com o bem estar do bébé e sua protecção a nivel de saúde. o uso de corantes e fragrâncias aplicadas a fim de melhorar a suavidade e qualidades anti-alérgicas, podem originar dores de cabeça, tonturas, irritações e erupções cutâneas, para além de casos, felizmente mais esporádicos, de queimaduras e intoxicações. temos ainda situações em que os bebés conseguem arrancar fragmentos de plástico das fraldas, colocando-os na boca e nariz, correndo o risco de asfixia e outros de ferimentos provocados pela fricção de plástico na pele.
além de todas estas problemáticas, acrescentam-se ainda problemas devido à humidade excessiva e prolongada e à falta de arejamento, causadoras de "dermatites da fralda".além de que, a utilização de géis ultra absorventes, prolongam o tempo de mudança da fralda e, deste modo, o tempo de contacto com a urina, e a capacidade de absorção destes polímeros pode ser prejudicial por retirar a humidade natural da pele.
por outro lado as fraldas de algodão em enfermarias, pode levantar problemas graves, pois o seu uso aumenta a proliferação de infecções sobretudo porque mesmo quando lavadas, são usadas por mais do que uma criança.nestes casos exigem a utilização de fraldas descartáveis.
presentemente as fraldas de algodão já são anatómicas e revestidas por uma película absorvente descartável, sendo formadas por várias camadas de tecido para melhor absorção, deixando-se também de usar alfinetes e recorre-se a velcros.
a questão permanece sem resposta....fraldas, que solução adoptar? estudos prosseguem em busca de soluções eficazes e concretas, até lá...fica em aberto esta questão. a escolha é da responsabilidade de cada um.