Painéis solares Temem o calor
Enviado: sábado jun 27, 2015 5:51 pm
Na 4.ª feira passada estava um dia ameno, cerca 25ºC, com algumas núvens. Os meus 2 painéis produziam cerca de 420W logo a seguir a o sol ficar descoberto e, um pouco depois, diminuia e estabilizava em 390W, o que creio dever-se ao aquecimento dos painéis.
Hoje, fiz mais uma experiência para tentar ver o efeito da temperatura na produção.
Objetivo:
Testar influência da temperatura na produção dos painéis fotovoltaicos.
Metodologia:
- Os painéis foram previamente limpos. Registou-se a produção.
- Depois, pôs-se uma mangueira com água a correr sobre um painel, por algum tempo, para o arrefecer e registou-se de novo a produção.
- Usou-se inicialmente água quente (mangueira longa deixada previamente ao sol) para começar a arrefecer 1 painel, para evitar um choque térmico com risco de quebra do vidro; essa água foi arrefecendo lentamente até ficar a uma temperatura de 30ºC, temperatura de saída da mangueira.
Dados:
- 27junho2015, 12h, 29ºC, céu limpo
- 2 x 250W Open Renewables monocristalinos + 2 microinversores Involar MAC250
- medidor de energia de ligar à tomada – Brennenstuhl, modelo PM231E
Pressupostos:
- durante o espaço de tempo que durou o teste, entre 12-13h, assume-se que a radiação solar incidente se manteve constante – céu limpo, não influenciando o resultado do teste;
- assume-se que a alteração da produção deveu-se ao arrefecimento do painel, desprezando-se um eventual efeito ótico na superfície do vidro molhado.
Resultados:
- A temperatura do painel pré-arrefecimento não foi possível medir, pois o termómetro dava erro por temp. superior a 50ºC. Mas o painel até queimava.
- A temp. do painel logo a seguir a remover-se a mangueira, medida próximo do local onde estava a mangueira, foi de 30ºC, igual à temp. da água.
- Logo após se começar a regar o painel, mesmo com a água que saia da mangueira ainda quente, mas menos quente que o painel onde não se conseguia pôr a mão, a produção já tinha aumentado para 390W.
- A produção passou de 360W em 2 painéis para 405W (valor máximo estabilizado) também em 2 painéis, após arrefecimento de 1 só painel.
As produções evoluiram da seguinte forma, após parar-se o arrefecimento:
405W em 2 painéis, logo após
395W em 2 painéis, 5 min. depois
380W em 2 painéis, 10 min. depois
370W em 2 painéis, 20 min. depois
365W em 2 painéis, 25 min. depois
360W em 2 painéis, 35 min. depois
360W em 2 painéis, 45 min. depois
Análise:
Registou-se um aumento da produção de 45W, que se atribui ter ocorrido só no painel arrefecido. Assim, se a produção de um painel seria de 360W/2=180W pré-arrefecimento, ela passou para 180+45=225W pós-arrefecimento, ou seja, 45/180x100=25% de acréscimo de produção por painel.
Conclusões:
Confirma-se que as temperaturas elevadas diminuem muito a produção fotovoltaica, devendo-se instalar os painéis em situação que permita o seu maior arejamento possível em dias quentes.
No meu caso, em vez de montá-los justapostos, vou deixá-los com alguma separação entre eles, para facilitar a circulação de ar. Também irei instalá-los sobre uma estrutura a construir, em vez de sobre telhas, para facilitar a manutenção e o arejamento.
Se bem entendo o que isto quer dizer, os meus painéis reduzem a sua produção de MPP (25ºC de temp. do painel em STC) em -0,432%/ºK. Então, 25% de acréscimo de produção implica um aumento de temp. de 25/0,432=57,8ºC, logo, os meus painéis estariam a 57,8+25=82,8ºC. Parece demasiado (?).
Hoje, fiz mais uma experiência para tentar ver o efeito da temperatura na produção.
Objetivo:
Testar influência da temperatura na produção dos painéis fotovoltaicos.
Metodologia:
- Os painéis foram previamente limpos. Registou-se a produção.
- Depois, pôs-se uma mangueira com água a correr sobre um painel, por algum tempo, para o arrefecer e registou-se de novo a produção.
- Usou-se inicialmente água quente (mangueira longa deixada previamente ao sol) para começar a arrefecer 1 painel, para evitar um choque térmico com risco de quebra do vidro; essa água foi arrefecendo lentamente até ficar a uma temperatura de 30ºC, temperatura de saída da mangueira.
Dados:
- 27junho2015, 12h, 29ºC, céu limpo
- 2 x 250W Open Renewables monocristalinos + 2 microinversores Involar MAC250
- medidor de energia de ligar à tomada – Brennenstuhl, modelo PM231E
Pressupostos:
- durante o espaço de tempo que durou o teste, entre 12-13h, assume-se que a radiação solar incidente se manteve constante – céu limpo, não influenciando o resultado do teste;
- assume-se que a alteração da produção deveu-se ao arrefecimento do painel, desprezando-se um eventual efeito ótico na superfície do vidro molhado.
Resultados:
- A temperatura do painel pré-arrefecimento não foi possível medir, pois o termómetro dava erro por temp. superior a 50ºC. Mas o painel até queimava.
- A temp. do painel logo a seguir a remover-se a mangueira, medida próximo do local onde estava a mangueira, foi de 30ºC, igual à temp. da água.
- Logo após se começar a regar o painel, mesmo com a água que saia da mangueira ainda quente, mas menos quente que o painel onde não se conseguia pôr a mão, a produção já tinha aumentado para 390W.
- A produção passou de 360W em 2 painéis para 405W (valor máximo estabilizado) também em 2 painéis, após arrefecimento de 1 só painel.
As produções evoluiram da seguinte forma, após parar-se o arrefecimento:
405W em 2 painéis, logo após
395W em 2 painéis, 5 min. depois
380W em 2 painéis, 10 min. depois
370W em 2 painéis, 20 min. depois
365W em 2 painéis, 25 min. depois
360W em 2 painéis, 35 min. depois
360W em 2 painéis, 45 min. depois
Análise:
Registou-se um aumento da produção de 45W, que se atribui ter ocorrido só no painel arrefecido. Assim, se a produção de um painel seria de 360W/2=180W pré-arrefecimento, ela passou para 180+45=225W pós-arrefecimento, ou seja, 45/180x100=25% de acréscimo de produção por painel.
Conclusões:
Confirma-se que as temperaturas elevadas diminuem muito a produção fotovoltaica, devendo-se instalar os painéis em situação que permita o seu maior arejamento possível em dias quentes.
No meu caso, em vez de montá-los justapostos, vou deixá-los com alguma separação entre eles, para facilitar a circulação de ar. Também irei instalá-los sobre uma estrutura a construir, em vez de sobre telhas, para facilitar a manutenção e o arejamento.
Se bem entendo o que isto quer dizer, os meus painéis reduzem a sua produção de MPP (25ºC de temp. do painel em STC) em -0,432%/ºK. Então, 25% de acréscimo de produção implica um aumento de temp. de 25/0,432=57,8ºC, logo, os meus painéis estariam a 57,8+25=82,8ºC. Parece demasiado (?).