Painel Solar gosta de limpeza
Enviado: domingo jun 21, 2015 3:08 pm
Objetivo:
Testar influência da sujidade na produção dos painéis fotovoltaicos.
Metodologia:
- Os painéis apresentavam pouca sujidade, pelo que foi soprada alguma farinha (obrigado Branca de Neve) e espalhada com uma escova, tentando simular painéis bem empoeirados, por exemplo num local onde os painéis apanhem muito pó.
- Depois, limparam-se os vidros por lavagem.
Dados:
- 21junho2015, 13h, 30ºC, céu limpo
- 2 x 250W Open Renewables monocristalinos + 2 microinversores Involar MAC250
- medidor de energia de ligar à tomada – Brennenstuhl, modelo PM231E
Pressupostos:
- durante o curto espaço de tempo de limpeza dos painéis, máx. 5min., assume-se que a radiação solar incidente se manteve constante – céu limpo, não influenciando o resultado do teste;
- usou-se água quente para limpeza dos painéis, para evitar um choque térmico com risco para o vidro e para assegurar que a produção após limpeza foi resultado desta e não de um refrescamento dos painéis. Ainda assim, esperou-se 5 min. após limpeza para temperatura dos painéis poder recuperar de um eventual pequeno refrescamento.
Resultados:
A produção passou de 355W para 375W, após a limpeza.
Análise:
Não foi um aumento espetacular da produção, 10Wh/Painel de 250W, ou seja, (375-355)/355/2x100=2,8% de acréscimo de produção por painel.
Considerando que 1 painel produz 1,5kW/ano/Wp, se considerarmos que 1/3 dessa produção é no verão, dá 1,5/3x250=125kW/painel/verão. Um acréscimo de 2,8% daria mais 3,5kW/painel.
Numa instalação com 6 painéis, daria um acréscimo de 6x3,5=21kW/verão, que podemos considerar por ano, assumindo que nas restantes estações os painéis estão limpos.
Conclusões:
Muita sujidade dos painéis pode implicar um decréscimo na sua produção anual - de 2,8% nesta brincadeira.
Naturalmente, painéis com inclinações mais próximas da horizontal e em zonas com maiores períodos secos e mais poeirentas acumularão mais sujidade, com maior impacto na produção.
NOTA: Isto é uma brincadeira com ares de estudo científico mas os fundamentos e resultados devem dar uma noção da realidade. Divirtam-se, como eu me divirto a fazer isto.
Testar influência da sujidade na produção dos painéis fotovoltaicos.
Metodologia:
- Os painéis apresentavam pouca sujidade, pelo que foi soprada alguma farinha (obrigado Branca de Neve) e espalhada com uma escova, tentando simular painéis bem empoeirados, por exemplo num local onde os painéis apanhem muito pó.
- Depois, limparam-se os vidros por lavagem.
Dados:
- 21junho2015, 13h, 30ºC, céu limpo
- 2 x 250W Open Renewables monocristalinos + 2 microinversores Involar MAC250
- medidor de energia de ligar à tomada – Brennenstuhl, modelo PM231E
Pressupostos:
- durante o curto espaço de tempo de limpeza dos painéis, máx. 5min., assume-se que a radiação solar incidente se manteve constante – céu limpo, não influenciando o resultado do teste;
- usou-se água quente para limpeza dos painéis, para evitar um choque térmico com risco para o vidro e para assegurar que a produção após limpeza foi resultado desta e não de um refrescamento dos painéis. Ainda assim, esperou-se 5 min. após limpeza para temperatura dos painéis poder recuperar de um eventual pequeno refrescamento.
Resultados:
A produção passou de 355W para 375W, após a limpeza.
Análise:
Não foi um aumento espetacular da produção, 10Wh/Painel de 250W, ou seja, (375-355)/355/2x100=2,8% de acréscimo de produção por painel.
Considerando que 1 painel produz 1,5kW/ano/Wp, se considerarmos que 1/3 dessa produção é no verão, dá 1,5/3x250=125kW/painel/verão. Um acréscimo de 2,8% daria mais 3,5kW/painel.
Numa instalação com 6 painéis, daria um acréscimo de 6x3,5=21kW/verão, que podemos considerar por ano, assumindo que nas restantes estações os painéis estão limpos.
Conclusões:
Muita sujidade dos painéis pode implicar um decréscimo na sua produção anual - de 2,8% nesta brincadeira.
Naturalmente, painéis com inclinações mais próximas da horizontal e em zonas com maiores períodos secos e mais poeirentas acumularão mais sujidade, com maior impacto na produção.
NOTA: Isto é uma brincadeira com ares de estudo científico mas os fundamentos e resultados devem dar uma noção da realidade. Divirtam-se, como eu me divirto a fazer isto.