“Águas ruças” do azeite aproveitadas como fonte de energia
Enviado: quinta nov 09, 2006 10:58 pm
“águas ruças” aproveitadas como fonte de energia
a cooperativa agrícola de olivicultores de murça vai testar um sistema de tratamento que transforma em fonte de energia as “águas ruças” e os bagaços, derivados da produção de azeite. o método foi desen-volvido pela universidade de trás-os-montes e alto douro (utad), que já registou a patente da descoberta.
um grupo de investigadores do departamento de química da utad desenvolveu um novo sistema de aproveitamento das chamadas “águas ruças” e bagaços húmidos, resíduos resultantes da produção de azeite. ou seja: transformá-los em fonte de produção de energia. a importância da descoberta levou já a que a universidade transmontana decidisse registar, a patente, o que acontece pela primeira vez.
de acordo joão claro, um dos investigadores envolvidos no projecto, o processo é relativamente “simples”. segundo explicou, ao juntar às águas ruças dois outros produtos da indústria corticeira, “por um processo relativamente simples de tratamento”, forma-se “um outro material 100 por cento natural”, que pode ser “economicamente valorizado”, uma vez que pode ser utilizado como “fonte de energia”. o novo produto, totalmente biodegradável, pode ser utilizado como um normal fertilizante, ou então como fonte de energia, uma vez que produz bio-massa. para já, a primeira estação de tratamento vai ser implementada na cooperativa de murça, mas joão claro espera que, “dentro em breve”, a cooperativa possa vir a tornar-se “um pólo de recepção de resíduos de vários lagares da zona”, porque tem a exclusividade para a “exploração” na zona da tmad, e, quem sabe, expandir o processo além-fronteiras.
para alfredo meireles, presidente da cooperativa agrícola de olivicultores de murça, este novo método vem resolver um “problema”, porque é “complicado encontrar quem fique com os bagaços húmidos”. até ao momento, só existiam soluções “parciais” para a eliminação dos resíduos, que são considerados “muito poluentes”. conseguir “valorizar” este componente, é, segundo alfredo meireles, a razão pela qual a cooperativa decidiu “colaborar” com a utad. durante a próxima campanha, que deverá iniciar no final deste ano, vão começar a ser “tratados” os primeiros bagaços húmidos e “águas ruças”. de referir que a cooperativa de murça, para produzir as cerca de 300 toneladas de azeite anuais, gera cerca de 1.200 toneladas de resíduos compostos essencialmente por bagaços húmidos e águas ruças.
data de publicação: 09/11/2006
fonte:
http://www.semanariotransmontano.com/no ... lista=6152
a cooperativa agrícola de olivicultores de murça vai testar um sistema de tratamento que transforma em fonte de energia as “águas ruças” e os bagaços, derivados da produção de azeite. o método foi desen-volvido pela universidade de trás-os-montes e alto douro (utad), que já registou a patente da descoberta.
um grupo de investigadores do departamento de química da utad desenvolveu um novo sistema de aproveitamento das chamadas “águas ruças” e bagaços húmidos, resíduos resultantes da produção de azeite. ou seja: transformá-los em fonte de produção de energia. a importância da descoberta levou já a que a universidade transmontana decidisse registar, a patente, o que acontece pela primeira vez.
de acordo joão claro, um dos investigadores envolvidos no projecto, o processo é relativamente “simples”. segundo explicou, ao juntar às águas ruças dois outros produtos da indústria corticeira, “por um processo relativamente simples de tratamento”, forma-se “um outro material 100 por cento natural”, que pode ser “economicamente valorizado”, uma vez que pode ser utilizado como “fonte de energia”. o novo produto, totalmente biodegradável, pode ser utilizado como um normal fertilizante, ou então como fonte de energia, uma vez que produz bio-massa. para já, a primeira estação de tratamento vai ser implementada na cooperativa de murça, mas joão claro espera que, “dentro em breve”, a cooperativa possa vir a tornar-se “um pólo de recepção de resíduos de vários lagares da zona”, porque tem a exclusividade para a “exploração” na zona da tmad, e, quem sabe, expandir o processo além-fronteiras.
para alfredo meireles, presidente da cooperativa agrícola de olivicultores de murça, este novo método vem resolver um “problema”, porque é “complicado encontrar quem fique com os bagaços húmidos”. até ao momento, só existiam soluções “parciais” para a eliminação dos resíduos, que são considerados “muito poluentes”. conseguir “valorizar” este componente, é, segundo alfredo meireles, a razão pela qual a cooperativa decidiu “colaborar” com a utad. durante a próxima campanha, que deverá iniciar no final deste ano, vão começar a ser “tratados” os primeiros bagaços húmidos e “águas ruças”. de referir que a cooperativa de murça, para produzir as cerca de 300 toneladas de azeite anuais, gera cerca de 1.200 toneladas de resíduos compostos essencialmente por bagaços húmidos e águas ruças.
data de publicação: 09/11/2006
fonte:
http://www.semanariotransmontano.com/no ... lista=6152

