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Pedido duma professora

Enviado: sábado mai 22, 2010 10:30 pm
por ALEX
alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas estou em timor a dar aulas na untl (universidade nacional de timor leste) no âmbito de uma colaboração com a ese do porto.
aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. o que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é mto bom. o que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pessão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

como mandar?
basta dirigirem-se aos correios (ctt) e mandarem uma encomenda tarifa económica para timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.
devem enviar as encomendas em meu nome (joana alves dos santos) para:

embaixada de portugal em díli
av. presidente nicolau lobato
edifício acait
díli - timor leste

e o que mandar?
mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. evitem gramáticas e manuais escolares. dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. este critério é meu e explico porquê. alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. o caso dos dicionários é outro. um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. de qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. é preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. espero que respondam ao meu apelo!! eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

Re: Pedido duma professora

Enviado: domingo mai 23, 2010 1:18 pm
por serges
vou me informar sobre isto, no entanto de onde retiraste esta informação, temos de apurar a veracidade da coisa, alias vou ver nos correios sobre essa tarifa económica!

Re: Pedido duma professora

Enviado: sexta jun 25, 2010 5:04 am
por electrao
ola a todos

estava eu a procurar dar "energia" a idea da campanha dos livros para timor e encontrei o vosso forum sobre energias alternativas por mera casualidade. por favor nao levem a mal que este primeiro post meu seja acerca da tal campanha de solidariedade.

sobre o pedido de ajuda e mesmo autentico

o apelo da professora foi publicado em varios jornais, blogs, sitios, redes sociais, e ja contou com a coloboracao de escolas, editoras, associacoes culturais, movimento internacional lusofono, varias camaras municipais (angra do heroismo, ribeira grande) etc.
embora a informacao ja esteja a circular (pelo menos) desde dezembro so agora na gazeta das caldas da rainha e que finalmente vi o seguinte:

"esta carta circula na internet. o pclp – projecto de consolidação da língua portuguesa em timor, confirma e valida o seu teor."

em qualquer motor de busca quando se escreve livros para timor encontra se uma serie de entradas aonde a carta esta reproduzida total ou parcialmente (foi assim que vos encontrei)

aproveito para deixar um link dum blog muito bem feito e informativo acerca de varios aspectos do tema da lingua portuguesa em timor leste.
http://profesdeptemtl.blogspot.com/

aqui esta a carta a qual copiei da gazeta das caldas.
estou em timor a dar aulas na untl (universidade nacional de timor leste) no âmbito de uma colaboração com a escola superior do porto.
aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é. o que se passa é o seguinte… não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muito bom.
o que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem, pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.
como mandar?
basta dirigirem-se aos correios (ctt) e mandarem uma encomenda tarifa económica para timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. claro que a encomenda não pode exceder os dois quilos para poder ser enviada por este preço. devem enviar as encomendas em meu nome (joana alves dos santos) para:
embaixada de portugal em díli
av. presidente nicolau lobato – edifício acait
díli – timor leste
e o que mandar?
mandem, por favor, livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc. evitem gramáticas e manuais escolares. dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. este critério é meu e explico porquê. alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática, mas ainda não têm os skills básicos de comunicação. parece-me melhor ideia que possam ler outras coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias, mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. o caso dos dicionários é outro. um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. como o inglês dele também não é grande coisa imaginam como é a coisa.
bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. falam pouco e mal, mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. de qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. é preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. espero que respondam ao meu apelo! eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!

joana alves dos santos

nr – esta carta circula na internet. o pclp – projecto de consolidação da língua portuguesa em timor, confirma e valida o seu teor.



aproveito ainda para referir que no ambito das energias renovaveis timor leste tambem tem cartas para dar. nao faz muito foi inaugrada uma central de bio gas e a empresa martifer ja fez estudos de prospeccao com vista a instalacao de energia eeolica.
na jovem nacao as energias aternativas sao consideradas essenciais especialmente para dar respostas de ambito local visto a rede de distribuicao estar muito abaixo do desejavel.


os meus posts seguintes ja serao relativos a tematicas das energias renovaveis

um abraco e bem haja para todos!