Carro elétrico é 400% mais econômico
Enviado: sábado dez 05, 2009 1:41 am
eles ainda não são uma realidade nas ruas brasileiras, mas já começam a ser produzidos em escala para testes em usinas e montadoras. movidos somente à electricidade ou híbridos, que utilizam motores à combustão, para gerar energia, os veículos eléctricos (ves) têm se destacado no cenário internacional. as vantagens vão desde a preservação ambiental até a economia, que se comparada com outros combustíveis como a gasolina pode chegar a 400%. no brasil os primeiros passos já foram dados.
além do apelo à preservação do meio ambiente, com menor emissão de co2, os "veículos verdes" serão responsáveis por economia nos bolsos do usuário. segundo comparativo de consumo, apresentado em encontro sobre o desenvolvimento do ve no brasil, realizado em novembro, em são paulo, a diferença entre os gastos do uso de outros combustíveis como a gasolina e energia eléctrica chega a r$ 0,20, por quilometro rodado.
na comparação, um veículo à gasolina gasta r$ 0,25 a cada quilómetro percorrido. com um carro eléctrico, os gastos por quilómetro caem para r$ 0,05. parece pouco, mas em um percurso de 500 km com um automóvel à gasolina o condutor gastaria r$ 125 em média. já num ve o valor cairia para um quinto, r$ 25.
produção
aqui as montadoras ainda não se manifestaram sobre a produção comercial, mas projetos individuais tornam a ideia cada vez mais real. dois grandes impasses estão entre os dificultadores da popularização desses veículos: o alto custo de baterias, que podem ultrapassar os r$ 15 mil, e a legislação que aplica elevadas cargas de tributos sobre os ves.
ainda é distante a ideia do fim dos carros à combustão. para a consultora do instituto nacional de eficiência energética (inee) e da associação brasileira do veículo elétrico (abve), maria archangela picot, mesmo que haja a popularização dos ves, os à combustão continuarão por muito tempo. “a substituição levará muitos anos”, avalia. para a abve, as vendas anuais de ves para a próxima década devem ser da ordem de 3 a 4 mil unidades.
a mercedes já anunciou lançamento de um modelo híbrido no brasil no ano que vem, o s 400 hybrid, o preço ficará em cerca de r$ 590 mil. ford, toyota e honda também especulam a possibilidade.
a fiat, em parceria com a hidrelétrica itaipu binacional, já produziu 32 unidades do palio weekend elétrico, que estão sendo testadas por diversas empresas de energia elétrica. a montadora prevê a entrega de outras 18 unidades do modelo nacional até julho de 2010.
o veículo ainda peca pela potência – apenas 37,8 cv, o equivalente a 28 kw e pouco mais da metade da potência de um carro 1.0 – mas já é um bom começo para despertar o interesse de desenvolver a tecnologia. a bateria de sódio-níquel-cloro têm capacidade para 19,2 kwh, o que confere ao veículo autonomia de 120 km em circuito misto urbano/rodoviário e velocidade máxima de 100 km/h (0 a 60 km/h em 9s). o modelo consome r$ 0,05 por quilômetro rodado.
outro modelo já está sendo produzido artesanalmente pela companhia paulista de força e luz (cpfl). o veículo é um caminhão, batizado de aris, com capacidade para duas pessoas e 350 kg de carga e bateria de lítio. o modelo atinge velocidade máxima de 80 km/h e tem autonomia de 120 km. duas unidades do protótipo, que é de alumínio, já foram produzidas, outras duas devem ficar prontas até o final do ano. a intenção é utilizá-lo para pequenos transportes.
também para transporte de cargas, um ônibus híbrido da eletra já está em teste no aeroporto de guarulhos. a iveco também apresentou recentemente o primeiro caminhão elétrico do brasil e o primeiro da américa do sul movido a energia 100% limpa, o iveco daily elétrico. apenas 10 unidades serão produzidas e vendidas a empresas parceiras. por enquanto a sua autonomia é de 100 km, atinge 85 km/h.
de acordo com maria archangela picot, a viabilidade e necessidade de investimentos no desenvolvimento dos ves começam a ser encarados como necessidade.
obstáculos
para picot, além do desenvolvimento de tecnologias, a legislação brasileira também deve ser preparada para essa nova modalidade de veículos. se por um lado a importação de veículos elétricos ou híbridos é muito cara devido às taxas de impostos, por outro, como não existe legislação específica para os ves, eles são categorizados como "outros". enquanto os veículos comuns pagam entre 5% e 7% de ipi - os ves pagam taxa entre 25% e 35%.
destaca também que é preciso regulamentar o ipva e adaptar o licenciamento desses automóveis. “essas e várias outras medidas devem ser tomadas agora para que daqui a dois ou quatro anos tenhamos condições de montar esses carros”, avalia picot.
o preço das baterias utilizadas nos ves é outro impasse. custam cerca de r$ 10 mil a r$ 15 mil, mais podem ser mais caras, dependendo dos componentes e são também muito pesadas
fonte:http://www.dm.com.br/materias/show/t/ca ... _economico
além do apelo à preservação do meio ambiente, com menor emissão de co2, os "veículos verdes" serão responsáveis por economia nos bolsos do usuário. segundo comparativo de consumo, apresentado em encontro sobre o desenvolvimento do ve no brasil, realizado em novembro, em são paulo, a diferença entre os gastos do uso de outros combustíveis como a gasolina e energia eléctrica chega a r$ 0,20, por quilometro rodado.
na comparação, um veículo à gasolina gasta r$ 0,25 a cada quilómetro percorrido. com um carro eléctrico, os gastos por quilómetro caem para r$ 0,05. parece pouco, mas em um percurso de 500 km com um automóvel à gasolina o condutor gastaria r$ 125 em média. já num ve o valor cairia para um quinto, r$ 25.
produção
aqui as montadoras ainda não se manifestaram sobre a produção comercial, mas projetos individuais tornam a ideia cada vez mais real. dois grandes impasses estão entre os dificultadores da popularização desses veículos: o alto custo de baterias, que podem ultrapassar os r$ 15 mil, e a legislação que aplica elevadas cargas de tributos sobre os ves.
ainda é distante a ideia do fim dos carros à combustão. para a consultora do instituto nacional de eficiência energética (inee) e da associação brasileira do veículo elétrico (abve), maria archangela picot, mesmo que haja a popularização dos ves, os à combustão continuarão por muito tempo. “a substituição levará muitos anos”, avalia. para a abve, as vendas anuais de ves para a próxima década devem ser da ordem de 3 a 4 mil unidades.
a mercedes já anunciou lançamento de um modelo híbrido no brasil no ano que vem, o s 400 hybrid, o preço ficará em cerca de r$ 590 mil. ford, toyota e honda também especulam a possibilidade.
a fiat, em parceria com a hidrelétrica itaipu binacional, já produziu 32 unidades do palio weekend elétrico, que estão sendo testadas por diversas empresas de energia elétrica. a montadora prevê a entrega de outras 18 unidades do modelo nacional até julho de 2010.
o veículo ainda peca pela potência – apenas 37,8 cv, o equivalente a 28 kw e pouco mais da metade da potência de um carro 1.0 – mas já é um bom começo para despertar o interesse de desenvolver a tecnologia. a bateria de sódio-níquel-cloro têm capacidade para 19,2 kwh, o que confere ao veículo autonomia de 120 km em circuito misto urbano/rodoviário e velocidade máxima de 100 km/h (0 a 60 km/h em 9s). o modelo consome r$ 0,05 por quilômetro rodado.
outro modelo já está sendo produzido artesanalmente pela companhia paulista de força e luz (cpfl). o veículo é um caminhão, batizado de aris, com capacidade para duas pessoas e 350 kg de carga e bateria de lítio. o modelo atinge velocidade máxima de 80 km/h e tem autonomia de 120 km. duas unidades do protótipo, que é de alumínio, já foram produzidas, outras duas devem ficar prontas até o final do ano. a intenção é utilizá-lo para pequenos transportes.
também para transporte de cargas, um ônibus híbrido da eletra já está em teste no aeroporto de guarulhos. a iveco também apresentou recentemente o primeiro caminhão elétrico do brasil e o primeiro da américa do sul movido a energia 100% limpa, o iveco daily elétrico. apenas 10 unidades serão produzidas e vendidas a empresas parceiras. por enquanto a sua autonomia é de 100 km, atinge 85 km/h.
de acordo com maria archangela picot, a viabilidade e necessidade de investimentos no desenvolvimento dos ves começam a ser encarados como necessidade.
obstáculos
para picot, além do desenvolvimento de tecnologias, a legislação brasileira também deve ser preparada para essa nova modalidade de veículos. se por um lado a importação de veículos elétricos ou híbridos é muito cara devido às taxas de impostos, por outro, como não existe legislação específica para os ves, eles são categorizados como "outros". enquanto os veículos comuns pagam entre 5% e 7% de ipi - os ves pagam taxa entre 25% e 35%.
destaca também que é preciso regulamentar o ipva e adaptar o licenciamento desses automóveis. “essas e várias outras medidas devem ser tomadas agora para que daqui a dois ou quatro anos tenhamos condições de montar esses carros”, avalia picot.
o preço das baterias utilizadas nos ves é outro impasse. custam cerca de r$ 10 mil a r$ 15 mil, mais podem ser mais caras, dependendo dos componentes e são também muito pesadas
fonte:http://www.dm.com.br/materias/show/t/ca ... _economico