Re: Diário de bordo Guewer Retroscooter
Enviado: segunda out 01, 2012 6:58 pm
A pedido de alguns amigos, aqui vai a entrevista que foi publicada, sem as fotos porque o ficheiro é muito pesado:
Um veículo elétrico “torna-se um bichinho viciante”
DUAS RODAS | ESPECIAL Jornal da Bairrada
20 | setembro | 2012 17
A compra de um veículo
elétrico já estava nos objetivos
do jornalista Miguel
Souto há muito tempo.
Adepto das energias alternativas,
por razões económicas
e ambientais, a escolha
por um veículo elétrico
(VE) não foi uma opção
isolada. Antes disso e apenas
a título de exemplo,
cuidou do comportamento
térmico da sua casa e tomou
várias medidas para
reduzir o consumo de energia.
Possuía um carro já com
alguns anos e acabou por
trocar por um automóvel
híbrido, “dado o elevado
preço dos automóveis
elétricos, que uso nas
deslocações familiares e
quando tenho necessidade
de transportar grandes
volumes ou de percorrer
grandes distâncias”. Para
os percursos do dia a dia,
comprou o seu primeiro
veículo elétrico de duas
rodas.
Não é uma moto – que
também as há, mas de preço
menos acessível, mas
sim uma motorizada elétrica,
com 2000 watts de
potência.
O seu primeiro VE “era
pouco melhor do que uma
bicicleta”. Foi comprado
num supermercado, há
cerca de um ano. Tinha
quatro baterias de chumbo,
com uma autonomia de
cerca de 25 quilómetros e
a velocidade máxima andava
também nessa ordem.
“Para as minhas necessidades
diárias, a autonomia
era reduzida e o comportamento
não me satisfazia
em percursos inclinados”,
frisa o jornalista.
Depois disso, viu em Vagos
um modelo semelhante,
mas com dois pormenores
curiosos: possuía cinco
baterias, pelo que tinha
mais força nas subidas, e
o conjunto de baterias era
constituído por uma mala
de fácil transporte, o que
permitia carregar em qualquer
café. “Comprei essa
segunda, dando à troca a
primeira.”
Um veículo elétrico, confessa
Miguel Souto, tornase
“um bichinho viciante”
e cada vez se quer mais…
“Quase por acaso, quando
entrei numa loja de motorizadas
em Aveiro para
comprar uma mala que se
adaptasse à que tinha, vi
lá a minha atual motorizada
e fiquei encantado.
Outra autonomia e outra
velocidade que já me
permitiam fazer maiores
deslocações.”
Claro que também outro
preço, a obrigatoriedade
de matrícula e de seguro,
mas mais uma vez deu a
sua à troca e achou que
era um bom investimento,
“até porque já é outra máquina”.
“Não estou nada
arrependido.”
Baixo consumo, pouca
manutenção
Miguel Souto identifica
inúmeras vantagens de andar
com um veículo elétrico.
“Desde logo, o consumo.
Se excluirmos as taxas,
colocando-a à carga todas
as noites e em tarifa bi-horária,
dependendo da motorizada,
gasta-se por mês
entre três e cinco euros.”
Além disso, um veículo
elétrico requer muito menos
manutenção. Não há
filtros, mudanças de óleo,
etc. “Como é silenciosa, o
prazer da condução é muito
maior e o que se “perde”
em velocidade no percurso
urbano recupera-se, na
prática, em tempo no trânsito.
Além do mais eu levo
a sério o lema: se queres
poupar anda devagar. Acabam-
se também os dramas
do estacionamento porque
cabe em qualquer lado.”
Miguel Souto usa a motorizada
sempre que possível.
A mais recente já está
“com perto de cinco mil
quilómetros desde meados
de fevereiro deste ano”.
Quanto ao carregamento,
“é bastante prático porque
carrega numa tomada
vulgar”. Tanto o faz em
casa como em locais públicos,
por exemplo, na Câmara
de Águeda, que tem
um sistema de bicicletas
elétricas municipais, em
Estarreja, no parque de
autocaravanas, no Centro
Comercial Dolce Vita de
Ovar e no Figueira Plaza,
na Figueira da Foz.
Dizem os entendidos
que, para a saúde das baterias,
estas devem ser
colocadas à carga sempre
que possível e não devem
ter descargas superiores
a 80% da sua capacidade.
Seria bom que cada Município
tivesse um ponto
de carga, com várias tomadas
e eventualmente com
moedeiro, para permitir a
recarga a veículos elétricos
de duas rodas. Uma solução
extremamente fácil e
muito pouco dispendiosa
e que promoveria realmente
a mobilidade elétrica. O
jornalista não tem dúvidas
de que “contribuía para tirar
mais carros das ruas
porque muitos passariam a
usar a bicicleta ou motorizada
elétrica em pequenas
distâncias, nomeadamente
entre o trabalho e a casa”.
“É um investimento demasiado
pequeno e simples,
mas de largo efeito social,
se pensarmos na quantidade
de pequenos veículos
elétricos que já há por aí na
região.” O que se passa é
que apenas existem, praticamente,
os postos MOBI-
E, concebidos para os
automóveis elétricos “que
ainda poucos possuem e
julgo que apenas nas capitais
de distrito e nalgumas
áreas de serviço da autoestrada”.
Algumas limitações
Para pequenas distâncias,
a motorizada elétrica
é o veículo apropriado,
mas, por ter duas rodas,
também tem as suas limitações,
tal como todas, sejam
elétricas ou de combustão.
Tal como qualquer moto,
motorizada, ou bicicleta,
se o inverno for rigoroso,
“é desconfortável e pode
mesmo tornar-se impraticável
em certos dias,
mas serão poucos”. “Tal
não significa que não possa
andar à chuva, porque
os contactos elétricos estão
protegidos”, salienta
Miguel Souto, que não
abdica da sua motorizada
elétrica, mesmo em dias
de chuva “miudinha”. “Claro
que com vestuário adequado,
e posso dizer que
me molho menos do que
a pé com um guarda-chuva,
quando a chuva é batida
pelo vento.”
DIA A DIA
Baixo consumo
Carrega-se numa tomada
vulgar
Menos manutenção
Maior prazer na condução
Menos perda de tempo
no trânsito
Estaciona-se em qualquer
lado
Vantagens
de um veículo
elétrico
Um veículo elétrico “torna-se um bichinho viciante”
DUAS RODAS | ESPECIAL Jornal da Bairrada
20 | setembro | 2012 17
A compra de um veículo
elétrico já estava nos objetivos
do jornalista Miguel
Souto há muito tempo.
Adepto das energias alternativas,
por razões económicas
e ambientais, a escolha
por um veículo elétrico
(VE) não foi uma opção
isolada. Antes disso e apenas
a título de exemplo,
cuidou do comportamento
térmico da sua casa e tomou
várias medidas para
reduzir o consumo de energia.
Possuía um carro já com
alguns anos e acabou por
trocar por um automóvel
híbrido, “dado o elevado
preço dos automóveis
elétricos, que uso nas
deslocações familiares e
quando tenho necessidade
de transportar grandes
volumes ou de percorrer
grandes distâncias”. Para
os percursos do dia a dia,
comprou o seu primeiro
veículo elétrico de duas
rodas.
Não é uma moto – que
também as há, mas de preço
menos acessível, mas
sim uma motorizada elétrica,
com 2000 watts de
potência.
O seu primeiro VE “era
pouco melhor do que uma
bicicleta”. Foi comprado
num supermercado, há
cerca de um ano. Tinha
quatro baterias de chumbo,
com uma autonomia de
cerca de 25 quilómetros e
a velocidade máxima andava
também nessa ordem.
“Para as minhas necessidades
diárias, a autonomia
era reduzida e o comportamento
não me satisfazia
em percursos inclinados”,
frisa o jornalista.
Depois disso, viu em Vagos
um modelo semelhante,
mas com dois pormenores
curiosos: possuía cinco
baterias, pelo que tinha
mais força nas subidas, e
o conjunto de baterias era
constituído por uma mala
de fácil transporte, o que
permitia carregar em qualquer
café. “Comprei essa
segunda, dando à troca a
primeira.”
Um veículo elétrico, confessa
Miguel Souto, tornase
“um bichinho viciante”
e cada vez se quer mais…
“Quase por acaso, quando
entrei numa loja de motorizadas
em Aveiro para
comprar uma mala que se
adaptasse à que tinha, vi
lá a minha atual motorizada
e fiquei encantado.
Outra autonomia e outra
velocidade que já me
permitiam fazer maiores
deslocações.”
Claro que também outro
preço, a obrigatoriedade
de matrícula e de seguro,
mas mais uma vez deu a
sua à troca e achou que
era um bom investimento,
“até porque já é outra máquina”.
“Não estou nada
arrependido.”
Baixo consumo, pouca
manutenção
Miguel Souto identifica
inúmeras vantagens de andar
com um veículo elétrico.
“Desde logo, o consumo.
Se excluirmos as taxas,
colocando-a à carga todas
as noites e em tarifa bi-horária,
dependendo da motorizada,
gasta-se por mês
entre três e cinco euros.”
Além disso, um veículo
elétrico requer muito menos
manutenção. Não há
filtros, mudanças de óleo,
etc. “Como é silenciosa, o
prazer da condução é muito
maior e o que se “perde”
em velocidade no percurso
urbano recupera-se, na
prática, em tempo no trânsito.
Além do mais eu levo
a sério o lema: se queres
poupar anda devagar. Acabam-
se também os dramas
do estacionamento porque
cabe em qualquer lado.”
Miguel Souto usa a motorizada
sempre que possível.
A mais recente já está
“com perto de cinco mil
quilómetros desde meados
de fevereiro deste ano”.
Quanto ao carregamento,
“é bastante prático porque
carrega numa tomada
vulgar”. Tanto o faz em
casa como em locais públicos,
por exemplo, na Câmara
de Águeda, que tem
um sistema de bicicletas
elétricas municipais, em
Estarreja, no parque de
autocaravanas, no Centro
Comercial Dolce Vita de
Ovar e no Figueira Plaza,
na Figueira da Foz.
Dizem os entendidos
que, para a saúde das baterias,
estas devem ser
colocadas à carga sempre
que possível e não devem
ter descargas superiores
a 80% da sua capacidade.
Seria bom que cada Município
tivesse um ponto
de carga, com várias tomadas
e eventualmente com
moedeiro, para permitir a
recarga a veículos elétricos
de duas rodas. Uma solução
extremamente fácil e
muito pouco dispendiosa
e que promoveria realmente
a mobilidade elétrica. O
jornalista não tem dúvidas
de que “contribuía para tirar
mais carros das ruas
porque muitos passariam a
usar a bicicleta ou motorizada
elétrica em pequenas
distâncias, nomeadamente
entre o trabalho e a casa”.
“É um investimento demasiado
pequeno e simples,
mas de largo efeito social,
se pensarmos na quantidade
de pequenos veículos
elétricos que já há por aí na
região.” O que se passa é
que apenas existem, praticamente,
os postos MOBI-
E, concebidos para os
automóveis elétricos “que
ainda poucos possuem e
julgo que apenas nas capitais
de distrito e nalgumas
áreas de serviço da autoestrada”.
Algumas limitações
Para pequenas distâncias,
a motorizada elétrica
é o veículo apropriado,
mas, por ter duas rodas,
também tem as suas limitações,
tal como todas, sejam
elétricas ou de combustão.
Tal como qualquer moto,
motorizada, ou bicicleta,
se o inverno for rigoroso,
“é desconfortável e pode
mesmo tornar-se impraticável
em certos dias,
mas serão poucos”. “Tal
não significa que não possa
andar à chuva, porque
os contactos elétricos estão
protegidos”, salienta
Miguel Souto, que não
abdica da sua motorizada
elétrica, mesmo em dias
de chuva “miudinha”. “Claro
que com vestuário adequado,
e posso dizer que
me molho menos do que
a pé com um guarda-chuva,
quando a chuva é batida
pelo vento.”
DIA A DIA
Baixo consumo
Carrega-se numa tomada
vulgar
Menos manutenção
Maior prazer na condução
Menos perda de tempo
no trânsito
Estaciona-se em qualquer
lado
Vantagens
de um veículo
elétrico