Re: Notícias
Enviado: segunda jun 27, 2011 6:28 pm
endividamento do brasileiro é recorde
26 de junho de 2011
quem diria que só o português que se endividava!
dívida total do consumidor atingiu r$ 653 bilhões em abril e equivale a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e da previdência
são paulo - o endividamento do brasileiro atingiu nível recorde. a dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do sistema financeiro da habitação (sfh), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela previdência social no país, aponta um estudo da lca consultores ao qual o ‘estado’ teve acesso.
se, do dia para noite, os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas, isto é, juros e o empréstimo principal, que chegou a r$ 653 bilhões em abril, cada brasileiro teria de entregar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. os cálculos levam em conta a estimativa da massa de rendimentos nacional, não apenas nas seis regiões metropolitanas.
em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em r$ 485 bilhões, subiu para r$ 524 bilhões em abril do ano passado e, em abril deste ano atingiu r$ 653 bilhões. apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela cada vez maior dos rendimentos da população. quase um ano e meio atrás, a dívida equivalia a 35% da renda anual ou 4,2 meses de rendimento. em abril deste ano, subiu para 40% da renda ou 4,8 meses de rendimento.
"houve uma forte aceleração do endividamento", afirma o economista wermeson frança, responsável pelo estudo. ele observa que uma conjugação favorável de fatores levou à disparada do endividamento do consumidor. o pano de fundo foi o crescimento econômico registrado no ano passado, quando o produto interno bruto (pib) cresceu 7,5%. além disso, bancos e financeiras abriram as torneiras do crédito, com juros menores e prazos a perder de vista.
dados de outro estudo intitulado "radiografia do endividamento das famílias nas capitais brasileiras", da federação do comércio do estado de são paulo (fecomércio-sp), confirmam o avanço do endividamento do consumidor. de janeiro a maio deste ano, 64%, em média, das famílias que vivem nas 27 capitais do país tinham dívidas, ante 61% em igual período de 2010. o valor médio da dívida aumentou quase 18%, de r$ 1.298 mensais, entre janeiro e maio do ano passado, para r$ 1.527 mensais em igual período deste ano.
depois da explosão do consumo no ano passado, altamiro carvalho, assessor econômico da fecomércio-sp, diz que as medidas de aperto no crédito editadas pelo do banco central no fim de 2010, a elevação dos juros e a redução dos prazos dos financiamentos tiveram grande influência sobre o aumento da dívidas das famílias neste início de ano. "as vendas do comércio a partir de março apontam para uma forte desaceleração do consumo", afirma o economista, justificando que a dívida vem crescendo nos últimos meses por causa dos juros.
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_73174.htm
26 de junho de 2011
quem diria que só o português que se endividava!
dívida total do consumidor atingiu r$ 653 bilhões em abril e equivale a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e da previdência
são paulo - o endividamento do brasileiro atingiu nível recorde. a dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do sistema financeiro da habitação (sfh), corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela previdência social no país, aponta um estudo da lca consultores ao qual o ‘estado’ teve acesso.
se, do dia para noite, os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas, isto é, juros e o empréstimo principal, que chegou a r$ 653 bilhões em abril, cada brasileiro teria de entregar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. os cálculos levam em conta a estimativa da massa de rendimentos nacional, não apenas nas seis regiões metropolitanas.
em dezembro de 2009, a dívida das famílias estava em r$ 485 bilhões, subiu para r$ 524 bilhões em abril do ano passado e, em abril deste ano atingiu r$ 653 bilhões. apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela cada vez maior dos rendimentos da população. quase um ano e meio atrás, a dívida equivalia a 35% da renda anual ou 4,2 meses de rendimento. em abril deste ano, subiu para 40% da renda ou 4,8 meses de rendimento.
"houve uma forte aceleração do endividamento", afirma o economista wermeson frança, responsável pelo estudo. ele observa que uma conjugação favorável de fatores levou à disparada do endividamento do consumidor. o pano de fundo foi o crescimento econômico registrado no ano passado, quando o produto interno bruto (pib) cresceu 7,5%. além disso, bancos e financeiras abriram as torneiras do crédito, com juros menores e prazos a perder de vista.
dados de outro estudo intitulado "radiografia do endividamento das famílias nas capitais brasileiras", da federação do comércio do estado de são paulo (fecomércio-sp), confirmam o avanço do endividamento do consumidor. de janeiro a maio deste ano, 64%, em média, das famílias que vivem nas 27 capitais do país tinham dívidas, ante 61% em igual período de 2010. o valor médio da dívida aumentou quase 18%, de r$ 1.298 mensais, entre janeiro e maio do ano passado, para r$ 1.527 mensais em igual período deste ano.
depois da explosão do consumo no ano passado, altamiro carvalho, assessor econômico da fecomércio-sp, diz que as medidas de aperto no crédito editadas pelo do banco central no fim de 2010, a elevação dos juros e a redução dos prazos dos financiamentos tiveram grande influência sobre o aumento da dívidas das famílias neste início de ano. "as vendas do comércio a partir de março apontam para uma forte desaceleração do consumo", afirma o economista, justificando que a dívida vem crescendo nos últimos meses por causa dos juros.
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_73174.htm







