bom, quase um ano depois de receber a mota (faz 1 ano no próximo domingo) e 2223km andados (pouco eu sei...), venho colocar aqui uma actualização.
falando mal e depressa, nos últimos tempos tenho ficado desiludido com ela. não tanto com a mota, mas sim com as baterias.
talvez fosse de prever, sendo baterias de gel de chumbo nunca esperei grande coisa delas.
mas ao início até me pareciam funcionar bastante bem com a utilização que dou à mota.
permitiam-me ir e voltar a casa dos meus pais (16 a 18 km) sem ter que carregar por lá, embora o fizesse na grande maioria das vezes.
das poucas vezes que não carreguei na garagem deles, cheguei sem grandes stresses a casa, e apenas notava que nos últimos 2 km a mota já não tinha a força inicial para vencer as subidas.
mas creio que perfeitamente normal tendo em conta a natureza das mesmas.
também cheguei a fazer percursos diários de >20 km com apenas uma carga de 40 a 50 minutos pelo meio, sempre sem grandes dificuldades.
no entanto, nos últimos tempos tenho notado uma quebra enorme na performance das baterias. noto claramente que para fazer os mesmos percursos tenho cada vez mais dificuldade! ultimamente chego mesmo a ver-me obrigado a carregar sempre em casa dos meus pais, porque quando lá chego já noto que a mota não puxa da mesma maneira que anteriormente, e que se não o fizer arrisco-me a ficar pelo caminho durante a volta.
hoje para mim foi a gota de água. cheguei há pouco de casa da minha namorada, que mora no parque das nações. ida e volta, foi um percurso de 15km mais metro menos metro. para terem uma ideia, foi exactamente este o percurso que fiz:
mapa.
a mota estava carregada, esteve na garagem sempre ligada à tomada desde o passado fim-de-semana. porém, logo ao fim de 500 metros o ponteiro da carga já tinha descido 2 tracinhos. podem ver o ponteiro da carga nesta
imagem.
todo o percurso é formado por subidas e descidas, quase não tem zonas planas. mesmo no início noto que a mota, com o mesmo nível de carga, não sobe com a mesma facilidade com que subia anteriormente algumas das subidas. a meio do percurso, ou seja no parque das nações já estava com receio do retorno a casa, porque notava claramente perca de força na mota.
infelizmente não podia carregar lá, o que não deixa de ser irónico, na medida em que estava naquela que deve ser a zona do país com mais postos mobi-e por km quadrado!
mas tive mesmo que regressar à base, e bastou a subida do parque das nações para moscavide para perceber que esta ia ser uma viagem muito lenta. e foi...
já perto do fim, na av. gago coutinho a subir para o areeiro, consegui a estonteante velocidade de 25 km/h, com o punho bem enrolado e o ponteiro da carga sensivelmente a meio da escala! felizmente que a partir daí é a descer até chegar à garagem.
sempre tentei estimar as baterias, carregando a mota sempre que podia. tive sempre cuidado para não enrolar em demasia o punho, mas em lisboa à hora de ponta, onde algumas avenidas mais parecem auto-estradas nem sempre me era possível evitar que tal acontecesse.
hoje apercebi-me do erro que cometi.
não foi ter comprado um ve, ainda recomendo às pessoas que adiram porque realmente tem muitas vantagens!
o erro foi ter comprado um ve com baterias de gel! por muitas estimativas que os vendedores e fabricantes mostrem, estas baterias não têm condições para serem aplicadas em ves.
essas mesmas estimativas, que analisei na altura da compra, pareciam adequar-se ao uso que pretendia dar. durariam em teoria, e se fossem bem tratadas, uns 10k kms, permitir-me-iam percorrer pelo menos 30km (o máximo que fiz num dia foram 25 com carga parcial pelo meio) e last but not least, pouparia uns trocos (1000€) na compra.
afinal, no mundo real as coisas não são bem assim...
desculpem o desabafo, mas estou desiludido. não foi para andar a 25km/h que comprei um ve! até na minha btt faria aquela subida - e outras - à mesma velocidade. e vendo bem, até parece parvo a mota ter matrícula branca e arrastar-se desta maneira ao fim de meia dúzia de kms andados.
bah