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Apneia causa problemas de hipertensão
12 de Julho de 2011

Pela primeira vez, um estudo mostra que pessoas com apneia têm alterações na função dos vasos sanguíneos da mesma forma que aquelas que sofrem de hipertensão.

O problema de reactividade dos vasos, que faz com que se fechem mais, aumenta o risco de hipertensão e de problemas cardíacos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, publicada na revista Hypertension, da Associação Americana do Coração.

A apneia consiste no fecho das vias aéreas superiores que leva a pausas na respiração durante o sono.

O estudo procurou mudanças na função dos vasos sanguíneos em 108 pessoas saudáveis. Aqueles com apneia severa ou moderada e sem hipertensão foram comparados com pacientes hipertensos, mas sem apneia, e com pessoas sem nenhum dos dois problemas. Os investigadores analisaram a função dos vasos sanguíneos com exames como o ecocardiograma de contraste (para o coração) e com a injecção de nitroprussiato de sódio, um vasodilatador.

O resultado é que as pessoas com apneia e as que tinham hipertensão (mas sem apneia) mostraram bombeamento de sangue do coração anormal e reactividade alterada da artéria braquial (que passa pelo braço). Ou seja, sob o mesmo estímulo, os vasos dos participantes com apneia e hipertensão reagem diferentemente dos vasos das pessoas saudáveis, fechando-se mais.

Tanto os pacientes hipertensos como os que tinham apneia do sono registaram uma melhoria na função do miocárdio e da artéria braquial depois de 26 semanas de tratamento com o CPAP (máscara de ar usada durante o sono para tratar a apneia). Os resultados do estudo poderão ter consequências na terapia para a apneia do sono, mas ainda é cedo para dizer se os pacientes terão de usar os mesmos remédios de pacientes hipertensos.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521051
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Saúde: BE quer ouvir presidente da Entidade Reguladora na AR
12 de Julho de 2011

O Bloco de Esquerda vai requerer a presença do presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) na comissão parlamentar de Saúde, para debater o projeto de Carta de Direitos dos Utentes dos Serviços de Saúde.

Em comunicado hoje divulgado, o Bloco adianta que na audição, que será pedida quarta-feira, pretende também conhecer «os contributos e o resultado da consulta pública» entretanto realizada sobre aquele projeto.

A ERS elaborou, divulgou e colocou em consulta pública o projeto da Carta de Direitos e o seu período de consulta está concluído, tendo decorrido durante a interrupção dos trabalhos parlamentares resultante da convocatória e realização das eleições de 05 de junho passado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521163
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Sindicato desmente INEM sobre melhoria prestação de socorro
12 de Julho de 2011

O Sindicato dos Profissionais de Emergência Médica (SINAPEM) desmentiu hoje o presidente do Instituto de Emergência Médica (INEM) alegando que as ambulâncias não têm sistema informático de georeferenciação e que os poucos verbetes clínicos eletrónicos não funcionam devidamente.

Em entrevista no sábado à Agência Lusa, o presidente do INEM, Miguel Soares de Oliveira, disse que foi introduzido nas ambulâncias um sistema informático de georeferenciação, que traça imediatamente a rota entre a localização da viatura médica e o local onde está a vítima, permitindo ganhos de tempo na prestação do socorro.

Assegurou ainda que, desde 01 de julho, as ambulâncias deixaram de utilizar o papel, com a informatização dos meios de emergência através de verbete clínico eletrónico, o que permitiu reduzir também o tempo de prestação do socorro.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521179
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Idoso bebe gasolina para tratar a tosse e dores de garganta
13 de Julho de 2011

Um homem de 71 anos, residente em Chongqing, uma cidade do centro da China, bebe gasolina e querosene há 42 anos para tratar a tosse e dores de garganta, noticiou hoje o diário «Global Times».

Chen De, o ancião de aparência frágil -- mede um metro e meio de altura e é muito magro -- disse que, todos os meses, bebe entre três a quatro litros de gasolina.

O homem disse que começou a consumir querosene em 1969, quando uma pessoa lhe recomendou o produto para tratar uma tosse muito forte, e que continuou a consumir depois de confirmar que o combustível era eficaz para suavizar a garganta. Chen De iniciou-se no consumo da gasolina mais tarde, com a redução da venda de querosene na China.

O indivíduo, que calcula ter consumido cerca de uma tonelada e meia de combustível desde 1969, defende que o consumo dos produtos tóxicos tem sido muito benéfico para a sua saúde.

Chen De vive sozinho há oito anos para evitar conflitos com os filhos que o têm tentado convencer a deixar de consumir gasolina e querosene.

Depois de terem tomado conhecimento do caso, médicos do hospital Honglou de Chongqing, analisaram Chen e ofereceram-lhe um tratamento gratuito

Chen De, o ancião de aparência frágil -- mede um metro e meio de altura e é muito magro -- disse que, todos os meses, bebe entre três a quatro litros de gasolina.

O homem disse que começou a consumir querosene em 1969, quando uma pessoa lhe recomendou o produto para tratar uma tosse muito forte, e que continuou a consumir depois de confirmar que o combustível era eficaz para suavizar a garganta. Chen De iniciou-se no consumo da gasolina mais tarde, com a redução da venda de querosene na China.

O indivíduo, que calcula ter consumido cerca de uma tonelada e meia de combustível desde 1969, defende que o consumo dos produtos tóxicos tem sido muito benéfico para a sua saúde.

Chen De vive sozinho há oito anos para evitar conflitos com os filhos que o têm tentado convencer a deixar de consumir gasolina e querosene.

Depois de terem tomado conhecimento do caso, médicos do hospital Honglou de Chongqing, analisaram Chen e ofereceram-lhe um tratamento gratuito

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521225
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Re: SAUDE

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Federação pela Vida quer rever legislação do aborto
13 de Julho de 2011

A Federação Portuguesa pela Vida defende uma revisão da legislação do aborto para que o Estado deixe de pagar estas intervenções, mas considera que não é momento oportuno para se fazer outro referendo sobre o tema.

Quatro anos depois da entrada em vigor da regulamentação da interrupção voluntária da gravidez (IVG), a 15 de Julho de 2007, Isilda Pegado, presidente da Federação, propõe "uma rápida revisão" do diploma, sobretudo no que respeita "aos subsídios ao aborto".

"Tem que ser repensada a gratuitidade do aborto, o subsídio de parentalidade que é dado a uma mulher para fazer um aborto. Defendemos que o Estado não tem que pagar o aborto. O que o país levou a referendo foi a despenalização do aborto, não mais que isso", afirmou, em entrevista à Lusa.

Para a Federação Portuguesa pela Vida, as instâncias políticas devem cingir-se ao que foi a pergunta feita em referendo, que culminou com a legislação que permite o aborto por opção da mulher até às 10 semanas de gravidez.

"Há quem defenda uma taxa moderadora, há quem defenda que nem sequer seja comparticipado. O que nós fazemos é a seguinte pergunta: deve o Estado português pagar o aborto?", questiona Isilda Pegado.

Contra o que considera ser uma "subsidiação ao aborto", a Federação alerta ainda para "os perigos de ordem pública que se estão a verificar" com a prática da interrupção da gravidez, dando do exemplo de mulheres que já abortaram três ou quatro vezes.

Sobre a ideia de um novo referendo, Isilda Pegado considera que não é uma questão presente: "Neste momento as preocupações do país são outras. É um não debate na sociedade portuguesa".

Além disso, julga que não há indícios de que tenha havido alterações na sociedade portuguesa nos últimos quatro anos que justifiquem uma nova consulta à população.

"Mas temos esta prática de quatro anos que mostra o drama que está a ser o aborto, mas isso pode mitigar-se com uma nova regulamentação", acredita.

Na base desta ideia, a Federação Portuguesa pela Vida diz que o número de abortos tem vindo a crescer desde 2007 e que se constata que as mulheres têm cada vez menos apoios perante as dificuldades da maternidade e de uma gravidez indesejada.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521231
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Duas em cada três brasileiras se diz estressada
13 de julho de 2011

Indianas são as mais estressadas, sugere estudo feito em 21 países.

Cerca de 67% das brasileiras se consideram estressadas na maior parte do tempo, segundo estudo realizado pela consultoria Nielsen em 21 países emergentes e desenvolvidos.

A empresa entrevistou 6.500 mulheres entre fevereiro e abril deste ano. No Brasil, foram ouvidas 318 mulheres.

O país com a maior proporção de mulheres que se dizem estressadas é a Índia (87%), seguida por México (74%) e Rússia (69%). As brasileiras ocupam a quarta colocação.

Entre os países desenvolvidos, as mais estressadas seriam as espanholas (66%) e as francesas (65%).

No outro extremo da classificação ficaram as suecas e as malaias, ambas com 44% das mulheres afirmando estarem estressadas a maioria do tempo.

Conclusões

A pesquisa da consultoria concluiu que as mulheres desempenham várias funções que contribuem para aumentar seus níveis de estresse, mas as estruturas sociais em torno delas variam muito entre países desenvolvidos e emergentes, variando, portanto os n+iveis de exposição das mulheres ao estresse.

Como resultado, mulheres em países emergentes tendem a sentir maior pressão.

Comentando o resultado da pesquisa, uma reportagem do jornal indiano Economic Times sugere que as empresas e locais de trabalho no país se desenvolveram, mas a sociedade permaneceu estática o que não ajuda à evolução do papel da mulher na sociedade e colabora para o aumento do estresse a ser suportado por elas.

Isso significa que elas sentem a cobrança para ter uma carreira moderna e manter as responsabilidades da vida familiar de acordo com os padrões tradicionais.

A pesquisa concluiu também que, em 17 dos 21 países, as mulheres confiam mais na TV para obter informações sobre produtos e marcas.

Três quartos das mulheres de países emergentes dizem que suas vidas computadores e telefones celulares mudaram suas vidas para melhor. Entre as mulheres de países desenvolvidos esta proporção cai para pouco mais da metade.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 4290,0.htm
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Perfume ataca a enxaqueca masculina
12 de julho de 2011

A enxaqueca em homens tem ligação com o olfato. Quase metade (48%) dos homens analisados em uma pesquisa divulgada pela publicação científica nacional Arquivos de Neuropsiquiatria apontou os cheiros fortes como fator que desencadeia as crises, sendo o perfume o campeão de reclamações. Além disso, 73% dos entrevistados afirmaram que os odores pioram um quadro de enxaqueca já instalado.

Os dados fazem parte de um estudo da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), que analisou as fortes dores de cabeça em uma amostra de 96 homens, todos com idade entre 18 e 82 anos. “Decidimos pesquisar os homens porque há pouca coisa na literatura médica”, afirma Andressa Marmore de Lima, uma das responsáveis pela pesquisa. Isso porque o problema é mais comum nas mulheres: a proporção na fase adulta é de três mulheres com enxaqueca para cada homem.
Mais de um terço dos homens pesquisados disseram que os cheiros tanto provocam quanto agravam o problema.

Essa também é a opinião do produtor de vídeo Sandro Ferri Giusti, de 35 anos. O cheiro dos perfumes, sobretudo os adocicados, além da fumaça de cigarro e da poluição são apontados por ele como alguns dos culpados pelas dores. “Já passei por situações em que tive que deixar um local por conta do cheiro de algumas pessoas, de perfume ou de cigarro”, lembra.

Giusti conta que toma remédios preventivos para tentar controlar o problema. “Tenho enxaqueca desde sempre”, afirma. Na pesquisa da Unimes, foram considerados pacientes com enxaqueca apenas os homens que relataram ter sentido as dores pelo menos quatro vezes no último ano – uma informação colhida por meio de questionários.

A luminosidade também aparece como fator importante para os pacientes de enxaqueca. Na pesquisa da Unimes, esse fator foi apontado por 74% dos homens como fator de piora das crises. No caso dos elementos que desencadeiam o problema, também chamados de ‘gatilhos’, o cheiros só ficam atrás das situações de estresse, citadas por 59% dos homens analisados. Comidas, bebidas alcoólicas, som alto e atividades físicas completam a lista dos vilões da enxaqueca masculina, segundo o estudo.

Mecanismo da dor
A enxaqueca é caracterizada por um tipo específico de dor de cabeça: contínua e pulsátil (veja ao lado). Ela já foi considerada até mesmo uma doença vascular, de acordo com Getúlio Daré Rabello, doutor em neurologia pela Faculdade de Medicina da USP e membro da Academia Brasileira de Neurologia. “Hoje, o modelo que adotamos é o de que a enxaqueca é uma doença do sistema nervoso central.”

Um distúrbio hereditário dos neurotransmissores é a hipótese mais aceita para explicar a doença. “Quando o cérebro recebe o estímulo, o ‘gatilho’, alguns processos químicos são ativados provocando uma inflamação. É um mecanismo de defesa do organismo, que em algumas pessoas ocorre com mais frequência e por estímulos menos importantes, o que pede tratamento”, diz Thaís Rodrigues Villa, neurologista da Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Na opinião dos médicos, a prevalência da enxaqueca no público feminino pode ter relação com o sistema endocrinológico. “Provavelmente elas sofram mais por terem flutuações hormonais: resultado dos ciclos menstruais”, afirma Rabello. Colaborou Verônica Dantas

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/ ... masculina/
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Re: SAUDE

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Maioria dos safenados tem sobrepeso
12 de julho de 2011

Estar acima do peso é um fator de risco mais frequente para casos graves de problemas cardiovasculares do que fumar. É o que indica um levantamento do Hospital Beneficência Portuguesa, que analisou as 3.010 cirurgias de ponte de safena realizadas ali entre julho de 2009 e julho de 2010. O procedimento, tecnicamente chamado de revascularização do miocárdio, só é indicado quando existem lesões importantes nas artérias coronárias ou em múltiplos vasos impedindo o fluxo sanguíneo para o coração.

“O sobrepeso vem geralmente relacionado ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares, que facilitam o surgimento de diabete. Infelizmente, é uma epidemia. Tudo isso aumenta o risco das doenças cardiovasculares”, diz o médico Alexandre Souza, pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa da Beneficência Portuguesa. Dos pacientes que precisaram passar pela ponte de safena na instituição, 76,6% apresentavam sobrepeso e 70,6% tinham histórico de tabagismo.

O fator mais recorrente entre os pacientes operados foi a hipertensão, presente em 82% dos indivíduos. Outros fatores de risco que apareceram foram a diabete (36,6%), o colesterol ruim elevado (45%) e o histórico familiar de doença arterial coronariana (30%). Em quadros cardiovasculares mais leves, o paciente não precisa passar pela ponte de safena, tendo como alternativa a angioplastia, considerada menos invasiva.

Quando uma pessoa tem vários fatores de risco juntos, escapar da estatística dos safenados é difícil. Esse é o caso do mecânico Luiz Roberto Tarasco, um dos pacientes da Beneficência: ele costumava fumar seis maços de cigarro por dia, nunca conseguiu controlar as gorduras ingeridas e ainda passava por muito estresse no trabalho.

Além dos hábitos inadequados, Tarasco tem histórico familiar de doenças cardiovasculares: o avô teve acidente vascular cerebral (AVC) oito vezes e sua mãe e irmãs sofrem de pressão alta. Ele mesmo já havia passado por quatro enfartes e dois derrames no passado. Mas foi só depois de tudo isso que resolveu abandonar o vício. “Foi por causa de um cardiologista muito bravo que me atendeu. Ele me examinou e viu que eu estava com o cigarro no bolso. Disse que não ficaria dando murro em ponta de faca para quem não quisesse se ajudar”, conta. Naquele dia, ele jogou fora o último maço.

Souza diz que o cigarro, embora tenha tido seu consumo diminuído no País, ainda é um vilão do coração. “É um fator de risco importante e muitos pacientes voltam a fumar mesmo após terem enfarte.”

De todos os riscos que acompanharam Tarasco ao longo da vida, ele acredita que o estresse foi o principal. “Trabalhava como caminhoneiro fazendo transportes e tinha oficina mecânica. Tinha que cumprir metas e sabia que não conseguiria”, lembra. Hoje, aposentado, mais de um ano depois da cirurgia, faz fisioterapia e se ocupa de trabalhos sociais para não ficar parado. “Só não consegui tirar as carnes gordurosas do cardápio”, admite.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/ ... sobrepeso/
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Peritos contra exibição de obesos como espectáculo
13 de Julho de 2011

A Plataforma Contra a Obesidade manifesta-se contra práticas de exercício físico baseadas na intensidade do esforço ou que se assemelhem a praxes e rejeita a exibição das pessoas obesas como espetáculo.

Num texto sobre Boas Práticas de Perda de Peso, para divulgação pública, o Conselho Científico da Plataforma lembra ainda que os objetivos de redução de peso devem ser realistas – nos primeiros seis meses, o objetivo deve ser de 500 gramas a um quilo por semana.

Numa altura em que a SIC exibe o programa “Peso Pesado”, mas sem nunca se referir ou estabelecer qualquer ligação com ele, a Plataforma mostra-se contra a exibição da obesidade como forma de espetáculo.

“A exibição da obesidade severa, tal como no passado se fazia no circo ou nas feiras, faz das pessoas em causa vítimas do espetáculo e acentua o estigma que a sua aptidão física determina e que deve ser combatido”, refere o texto, a que a agência Lusa teve acesso.

Mesmo considerando que o gasto de energia através do exercício é importante para a perda de peso, os especialistas lembram que tem de haver um doseamento individual para garantir “um acesso fácil, suportável e sustentável”.

“São desaconselhadas práticas predominantemente baseadas na intensidade do esforço e na procura de superação, nomeadamente em pessoas com fragilidades musculares e articulares”, adianta o Conselho Científico da Plataforma.

Os peritos vincam também que os “procedimentos de natureza espetacular que mais se assemelham a praxes” podem não ser seguros e comprometer a auto-motivação, limitando o desenvolvimento de prazer associado à prática de atividade física no futuro.

Quanto à terapia alimentar, deve ser pensada a longo prazo e nunca com duração inferior a seis meses, com objetivos realistas para a perda de peso.

A Plataforma afirma ainda que a obesidade grave pode estar associada a dificuldades psicossociais, mostrando-se contra a exposição individual do sofrimento psicológico.

“Essa exposição pode acentuar, mais tarde, e fora de certos ambientes aparentemente mais protetores, ainda que não o sendo na realidade, sentimentos de embaraço e de perda de autoestima e cimentar a ideia de que a pessoa com obesidade é portadora de problemas emocionais e comportamentos descontrolados”, conclui o texto sobre as boas práticas para perder peso.

A doença tem de ser travada, dizem os peritos, mas recordando que o combate é contra a obesidade e não contra a pessoa com obesidade.

Em Portugal há cerca de três milhões de adultos com peso excessivo, incluindo cerca de 400 mil com obesidade. Destes, 36 mil terão obesidade mórbida.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521253
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Técnica pioneira em Portugal no tratamento de tumores ósseos
13 de Julho de 2011

Uma técnica pioneira no tratamento de tumores ósseos que evita incisões está a ser aplicada pela primeira vez em Portugal no serviço de imagiologia do Centro Hospitalar de Gaia e Espinho.

A técnica em causa – Crioablação Percutânea guiada por imagem – é um tratamento minimamente invasivo que consiste na introdução, através da pele e sem necessidade de incisão, de uma agulha especial guiada por Tomografia Computorizada (TC) que permite o seu posicionamento com grande precisão no seio do tumor.

A agulha gera gelo no interior do tumor, o que leva à destruição das células tumorais, permitindo assim que este possa ser tratado de forma eficaz, com preservação dos tecidos e órgãos adjacentes.

A primeira Crioablação Percutânea Guiada por Imagem foi realizada pela Unidade de Radiologia de Intervenção do Serviço de Imagiologia do Centro Hospitalar Gaia/Espinho, em colaboração com os Serviços de Hemato-Oncologia e Anestesia.

A técnica foi usada numa doente que 24 horas após o tratamento teve alta clínica. A doente, do sexo feminino, com 77 anos, apresentava um tumor na grade costal e necessitava de uma intervenção curativa, de forma a necrosar a lesão.

O procedimento, realizado com anestesia, teve uma duração de cerca de 90 minutos.

Esta nova técnica está indicada, sobretudo, no tratamento de tumores ósseos, dependente, no entanto, da avaliação clínica de cada caso.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521254
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Re: SAUDE

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DECO cria site de planeamento familiar para jovens
13 de Julho de 2011

A associação de defesa do consumidor DECO criou uma base de dados para os jovens poderem pesquisar onde há consultas de planeamento familiar, dando ainda informações sobre sexualidade segura.

A ferramenta, disponível no site da DECO, permite pesquisar pelo nome do estabelecimento ou filtrar por localização. Assim, colocando o distrito e concelho que pretende, pode aceder-se a todos os locais que prestem consultas de planeamento.

Os responsáveis da DECO lembram que os jovens e adolescentes podem recorrer a consultas de planeamento familiar em qualquer estabelecimento de saúde, quer estejam ou não aí inscritos.

«A falta de conhecimento e obstáculos no acesso a contraceptivos ainda atiram muitos jovens para relações sexuais inseguras. Sabe como obter informação sem tabus», refere a Deco na página de acesso à nova base de dados.

Na página sobre consultas de planeamento familiar, surgem também perguntas frequentes sobre o tema, como: «Pretendo iniciar a vida sexual, que precauções tomar?», «Tenho direito a contraceptivos gratuitos?» ou »Qual o prazo em que posso tomar a pílula do dia seguinte?».

Em 2010, os técnicos da DECO/Proteste visitaram 35 unidades de saúde, tendo verificado que 19 recusaram atender jovens à procura de contracepção de emergência por não estarem inscritas naquele local.

Segundo a lei, lembra a DECO, jovens que precisem de contracepção de emergência devem ser atendidos em qualquer centro de saúde.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521280
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Re: SAUDE

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SIDA: infecções nos jovens diminuem nos países mais afectados
13 de Julho de 2011

A prevalência de HIV nos jovens entre os 14 e os 25 anos caiu mais de 25 por cento em 15 dos 25 países mais afectados pela epidemia, sobretudo na África Subsariana, segundo um relatório divulgado esta terça-feira.

De acordo com o relatório anual da ONUSIDA, a agência das Nações Unidas de luta contra a SIDA, na Costa do Marfim, Etiópia, Quénia, Malawi, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué, a diminuição tem sido acompanhado por mudanças positivas nos comportamentos sexuais.

Também no Burundi, Lesoto, Ruanda, Suazilândia, Bahamas e Haiti, os jovens diminuíram o número de parceiros, utilizam mais vezes preservativo e esperam mais tempo para iniciar a sua vida sexual.

Apesar destas alterações positivas, ainda há cerca de cinco milhões de jovens infectados com HIV.

O relatório aponta ainda que trinta anos depois da descoberta da epidemia, pelo menos 60 milhões de pessoas foram infectadas e 25 milhões morreram na sequência de complicações originadas pelo contágio.

Além disso, dos 33,4 milhões de pessoas que vivem actualmente com o vírus, metade são mulheres.

Entre os dados favoráveis, a ONUSIDA relata que a epidemia estabilizou-se na maior parte das regiões, apesar de os índices continuarem a subir a leste da Europa e no centro da Ásia, devido às elevadas percentagens de novas infecções.

A África Subsariana continua a ser a região mais afectada do planeta, já que, em 2008, registou 71 por cento das novas infecções mundiais.

O acesso das mulheres aos preservativos femininos aumentou de forma exponencial, com um número recorde de 50 milhões em 2009.

«Estamos num momento crucial para podermos criar um novo enfoque de luta contra a SIDA», apontou o director executivo da ONUSIDA, durante a apresentação do documento.

A agência reclama ainda mais dinheiro para combater a epidemia. Em 2008, foram gastos 15 mil milhões de dólares (11,7 mil milhões de euros) com o HIV, com metade deste valor a ser proveniente dos Estados Unidos.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=521358
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Re: SAUDE

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Tricomoníase é mais comum a partir dos 40 anos
2011-07-13

http://www.cienciahoje.pt/base/guest/ph ... f=jpg&q=95
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Doença é provocada pelo 'Trichomonas vaginalis'

Embora se pense que as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são mais recorrentes entre a camada mais jovem da população, um estudo da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Maryland (EUA) revelou que a tricomoníase – uma DST responsável por dez a 15 por cento dos corrimentos genitais infecciosos – pode ocorrer mais em mulheres acima dos 40 anos do que entre as mais novas.

Este estudo que foi apresentado no encontro anual da Sociedade Internacional para Investigação de DST, no Canadá, envolveu 7593 americanas de 28 estados, com idades compreendidas entre 18 e 89 anos.

Deste grupo, 8,7 por cento eram portadoras da doença, que predominou entre as mulheres maisvelhas: 13 por cento entre as de 50 anos e 11 por cento entre as de 40.
"Geralmente imaginamos que as DST ocorrem mais entre as jovens, mas o nosso estudo mostra claramente que há mais mulheres de idade avançada que estão infectadas", referiu Charlotte Gaydos, uma das autoras da investigação.

A tricomoníase é causada pelo parasita Trichomonas vaginalis e o seu tratamento é feito com antibióticos. Contudo, se não for tratada, esta DST pode causar inflamações pélvicas e complicações durante a gravidez.

Os doentes podem não apresentar sintoma algum, mas os sintomas mais comuns são a ocorrência de corrimento na vagina ou no pénis, com irritação ao urinar e prurido nos órgãos genitais.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=50015&op=all
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Estudo relaciona satisfação com saúde cardíaca
2011-07-13

Risco de doença cardíaca poderá ser prevenido com estado mental positivo

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Trabalho, família, sexualidade e auto-satisfação são áreas-chave da felicidade

Um estudo publicado no “European Heart Journal” concluiu que as quatro áreas chave da felicidade e da protecção da saúde coronária encontram-se no trabalho, família, sexualidade e auto-satisfação.

Neste trabalho, que envolveu oito mil funcionários públicos britânicos com uma média etária de 49 anos, os participantes foram questionados sobre a sua satisfação em sete áreas da vida: relacionamentos amorosos, actividades de lazer, trabalho, sexo, família, padrões de vida e auto-satisfação.

Os voluntários foram acompanhados ao longo de seis anos e verificou-se que os maiores níveis de satisfação com a vida em geral estavam associados a uma redução estatisticamente significativa de 13 por cento no risco de doença arterial coronária. Além disso, a satisfação em quatro áreas principais - trabalho, família, sexualidade e consigo mesmo -, foi relacionada com uma redução de 13 por cento no risco de doença cardíaca.

Contudo, esta redução não foi associada aos relacionamentos amorosos, actividades de lazer e qualidade de vida, segundo os investigadores.

"Em geral, esta investigação indica que estar satisfeito com domínios específicos da vida, especialmente com o trabalho, a família, a vida sexual e consigo mesmo, está positivamente associado com uma menor incidência de doença cardíaca coronária, independentemente dos factores de risco tradicionais ", revelaram os cientistas.

Estes dados sugerem que as pessoas com alto risco de doença cardíaca poderiam beneficiar de programas para tornar o estado mental mais positivo, sugeriu ainda a primeira autora do estudo, Julia Boehm, da Harvard School of Public Health.

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Re: SAUDE

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Remédios contra Aids podem reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV
13 de julho de 2011

Estudos feitos na África mostram queda de pelo menos 62% no risco de contágio entre casais

REUTERS - Medicamentos contra a Aids, designados para o tratamento do HIV, podem também ser usados para reduzir drasticamente o risco de infecção entre os casais heterossexuais, indicaram dois estudos conduzidos na África e divulgados nesta quarta-feira, 13.

A descoberta é mais uma evidência de que os remédios prescritos desde meados da década de 1990 para tratar as pessoas já infectadas podem ser peça chave para diminuir ou mesmo parar a propagação de doenças sexualmente transmissíveis.

As pesquisas com casais do Quênia, Uganda e Botswana mostraram que receitar medicamentos de uso diário reduz o risco de contágio em pelo menos 62% se comparado com a administração de um placebo.

"Ferramentas efetivas para a prevenção do HIV não necessárias urgentemente e estes estudos podem ter enorme impacto na prevenção do contágio em relações heterossexuais," declarou Margaret Chan, diretora geral da Organização Mundial da Saúde, em um comunicado.

Em uma indicação da importância destes resultados, Chan disse que as Nações Unidas irão trabalhar junto aos países para implantar novas estratégias de proteção.

O estudo mais extenso examinou 4.758 casais no Quênia e Uganda, um dos indivíduos era positivo para o HIV e o outro não. As pessoas que não apresentavam o vírus foram medicadas com tenofovir, produzido pela empresa Gilead. O resultado foi uma queda de 62% nos contágios.

Para os casais medicados com Truvada, outro medicamento da Gilead, que combina tenofovir e emtricitabine, o risco de infecção caiu cerca de 73% durante os testes, que foram conduzidos por pesquisadores da Universidade de Washington.

O estudo foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates. O diretor da área de HIV e Tuberculose da fundação, Stefano Bertozzi, disse que isto representa um marco na busca do desenvolvimento de novas medidas de prevenção contra o HIV.

O segundo estudo, que envolveu cerca de 1.200 homens e mulheres sexualmente ativos de Botswana, descobriu que a administração diária de Truvada reduz o risco de infecção por HIV em 62,6%.

Este conceito de prevenção ganhou impulso no ano passado, após resultados de outras pesquisas mostrarem uma queda nas taxas de infecção entre homens homossexuais que tomavam remédios contra a Aids.

No entanto, este tipo de abordagem sofreu um revés quando um estudo do início deste ano falhou em demonstrar efeito satisfatório de proteção em um grupo de mulheres de alto risco de contágio. Esta última evidência deve restaurar a confiança neste método de prevenção.

"Hora da virada" na luta contra o HIV

Cerca de 33 milhões de pessoas no mundo todo têm o vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla em inglês), causador da Aids, a maior parte delas vive na África e na Ásia. Apenas cerca da metade destas pessoas sabe que carrega o vírus e a Organização Mundial da Saúde espera que a notícia sobre o sucesso no método de prevenção encoraje mais pessoas a fazerem o teste de HIV.

Michel Sidibe, responsável pelo programa de HIV/Aids das Nações Unidas, disse que estes estudos "poderão nos ajudar a alcançar a 'hora da virada' na epidemia de HIV."

O estudo mais extenso, feito no Quênia e Uganda, estava programado para ser realizado até o fim de 2012, mas foi interrompido recentemente porque a evidência de sua eficácia era muito forte.

Os resultados do estudo em Botswana, conduzido pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, seriam revelados na próxima semana, em um congresso internacional sobre a Aids, em Roma, mas foi divulgado antes para coincidir com a apresentação dos estudo da Universidade de Washington.

Durante o tratamento de HIV/Aids, os antirretrovirais são geralmente usados em coquetéis de três ou mais medicamentos. O novo método de prevenção, que usa apenas uma pílula, é bem mais conveniente, e as drogas são encontradas em forma de genéricos em diversos países pobres a preços reduzidos.

Os preços podem cair ainda mais e o suprimento do remédio pode aumentar a partir do acordo fechado com a empresa Gilead Sciences, empresa líder na produção de remédios de combate ao HIV, que compartilhará os direitos de propriedade intelectual de seus medicamentos em um novo pool de patentes. O grupo californiano se tornou a primeira farmacêutica a assinar o Pool de Patentes de Medicamentos, nesta terça-feira, dia 12.

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 4436,0.htm
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Re: SAUDE

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Uso de antirretroviral por pessoas sadias reduz transmissão do HIV
14 de julho de 2011

Dose diária de medicamento diminui risco de infecção em até 78%, indicam dois estudos; especialistas consideram resultados animadores

Uma dose oral diária de medicamentos antirretrovirais usados no tratamento da aids pode reduzir de forma eficaz a transmissão do vírus entre casais heterossexuais sorodiscordantes - em que apenas um deles tem o vírus HIV.

É o que revelam dois novos estudos. Um deles é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e o outro foi financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates e conduzido pela Universidade de Washington.

O primeiro estudo, coordenado pelo CDC, envolveu mais de 1,2 mil homens e mulheres em Botswana, na África. Metade dos voluntários tomou doses diárias do medicamento Truvada e a outra metade recebeu placebo.

Os resultados demonstraram que apenas quatro das pessoas que foram medicadas com o Truvada contraíram o vírus, comparado com 19 que receberam o placebo. Isso significa que o medicamento reduziu o risco de infecção em aproximadamente 78%.

O segundo estudo, da Universidade de Washington, foi feito no Quênia e em Uganda com 4,7 mil casais. Os parceiros não infectados pelo HIV foram alvo de três abordagens: um grupo recebeu doses de Truvada, outro tomou outro remédio (Viread) e o terceiro tomou placebo.

Nesse caso, ocorreram 13 infecções pelo HIV entre os medicados com o Truvada, 18 entre os que tomaram o Viread e 47 entre os que ingeriram o placebo. Assim, os comprimidos reduziram o risco de infecção de 62% a 73%.

"São resultados animadores. Agora temos conclusões de dois estudos que mostram que a profilaxia pré-exposição pode ser usada por heterossexuais, que são a população mais atingida pelo HIV em todo o mundo", afirmou Kevin Fenton, diretor do CDC.

Pesquisas realizadas anteriormente com casais homossexuais também haviam demonstrado bons resultados no uso da profilaxia pré-exposição. Uma delas, que teve participação do Brasil, envolveu homens que faziam sexo com homens e concluiu que a proteção da infecção foi de 73%.

Nova era. Para a infectologista Valdileia Veloso, diretora do Instituto de Pesquisas Clínicas Evandro Chagas da Fiocruz, os resultados podem ser considerados "a nova era da prevenção do HIV". "No futuro, essa será mais uma das possibilidades de prevenção em alguns grupos de pacientes. Os resultados combinados dos estudos são um grande avanço e bastante animadores."

Ela pondera, entretanto, que nos dois estudos os participantes receberam orientação e preservativos gratuitamente, o que pode contribuir para explicar a baixa taxa de infecção. "São necessários mais pesquisas para isso ter resultados semelhantes na prática diária", diz a médica.

Mário Scheffer, especialista em saúde pública e membro da ONG Pela Vidda, diz que os resultados são "uma revolução", mas ainda não podem ser usados como política de saúde pública. "Podem ser um instrumento a mais de prevenção, mas jamais uma política de saúde pública. A prioridade tem de ser o uso do preservativo. Isso não pode ser abandonado", diz.

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Re: SAUDE

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Desenvolvida vacina experimental que aumenta proteção contra meningite
14 de julho de 2011

Vacina oferece proteção contra mais de 300 cepas do meningococo B

Washington - Pesquisadores desenvolveram uma nova vacina capaz de oferecer proteção contra mais de 300 cepas de meningococo B, o patogênico bacteriano que causa a meningite, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

A equipe, liderada pelo microbiólogo Rino Rappuoli, afirma que até agora o desenvolvimento de uma vacina amplamente protetora foi "difícil", já que há "inúmeras cepas da bactéria circulando".

A meningite é causada por diferentes microorganismos. Os grupos A, C, W-135 e E podem ser neutralizados com vacina. No entanto, o meningococo B, que é ao mais comum, é também o mais difícil de controlar, por isso focaram neste tipo de bactéria.

As pessoas que têm meningite costumam sofrer com frequência dano cerebral, problemas de aprendizagem, perda de audição e podem até morrer, por isso que "a doença continua sendo motivo de preocupação de saúde pública em nível global, especialmente em crianças, as mais vulneráveis".

Rappuoli, chefe de pesquisa do departamento de vacinas da multinacional farmacêutica Novartis, e sua equipe desenvolveram 54 imunógenos (substâncias capazes de desencadear uma resposta das defesas imunológicas do organismo) que foram testadas em ratos.

Após fazer testes em animais para ver se o imunógeno incitou a criação de anticorpos, depois de serem expostos a diversas cepas de meningococo B, os pesquisadores focaram em oito que apresentaram a melhor resposta.

Os estudiosos os utilizaram para testá-los em experimentos contra um grupo maior e diversificado de cepas de meningococo B.

Sendo assim, Rappuoli e sua equipe conseguiram identificar com precisão o imunógeno mais eficaz (chamado G1), capaz de induzir anticorpos que podem eliminar todas as cepas de meningococo B, o que indica que o G1 pode ser aproveitado para produzir uma vacina amplamente protetora.

Este novo enfoque para desenvolver vacinas "pode ser útil para outras patogenias que apresentam um alto grau de variação similar, tal como o HIV" e se abrem novas perspectivas para o futuro desenho de vacinas universais, disse Rappuoli em declarações à Agência Efe.

"O estudo foi realizado para provar uma nova forma de fazer vacinas contra as patogenias que até agora não tínhamos obtido resultados e, no entanto só se fez de maneira experimental". "Acreditamos que os dados obtidos com ratos podem prever um resultado em humanos", afirmou.

A equipe utilizou o meningococo neste campo porque é menos complexo que agentes como o HIV, explicou.

"O desenvolvimento de vacinas universais capazes de proteger contra todas as variantes naturais de patogenias que mutam com frequência como a gripe, a malária, o HIV e o meningococo é um dos principais desafios da ciência moderna", afirmou o cientista.

Rappuoli assinalou que já têm uma vacina contra o meningococo que está sendo pesquisada pelas agências reguladoras, mas esta seria uma "segunda geração" mais avançada, embora reconheceu que ainda falta alguns anos para ser disponibilizada.

No estudo, intitulado Rational Design of a Meningococcal Antigen Inducing Broad Protective Immunity, participaram cientistas do Departamento de Vacinas e Diagnósticos da farmacêutica Novartis, assim como da Universidade de Florença (Itália).

http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 4859,0.htm
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Re: SAUDE

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Planos não vão querer ressarcir o SUS
14 de julho de 2011

Em meio à repercussão da regulamentação da lei estadual que permite que hospitais públicos estaduais destinem até 25% dos leitos e outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes de planos de saúde, o secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri, foi chamado ontem para audiência com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Após a reunião, o secretário admitiu que será difícil cobrar das operadoras o pagamento pelo atendimento no sistema público e afirmou que o mais importante não é o teor da legislação, mas o debate em torno do assunto.

Qual é o objetivo do decreto recém-publicado?
É uma regulamentação que se aplica às Organizações Sociais (que gerem a maioria dos hospitais públicos paulistas). A lei é para dizer a elas que não pode existir reserva de leito, dupla fila e atendimento diferenciado.

Há alguma punição prevista?
É passível de ruptura de contrato com a Secretaria Estadual de Saúde. Se a OS não respeita as regras estabelecidas, pode perder a gestão do hospital. Atualmente, o paciente do plano de saúde já é atendido pelo hospital gratuitamente, pois a operadora não paga pelo atendimento. Não queremos que o paciente pague, queremos que o plano pague. Queremos abrir uma possibilidade de cobrar do plano sem modificar o sistema vigente.

A possibilidade de cobrança existe, mas os planos não querem pagar. Por que agora pagariam?
Os planos de saúde não vão querer pagar… O que se pretende é pelo menos levantar esse debate, muito importante. Queremos essa discussão porque hoje 54% do financiamento da saúde é para 20% da população. E essa minoria usa unidades públicas. Quando um paciente de plano de saúde utiliza a rede pública, está tirando a possibilidade de assistência da população que tem menos acesso. Para nós, seria melhor se quem tem plano de saúde fosse atendido pela rede privada.

Com a lei atual, há como evitar que o paciente que paga vá para um atendimento diferente, como ocorre hoje, por exemplo, no Hospital das Clínicas?
A ideia é que a unidade de Organização Social não tenha isso. Os hospitais universitários (como o Hospital das Clínicas) têm uma política que antecede a criação do SUS, buscam financiamento adicional para excelência. Difere da rede assistencial das OSs, onde hospitais atendem o paciente de plano e o plano não transfere recurso ao Estado. Principalmente no caso de quem não tem um plano muito diferenciado. As operadoras empurram para o Estado o paciente de alta complexidade, que tem câncer, problemas no coração ou precisa de transplante. Ou seja, o que é caro deixa para o Estado, que tem a obrigação de fazer. Só que os planos deveriam pagar por isso para ajudar a financiar o Estado.

Mas como controlar que na triagem não haja diferença entre SUS e plano de saúde?
A ideia é que isso seja estabelecido quando o paciente chegar para internação. Aí ele já terá passado pela triagem, feita da forma usual. O paciente chega para internação e você pergunta se tem plano de saúde. Se tem, então o hospital vai tentar cobrar.

http://www.jt.com.br/advogado-de-defesa/
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Re: SAUDE

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Milhares de portugueses deixam de ter acesso gratuito à saúde
14 julho '11

O Governo prepara-se para alterar as regras de acesso à saúde no que diz respeito às taxas moderadoras. A partir de setembro a isenção do pagamento da taxa moderadora será só para quem tiver rendimentos até ao salário mínimo. Todos os restantes portugueses, cerca de metade da população, vão ter que pagar quando se deslocarem a hospitais e centros de saúde, o que irá permitir ao Estado poupar cerca de 550 milhões de euros.

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Governo vai poupar milhões de euros com a alteração das regras de acesso à saúde

O acordo entre o Governo e a Troika já previa um aumento das taxas moderadoras de acesso à saúde e a partir de setembro será posta em ação essa medida com o executivo de Passos Coelho a mudar as regras que passarão a ter como critério o rendimento dos utentes para efeito de isenções.

A partir de setembro só terá isenção no acesso à saúde aqueles que tiverem rendimentos até ao salário mínimo nacional, sendo que todos os outros vão ter que pagar as já conhecidas taxas moderadoras que vão permitir ao Governo poupar cerca de 550 milhões de euros já este ano.

Com esta medida deixam de ter isenção no acesso ao Serviço Nacional de Saúde milhares de portugueses, independentemente de serem doentes crónicos, dadores de sangue, grávidas ou crianças e desempregados ao que se junta ainda um aumento dos valores das taxas moderadoras.

Segundo o jornal i, que fez as contas ao número de pessoas que estão isentas de pagar, cerca de metade da população portuguesa tem consultas gratuitas nos hospitais ou centros de saúde públicos.

http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Milhares ... ut=10&tm=2
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Re: SAUDE

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UE aprova novo tratamento para cancro da pele
14 julho '11

A União Europeia aprovou um novo tratamento para o cancro de pele, permitindo aumentar a esperança de vida dos doentes com melanoma em fase avançada. Este tratamento é considerado pelos especialistas como uma das maiores inovações no combate ao cancro.

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Evitar a exposição ao sol entre as 11h00 e as 16h00 é a melhor forma de prevenir o cancro da pele.

A verdadeira inovação do medicamento é que estimula o sistema imunitário dos doentes a reconhecer e destruir as células cancerígenas, conforme explicou à TSF o director do Instituto Roussy, em Paris, Alexander Eggermont, responsável pelo estudo.

O medicamento implica quatro profusões e tem um custo aproximado de 84 mil euros, sendo que vai ser totalmente suportado pelo Estado. A sua disponibilização pode agora acontecer em toda a Europa, onde três mil doentes já o experimentaram. Em Portugal, são já 20 os doentes com cancro da pele avançado que se submeteram ao novo tratamento.

Campanha na praia da Falésia

Vento, nevoeiro e desporto sem proteção são três dos principais inimigos da pele no verão, alertou hoje a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), que realiza no sábado uma nova campanha na praia da Falésia, em Vilamoura.

Em declarações à Lusa, Osvaldo Correia, especialista em dermatologia e secretário-geral da APCC, explicou que "desde 2005 a praia da Falésia recebe esta campanha, precisamente para fazer uma monitorização dos hábitos dos veraneantes no que toca à exposição solar".

O especialista afirmou que a brisa, o nevoeiro e o vento são fatores de risco que os desportistas e os veraneantes em geral tendem a negligenciar e alertou para a necessidade de exposições lentas e graduais ao sol, para evitar "autênticas intoxicações solares".

"Vento, brisa e nevoeiro podem dar sol traiçoeiro" e "desporto no verão com boa proteção" são as mensagens que a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo vai distribuir no sábado, dia 16, naquela praia do concelho de Loulé, a partir das 09:00.

O objetivo é sensibilizar os veraneantes em geral, mas os turistas e desportistas em específico sobre os cuidados com o sol.

Durante a ação de sensibilização, um grupo de médicos dermatologistas vai participar na campanha através da realização de um questionário à população sobre os seus comportamentos em relação ao sol.

A ação inclui este ano a distribuição de materiais pedagógicos e brindes e conta com a presença da ex-atleta olímpica Rosa Mota, o ex-ciclista Joaquim Andrade, o ator Luís Gaspar e o realizador de novelas Atíllio Ricco.

A APCC conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Veneorologia.

Número de casos continua a aumentar em Portugal

Apesar do alargamento das campanhas de informação, o número de cancros de pele continua a aumentar em Portugal, incluindo a espécie mais rara e mais mortal: o melanoma.

O crescimento de casos, nomeadamente junto de uma população cada vez mais jovem, não é, contudo, acompanhado da mortalidade. Esta tem diminuído devido, sobretudo, ao diagnóstico precoce, explicou, em declarações ao Público, o médico dermatologista, Fernando Ribas dos Santos, diretor da Liga Portuguesa Contra o Cancro e dirigente do Colégio da Especialidade de Dermatologia da Ordem dos Médicos.

Todos os anos são registados, em Portugal, 10 mil novos casos de cancro de pele. Quase trinta portugueses recebem diariamente este diagnóstico. Mas este não é fácil de fazer, nota Ribas dos Santos. "Quase toda a gente tem sinais, cerca de 40. Os médicos de família não têm formação específica em dermatologia e, muitas vezes, têm tendência para valorizar o que não tem significado", referiu ao Público.

Entre os cancros de pele, distinguem-se três tipos principais: o carcinoma baso-celular, ou basalioma, o carcinoma espino-celular e o melanoma. Este é o mais raro e mais maligno, que atinge dez por cento dos casos e é responsável por mais de 90 por cento das mortes por cancro da pele.

Metade dos casos de melanoma ocorre em pessoas com menos de 40 anos e muitas dessas situações relacionam-se com os chamados "escaldões" na sequência de exposição prolongada ao sol. Evitar a exposição ao sol entre as 11h00 e as 16h00 é a melhor forma de prevenir este tipo de cancro.

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