Então cá vai a viagem de 5ªfeira: Coimbra-Penacova-IP3-CSal, e vice versa.
Antes disso, um pormenor técnico. Esta semana tenho andado com pendura. Foi a justificação para ir verificar a pressão dos pneus. Coloquei 2.1 e agora, quando ando sozinho ficou mais dura quando passo nos rasgos de alcatrão das obras, mas em contrapartida conduz-se melhor nas curvas

.
Depois de almoço o rumo foi a já famosa N110 com o seu perfil perfeito para viagens de verão. Curva e contra curva até à altura em que alcanço trânsito

. Mas, assim que se ultrapassa volta-se ao ritmo rápido. Num instantinho chego a Penacova.
No IP3, entra-se no cruzamento do Miro e depois 90-80 até sair em S.Comba Dão. IC12, e 90-80 de novo até CSal. Já dentro da vila apanhei obras e um enorme charco de água (lavei a mota na 4ª!!!). O pior foi ver (quando parei) que caíram respingos no travão de trás. Espero que naquela altura não estivesse muito quente, pois a diferença de temperatura é o suficiente para empenar. Já para não falar que fiquei com a mota suja. Grrr...
À chegada tinha metade da carga. Led's verdes acabadinhos de apagar, portanto ainda dentro do intervalo razoável de esforço das baterias. Yes! Está decidido - durante o verão, as viagens fazem-se a 90-80. Isto traduz-se em Figueira, Aveiro e C.Sal (e outras localidades até 70 ou 80 km de distância) sempre a "topo e depressa"

. Atenção que consegue manter-se a velocidade cruzeiro de 80km/h sem ter que ir a fundo. No CB, em média, 73V e 70/80A, (5110 e 5840W), chegam para manter os 80km/h, e às vezes menos, depende do declive da estrada. O truque é o que já foi dito - acelerações suaves e sem pressa de atingir a velocidade cruzeiro. Chegando aos 80 é muito agradável rolar e fazer km e km sem o consumo ser algo extraordinário. A cada viagem fico mais satisfeito com o CB. O facto de ter ali as leituras dos V e dos A em tempo, praticamente, real ajuda imenso a controlar a descarga do pack, pois se der conta que baixo para 71 ou 72V basta desacelerar um mm ou dois de punho e o pack volta a aumentar a tensão. Com os A é mais complicado, pois as variações podem ser de 20,30,40 ou 50 A de um instante para outro. Ou seja, conduzir com um olho na estrada e outro no CB é uma espécie de exercício de autonomia/diversão.
Em CSal, com os dois carregadores, 2,8kWh, carregamento incompleto, e depois, percurso de regresso, mas em modo sporty (abrigado atrás do vidro, a ouvir o silêncio do vento a passar por cima...). Mais umas voltinhas em Coimbra city, e depois garagem com 4,9kWh.
Resumindo, rolar depressa no verão não provoca um elevado consumo de carga. Talvez uns 5 ou 10km que se "perdem" no CB no final de uma viagem deste género, mas tendo os dois carregadores, bem que vale a pena.
Agora, dois assuntos diferentes. No dia da manif, passei, a pé pelo Mobi.E em frente à PT e o mostrador estava descongelado

. Segundo, ninguém reagiu quando escrevi que em breve irá rolar mais uma scooter elétrica em Coimbra. Vai ser uma Cyclon... branca...
