vinato Escreveu:Há dois anos de discussão neste forum, venho criando experiencias com motor elétrico, extendendo seu eixo para acumular carga de massa e com isto, obter força para gerar energia.
Esta é a carga que estou considerando nesta fase, e não carga elétrica, que fica pra depois que incluir gerador.
A expressão "acumular carga de massa" não faz sentido, Vicente.
Talvez você tenha pretendido dizer que devido à
massa distribuída em torno do eixo, o motor
acumula energia cinética, que pode ser
convertida em energia elétrica depois.
Entretanto, a energia cinética acumulada pela massa em movimento é fornecida, integralmente pela rede elétrica, isto é, cada Joule armazenado como energia cinética passa, antes, pelos fios da rede elétrica.
Em outras palavras, estas suas experiências mostram apenas como desperdiçar energia, porque em todos estes processos existem perdas por calor, atrito, etc, que eu nem cheguei a contabilizar aqui.
Se não houvesse perdas, o seu motor/gerador estaria transformando "seis" em "meia-dúzia", isto é, fazendo nada.
E não adianta, por exemplo, colocar um super gerador de 10kw acoplado a um motor de 500w.
Com a saída do gerador em vazio, o motor até vai conseguir movimentar o connjunto.
Mas à medida em que se aumenta a carga na saída do gerador (adicionando-se lâmpadas, por exemplo), o seu eixo fica mais e mais pesado.
Quando o seu gerador estiver alimentando 4 lâmpadas de 100 watts, por exemplo, o motor também estará consumindo pelo menos 400 watts da rede elétrica.
O que você pretende é o mesmo que alimentar uma caixa d'água com 10 litros por segundo , e querer uma vazão de saída de 15 litros por segundo, indefinidamente.
Simplesmente é impossível, Vicente.
Se você tem 10 l/s na entrada da caixa, em regime permanente você conseguirá, no máximo, 10 l/s na saída.
E isto não depende da forma, da cor, do material, ou do projeto da caixa dágua.
Ninguém precisa olhar o projeto da caixa dágua para afirmar que, em regime permanente, ela fornecerá apenas 10 l/s na saída.
Da mesma forma, ninguém precisa perder tempo analisando em que posições você decidiu distribuir os ímãs do seu rotor ou do estator, etc, etc.
Apenas o fato de você querer obter mais energia na saída do gerador do que a energia gasta na entrada do motor, apenas isto já define que seu projeto é uma simples bobagem.
Para um leigo, essa certeza pode parecer um exagero.
Mas para quem entende do assunto, isto é o óbvio gritante, e querer contrariar essa previsão é tão estúpido quanto a história da caixa dágua.
vinato Escreveu:
Ma= Ec² Relativa
Isso aí só pode ser uma piada, Vicente.
Tem uma certa semelhança com
E=mc², mas fica somente nisso.
Acho melhor nem perguntar o que cada letra significa...
VIcente, eu assisti ao vídeo, e vou repetir o que eu te falei pelo skype: durante uma parte dos 360 graus, o ímã do estator favorece a rotação do eixo, mas na sequencia, o mesmo ímã do estator atrapalha a continuação do movimento.
Você considera uma vantagem que o ímã do estator puxe o rotor para si.
E não percebe que, logo em seguida, o motor tem que fazer muito mais força para descolar os ímãs do rotor e do estator.
O que parece vantagem durante uma parte do percurso, se transforma em desvantagem na etapa seguinte.
Até uma criança enxerga isto, Vicente.
Pense um pouco mais a respeito.