I Liga (14.ª jor.): Águia de instinto matador goleia e isola-se na liderança
União de Leiria, 0 – Benfica, 4
8 de Janeiro de 2012
Depois do empate entre Sporting e FC Porto, sábado, em Alvalade, o Benfica não desperdiçou, este domingo, a oportunidade de garantir a liderança isolada da classificação da Liga ZON Sagres, vencendo, em jogo da 14.ª jornada, a União de Leiria, por expressivos 4-0. Numa partida em que os leirenses começaram afoitos no ataque, bastou às «águias» instinto goleador e marcar nos melhores momentos para garantir um triunfo justo e sem contestação…
Apesar da aliciante extra que constituía para os encarnados a possibilidade de se isolarem no comando da classificação da Liga ZON sagrez, caso vencefessem, este domingo, na Marinha Grande, a verdade é que foram os leirenses que melhor entraram na partida, mais afoitos, mais ofensivos, tentando surpreender o Benfica ainda antes deste conseguir entrar na partida.
Infelizmente para os comandados de Cajuda, os planos inicialmente traçados acabaram sofrendo um forte rombo, já que, apenas três minutos depois de Djaniny (óptimo jogador, voluntarioso, mas ainda a pedir tempo para evoluir…) ter obrigado, numa jogada concluída de forma algo atabalhoada pelo jovem avançado leirense, o defesa benfiquista Maxi Pereira a evitar o golo praticamente sobre a linha de baliza, Bruno César aproveitava um ressalto de bola à entrada da grande área adversária para, após «matar» o esférico com o peito, rematar de pronto com o pé esquerdo à baliza do impotente Gottardi, que apesar de muito se esforçar não conseguiu evitar que a bola entrasse junto ao seu poste direito.
Apesar de não ter abalado fortemente a determinação da equipa da casa, o tento acabou por deixar as águias numa posição bem mais tranquila, procurando jogar de forma mais pausada e controlando a irrequietude da frente atacante da União, liderada invariavelmente pelo imprevisível Djaniny.
Aos 25 minutos, as águias voltaram a colocar em sentido o último reduto adversário, com Nolito a encabeçar um rápido contra-ataque e a colocar, no último instante, em Cardoso, com o paraguaio a rematar em jeito… ligeiramente ao lado do poste direito de Gottardi. Mas, mesmo não tendo marcado, os «encarnados» deixavam a indicação que não estavam satisfeitos com a vantagem mínima e que queriam mais…
No entanto, apesar de alguns lances em ambas as áreas, o intervalo chegaria sem que o marcador voltasse a funcionar, sendo que tal só estaria perto de acontecer já no segundo tempo, logo no primeiro minuto, quando, numa jogada de insistência de Witsel pela direita, Gotardi começou por responder com defesa difícil a remate do belga, e, logo a seguir, nova excelente defesa a remate in extremis de Cardoso, aproveitando a defesa para a frente do guarda-redes brasileiro.
Porém, o aviso estava feito e a verdade é que, logo na jogada na seguinte, o mesmo «Tacuara», lançado em profundidade, correu da direita para a esquerda e, já perto da linha da grande área, rematou forte com o pé esquerdo, levando a bola a entrar junto à trave da baliza de Gotardi.
Com Witsel a mostrar-se bem mais activo na partida que nos primeiros 45 minutos, bastaram dez minutos para que, num lance construído pelo belga já em plena grande área adversária, Nolito surgisse desmarcado junto à linha de fundo a tentar centrar atrasado, para a entrada de um colega, lance a que Gottardi, oportuno, respondeu com uma reacção felina a encaixar o esférico. Contudo, o Benfica mostrava-se agora bem mais perigoso e incisivo, impedindo a União de se aventurar no ataque…
Aos 61 minutos, o Benfica sofria a primeira contrariedade, quando Javi Garcia viu o cartão amarelo que obriga o espanhol a cumprir um jogo de castigo na próxima jornada, ao que se seguiria o primeiro lance de perigo da União no segundo tempo: centro da direita, para defesa a punhos de Artur, mas para o bico esquerdo da sua grande área, onde surge Marcos Paulo a rematar de pronto… para Djaniny a desviar inadvertidamente a bola da baliza encarnada com o corpo.
Mas se já poucas dúvidas havia quanto à vitória do Benfica, estas certamente ficaram dissipadas aos 72 minutos, quando, após uma jogada pela esquerda, o esférico foi parar ao lado contrário, aos pés de Bruno César, que, à entrada da linha de grande área, já sobre a direita, deu um pequeno toque para a frente, para a entrada de Rodrigo, que rematou distante do alcance de Gotardi, fazendo assim o 3-0.
Porém, já sem Cardozo em campo, substituído por Saviola, o brasileiro hoje em dia internacional espanhol não quis deixar de marcar mais um e, apenas três minutos após o seu primeiro, voltava a marcar, agora num lance abrilhantado com um toque de habilidade de Bruno César, junto à linha lateral do lado direito, que assim lançou Maxi Pereira em profundidade, o qual rapidamente centrou para o poste mais distante da baliza da União, onde surgia Rodrigo, mais uma vez, a marcar. Era o 4-0 para as «águias» e a saída em glória do jovem avançado, que pouco depois era substituído por outro Rodrigo, Mora de seu nome, que passava a ser o homem mais avançado na formação «encarnada».
Já com Matic em campo, por troca com o amarelado Javi Garcia, o também recém-entrado Shaffer ainda conseguiu colocar à prova a capacidade de reacção de Artur, ao aproveitar um livre directo a cerca de 25 metros da baliza para, com um remate rasteiro, obrigar o guarda-redes do Benfica a estirar-se para desviar o esférico para fora, mas a verdade é que a União de Leiria já pouco podia fazer, depois dos excelentes 30 minutos realizados pelos «encarnados» no segundo tempo, durante os quais acabou por sentenciar o encontro…
De resto, até final, ainda houve tempo para Nolito (88 m) e Mora (90 m) desperdiçarem oportunidades para aumentar a contagem, mas Gotardi não foi de modas e, com duas defesas seguras, determinou que já bastavam quatro golos para que o Benfica se isolasse na liderança da classificação do campeonato, com dois pontos de vantagem relativamente ao FC Porto e oito para o Sporting…
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