Viva “pafi”,
parabéns pela aventura e pelas reportagens, sempre interessantes.
A primeira referência à ponte chamou-me a atenção: “A sua mota com bateria amovível estava lá e o primeiro desfile elétrico ocorreu entre a ponte de
S.Luís e a e-garagem do BondadeSua.“;
A segunda (“Não sem antes andarmos a gastar uns km's pelos paralelos do Porto à procura da ponte de
S. Luís … fomos ter com o rocker para ele nos conduzir pelas ruas de Gaia para encurtar caminho para Aveiro.“) suscitou-me uma enorme vontade de me opor à adulteração do nome de um dos principais ícones da cidade.
Estou certo de que não levará a mal e de que não serei mal interpretado…
Embora normalmente designada pelos tripeiros por ponte de “
D. Luís” (e não “
S. Luís”, como refere no seu relato), o verdadeiro nome da ponte é “
Luiz I”.
Apesar de ter ficado para a história como “
O Popular”, e de Eça de Queirós lhe ter chamado “
O Bom”, não consta que
D. Luís I de Portugal (de seu nome, Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando de Saxe-Coburgo e Bragança) tenha sido sujeito a canonização, ao contrário do “
Rei Santo”,
Luiz IX, que governou a França de 1226 a 1270, o qual, ainda em vida, foi canonizado “São Luiz” pelo papa Inocêncio I.
Segundo filho da rainha D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota. Luís, o português, que era Duque do Porto (um título nobiliárquico criado em 1833 por sua mãe, a favor de si própria - o título está ligado à Família Real Portuguesa, sendo normalmente atribuído ao segundo filho do Chefe da Casa Real. Actualmente, é tido por Duque do Porto, Dinis, segundo filho de Duarte Pio de Bragança) herdou o trono depois da morte do seu irmão mais velho, D. Pedro V, em 1861.
No seu tempo surgiu a Questão Coimbrã (1865-1866) e ocorreu a iniciativa das Conferências do Casino (1871), a que andavam ligados os nomes de Antero de Quental e Eça de Queiroz, os expoentes de uma geração que se notabilizou na vida intelectual portuguesa. De temperamento calmo e conciliador, foi um modelo de monarca constitucional, respeitador escrupuloso das liberdades públicas. Do seu reinado merecem especial destaque o início das obras dos portos de Lisboa e de Leixões, o alargamento da rede de estradas e dos caminhos-de-ferro, a construção do Palácio de Cristal no Porto (o primitivo, o verdadeiro - no local onde hoje se encontra o Pavilhão Rosa Mota), a abolição da pena de morte para os crimes civis, a abolição da escravatura no Reino de Portugal, e a publicação do primeiro Código Civil.
D. Luís era principalmente um homem das ciências, com uma paixão pela oceanografia. Investiu grande parte da sua fortuna no financiamento de projectos científicos e de barcos de pesquisa oceanográfica, que viajaram pelos oceanos em busca de espécimes.
Pela descrição feita acima, não será despropositado inferir que D. Luís seria nos dias de hoje, certamente, um fervoroso adepto, incentivador e patrono das energias renováveis.
P.S.: Informação retirada da WiKipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_I_de_Portugal