Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Energia Nuclear
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão fechará usina nuclear por medo de terremoto e vazamento
09 de maio de 2011

a terceira maior operadora de energia do japão concordou nesta segunda-feira em fechar uma usina nuclear até que ela possa ser melhor protegida contra grandes tsunamis, como o de 11 de março, que causou a pior crise atômica global em 25 anos.



aumentando os temores públicos sobre uma indústria que gera cerca de 30 por cento da eletricidade do país, propenso a sofrer terremotos, outra operadora de usina nuclear, a japan atomic power, afirmou que estancou um pequeno vazamento de radiação na usina de tsuruga, na costa oeste, o primeiro desde o início das operações, em 1987.


a operadora disse que o vazamento não causou danos ao meio ambiente.


a medida de fechar a usina hamaoka, operada pela chubu electric power co's, localizada 200 quilômetros a sudoeste de tóquio e considerada uma das mais perigosas do país, ocorre após um inesperado apelo público do primeiro-ministro, naoto kan.


o pedido para o fechamento aponta para uma potencial mudança na política energética após a usina de fukushima daichi, no nordeste do país, ter sido danificada por um tsunami gigante causado por um dos maiores terremotos já registrados, ambos ocorridos em 11 de março.


a empresa afirmou que pode recolocar a usina em funcionamento assim que um muro contra tsunami e outras medidas de segurança sejam aprovadas pelas autoridades.


isso pode levar dois anos, aumentando o risco de falta de eletricidade, o que já era uma ameaça após o fechamento da usina de fukushima.


"interrompendo os trabalhos na usina nuclear de hamaoka, estamos causando um grande problema a curto prazo não apenas para aqueles na região da usina, mas também a muitos outros, incluindo nossos clientes e acionistas", afirmou o presidente da chubu electric, akihisa mizuno, em coletiva de imprensa.


"mas implementar firmemente medidas para fortalecer a segurança será o alicerce para manter a energia nuclear segura e estável no longo prazo e, no final, gerar benefícios aos nossos clientes."


o fechamento da usina no centro do japão pode desanimar os industriais de construir fábricas e ferir assim o sentimento dos consumidores.


as interrupções na produção de energia podem não ser grandes o suficiente para atrasar a retomada econômica, porque os serviços devem suprir a demanda no verão japonês com energia termelétrica do oeste do país.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 6769,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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governo japonês diz que é seguro pescar a 30 quilômetros de fukushima
09 de maio de 2011

muitos pescadores haviam deixado de trabalhar por medo dos níveis de radiação e tinham solicitado ao governo uma garantia de que trabalhar em águas japonesas é seguro.

tóquio - o governo japonês comunicou aos pescadores que é seguro trabalhar em águas além do perímetro de restrição de 30 quilômetros imposto pelo governo ao redor da usina nuclear de fukushima daiichi, informa a rede nhk.

muitos pescadores haviam deixado momentaneamente de trabalhar por medo dos níveis de radiação e tinham solicitado ao governo uma garantia de que trabalhar em águas japonesas é seguro.

a agência de pesca do japão enviou essa notificação a representantes da indústria pesqueira e às prefeituras dos municípios próximos à central depois que a comissão de segurança nuclear fez uma análise da radiação submarina.

o estudo assinala que uma pessoa que trabalhe mar adentro ficaria exposta a um máximo de 1,13 milisieverts de radiação ao ano.

também assinalou que aqueles que trabalhem ao longo da costa, sempre a mais de 30 quilômetros da central, seriam expostos a um máximo de 1,43 milisieverts.

embora esses níveis sejam mais altos que a quantidade estabelecida normalmente como limite anual para as pessoas, 1 milisievert ao ano, a comissão considera que não causariam danos à saúde.

mesmo assim, o organismo aconselha que os pescadores meçam a radiação enquanto trabalham e que se cubram para reduzir a exposição da pele.

após o acidente na central de fukushima, o mais grave desde o de chernobyl em 1986, o governo japonês restringiu a navegação em um perímetro de 30 quilômetros ao redor da unidade.

além disso, a agência de pesca japonesa revisará junto a indústrias locais os níveis de radiação no pescado e no marisco que for capturado acima das latitudes da província de kanagawa, a oeste de tóquio.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 6735,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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tepco pede ajuda estatal para indenizações por crise nuclear
10 de maio de 2011

alguns analistas estimam em mais de 60 bilhões de euros o valor total das indenizações para as cerca de 80 mil pessoas que tiveram de evacuar o entorno da usina de fukushima

tóquio - a tokyo electric power company (tepco) solicitou, nesta terça-feira, 10, ajuda pública ao governo japonês para enfrentar o pagamento de indenizações pelo acidente nuclear na usina de fukushima.

a solicitação formal foi apresentada pelo presidente da tepco, masataka shimizu, em reunião com o porta-voz do governo, yukio edano, e o ministro da indústria, banri kaieda, segundo informou a agência local "kyodo".

o governo insistiu que, embora a tepco seja a responsável por abonar as indenizações, deve-se assegurar que os evacuados recebem as compensações.

as indenizações pela crise de fukushima, que provocou a evacuação de pelo menos 80 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros ao redor da usina nuclear, serão elevadas, embora a empresa ainda não tenha apresentado os números. alguns analistas falam em mais de 60 bilhões de euros, cifras ainda não confirmadas nem desmentidas.

a tepco já anunciara cortes de 50% nos salários dos membros de seu conselho de administração, de 25% para os empregados em cargos de diretoria e de 20% para o restante do seu quadro.

nesta terça-feira, shimizu indicou que os vencimentos dos diretores sofrerão novos cortes e que a organização da empresa será reestruturada, o que pode incluir a venda de ações.

no fim de abril, a tepco começou a distribuir entre os evacuados as solicitações para a reivindicação de indenizações provisórias.

inicialmente, as compensações serão de 1 milhão de ienes por família (8.350 euros) e 750 mil ienes (6.260 euros) para os que vivem sós.

a situação na usina de fukushima ainda não foi controlada, e os esforços se concentram agora em devolver o resfriamento ao reator 1, que pode ser blindado com placas de chumbo ou mediante a construção de um túnel metálico.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7173,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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pm japonês renuncia ao salário até ao fim da crise nuclear
10 de maio de 2011

o primeiro-ministro japonês, naoto kan, anunciou hoje que renuncia ao salário até ao fim da crise na central nuclear de fukushima.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=509545
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão libera visita rápida a vila isolada por radiação
10 de maio de 2011

o governo do japão permitiu que 95 pessoas que foram retiradas de uma vila perto da usina nuclear daiichi, em fukushima, retornassem hoje rapidamente ao local. com roupas especiais para evitar a radiação, os antigos moradores puderam retirar alguns pertences de suas casas.



esta foi a primeira vez que o local foi liberado desde 21 de abril, quando o governo decretou uma zona de exclusão de 20 quilômetros no entorno da usina. o terremoto e o tsunami de 11 de março provocarem uma crise nuclear na área, afetando os sistemas de refrigeração dos reatores, o que gerou explosões e vazamento de radiação.


no total, mais de 85 mil pessoas foram enviadas a abrigos. na área entre 21 e 30 quilômetros da usina, a ordem inicial foi para as pessoas evitarem sair de casa, mas posteriormente também houve ordens para que deixassem suas casas.


hoje, 95 pessoas de kawauchi-mura, uma vila a sudoeste da usina, receberam equipamentos para visitar suas casas por duas horas. um morador, masao yanai, confessou em entrevista à emissora tv asahi que estava nervoso com o retorno. "autoridades dizem que o nível de contaminação radioativa não deve prejudicar a saúde humana. mas, sim, a contaminação é um pouco preocupante."


investigação


também nesta terça-feira, o primeiro-ministro, naoto kan, disse que o governo prepara um comitê investigativo independente para avaliar o acidente nuclear. "ele será independente, aberto e abrangente em sua natureza", explicou kan. o comitê deve enfocar apenas o acidente nesta usina.


kan disse também que o governo compartilha a responsabilidade pelo fracasso em prevenir o acidente, junto com a operadora da usina, a companhia tokyo electric power (tepco). para assumir a responsabilidade, kan disse que irá devolver seu salário como primeiro-ministro até a crise ser controlada. mas ele disse que manterá seu salário como parlamentar.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7211,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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após acidente nuclear, japão anuncia revisão de política energética
10 de maio de 2011

premiê afirmou que país dará mais ênfase a fontes renováveis e a economia de energia.

o primeiro-ministro do japão, naoto kan, afirmou nesta terça-feira que a política de energia nuclear do japão será revisada "do zero", depois do vazamento de material radioativo ocorrido na usina de fukushima, no leste do país.



o acidente na usina de fukushima foi causado pelo terremoto de magnitude 9 ocorrido em 11 de março, seguido de um tsunami. desde o início da crise nuclear, cerca de 80 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em um raio de 20 km da usina.


antes do ocorrido, o plano do governo era tornar a geração nuclear responsável por 50% do fornecimento de energia no país até 2030, limitando em 20% o uso das tecnologias renováveis. atualmente, 30% da energia consumida no japão é de origem nuclear.


agora, o premiê afirma que o japão buscará dar ênfase às fontes renováveis, com o uso de painéis solares e energia eólica. além disso, kan disse que o país tentará buscar maneiras de tornar a geração nuclear de energia mais segura.


o primeiro-ministro afirmou ainda que um maior foco deverá ser dado em maneiras de se conservar energia, transformando o japão em uma "sociedade poupadora de energia".


anteriormente, kan anunciou que vai abrir mão de seu salário como premiê até o fim da crise nuclear no país, apesar de ele continuar a receber seu salário de parlamentar.


ressarcimentos


o correspondente da bbc em tóquio roland buerk afirma que, segundo estimativas de analistas, mais de us$ 100 bilhões (aproximadamente r$ 161 bilhões) deverão ser gastos na recuperação da área atingida pelo vazamento de fukushima e no ressarcimentos dos que foram retirados da região.


diversas fábricas, fazendas e criações de peixes fecharam devido à radioatividade.


alguns moradores do vilarejo de kawauchi, um dos locais esvaziados devido à radioatividade, ganharam permissão para visitar a zona de exclusão por períodos de até duas horas.


um morador disse à bbc estar preocupado com o fato de não ter informações sobre os índices de radiação dentro de kawauchi. "teria sido bom se as autoridades nos tivessem dado informações, mas até agora, não deram", afirmou.


tepco


a empresa tepco, que administra fukushima, disse que enfrenta "uma situação extremamente severa" em relação à captação de fundos e vai precisar de ajuda do governo para poder pagar imediatamente as compensações "justas".


o ministro das finanças, yoshihiko noda, deu a entender que o governo dará alguma forma de suporte à tepco.


"basicamente, a tepco é responsável pela compensação, mas o governo vai garantir que aqueles que foram afetados sejam compensados", disse noda.


ele acrescentou que há várias formas de o governo ajudar a tepco, mas não disse quais seriam elas.


a companhia energética é a maior do japão e atende uma área que reponde por 33% da economia local.


"eles (a tepco) não podem ser levados a decretar falência", disse à bbc o analista penn bowers, da empresa clsa, de tóquio. "acho que todos compreendem que não se pode permitir que eles fracassem."

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7304,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japoneses retornam a suas casas pela primeira vez após acidente nuclear
10 de maio de 2011

com trajes especiais, residentes entraram em suas casas para buscar pertences


com trajes de proteção brancos, máscaras e medidores de radiação, quase 100 japoneses retirados de suas casas pela crise na usina nuclear de fukushima retornaram a suas residências nesta terça-feira, 10, para recolher pertences.

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japoneses tiveram que entrar em suas casas trajando máscaras e medidores de radiação

no total, 92 residentes do povoado de kawauchi foram os primeiros deslocados a entrarem no perímetro de exclusão de 20 quilômetros ao redor da central, informou a emissora nhk.

os retorados de outros oito municípios afetados pelas emissões da central poderão visitar seus lares durante esta semana.

em 22 de abril, o governo declarou ilegal a entrada em um raio de 20 quilômetros da usina nuclear de fukushima daiichi, danificada pelo terremoto e o devastador tsunami de 11 de março, em catástrofe que deixou 14.919 mortos e 9.893 desaparecidos, segundo o último boletim.

no território transformado em zona de exclusão viviam em torno de 80 mil pessoas antes do tsunami, que desencadeou uma grave crise nuclear ao

paralisar o sistema de resfriamento da central.

a urgência da situação de 11 de março fez com que os moradores deixassem para trás documentos de identidade, dinheiro, passaportes e pertences importantes em suas casas, e por isso haviam pedido ao governo para que fossem autorizados a retornarem a seus lares.

durante duas horas os moradores de kawauchi recolheram os pertences que cabiam na bolsa de 70 x 70 centímetros disponibilizada e revisaram o estado no qual se encontram seus animais de estimação e animais de fazenda.

os retirados também usavam luvas e levaram "walkie talkies" para comunicar-se com o exterior caso fosse necessário.

depois, um ônibus do governo os transportou para um ginásio onde todos foram submetidos a um exame para detectar seu nível de exposição à radiação.

antes de entrar, os retirados protestaram ao serem obrigados a assinar um documento no qual admitiam ter entrado na área restrita por responsabilidade própria, informou a agência kyodo.

o povoado de iitate decidiu nesta terça-feira que evacuará os primeiros residentes após o pedido do governo de abandonar o município de maneira escalonada antes do final de maio devido à radiação acumulada.

cerca de 400 residentes serão alocados em hotéis e outras instalações, embora a prefeitura acredite ser difícil evacuar todos seus cidadãos no prazo estipulado.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7189,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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pentacampeões devem fazer jogo no japão em prol de vítimas da tsunami
10 de maio de 2011

plano é de reeditar final da copa daquele ano, reunindo jogadores das seleções alemã e brasileira

zurique - capitão da seleção brasileira na conquista do título da copa do mundo de 2002, cafu está ajudando a organizar uma partida amistosa no japão com a intenção de arrecadar fundos para as vítimas do terremoto, seguido de um tsnunami, que atingiu o país neste ano.


o plano é que a partida reúna em uma das equipes jogadores que formaram as seleções de brasil e alemanha na copa do mundo de 2002, quando ambas disputaram a final da competição. o outro time seria uma seleção internacional. e o duelo aconteceria em yokohama, que sediou a decisão do mundial há nove anos.

cafu disse que a partida poderia trazer felicidade para as pessoas no japão, na sequência do terremoto e do tsnunami de março. "sinto-me na obrigação de retribuir ao povo japonês tudo o que eu ganhei lá", afirmou cafu.

o presidente da fifa, joseph blatter, disse que vai ajudar a organizar o jogo, que está previsto para dezembro. blatter afirmou que vai visitar o japão em 23 de maio para discutir como a fifa pode ajudar a reconstruir um centro de futebol perto de sendai, que foi destruído. cafu já havia anunciado planos para realizar um jogo semelhante no catar.

http://www.estadao.com.br/noticias/espo ... 7357,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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holanda interceta 19 contentores com vestígios radioatividade
10 de maio de 2011

as autoridades holandesas anunciaram hoje que desde quinta-feira foram intercetados no porto de roterdão 19 contentores provenientes do japão com vestígios de radioatividade, cinco dos quais acima dos níveis autorizados.

"intercetámos 19 contentores radioativos", declarou à agência noticiosa francesa afp marian bestelink, uma porta-voz das autoridades sanitárias holandesas (nvwa), adiantando que "catorze já foram devolvidos pois o nível de radioatividade estava bem abaixo da norma autorizada", que é de quatro becquerel por centímetro quadrado, disse.

"os outros cinco foram postos de lado porque em alguns pontos revelavam uma contaminação acima do nível permitido", precisou a nvwa num comunicado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=509680
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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secretário-geral da onu pede aumento da segurança nuclear

10 de maio de 2011

os países que usam energia nuclear precisam assegurar que seus reatores sejam construídos de modo a resistir a desastres múltiplos, depois de o acidente nuclear no japão ter revelado lacunas nos padrões de segurança, disse na terça-feira o secretário-geral da onu, ban ki-moon.

também é preciso que sejam forjadas parcerias mais fortes com a indústria atômica para incrementar a segurança, disse ban, observando que a tecnologia nuclear também pode ser empregada para finalidades médicas, melhorias na produção agrícola e a promoção do desenvolvimento sustentável.

um terremoto e um tsunami no nordeste do japão em março desencadearam o acidente na usina nuclear de fukushima daiichi, a pior crise nuclear do mundo em 25 anos, levando a questionamentos sobre o futuro da energia nuclear e alimentando o medo público, disse ban.

"os países dotados de tecnologia nuclear avançada precisam assegurar que seus reatores nucleares sejam capazes de resistir a perigos múltiplos - combinações diversas de um terremoto, tsunami, inundação e incêndio", disse ele em uma mesa-redonda promovida pela onu para discutir o aumento do preparo para acidentes nucleares.

nenhum país está imune a desastres, disse ban. "com nossas ações, podemos agravar os desastres ou reduzir seu efeito."

ban já anunciou planos para uma cúpula sobre segurança nuclear em 22 de setembro em nova york.

o governo japonês anunciou na terça-feira que não definirá um limite inicial às indenizações devidas pela empresa tokyo electric power (tepco) pelos danos causados pelo vazamento radiativo de sua usina de fukushima e disse que a empresa terá que apertar o cinto ainda mais.

os moradores em um raio de 20 quilômetros em volta da usina foram tirados de suas casas, e os habitantes de cinco cidades situadas na direção dos ventos da usina também foram instruídos a preparar-se para deixar suas casas.


controlando a situação

"estamos nos esforçando para impedir emissões maiores de substâncias radiativas", disse o embaixador do japão na onu, kenichi suganuma, em genebra. "é provável que dentro de dois meses a radiação tenha caído muito, o que facilitará os trabalhos no interior da usina."

"nossa prioridade é controlar a situação no prazo mais breve possível. como passo seguinte, vamos estudar o incidente a fundo, analisar as causas do acidente e o que está faltando em termos de padrões de segurança."

desde 1976 ocorreram no mundo 26 incidentes nucleares que poderiam ter alcançado o nível 7 - indicativo do grau mais grave de incidente -, disse no encontro yuri brazhnikov, diretor do organismo de emergências do ministério russo da defesa civil.

"os acidentes de three mile island e chernobyl mostraram à comunidade internacional que emergências graves, mesmo os de baixa probabilidade, precisam ser incluídos nos planos de emergência", falou elena buglova, diretora interina do centro de incidentes e emergências da agência internacional de energia atômica (aiea).

ela se referia a um acidente nos eua em 1979 e ao acidente nuclear ocorrido na ucrânia em 1986. desastres, um centro colaborativo da onu.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7327,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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primeira usina nuclear iraniana entra em operação
10 de maio de 2011

reator de bushehr opera no 'nível mínimo controlável de energia', segundo companhia russa

bushehr, irã - o reator da usina nuclear de bushehr, a primeira do irã, começou a operar no "nível mínimo controlável de energia", informou nesta terça-feira, 10, a companhia russa que construiu a instalação.

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o presidente iraniano mahmud ahmadinejad na turquia, ontem

um porta-voz da empresa atomstroyexport, que pertence à agência estatal nuclear russa rosatom, afirmou que, neste domingo, 8, a unidade geradora de energia do reator de bushehr atingiu um dos últimos estágios no seu "lançamento físico".

alguns países - incluindo israel - expressaram temores de que a usina possa levar o irã a desenvolver armas nucleares. em fevereiro, a agência internacional de energia atômica (aiea), ligada à onu, afirmou que tinha novas informações sobre as "possíveis dimensões militares" do programa nuclear iraniano.

teerã afirma que seus objetivos em obter energia atômica são puramente pacíficos. na segunda-feira, um integrante da comissão parlamentar iraniana que monitora bushehr afirmou que "testes finais" estavam sendo conduzidos na usina.

nesta terça, a atomstroyexport afirmou que obteve uma "reação em cadeia autossustentável" na "zona ativa" do primeiro reator da usina, o que significa o início da reação nuclear no local.

a agência de notícias iraniana fars disse que a usina começará a fornecer energia dentro de dois meses.

adiamentos

o projeto de bushehr foi iniciado nos anos 1970, mas foi marcado por adiamentos. a construção foi abandonada depois da revolução islâmica que derrubou o xá em 1979, sendo retomada nos anos 1990, quando moscou e teerã firmaram um acordo bilionário para completar a obra.

em fevereiro passado, o irã removeu combustível nuclear do reator por "motivos técnicos", em meio a especulações de que um vírus de computador teria sido responsável pela remoção.

os estados unidos e outros países ocidentais pediram à rússia que abandonasse o projeto, alertando que ele poderia ajudar o irã a obter a bomba atômica. no entanto, um acordo obrigando teerã a repatriar combustível nuclear usado para a rússia aliviou as preocupações.

também em fevereiro, um relatório da aiea obtido pela bbc e tornado público pelo instituto para ciência e segurança internacional (isis, na sigla em inglês) afirmava que os iranianos não estavam cumprindo com várias de suas obrigações, entre elas "esclarecer os assuntos importantes restantes que levantaram preocupações sobre possíveis dimensões militares para o seu programa nuclear".

resposta iraniana


o representante iraniano nas negociações sobre o programa nuclear, saeed jalili, afirmou que os próximos diálogos com as potências ocidentais devem ser "justos" e "evitando recorrer a instrumentos de pressão", segundo a reuters.

a declaração ocorreu em resposta a uma carta enviada três meses atrás pela chanceler da união europeia, catherine ashton. analistas citados pela reuters afirmam que, com isso, teerã indica que não aceitará discutir o enriquecimento de urânio.

negociações mantidas em istambul (turquia) em janeiro fracassaram depois que o irã se negou a suspender o enriquecimento.

seis potências estão negociando com o irã sobre seu programa nuclear. o país já sofreu sanções do conselho de segurança da onu devido à sua recusa em parar de enriquecer urânio - o que pode ser usado para fins pacíficos ou para fabricar armas.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7326,0.htm

comentário:
o governo israelense declarou preferir atacar ao ter que conviver com um irã nuclear !!! só nos resta esperar pra ver !!! jonathan porto
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão cria serviços para evitar aumento de suicídios após tragédia
11 de maio de 2011

país quer impedir repetição de fenômeno verificado após o terremoto de kobe, quando cerca de 140 sobreviventes tiraram a própria vida.

desiludido, um pai de família no japão se matou depois de procurar desesperadamente pelo corpo do filho, levado pelo tsunami. na província de fukushima, um agricultor se enforcou ao saber que sua plantação de repolhos teria de ser completamente destruída por causa da contaminação nuclear. em outro caso, um senhor de 102 anos cometeu suicídio em um vilarejo perto da usina nuclear porque não aceitava a ideia de abandonar sua casa.



apesar de ainda não ter uma estatística oficial, governo e organizações sem fins lucrativos temem um aumento significativo do número de suicídios no país, exatos dois meses após o terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami do dia 11 de março, que devastou a região nordeste japonesa.


em 1995, após o terremoto de hanshin, que devastou a cidade de kobe, foram registrados cerca de 140 suicídios entre sobreviventes da cidade, segundo a organização life link.


para prevenir a repetição de uma onda de suicídios, o governo e várias organizações sem fins lucrativos começaram atividades e serviços voltados para as vítimas do terremoto e do tsunami.


o ministério da saúde e ongs enviaram para as regiões mais devastadas conselheiros e terapeutas. também foram criadas linhas telefônicas de emergência para ouvir o desabafo de desalojados.


cultura e suicídio


a cada 15 minutos, alguém no japão se mata, o que torna o suicídio a principal causa da morte de homens entre 20 e 44 anos e mulheres entre 15 e 34 anos.


são cerca de 90 casos por dia e mais de 30 mil por ano, segundo levantamento do governo. a média anual é duas vezes maior do que nos estados unidos por exemplo.


entre os países desenvolvidos , o japão tem os maiores índices de suicídio. mas o país fica atrás de lituânia, coreia do sul, cazaquistão e belarus na lista mais recente da organização mundial da saúde de países com maior número de suicídios por 100 mil habitantes.


o grupo ikiru tem psicólogos e psiquiatras nas províncias de miyagi, fukushima e iwate para ajudar as vítimas a cuidar de sua saúde mental.


a ong teme que o número de suicídios aumente e, por isto, prefere não dar entrevistas à mídia local sobre o assunto.


um representante do grupo justificou à bbc brasil que uma pessoa com depressão pode pensar em se matar ao ler uma matéria sobre o assunto.


para a maioria da população japonesa, tirar a própria vida não tem conotação de pecado ou de problema mental como no ocidente.


por séculos, o suicídio é visto no país também como um gesto de grande nobreza.


tragédia e desespero


por isso é que os especialistas temem que, após o tsunami, a falta de esperança daqueles que perderam não só os bens materiais, mas também familiares e amigos, leve muitos a se matarem.


"se lembrarmos a experiência do terremoto de kobe, as pessoas começaram a cometer suicídio depois que deixaram os abrigos e foram para casas temporárias", lembra fumitaka noda, presidente da sociedade japonesa de psiquiatria transcultural e professor da universidade taisho, em tóquio.


ele explicou à bbc brasil que, apesar de garantir privacidade e mais espaço, as casas temporárias isolam as pessoas. "elas ficam sozinhas, com seus problemas."


noda diz ainda que pessoas endividadas muitas vezes escolhem trocar a vida pelo dinheiro do seguro para cobrir os débitos.


soldados, bombeiros, policiais, voluntários, agricultores, pescadores e os trabalhadores que tentam recuperar a usina nuclear de fukushima também podem desenvolver depressão e estão no grupo de risco.


para noda, a sociedade tem de colaborar e incentivar a criação de espaços comunitários para evitar o isolamento. "a mensagem que tem de ser passada é de que eles (as vítimas) não estão sozinhos", reforça.


trabalho de base


a sociedade japonesa de psiquiatria transcultural tem feito um trabalho coordenado com centros de saúde, hospitais, clínicas e associações internacionais para atender pessoas com problemas, principalmente os estrangeiros.


a organização sem fins lucrativos life link também criou um atendimento telefônico para as vítimas e tem distribuído panfletos com orientação às pessoas com problemas de estresse e depressão.


já a organização tsukuba agri challenge começou um programa para ajudar agricultores de ibaraki e fukushima, duas províncias onde a maioria das lavouras foi altamente contaminada por material radioativo.


onze produtos foram considerados pelo governo inapropriados para venda. isto fez com que todos os agricultores das duas províncias sofressem consequências, mesmo aqueles cujos produtos não foram contaminados.


agora, com a iniciativa dos voluntários, hortaliças produzidos na região são vendidos pela internet através da página da tsukuba agri challenge. desde o dia 25 de abril, mais de 4 mil pedidos de todo o arquipélago já foram feitos.


a ideia surgiu depois do suicídio de um senhor que cultivava repolhos. para evitar outros casos, a npo começou o projeto, que não tem prazo para acabar.


"os agricultores estão preocupados com o futuro incerto. não sabemos o que será de nós, mas rezo para que não haja mais vítimas como meu pai", disse a filha do agricultor morto a repórteres.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7689,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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usina nuclear no japão pode ter novo vazamento radioativo ao mar
11 de maio de 2011

funcionário da tepco informou sobre água no poço do reator 3 de fukushima

tóquio - a operadora da usina nuclear japonesa fukushima daiichi, danificada pelo tsunami e terremoto de 11 de março, disse nesta quarta-feira, 11, que pode ter encontrado um novo vazamento de água radioativa para o oceano a partir da usina, desta vez do reator número 3.


a operadora tokyo electric power co. (tepco) já registrou um vazamento semelhante no reator 2, que conseguiu selar com substâncias como vidro líquido.

um porta-voz da tepco disse a jornalistas que um trabalhador da usina encontrou água vazando para um dos poços do reator 3, próximo ao oceano. segundo o porta-voz, a companhia não pode confirmar se a água estava de fato entrando no mar e estava realizando testes.

desde o terremoto de 11 de março, a tepco está tendo que despejar água sobre os reatores para resfriá-los, mas também foi necessário encontrar espaço para armazenar a água contaminada, que tem infiltrado parcialmente no oceano.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7704,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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operadora de usina nuclear do japão encerra vazamento
11 de maio de 2011

água radioativa em poça do reator 3 havia sido descoberta por funcionário da tepco

tóquio - a operadora da usina nuclear japonesa fukushima daiichi, danificada pelo tsunami e o terremoto de 11 de março, disse nesta quarta-feira, 11, que um novo vazamento de água radioativa, que estaria indo para o oceano, já foi fechado.


segundo um porta-voz da tokyo electric power co. (tepco), trabalhadores conseguiram fechar o vazamento que foi descoberto mais cedo nesta quarta-feira em um poço de armazenamento externo do reator 3 da usina daiichi, a poucos metros do mar.

o reator 2 da usina teve vazamentos semelhantes que a operadora conseguiu controlar no mês passado com vidro líquido e outras substâncias.

desde o terremoto e o tsunami de 11 de março no nordeste do japão, a tepco está tendo que despejar água sobre os reatores para resfriá-los, mas também foi necessário encontrar espaço para armazenar a água contaminada.

o ministério das relações exteriores de japão informou os estados unidos e países vizinhos sobre o vazamento desta quarta, segundo hidehiko nishiyama, porta-voz da agência de segurança nuclear japonesa.

a china e a coreia do sul criticaram o japão quando o país despejou milhares de toneladas de água contaminada da usina no mar, no mês passado, sem um aviso prévio.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 7733,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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imperadores do japão visitam região atingida por acidente nuclear
11 de maio de 2011

o casal imperial do japão, akihito e michiko, visitou hoje (11) a província de fukushima, no nordeste do país, onde está localizada a usina nuclear atingida pelo terremoto e tsunami de 11 de março, que provocaram explosões e vazamento de radiação. os imperadores foram levar uma mensagem de apoio para os moradores que foram obrigados a deixar as casas e ir para abrigos públicos.

cerca de 600 pessoas estão vivendo em um ginásio da cidade, desde que a área ao redor da usina nuclear de fukushima daiichi foi evacuada, devido ao risco de contaminação nuclear. durante a visita, akihito e michiko se ajoelharam para conversar com os desalojados.

em uma das conversas, a mãe de duas crianças contou ao imperador que enfrenta dificuldades para viver no abrigo porque os filhos são muito pequenos. em outro diálogo, a imperatriz disse a um homem que, em breve, a situação da usina estará sob controle total.

akihito e michiko visitaram também a região costeira, onde muitas casas foram destruídas pelo terremoto e, principalmente, pelo tsunami que o sucedeu. demonstrando perplexidade com o que estavam vendo, o casal imperial se curvou em silêncio na direção das casas.

ontem (10), passados dois meses do terremoto, cerca de 500 estudantes de uma escola secundária se uniram aos desalojados do nordeste do país e, juntos, fizeram orações e um minuto de silêncio. alguns seguraram velas no pátio da escola que, de frente para o mar, também foi atingida pelas ondas gigantes.

em kita-ibaraki, província de ibaraki, os bombeiros também fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. cerca de 25 mil pessoas morreram ou desapareceram na catástrofe.

http://www.jb.com.br/internacional/noti ... e-nuclear/
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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após catástrofe no japão, lucro da toyota recua 77%
12 de maio de 2011

empresa disse que sua produção deve começar a se normalizar, pouco a pouco, só a partir de junho

a montadora japonesa toyota anunciou ontem uma queda de 77% no lucro líquido no período de janeiro a março. segundo a empresa, a queda é consequência direta dos problemas de produção provocados pelo terremoto que atingiu o japão em 11 de março e pelos efeitos do fortalecimento do iene. o lucro da companhia somou us$ 313 milhões no quarto trimestre fiscal, em comparação com us$ 1,38 bilhão no mesmo período do ano anterior.

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volta. toyota prevê normalizar produção a partir de junho

o resultado ficou bem abaixo do us$ 1 bilhão estimado pelos analistas. na mesma base de comparação, a receita caiu 12%, para us$ 57,2 bilhões, de us$ 65 bilhões, e o lucro operacional recuou 52%, para us$ 568 milhões, de us$ 1,17 bilhão.

em todo o ano fiscal encerrado em março, porém, o lucro líquido da toyota quase dobrou, para us$ 5,03 bilhões, de us$ 2,58 bilhões um ano antes. a receita anual aumentou 0,2%, para us$ 234 bilhões, de us$ 233,5 bilhões, enquanto o lucro operacional anual subiu para us$ 5,7 bilhões, de us$ 1,8 bilhão.

a toyota afirmou que o desastre natural de março reduziu o lucro operacional do ano fiscal em us$ 1,35 bilhão, em comparação com uma estimativa feita em fevereiro. a maior montadora do mundo em volume de vendas não divulgou previsões para os ganhos, planos de produção ou outras projeções para o atual ano fiscal, que vai até março de 2012.

produção. a empresa também anunciou ontem que sua produção deverá se normalizar pouco a pouco a partir do mês de junho. "a produção se normalizará por etapas em todo o mundo a partir de junho, principalmente a partir de julho no japão e agosto no resto dos países, como havíamos anunciado em 22 de abril", divulgou a empresa, por meio de um comunicado.

até 3 de junho, a produção da empresa só atingirá a metade do que estava previsto para antes da ocorrência da catástrofe. "em junho, a produção, variável, de acordo com as regiões e os modelos, alcançará aproximadamente 70% do normal em nível mundial", disse ainda o texto.

o terremoto seguido de tsunami devastou a região nordeste do japão em 11 de março e danificou ou destruiu inúmeras empresas provedoras de partes e peças para a toyota. com isso, a montadora foi obrigada a reduzir sua cadeia de produção tanto no japão quanto nos outros países. no fim de abril, as fábricas da empresa no brasil e na argentina começaram a sofrer pequenas paralisações na produção por conta disso.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 8085,0.php
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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novo vazamento derrama água radioativa no mar de fukushima
12 de maio de 2011

concentração de césio-134 na região da usina nuclear está 32 mil vezes além do permitido e de césio-137 22 mil vezes superiores ao limite legal; fluxo do líquido já foi controlado

tóquio - a tokyo electric power company (tepco), operadora da central nuclear de fukushima daiichi, detectou, na quarta-feira, 11, um vazamento de água altamente radioativa para o mar. a situação foi controlada horas depois.

na água do mar, na região da central, foi detectada concentração de césio-134 32 mil vezes além do permitido, enquanto os níveis de césio-137 estão 22 mil vezes superiores ao limite legal.

os técnicos da usina, onde teve início uma crise nuclear após o terremoto e tsunami de 11 de março, detectaram que um encanamento próximo ao reator 3 derramava água em uma fossa, que por sua vez vazava ao mar, segundo a emissora "nhk".

na fossa em questão, o nível de césio-134 na água era 620 mil vezes superior ao permitido, e o de césio-137, 430 mil.

acredita-se que o vazamento possa proceder de áreas alagadas do edifício de turbinas do reator 3, onde o nível de água registrou queda desde terça-feira.

a tepco interrompeu o vazamento de água na noite desta quarta-feira, após bloquear o encanamento e cobrir a fossa com concreto e outros materiais.

aparentemente, algumas substâncias radioativas passaram através das barreiras colocadas no mar junto à central para evitar que os vazamentos se estendessem. por isso, desta vez, pode ser maior a área contaminada no oceano pacífico, segundo a tepco.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 8199,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão: central nuclear de hamaoka fecha no sábado
12-05-2011

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a central nuclear de hamaoka, cujo fecho foi exigido pelo governo japonês por razões de segurança, será fechada no sábado, avançou a chubu electric, operadora da central.

actualmente, estão em actividade apenas dois reactores da central, localizada em uma região com grande risco sísmico e onde se teme que durante os próximos 30 anos possa acontecer um terramoto de 8 graus na escala richter.

a chubu electric explicou que o reactor 4 será fechado na sexta-feira, a outra unidade será paralisada no sábado.

localizada à beira do marm 200 km a sudoeste de tóquio, hamaoka é a única central nuclear da companhia. o japão tem nesta altura 54 reactores nucleares, assim que for paralisada hamaoka, apenas 20 continuarão em funcionamento.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=262687
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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japão aprova plano para ajudar operadora de usina a pagar indenizações
13 de maio de 2011

governo criará instituição que facilitará pagamentos de compensações às vítimas e fiscalizará reestruturação da empresa.

o governo japonês aprovou nesta sexta-feira um esquema de ajuda à empresa tokyo eletric power (tepco) para oferecer compensações financeiras às pessoas afetadas diretamente pela crise na usina nuclear de fukushima, causada pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março.



será criada uma instituição estatal, com o intuito de facilitar os pagamentos das compensações às vítimas e que também fiscalizará de perto a reestruturação da empresa.


segundo divulgou a agência de notícias kyodo, dinheiro público será investido na instituição, mas o governo quer que as outras oito empresas que operam centrais nucleares também contribuam financeiramente.


o objetivo é criar uma espécie de fundo, que pode ser usado, por exemplo, em caso de outros acidentes nucleares.


compensação


a decisão, que veio com um dia de atraso por causa de divergências dentro do partido governista, foi tomada após o pedido formal da tepco na terça-feira passada.


a empresa alegou problemas financeiros para compensar de forma "justa" as pessoas afetadas pelo vazamento nuclear.


o valor total das compensações ainda não foi divulgado, mas analistas dizem que deve passar de us$ 100 bilhões (cerca de r$ 161 bilhões).


cerca de 80 mil pessoas foram retiradas de suas casas em um raio de 20 quilômetros ao redor da usina nuclear de fukushima.


o pior acidente nuclear do país também afetou agricultores, pescadores, o comércio e a indústria. mas os primeiros a receber o dinheiro serão os moradores.


responsabilidade


em um comunicado divulgado pela imprensa japonesa, o governo diz que "oferecerá ajuda à tokyo electric power para que a população sofra o mínimo possível".


a ideia é que a tepco, maior empresa de energia do país e que atende uma área correspondente a 33% da economia local, não vá à falência, o que causaria um prejuízo ainda maior ao japão.


além disso, o governo quer evitar aumentos nas contas de luz e, se possível, impedir que haja blecautes no verão.


em troca, a tepco aceitou fazer uma drástica reestruturação na empresa.


entre as seis condições impostas, o governo pediu um corte profundo de gastos, não impor um teto máximo nas indenizações e aceitar uma investigação da gestão e do uso dos recursos.


"esse esquema aliviará o medo de um distúrbio no mercado financeiro porque as ações e bônus dos investidores da tepco estarão protegidos", disse à bbc yasuhide yajima, economista-sênior do instituto de pesquisas nli, de tóquio.


"mas há muitas dúvidas sobre como o esquema vai funcionar, porque não sabemos exatamente qual é o total das compensações", acrescentou.


estragos


na quinta-feira, a tepco divulgou que os estragos no reator nuclear na planta de fukushima são piores do que se pensava.


há um novo vazamento de água altamente contaminada da cúpula que cobre o reator número 1, provavelmente por causa do dano decorrente do derretimento do combustível nuclear.


depois do terremoto seguido de tsunami, os sistemas de resfriamento dos reatores pararam, superaquecendo o combustível. houve explosão em prédios de quatro reatores, três dos quais estavam em operação no momento do tremor.


desde então, a operadora tenta recuperar o controle da usina. trabalhadores continuam injetando água nos reatores, enquanto tentam restabelecer os sistemas de resfriamento.


a empresa tinha divulgado que levaria mais de nove meses para ter o controle total da usina. mas na próxima terça-feira, ela pretende divulgar um novo plano de trabalho, o que inclui uma revisão dos prazos.


usina de hamaoka


enquanto a crise nuclear em fukushima continua, a chubu eletric power co. começou o trabalho de desligamento da usina de hamaoka, na província de shizuoka, atendendo ao pedido do governo japonês.


a planta está localizada em uma área considerada de alto risco de ocorrer um forte abalo sísmico nos próximos 30 anos.


dos cinco reatores, três já estão parados e, até sábado, a companhia disse que deve terminar o trabalho de desligamento total da usina.


para atender a demanda no verão, a operadora começou uma campanha para que os usuários economizem energia.
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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governo do japão aprova plano da tepco para indenizações
13 de maio de 2011

o governo vai emitir títulos especiais para ajudar a criar um fundo que permita pagamento a afetados

tóquio - o japão anunciou nesta sexta-feira, 13, um plano para auxiliar a tokyo electric power a ressarcir as vítimas de sua usina nuclear atingida por um terremoto e tsunami ao mesmo tempo em que evita que a empresa declare falência. o anúncio acontece enquanto a tepco ainda luta para resolver o pior acidente nuclear desde chernobyl.


o plano, aprovado depois de semanas de debates entre autoridades do governo, banqueiros e executivos da tokyo electric sobre quem deveria pagar pela crise, minimiza os medos dos investidores de que o colapso da empresa de energia iria atingir os mercados financeiros.

ele chega ao mesmo tempo em que engenheiros ainda trabalham para voltar a controlar os reatores da usina fukushima daiichi ao norte de tóquio, dois meses depois do terremoto e tsunami que geraram o vazamento de radiação.

o governo do país vai emitir títulos especiais para ajudar a criar um fundo que vai permitir que a maior empresa de energia e gás da ásia consiga lidar com as indenizações que devem chegar às dezenas de bilhões de dólares. não foi fixado um teto nos passivos da tokyo electric.

o governo japonês também está considerando a opção de comprar ações preferenciais da tepco. nenhum detalhe foi divulgado sobre o tamanho da injeção de fundos, mas parlamentares disseram no início desta semana que a emissão de títulos deve chegar aos 5 trilhões de ienes (62 bilhões de dólares).

em contrapartida ao apoio, o governo do japão vai exercer controle "por um determinado período de tempo" na gestão da tokyo electric e outras empresas de energia, que também vão pagar taxas anuais para o fundo.

ainda que aliviados que o pior já tenha passado, os investidores venderam ações da empresa com medo que o governo tomasse as rédeas do setor.

ações de bancos também tiveram queda depois que o principal porta-voz do governo japonês disse que uma distinção deve ser feita entre os empréstimos feitos muito tempo antes do terremoto e tsunami de março de 2011 e aqueles que foram tomados depois. além disso, ele disse que os bancos devem ser convidados a cooperar no alívio dos problemas financeiros da tokyo electric.

o mercado interpretou os comentários do porta-voz do governo yukio edano como uma indicação de que bancos deverão perdoar empréstimos e fazer outras concessões. ações do grupo financeiro sumitomo mitsui financial, o maior credor da tepco, caíram 3.8 por cento.

"o governo está avançando sobre os lucros de empresas privadas. ele violou o lucro das empresas de energia e agora está tentando diminuir a carga para o contribuinte violando o lucro dos bancos", disse kiyoshi noda, gerente chefe de fundos da mu investments.

hamaoka

a chubu electric desativou nesta sexta o primeiro dos dois reatores operacionais da usina nuclear de hamaoka, situada em uma zona de alto risco sísmico, à espera que as atividades sejam completamente interrompidas no sábado.

a central de hamaoka se encontra 200 quilômetros ao sul de tóquio, em uma região onde é alto o risco de ocorrer um terremoto de até 8 graus na escala richter nos próximos 30 anos, pelo que o governo exigiu há uma semana que seus reatores fossem desativados.

segundo a agência local "kyodo", a paralisação foi realizada ao inserir as chamadas barras de controle no núcleo do reator a fim de interromper as reações de fissão, que cessaram às 13h56 locais (1h56 de brasília).

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