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Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 12:33 pm
por jmal
RJSC Escreveu:
jmal Escreveu:Já aqui o disse no fórum e volto a dizer; os controladores kelly não têm medidor de corrente, ou seja, amperímetro, por esse mesmo motivo, nenhuma das configurações usa valores em amperes, mas sim em percentagem. Certo, podia haver um valor máximo e calculava-se os amperes em função da percentagem, mas não existe, porque estes cortam com base em tensão. As percentagens referem-se a cálculos de pwm que é aplicado na parte de potência.

Portanto acho que não deves encontrar um valor de amperagem em função da percentagem, porque vai induzir em erro, e pode variar muito em função da resistência interna das baterias. A minha sugestão é regulares para o comportamento que pretendes, e medires a corrente com medidor físico para que estejas descansado.
Onde viste a informação?
As FAQs da kelly dizem o contrário.
The controller current rating is the motor current. Basically motor current=max motor current *percentage, battery current=motor current*percentage.
For example, KEB72450, we set Max Motor Current and Max Battery Current to 80% and 60% respectively. The motor current will be 150A*80%=120A peak. The battery current will be 120A*60%=72A.
http://kellycontroller.com/faqs.php

Com a baixíssima resistência dos enrolamentos (miliohms) destes motores, se assim fosse, ao dar acelerador a fundo (PWM 100%) num motor bloqueado, os transístores rebentavam!

Vi dentro de 2 deles.

Exato, essa informação confirma o que disse, se tivesse amperímetro um dos valores era configurado em amperes.

Eles calculam os amperes através da queda de tensão, qual a formula que usam não sei, porque
também depende da resistência do motor, mas uma certeza eu tenho, amperímetro não há.

Mas ele não mete PWM a 100%, alias, é por isso que os kelly são muito fracos a arrancar em subidas, ele só mete 100 % PWM quando a rotação já é alta, e isso facilmente se nota no comportamento em estrada.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 1:09 pm
por civic
pafi Escreveu:O meu último valor tem a regenerativa regulada para 43%.
Na minha de 70Ah, se viajar depressa e regenerar, por exemplo numa descida, tenho valores iniciais (observados no CB) de 130A-140A, que depois vão diminuindo progressivamente com a travagem. Mas estes valores duram cerca de 1s ou 2s. A maior parte das travagens que faço, a corrente atinge em média os 70A-80A e depois vai diminuindo. Se for trânsito de cidade, os valores andam pelos 30A-40A. Depende muito da condução.
Estes valores não são muito altos para as baterias?

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 1:47 pm
por civic
Vou deixar nos 10%, pois sendo de 350A isso dá 35A, como as baterias admitem 3C (45A) ainda sobram 10A.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 2:43 pm
por RJSC
jmal Escreveu: Eles calculam os amperes através da queda de tensão, qual a formula que usam não sei, porque
também depende da resistência do motor, mas uma certeza eu tenho, amperímetro não há.
Por queda de tensão são praticamente todos. Só os que usam um sensor de campo magnético é que não.
Os que têm shunt não leem a corrente, mas sim a queda de tensão no shunt.
Também já vi aparelhos que usam como shunt uma pista na placa de circuito impresso, por isso se não viste nenhum shunt
óbvio, pode existir na mesma.
Além disso sei de fabricantes de fontes comutadas que usam a resistência interna dos MOSFETS (RDSon) quando com a gate totalmente carregada como shunt. Com este processo é necessário amostrar fora regime transitório quando se comuta o transístor.

Há muitas maneiras de medir a corrente sem usar componentes óbvios...

Os kelly que abriste estavam resinados? Eu abri um, e está completamente coberto de resina epoxy, não para para ver nada.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 5:14 pm
por jmal
RJSC Escreveu:
jmal Escreveu: Eles calculam os amperes através da queda de tensão, qual a formula que usam não sei, porque
também depende da resistência do motor, mas uma certeza eu tenho, amperímetro não há.
Por queda de tensão são praticamente todos. Só os que usam um sensor de campo magnético é que não.
Os que têm shunt não leem a corrente, mas sim a queda de tensão no shunt.
Também já vi aparelhos que usam como shunt uma pista na placa de circuito impresso, por isso se não viste nenhum shunt
óbvio, pode existir na mesma.
Além disso sei de fabricantes de fontes comutadas que usam a resistência interna dos MOSFETS (RDSon) quando com a gate totalmente carregada como shunt. Com este processo é necessário amostrar fora regime transitório quando se comuta o transístor.

Há muitas maneiras de medir a corrente sem usar componentes óbvios...

Os kelly que abriste estavam resinados? Eu abri um, e está completamente coberto de resina epoxy, não para para ver nada.
Podia utilizar esse processo, ou até pode, mas com o comportamento que tem, o mais certo é ter apenas controle por queda de tensão, quando falas em corte por queda de tensão é um limite mínimo de tensão que não mete corrente quando chega a essa tensão, isso é o corte por tensão baixa, não é desse que falo, o controle que falo é de outro modo, tensão de repouso e tensão de trabalho.

Não existe pista nenhuma que sirva para esse efeito, como deves ter reparado, os contactos da bateria e até do motor vão diretos aos mosfets, com a grossura que têm é praticamente impossível medir ali uma queda de tensão que seja corretamente lida por um processador.
Além disso sei de fabricantes de fontes comutadas que usam a resistência interna dos MOSFETS (RDSon) quando com a gate totalmente carregada como shunt.
Nunca ouvi tal, mas estamos sempre a aprender, mas isso deixa duvidas em relação há temperatura de trabalho, onde a resistência varia com a temperatura, e são estes que são a fonte de aquecimento.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 5:36 pm
por RJSC
jmal Escreveu:
Além disso sei de fabricantes de fontes comutadas que usam a resistência interna dos MOSFETS (RDSon) quando com a gate totalmente carregada como shunt.
Nunca ouvi tal, mas estamos sempre a aprender, mas isso deixa duvidas em relação há temperatura de trabalho, onde a resistência varia com a temperatura, e são estes que são a fonte de aquecimento.
É um método grosseiro, mas é melhor que não ter nenhum.
Como eles têm um termistor na barra de uma fase e não deixam a temperatura ir acima de 90ºC sem cortar, podem também fazer compensação de temperatura. Eles assumem aquecimento igual em todos os grupos de MOSFETs e pode dar asneira em caso de problema num grupo apenas: no que abri, queimou um dos grupos de MOSFETs que não tinham o termistor. Puderam aquecer à vontade sem que o microcontrolador se apercebesse.

Há até circuitos integrados projetados já com esse método de medição de corrente em mente. Um exemplo abaixo:
MOSFET RDS(ON) current sensing maximizes efficiency. Alternatively, a sense resistor can be used for higher cur- rent limit accuracy.
MOSFET RDS(ON) current sensing maximizes efficiency. Alternatively, a sense resistor can be used for higher cur- rent limit accuracy.
appnote.png (43.99 KiB) Visto 4365 vezes
http://www.linear.com/docs/Datasheet/3775fa.pdf

Os fabricantes fazem coisas do arco da velha para cortar nuns componentes que acrescentam umas dezsenas de cêntimos num produto vendido por centenas de euros!

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 5:42 pm
por civic
Já agora pedia ao pessoal da predator qual a tensão das baterias na carga completa, pois mandei vir um carregador que para ele o maximo é 74,5, pela minha pequena scooter penso que no caso das predator (e na minha DT) a tensão andará pelos 90V, certo?

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 5:51 pm
por RJSC
civic Escreveu:Já agora pedia ao pessoal da predator qual a tensão das baterias na carga completa, pois mandei vir um carregador que para ele o maximo é 74,5, pela minha pequena scooter penso que no caso das predator (e na minha DT) a tensão andará pelos 90V, certo?
Tudo depende das baterias que usam.
Vê a tensão máxima admissível das tuas baterias e multiplica pelo número de células.

Se essas são headway são 3.65V por célula, se tiveres 24 células serão 87.6V.
Com 90V arriscas-te a dar cabo de algumas.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 5:57 pm
por jmal
RJSC Escreveu:
jmal Escreveu:
Além disso sei de fabricantes de fontes comutadas que usam a resistência interna dos MOSFETS (RDSon) quando com a gate totalmente carregada como shunt.
Nunca ouvi tal, mas estamos sempre a aprender, mas isso deixa duvidas em relação há temperatura de trabalho, onde a resistência varia com a temperatura, e são estes que são a fonte de aquecimento.
É um método grosseiro, mas é melhor que não ter nenhum.
Como eles têm um termistor na barra de uma fase e não deixam a temperatura ir acima de 90ºC sem cortar, podem também fazer compensação de temperatura. Eles assumem aquecimento igual em todos os grupos de MOSFETs e pode dar asneira em caso de problema num grupo apenas: no que abri, queimou um dos grupos de MOSFETs que não tinham o termistor. Puderam aquecer à vontade sem que o microcontrolador se apercebesse.

Há até circuitos integrados projetados já com esse método de medição de corrente em mente. Um exemplo abaixo:
appnote.png
http://www.linear.com/docs/Datasheet/3775fa.pdf

Os fabricantes fazem coisas do arco da velha para cortar nuns componentes que acrescentam umas dezsenas de cêntimos num produto vendido por centenas de euros!
Os IGBT's, já têm tudo isso e são mais fiáveis.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 6:00 pm
por jmal
Deixo aqui um exemplo, o que equipa a vectrix. http://www.pwrx.com/pwrx/docs/pm300cla060.pdf

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 6:09 pm
por RJSC
Pois, mas esses módulos já com a ponte de 3 fases são peças caras...

Mas não fiques aí a pensar que te estou aqui a mandar abaixo, deves ter é uma paciência doida para fazer reverse enginerring do software da vectrix...
Eu para software não valho nada! :lol:

Uma vez para tirar a data sobreposta na imagem numa câmara chinesa de 12 dólares, dessoldei a memória a flash para colocar num programador e marcar a área (que foi descoberta por outro ao ler o firmware como se fosse um bitmap) dos dígitos da data como transparente, uns meses depois um fulano conseguiu fazer reserve engineering do bootloader por USB da câmara para enviar o firmware alterado... Aí, kaput...

Mas é sempre melhor começar pelo hardware, há um "ditado de engenharia" que diz:
The only thing more dangerous than a hardware guy with a code patch is a programmer with a soldering iron.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 8:30 pm
por Jorge Rocha
civic Escreveu:Já agora pedia ao pessoal da predator qual a tensão das baterias na carga completa, pois mandei vir um carregador que para ele o maximo é 74,5, pela minha pequena scooter penso que no caso das predator (e na minha DT) a tensão andará pelos 90V, certo?
Se não tens bms, aconcelho a diminuir um pouco a tensão maxima.
Dependendo do tipo de carregador:
* Se mantém a carga até mesmo quase ao final, cortando subitamente, sem mais ligar depois.
* Se é dos que vai diminuindo lentamente a correte assim que a tensão se aproxima do valor maximo programado, mantendo-se sempre a compensar alguma perda.
* Outro tipo...

Se for do primeiro tipo, poderia colocar a fazer o corte aos 3,65V X nº celulas.
Se for do segundo tipo, poderia colocar a fazer o corte aos 3,45V X nº de celulas.


Tudo depende...

Já estão bem balanceadas as celulas?

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 9:02 pm
por civic
Ficou a desligar aos 84.67V, e o carregador vai baixando a carga ate desligar, medi todas as celulas apos uma volta eficaram todas com 3.3V.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 9:39 pm
por Jorge Rocha
civic Escreveu:Ficou a desligar aos 84.67V, e o carregador vai baixando a carga ate desligar, medi todas as celulas apos uma volta eficaram todas com 3.3V.
Esse tipo de informação (ou a falta dela) não ajuda nada para se ver se está tudo bem!
Quando por exemplo o pack de 24 celulas está à carga, basta que uma das celulas já esteja a 100%, quando as outras 23 ainda estão com apenas 98% de capacidade, para que esta se danifique rapidamente. Imagina a situação 23 celulas a 3,50V e uma a 4,17V (já a fervilhar/fazer bolinhas) = 84,67V

Como a diferença de tensão em vazio, das celulas de litio, entre os 10% e os 90% é tão minima, para que se note a respectiva diferença de capacidade na tensão, será necessário verificar as centezimas ou até mesmo as milezimas de volt, para destinguir alguma diferença!
Vê lá isso bem, para sempre dizermos bem das electricas!
Verifica a tensão delas passo a passo até que o carregador desligue. Só assim saberás se está tudo bem com todas as celulas!

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: sábado jan 12, 2013 11:53 pm
por jmal
RJSC Escreveu:Pois, mas esses módulos já com a ponte de 3 fases são peças caras...

Mas não fiques aí a pensar que te estou aqui a mandar abaixo, deves ter é uma paciência doida para fazer reverse enginerring do software da vectrix...
Eu para software não valho nada! :lol:

Uma vez para tirar a data sobreposta na imagem numa câmara chinesa de 12 dólares, dessoldei a memória a flash para colocar num programador e marcar a área (que foi descoberta por outro ao ler o firmware como se fosse um bitmap) dos dígitos da data como transparente, uns meses depois um fulano conseguiu fazer reserve engineering do bootloader por USB da câmara para enviar o firmware alterado... Aí, kaput...

Mas é sempre melhor começar pelo hardware, há um "ditado de engenharia" que diz:
The only thing more dangerous than a hardware guy with a code patch is a programmer with a soldering iron.
Nunca pensei nisso, estamos aqui a aprender e também para ensinar qualquer coisa, se em algum momento passei esse sentimento, desde já as minhas desculpas, tento apenas clarificar e ajudar no que posso.

Sou programador à muitos anos e passei por todas as linguagens "pesadas" de micro-controladores e micro-processadores. Numa determinada altura senti falta de conhecimentos de eletrónica e apliquei-me na eletrónica digital. A minha área profissional é mesmo essa, desenvolvo muito tipo de controle e automação industrial, curiosamente a tecnologia que a vectrix usa é a que mais uso também, entrar na eletrónica e software dele foi relativamente fácil.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: domingo jan 13, 2013 12:12 am
por RJSC
Como não partilhaste pormenores: gastaste tempo a desassemblar o firmware ou esqueceste e fizeste de novo?

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: domingo jan 13, 2013 12:24 am
por pafi
(Peço desculpa por interromper a discussão de caráter técnico-enciclopédico...)
civic Escreveu:Já agora pedia ao pessoal da predator qual a tensão das baterias na carga completa, pois mandei vir um carregador que para ele o maximo é 74,5, pela minha pequena scooter penso que no caso das predator (e na minha DT) a tensão andará pelos 90V, certo?
A minha, acabadinha de carregar ultrapassa ligeiramente os 90V, mas depois vai baixando até uns 80-81V.
civic Escreveu:
pafi Escreveu:O meu último valor tem a regenerativa regulada para 43%.
Na minha de 70Ah, se viajar depressa e regenerar, por exemplo numa descida, tenho valores iniciais (observados no CB) de 130A-140A, que depois vão diminuindo progressivamente com a travagem. Mas estes valores duram cerca de 1s ou 2s. A maior parte das travagens que faço, a corrente atinge em média os 70A-80A e depois vai diminuindo. Se for trânsito de cidade, os valores andam pelos 30A-40A. Depende muito da condução.
Estes valores não são muito altos para as baterias?
Eh pá, espero que não. Ela não se tem queixado. Espero não ter andado a abusar da sorte...
Na tabela delas diz que: "Maximum short-time discharging current - 700 A - 10 C period=10s". Certo que estamos a falar do oposto, isto é, não de descarga, mas sim de carga, e depreendo que o meu 1s ou 2s de regenerativa acima dos 100A seja tolerado pelo pack. Se calhar, o motor é que também não deve gostar muito, mas como ando sempre a pôr-lhe a mão em cima quando acabo as viagens grandes, e consigo sempre ficar lá com ela, julgo estar tudo dentro dos limites físicos do material.

(http://www.i4wifi.cz/img.asp?attid=253859)

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: domingo jan 13, 2013 1:15 am
por jmal
RJSC Escreveu:Como não partilhaste pormenores: gastaste tempo a desassemblar o firmware ou esqueceste e fizeste de novo?
Fiz o disassemble e alterei ao meu gosto.

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: domingo jan 13, 2013 4:19 am
por Jorge Rocha
pafi Escreveu: Eh pá, espero que não. Ela não se tem queixado. Espero não ter andado a abusar da sorte...
Penso que desde que seja por pouco tempo, como é o caso, uns meros segundos ou nem tanto, não haverá problema algum.
Até porque quando as baterias não suportam tal carga, a tensão sobe muito rapidamente e quando chega a 97% tensão maxima programada no controlador kelly, ele simplesmente desliga o circuito/regeneração! ;)

Re: Conversão Yamaha DT50LC

Enviado: domingo jan 13, 2013 12:18 pm
por pafi
E como isso nunca aconteceu, daí estar convencido que está a situação dentro dos parâmetros normais.
Por acaso não me lembro exatamente de quanto sobe a tensão. Lembro-me de olhar para o CB e ver que quando se larga o acelerador ela aumenta uns 3 ou 4 V, mas na próxima hiper-travagem vou olhar para o voltímetro também.

E os vídeos? E os vídeos? Queremos ouvir o silvar de mais este magnífico VE!!!