Re: Isenção fiscal para bicicletas!
Enviado: terça dez 23, 2008 3:37 pm
a minha já lá está e vou espalhar a mensagem por outros fóruns
Fórum de Discussão sobre Energias Renováveis e Alternativas
https://www.novaenergia.net/forum/
não compreendi! mas espero que elucides o resto do pessoal?4niko Escreveu:tipicamente tuga!!!!!!!!!!!!!!
4niko Escreveu:tipicamente tuga!!!!!!!!!!!!!!
e mais perigoso!jmal Escreveu:gandas malucos, quem diria que o transporte mais rápido dentro de new york.
nome completo:
bi (nao necessário, simplifica o meu trabalho):
caro subscritor da petiçao (http://www.petitiononline.com/irsbicic/petition.html),
desde já agradeço o facto de ter apoiado a iniciativa.
agora que ultrapassámos as 5000 assinaturas é hora de organizar toda a informaçao e conseguir que a proposta de alteraçao chegue a plenário parlamentar.
uma das exigências das petiçoes baseadas em suporte informático, como é o caso desta, é a de os subscritores disponibilizarem o seu nome completo.
é por isso que o contacto, para lhe pedir que me envie o seu nome completo, respondendo a este email e preenchendo as linhas a negrito no início desta mensagem.
nao podemos perder a oportunidade que teremos com a nova revisao do orçamento de estado para 2009 que será votada em sede parlamentar dentro de pouco tempo!
cumprimentos,
joao branco
in massa criticainiciativas de mário alves
segundo o próprio, na mailing list bicicletada_pt:
«a proposta está melhor que a anterior. já desistiu da obrigatoriedade do uso universal do capacete, mas mantém a obrigatoriedade do uso para crianças - com amigos dos ciclistas destes estamos bem arranjados!
ainda não tive tempo para ler com muito cuidado. mas já encontrei pérolas destas:
quando os velocípedes circulem a par e o primeiro já tenha iniciado o
cruzamento ou entroncamento ou tenha entrado na rotunda;
continuaram sem ter tido o cuidado de escutar os utilizadores de bicicleta nem abrir o dialogo com a sociedade civil. apesar de se basearem visivelmente, e copiarem em parte (até algumas gralhas), trabalho já realizado pela sociedade civil, não têm a decência de pelo menos mencionarem a origem do trabalho - tal como fez a proposta do grupo dos verdes - nem ocultarem quem copiaram.
relembro que enviei uma carta aos deputados do be alertando para os erros da proposta anterior e chamando a atenção para necessidade de dialogo e debate sobre a mesma. a carta nunca teve uma resposta oficial.
na sua globalidade é uma proposta muito positiva - com muitos conceitos que muitos de nós tem vindo a defender nos últimos anos e que leram com atenção no site da plataforma para a promoção do uso da bicicleta. infelizmente com um erro grave, algumas lacunas lamentáveis e uma ou outra proposta mal redigida. mais uma oportunidade perdida. esperemos que ainda haja oportunidade para a melhorar.
abraços,
mário
senhores/as deputados/as,
fiquei agradavelmente surpreendido pela notícia de que o grupo parlamentar do bloco de esquerda apresentou na assembleia da republica uma proposta de alteração do código da estrada (ce) com vista a melhorar a segurança de peões e ciclistas em portugal
em abril de 2005 lancei, em conjunto com outros utilizadores de bicicletas, um abaixo-assinado (agora com cerca de 2,500 assinaturas) e uma página na internet (http://www.geocities.com/bici_portugal/), precisamente para iniciar uma campanha de alteração do ce de forma a aumentar a segurança do utilizadores de bicicleta em portugal. imagino que esta campanha não seja estranha ao grupo parlamentar do be, porque a sua actual proposta baseia-se visivelmente – e copia em parte – nos documentos publicados no site da campanha. o que em si é positivo, por isso mesmo é que lá estão – para inspirar a acção e a mudança.
no entanto, ao ler o vosso documento, verifiquei que uma das alterações propostas é para que o uso do capacete passasse a ser obrigatório para ciclistas. ora, esta medida é altamente penalizadora para o uso da bicicleta e contraproducente para a segurança rodoviária de todos. está perfeitamente estabelecido que, quanto maior é a percentagem de deslocações realizadas a pé ou de bicicleta num país ou comunidade, melhor é a segurança rodoviária de todos. acresce que, num contexto onde serão necessárias políticas coerentes de mobilidade, todo o quadro legislativo terá que ser construído de forma a não desencorajar os usos de modos mais sustentáveis.
acontece que vários estudos demonstram que nos poucos países em que tornaram o capacete obrigatório para ciclistas, o seu número diminuiu de forma drástica. por exemplo, o estado de victoria na austrália tornou o uso do capacete obrigatório em 1990. no ano seguinte houve uma redução de 37% no número de mortes entre ciclistas, no entanto, 40% menos adultos e 60% menos crianças continuaram a usar a bicicleta depois de introdução da lei. o board of education and science do reino unido concluiu em 1999 que os efeitos adversos na saúde pública pela redução de exercício físico dos ciclistas que desistiriam da actividade pela lei da obrigatoriedade, não compensaria as vidas salvas pelo uso do capacete. o mesmo já tinha sido reconhecido pelo supremo tribunal australiano em 1996. estas conclusões nem sequer têm em conta as enormes percas de benefícios ambientais e para a saúde pública, consequência do desincentivo do futuro e actual uso da bicicleta.
o capacete não evita acidentes – de facto, pode até aumentar a sua probabilidade e gravidade. no entanto, uma diminuição da velocidade média dos veículos motorizados em 5 km/h reduziria a mortalidade na estrada em 25%. se o único objectivo é salvar vidas em portugal, por absurdo, mais razões existiriam para obrigar o uso de capacetes aos peões (cerca de centena e meia mortes por ano) e aos condutores de veículos motores (cerca de sete centenas de mortes por ano) que aos ciclistas (cerca de três dezenas). no entanto, ao legislar para modos de transportes suaves não podemos perder a perspectiva que são modos em perca gradual de popularidade e que serão necessários todos os esforços no futuro para os encorajar. por isso mesmo, as formas de aumentar a sua segurança devem estar sempre nas obrigações do lado dos modos mais pesados e que de facto são os causadores do risco rodoviário. apesar de ser uma discussão que surge regularmente em todos os países europeus, um relatório realizado para a conferencia europeia de ministros de transportes (emct) cita um relatório realizado para a comunidade europeia (promising): "do ponto de vista da restrição, até a promoção oficial de capacetes pode ter um efeito negativo no uso da bicicleta, a melhor abordagem é deixar a promoção dos capacetes aos seus fabricantes". o mesmo relatório conclui que a promoção do capacete pode aumentar a percepção de que a bicicleta é um meio de transporte perigoso, diminuindo assim a apetência ao seu uso: "...o desincentivo ao uso da bicicleta tem consequências bem mais negativas para a saúde pública, que o aumento do uso da bicicleta sem capacete." aliás, esta medida contradiz o espírito geral da própria proposta. obrigando a que a responsabilidade de protecção fique do lado dos mais vulneráveis, estamos a perpetuar a espiral de insegurança rodoviária que nos trouxe até aqui.
lendo com mais atenção o vosso documento, não posso deixar de pensar que foi de facto mais uma oportunidade perdida (apesar de visivelmente bem intencionado, existem várias gralhas, erros de sintaxe, incoerências e lacunas importantes no documento). felizmente, já existem na sociedade civil em portugal plataformas de discussão sobre estes assuntos que poderiam, com boa vontade, ter contribuído para que a proposta do bloco de esquerda fosse de facto útil para a causa da mobilidade sustentável e aumento da segurança rodoviária de todos. actuando de uma forma isolada, o bloco de esquerda perdeu a oportunidade de se abrir à sociedade civil e fazer um documento que, com a ajuda de todos, fosse mais consensual e razoável.
com os meus melhores cumprimentos,
mário alves»
in massa criticacitando ainda mário alves
«de facto está em preparação há algum tempo uma nova petição, desta vez com o apoio institucional da fpcub. será preciso nova petição porque quando a primeira foi lançada, a assembleia da república não permitia a possibilidade de aceitar petições online, por isso mesmo não houve a preocupação de pedir o número do bi.
perante algumas iniciativas parlamentares bem intencionadas, mas que contêm algumas regras que prejudicam os ciclistas e a promoção da mobilidade sustentável, acho que vale a pena avançar com uma iniciativa abrangente da sociedade civil (ongs de ambiente, saúde, segurança rodoviária, etc). acho que ajudará a adopção das boas propostas e a discussão sobre as más propostas.»