
- PVGis.PNG (51.77 KiB) Visto 4296 vezes
A azul estão considerações próprias para o teu caso.
1 – Tipo de Base de dados da radiação
A atual (após 2010) está selecionada por defeito Climate-SAF PVGIS e dá valores mais corretos, em princípio. Baseia-se em cálculos a partir de imagens de satélite. Penso que deves usar esta, que dá valores maiores do que a antiga, em quase todo o país.
A antiga (Classic PVGIS) baseia-se em dados recolhidos em estações terrestres.
2 – Tecnologia FV
Deixa ficar o silício cristalino, dá para painéis mono ou poilicristalinos, que deve ser o que vais usar.
3 – Potencia FV pico instalada
É a potência anunciada nos painéis,
no teu caso 500Wp no total, pelo que deves pôr 0,5kWp.
4 – Perdas estimadas do sistema
São as perdas no inversor, cabos, sujidade painéis, neve. Eles assumem 14%, mas podes alterar. Eu não costumo mexer. Nota que as perdas totais
(cerca de 29% para simulação que fiz para Lagos) anunciadas nos cálculos finais incluem, para além daquelas, perdas devido à temperatura e a baixos níveis de irradiância e perdas por efeitos de refletância angular.
5 – Posição de montagem fixa
Para sistemas fixos (sem seguidor solar), a forma de instalação dos painéis influencia a sua temperatura, logo o rendimento.
Montagem livre: os módulos têm livre circulação de ar atrás (ex.º: montagem no solo).
Montagem integrada no edifício: o painel está à face da superfície que o envolve, sem circulação de ar por trás, pelo que aquece mais, logo diminui a produção (ex.º: integrado numa parede).
Existem outros tipos de montagens intermédias (ex.º: sobre telha de canudo, em que há alguma ventilação, que até é o + comum; neste caso –
que é o teu - o resultado estará entre os dois de cima).
6, 7 – Ângulo de inclinação
É a inclinação do painel em relação à horizontal, em sistemas fixos. No teu caso, a inclinação do telhado.
Não há inclinações normais do telhado. Elas variam entre 5º (alpendre pouco inclinado) e 45º ou mais. Em Lagos, sem risco de queda de neve, será possivelmente 20 a 35º, mas depois pode variar muito com a arquitetura da casa.
Se escolheres Otimizar a inclinação, ele vai considerar a inclinação ótima para a produção máxima anual, normalmente a latitude menos cerca de 5º.
8, 9 – Ângulo de orientação
É o ângulo em relação ao Sul. Este=Nascente=-90; Sul=0; Oeste=Poente=90. Mas podes escolher todas as posições intermédias ou outras (ex.º: Norte=+-180)
Se escolheres Otimizar a orientação, ele vai dar-te a orientação ideal para a produção máxima anual. Aqui, depende muito do teu local, e daí a importância de o escolheres no mapa. Imagina que tens uma montanha a poente da tua casa. A orientação ótima vai ser um pouco mais para nascente, e não diretamente a sul.
Lagos (centro) é uma cidade muito plana, pelo que a orientação ótima será +- sul.
Mas em autoconsumo, nem sempre queremos a produção máxima anual, pelo que nos pode interessar virar mais para poente, se o nosso consumo for mais à tarde, por exemplo.
As opções para seguidor solar não interessam, pois vais fazer montagem fixa no telhado.
O ficheiro para o horizonte também não te deve interessar pois é para introduzires os teus próprios dados do perfil (altura) da linha de horizonte. Por defeito, o simulador considera o horizonte a cerca de 90m do ponto que indicas no mapa. Assim, ele não considera sombras de casas ou árvores próximas, mas considera montes ou colinas na envolvente e as sombras que eles vão fazer nos painéis. Aqui também é importante a boa localização no mapa. Poderias introduzir um ficheiro próprio que tivesse em conta sombras próximas para o teu local.
10 – Opções de saída de resultados
Podes incluir gráficos, perfil do horizonte (nele vês a influência das sombras de montes próximos para os solstícios de verão e de inverno) e escolher o tipo de ficheiro de resultados.
Em = produção média mensal em kWh e no fim da coluna o total anual