Emergência nuclear após o terremoto no Japão

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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda jul 25, 2011 3:31 pm

Central de Fukushima inspeccionada por director de agência da ONU
25.07.2011

Os trabalhos em curso na central nuclear de Fukushima, no Japão, foram hoje passados a pente fino pelo director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), de visita ao local da mais grave catástrofe nuclear dos últimos 25 anos.

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Amano quer saber como pode a AIEA ajudar a conter crise de Fukushima

Yukiya Amano, director-geral da agência das Nações Unidas, vestiu um fato de protecção contra a radioactividade e entrou no complexo, danificado pelo tsunami que se abateu sobre o Nordeste do país a 11 de Março, depois de um sismo de escala 9 na escala de Richter.

“Quero avaliar aquilo que a AIEA pode fazer para ajudar”, disse Amano aos jornalistas numa gare perto da central nuclear. “Quero ouvir o que as equipas no terreno têm a dizer a respeito das dificuldades que encontram e os sentimentos de quem trabalha de dia e noite na central”, acrescentou. Amano deverá encontrar-se esta semana com responsáveis políticos japoneses para debater a questão da segurança nuclear.

Depois da suspensão dos circuitos de arrefecimento, o combustível nuclear de quatro dos seis reactores da central começaram a entrar em fusão, provocando explosões e libertações de radioactividade. Cerca de 80 mil pessoas a viver num raio de 20 quilómetros da central foram obrigadas a abandonar as suas casas.

Num relatório divulgado em Junho, a AIEA criticou a resposta do Japão ao acidente de Fukushima, nomeadamente por não ter cumprido a convenção de assistência prevista pela agência em caso de acidente nuclear. Esta convenção regula a cooperação entre Estados e com a AIEA para organizar a ajuda, a segurança e a comunicação.

Numa versão preliminar desse relatório, a agência salientou que os riscos de tsunami foram subestimados, mas saudou a reacção “exemplar” do Japão face à catástrofe.

O operador da central, a Tokyo Electric Power (Tepco), espera conseguir arrefecer os reactores e manter a temperatura do combustível abaixo dos 100ºC até Janeiro.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1504608
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça jul 26, 2011 12:22 pm

Fukushima não vai parar crescimento da energia nuclear
26.07.2011

A produção de electricidade a partir do nuclear vai continuar a crescer no mundo, apesar do acidente na central de Fukushima, declarou o director da Agência da ONU para a Energia Atómica que ontem, pela primeira vez, visitou o complexo.

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Esta foi a primeira visita de Amano ao interior da central de Fukushima

Yukiya Amano, de fato protector branco, viu ontem em primeira mão os estragos que o tsunami deixou em Fukushima Daiichi, a 11 de Março. “O poder destrutivo do tsunami e as explosões de hidrogénio foram terríveis”, avaliou o responsável, citado hoje pela agência japonesa Kyodo, no jornal “Japan Times”.

Ainda assim, “é certo que o número de reactores nucleares vai continuar a aumentar, mesmo que o ritmo não seja tão rápido como antes”, asseverou Amano, citado pela agência AFP. O director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) falava depois de ter reunido com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que defende uma eliminação progressiva das centrais nucleares no Japão, país onde o risco sísmico é muito elevado.

“Alguns países, como a Alemanha, reviram a sua política em matéria de energia nuclear. Mas muitos outros pensam que precisam dos reactores nucleares, especialmente para lutar contra as emissões de gases com efeito de estufa e o aquecimento global”, argumentou Amano. “Por isso, é essencial garantir a segurança das instalações nucleares.”

Quatro dos seis reactores de Fukushima ficaram gravemente danificados pelo tsunami, no pior acidente nuclear desde Tchernobil, em 1986. De momento, 36 dos 54 reactores do Japão estão parados em manutenção ou por precaução.

Japão vai comprar e queimar carne contaminada com radioactividade

As fugas de radioactividade da central de Fukushima contaminaram a palha dada aos animais nas explorações de gado da região. Nas últimas semanas, o país foi abalado pelas notícias de que carne contaminada com césio radioactivo foi vendida em dezenas de províncias. Hoje, o Governo japonês anunciou que vai comprar e queimar a carne com níveis de césio acima dos limites fixados – 500 becquerels por quilo - que já entrou na cadeia de distribuição, noticia a estação de televisão NHK.

Segundo esta televisão, cerca de 2900 cabeças de gado que terão sido alimentadas com palha contaminada foram distribuídas por 46 das 47 províncias, excluindo Okinawa.

O ministro da Agricultura, Michihiko Kano, garantiu que só a carne com elevados padrões de segurança alimentar chegará ao mercado.

A factura desta medida, que inclui indemnizações aos produtores e que poderá chegar aos 17 milhões de euros, será paga pela Tepco (Tokio Electric Power).

Comentário:
E a visão contrária, não se dá? Que trabalho é este? A IAEA não é neutra. Pedro

Então num momento em que boa parte dos países europeus desactivam as suas centrais gradualmente (alguns abandonando o nuclear em definitivo), o Japão substitui o nuclear por gás natural e boa parte das encomendas a novos reactores estão suspensas acham que o nuclear vai continuar a aumentar? Só nos sonhos da IAEA e de quem trabalha na área, como luzesligadas, ciências não são neutras e ecotretas, blogues pró-nuclear e antirrenováveis. Já toda a gente vos topou, mesmo cidadão comuns (como eu) que não são da área mas se interessam pelo seu futuro. Pedro

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx ... cosfera%29
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça jul 26, 2011 12:39 pm

AIEA prevê que eletricidade origem nuclear continue a crescer
26 de Julho de 2011

O diretor geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) declarou hoje que a produção elétrica de origem nuclear vai continuar a crescer no mundo, apesar do acidente ocorrido em março na central de Fukushima, no Japão.

«É certo que o número de reatores nucleares vai ainda aumentar, mesmo que o ritmo não seja tão rápido quanto antes», assegurou Yukiya Amano.

O diretor geral da AIEA proferiu estas declarações à saída de um encontro com o primeiro-ministro nipónico, Naoto Kan, que defende uma eliminação progressiva das centrais nucleares no Japão, onde o risco sísmico é bastante elevado.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523330
Comentário:
Uma má notícia para o mundo. Não lhes chegam dois exemplos:Fukushima e chernobyl.
Estão à espera de muitos mais. Quando estiver tudo poluído com radiações radioactivas, então vão ver.
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » quarta jul 27, 2011 5:47 am

Premiê do Japão descarta antecipar eleição para Câmara Baixa
26 de julho de 2011

O impopular primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse na terça-feira que esta não é uma boa hora para convocar eleições antecipadas para a Câmara Baixa do Parlamento, o que pode semear confusão política num país às voltas com uma crise nuclear e a estagnação econômica.

Kan, cuja aprovação popular caiu a 17,1 por cento na última pesquisa, disse a uma comissão parlamentar que a eleição dos deputados deve ficar para meados de 2013, quando também haverá eleição para o Senado.

"Falar de eleições antecipadas é contra o sentimento da opinião pública", disse Kan, acrescentando que a prioridade o país é se reerguer depois da tripla calamidade deste ano: um terremoto seguido de um tsunami e um acidente nuclear, em março.

Kan, criticado por sua atuação diante desses desastres, sobreviveu no mês passado a um voto de desconfiança, depois de prometer que irá renunciar, mas sem dizer exatamente quando.

Neste mês, ele listou a aprovação de três leis como condição para a sua renúncia: uma lei de financiamento do déficit público, um orçamento emergencial (o que ocorreu na segunda-feira), e uma medida que estimule o uso da energia renovável.

O Partido Democrático (governo) espera convencer a oposição a aprovar as duas leis restantes até meados de agosto, mas não está claro se Kan irá então renunciar.

Também há especulações de que ele poderia convocar eleições antecipadas, numa espécie de referendo sobre a sua proposta de eliminar o uso da energia nuclear no Japão.

"Acho que Kan gostaria de ficar como primeiro-ministro até depois da atual legislatura (que termina em 31 de agosto), mas as chances são próximas de zero, e se ele não sair de bom grado, acho que alguns membros importantes do gabinete irão se demitir e ele vai ser forçado a ir embora", disse Gerry Curtis, professor da Universidade Columbia.

Curtis também disse que antecipação da eleição é improvável, por causa da resistência interna do Partido Democrático, que tem hoje uma ampla maioria na Câmara, mas provavelmente veria sua bancada ser reduzida.

Segundo uma pesquisa feita pela agência de notícias Kyodo, mais de 70 por cento dos japoneses partilham da visão de Kan contra o uso da energia nuclear do país, embora tal medida possa gerar apagões e causar um aumento das tarifas.

As usinas nucleares respondiam por cerca de 30 por cento da matriz energética japonesa antes do acidente na usina de Fukushima. Agora, devido à preocupação do público com a segurança e de outros problemas, apenas 16 dos 54 reatores do país estão em operação.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 9979,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » sexta jul 29, 2011 1:21 am

Sismo e tsunami explicam perdas na Sony de 139 milhões
28 Julho 2011

A Sony anunciou, esta quinta-feira, perdas de 15,5 mil milhões de ienes (139 milhões de euros) no segundo trimestre que atribui às consequências do sismo e tsunami de 11 de Março no nordeste do Japão.

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Somy aprensentou contas esta quinta-feira e anunciou prejuízo de 139 milhões

No segundo trimestre de 2010, a Sony tinha registado um lucro de 25,7 mil milhões de ienes (230,5 milhões de euros).

Além das perdas do trimestre, a Sony anunciou também uma revisão em baixa das perspectivas de lucro para o ano fiscal, que terminará em março de 2012, para 60 mil milhões de ienes (538 milhões de euros) contra os 80 mil milhões de ienes (717,3 milhões de euros) previstos em Maio.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnolog ... id=1934147
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » sexta jul 29, 2011 8:18 am

Japão desmente censura em torno do acidente em Fukushima

29 de Julho de 2011

O Governo japonês desmentiu hoje artigos publicados na imprensa estrangeira, que acusam o país de querer censurar as informações na Internet sobre a crise nuclear de Fukushima.

Nas últimas semanas, vários órgãos de comunicação e sites internacionais escreveram que o governo nipónico tinha adotado uma lei para suprimir as «más» informações que circulavam a propósito do grave acidente na central de Fukushima, depois do sismo e tsunami de março registado no nordeste do arquipélago.

Chikako Ogami, porta-voz da Agência da Energia, desmentiu a adoção dessa lei. «O nosso governo jamais censurará a informação. Esses são artigos erróneos», disse, em declarações, à agência France Presse.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=523916
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » domingo jul 31, 2011 8:25 am

Japão: Sismo de 6,5 graus sentido no nordeste do país
31/07/2011

Tóquio, 31 jul (Lusa) -- Pelo menos sete pessoas ficaram feridos em consequência do sismo de 6,5 graus na escala de Richter que esta madrugada abalou o nordeste do Japão, mas sobre o qual não foi lançado qualquer alerta de tsunami.

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O sismo foi sentido às 03:54 locais (19:54 de sábado em Lisboa) na costa de Fukushima, a região fortemente afetada por um sismo e tsunami a 11 de março.

O epicentro do sismo foi localizado a 57 quilómetros de profundidade.

http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?c ... id=1939320
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » domingo jul 31, 2011 5:45 pm

Nigerianos e a rejeição do Japão
30 de julho de 2011

Organização civil se empenha para que imigrantes africanos sejam bem-vindos e vistos como socialmente conscientes

A União Nigeriana do Japão é uma organização civil que representa os imigrantes do país mais populoso da África. Foi fundada duas vezes em 21 anos, e a nova entidade tem menos de um ano. Sua história confusa reflete os conflitos econômicos e sociais vividos pela comunidade nigeriana no Japão nas últimas décadas.

Seus membros são trabalhadores de fábricas e empreendedores do setor de entretenimento noturno de passagem pelo país. Eles têm sido responsabilizados por alguns problemas ligados ao crime em Tóquio, especialmente por uma série de incidentes relacionados com mistura de drogas em bebidas e notas de consumo com itens falsos, o que levou a Embaixada dos Estados Unidos em Tóquio a emitir um alerta em 2009 para os turistas não visitarem Roppongi. Mas salvo esses incidentes, a história desses imigrantes no Japão tem sido escrita com muito esforço.

O presidente de honra da União Nigeriana, Okeke Christian Kevin, sabe que herdou um problema difícil de solucionar, e precisa resolver se o seu desejo é aumentar a mobilidade social de seus representados. Para esse fim, a União Nigeriana organizou duas arrecadações de fundos para ajudar as vítimas do tsunami, na esperança de que os nigerianos de Tóquio comecem a ser vistos como imigrantes socialmente conscientes que investem no bem-estar do país que adotaram.

Kennedy Fintan Nnaji é o atual presidente da Imo State Union, uma das maiores e mais ativas organizações que fazem parte da União Nigeriana. Fundada em 2002, a organização sempre se empenhou, mesmo quando a União Nigeriana ficou inativa.

Okeke e Njani presidem essas organizações num dos momentos mais promissores na história da Nigéria. O segundo evento para arrecadação de fundos foi realizado no dia em que o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, assumiu o cargo. Muitos membros da comunidade nigeriana no Japão, a maioria de língua Igbo - 3.500 pessoas, oficialmente, mas é provável que o número seja muito maior - esperam que a eleição justa e transparente de um outsider da etnia Ijaw para presidente indique o fim da marginalização que caracterizou a vida no seu país natal.

No evento de arrecadação de fundos, Nnaji atacou aberta e agressivamente o sistema, o que Okeke não poderia fazer por causa de sua posição. O debate desencadeado por Nnaji seria muito mais importante se as 40 autoridades da União Nigeriana não superassem em número os 36 presentes ao evento. A participação fraca evidenciou o grande obstáculo que a nova União Nigeriana enfrenta: a profunda amargura sentida por muitos nigerianos que trabalham na vida noturna de Tóquio, muitos sentindo-se discriminados por uma sociedade fechada onde o seu sucesso é recebido com racismo e xenofobia.

"Há dois tipos de imigrantes que chegaram aqui como trabalhadores", disse Kennedy Fintan Nnaji. "Aqueles que querem ganhar o máximo possível no curto prazo e depois voltar à Nigéria, e os que tentam se inserir na vida japonesa." Muitos imigrantes nigerianos não fazem parte de nenhuma dessas categorias quando chegam ao Japão. Se decidem investir na cultura, isso vai depender das experiências vividas aqui e, dependendo das circunstâncias, alguns que poderiam "se integrar na sociedade" se tornam pessoas calejadas e oportunistas.

Hip-hop. Em 2005, a alfândega começou a confiscar carregamentos de roupas estilo hip-hop de empresas nigerianas. Elas ocasionalmente vendiam produtos falsificados. A resposta da mídia e dos políticos locais teve uma conotação racista e xenófoba, insistindo para as autoridades japonesas reformularem o perfil dos africanos, associando os crimes à etnia dos que os cometeram.

Como reação, muitas lojas de moda hip-hop fecharam. Alguns proprietários passaram a exportar peças automotivas ou componentes elétricos, mas muitos não tinham o conhecimento necessário do negócio.

Em 2006, a comunidade nigeriana passou por mais uma migração econômica, desta vez focada no setor de entretenimento noturno e, especialmente, para Roppongi, onde alguns empresários nigerianos já estavam bem estabelecidos. Quase que imediatamente, começaram as acusações de mistura de drogas em bebidas servidas nos bares e adulteração de contas de consumo para aumentar seu valor. As queixas eram por demais numerosas para a embaixada dos EUA ignorar, e ela, então, emitiu um alerta a respeito, nomeando vários clubes.

Os nigerianos que trabalham na área do entretenimento noturno sentem que foram levados a isso e depois chamados de trapaceiros. Muitos esperam conseguir voltar à estabilidade do trabalho na fábrica. Embora não se deva culpar a sociedade japonesa por ser relativamente fechada, também não se pode culpar os imigrantes nigerianos pelo profundo ressentimento com a maneira dura como foram tratados por tentar encontrar um lugar na periferia dessa sociedade.

"Não importa quanto tempo você vive no Japão, jamais será amigo de um japonês", disse Basil, dono do Treasures Gentlemen"s Club, em Roppongi. Casado durante 14 anos com uma japonesa, os sogros se recusaram a conhecê-lo. Ele pretende retornar à Nigéria, onde, depois de ter se divorciado, casou-se novamente e tem filhos.

Os desafios enfrentados pelas famílias nigerianas dão a exata dimensão dos custos sociais ocultos da marginalização da comunidade - custos que não podem ser convenientemente limitados a Roppongi, ou à população imigrante. Depois do evento de arrecadação de fundos, Okeke tentou fazer uma divulgação para atrair mais doações. Ele não tem nenhum conhecimento de relações públicas, nem contato com a imprensa, mas conseguiu que um jornal japonês e uma revista fizessem uma reportagem sobre a história da União Nigeriana. Também recorreu a instituições beneficentes multinacionais, num esforço para criar parcerias com organizações mais experientes na realização de trabalhos sociais.

Ressentimento. Mas ele precisa lutar com décadas de ressentimento. Em junho, a instituição beneficente que receberia o dinheiro organizou um evento para arrecadar doações em conjunto com a União Nigeriana, esperando conseguir uma grande cobertura da mídia. Menos de 24 horas antes do evento, os membros da União cancelaram o encontro, alegando que já tinham feito o suficiente e era indecoroso pedir ao presidente da União que solicitasse mais doações dos cidadãos japoneses.

Oeke não se desencorajou. "Estou lutando para que todos vejam o sentido da unidade", disse. "Considero prioritário limpar a imagem dos nigerianos aqui, de modo que fique clara a contribuição deles como membros produtivos da sociedade."

Seja qual for o resultado, Kennedy Fintan Nnaji tem um papel-chave. Se conseguir registrar a Imo State Union como organização não lucrativa, terá criado a maior oportunidade jamais vista para ajudar a comunidade nigeriana a se afirmar como autêntica colaboradora da sociedade japonesa. "Minha missão na Imo State Union é conseguir envolver as pessoas na sociedade civil e no serviço à comunidade", disse. "Somos estrangeiros. É nossa obrigação mostrar ao Japão o que somos e o que podemos fazer. Se formos humildes e trabalharmos diligentemente, seremos reconhecidos."

Os planos de Okeke e Nnaji podem ser bastante astutos para funcionar e dar voz às infatigáveis esperanças de seus membros menos obstinados. Mas terão pouco resultado se a comunidade, no geral, já estiver muito cansada para ouvi-los. "Trabalhar individualmente numa terra estranha é difícil. Precisamos nos expressar com uma única voz", disse Nnaji.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 1896,0.php
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » domingo jul 31, 2011 5:46 pm

Coreia do Sul, Japão e Austrália só ''cumprem tabela''
31 de julho de 2011

China, Coreia do Norte, Irã, Emirados Árabes e Catar vão brigar pela 4ª vaga e a Fifa torce nos bastidores pelos chineses

As Eliminatórias da Ásia costumam ser fonte de renda quase garantida para aqueles que gostam de fazer apostas no futebol. O risco de se perder é pequeno. Três seleções iniciam a disputa com a classificação praticamente assegurada: Coreia do Sul, Japão e Austrália - os australianos deixaram de compor o grupo da Oceania na fase de qualificação.

Não há adversários capazes de tirá-los do Mundial do Brasil. Mesmo que tropecem em um ou outro jogo, vão ocupar três das quatro vagas sem sofrimento. Coreia e Japão vem mostrando crescimento a cada ano.

Na Copa da África do Sul, os dois foram às oitavas de final. Os sul-coreanos deram bastante trabalho ao semifinalista Uruguai (derrota por 2 a 1) e os japoneses só perderam nos pênaltis (contra o Paraguai) - ao Japão, aliás, sobra motivação depois do título mundial no futebol feminino, conquistado recentemente na Alemanha.

Os australianos, embora tenham fracassado em terreno africano, mostram regularidade. Em 2006, na Alemanha, caíram apenas nas oitavas de final, em confronto polêmico com a Itália.

O quarto lugar é a única incógnita na Ásia. Os candidatos, na teoria, são: China, Coreia do Norte, Irã, Emirados Árabes e Catar.

A China viu seu esporte decolar depois do incrível crescimento econômico do país. A maior demonstração foi a conquista do primeiro lugar na classificação geral da última Olimpíada, em 2008, em Pequim, onde desbancou os Estados Unidos da liderança. O futebol ainda não sentiu os efeitos da prosperidade, mas vem evoluindo e também pode surpreender.

O Catar tem investido pesado para ir à Copa pela primeira vez na história. Será, afinal, sede em 2022. O tempo, no entanto, é curto e não deverá ser suficiente para a formação de um time competitivo.

A Coreia do Norte, que se classificou em 2010, aposta na base para voltar ao evento. Os Emirados Árabes, com os petrodólares, e o Irã, que de vez em quando forma equipe razoável, também têm alguma possibilidade. Os outros participantes não deverão passar de coadjuvantes.

O quinto colocado terá chance de jogar no Brasil. Para tanto, precisará vencer a repescagem contra o quinto da América do Sul. Algo pouco provável.

Os asiáticos chegarão a 2014 com expectativa de fazer bom papel com Coreia do Sul e Japão, duas seleções rápidas e fortes na defesa, mas que têm dificuldades em fazer gols - o ataque funciona pouco. Sonhar com uma final, porém, ainda está fora da realidade.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 2278,0.php
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda ago 01, 2011 10:59 am

Chuvas no norte do Japão deixam três mortos
31 de julho de 2011

Vítimas tiveram veículos arrastados por rios na província de Niigata

TÓQUIO - Pelo menos três pessoas morreram e outras três estão desaparecidas no norte do Japão por causa das fortes chuvas que desde sexta-feira, 29, castigam a região, e que inundaram ou danificaram cerca de 6.400 casas, informou neste domingo, 31, a televisão pública "NHK".

As três vítimas fatais eram moradores da província de Niigata (norte), onde as chuvas transbordaram rios e causaram deslizamentos de terras que bloquearam estradas, destruíram pontes e isolaram vários distritos.

Duas das vítimas morreram quando seus veículos foram arrastados pela cheia de dois rios em Niigata. Um homem de 63 anos está entre os mortos e foi arrastado pelas águas quando tentava criar um dique para conter as inundações, informou a Polícia.

As chuvas também afetaram a província de Fukushima, que na madrugada também sofreu um terremoto de 6,4 graus de magnitude na escala aberta de Richter, considerado uma réplica do terremoto do dia 11 de março.

A Agência Meteorológica do Japão mantém o alerta para chuvas em cinco províncias do centro e do norte do país.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2379,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda ago 01, 2011 11:00 am

Terremoto deixa 7 feridos no Nordeste do Japão
31 de julho de 2011

O terremoto de magnitude 6,4 que ocorreu ontem perto da costa do Nordeste do Japão deixou sete pessoas feridas, segundo autoridades. A região é a mesma devastada por um tremor acompanhado de tsunami em 11 de março. Desta vez, não houve alerta de tsunami. A Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndios afirmou que o terremoto ocorreu às 3h54 no horário local (15h54 de Brasília), com epicentro a 57 km de profundidade a partir da superfície do mar.

A operadora do complexo nuclear de Fukushima, a Tokyo Electric Power Co (Tepco), informou que o tremor não provocou danos ao complexo Fukushima Daiichi, que foi duramente atingido pelos desastres de março. O terremoto e o tsunami de 11 de março deixaram cerca de 23 mil mortos ou desaparecidos e cerca de 80 mil pessoas que viviam perto da área mais atingida foram obrigadas a deixar suas casas por causa dos vazamentos de radiação da usina nuclear Daiichi, em Fukushima.

De acordo com o serviço de Pesquisa Geológica dos EUA (USGS), o terremoto ocorreu a uma profundidade de 43,5 km, com epicentro 18 km a Leste-Sudeste de Iwaki, 77 km a Sudeste de Koriyama e 184 km a Nordeste de Tóquio.


http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2400,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda ago 01, 2011 11:01 am

Primeiro-ministro japonês critica regulador nuclear
31 de julho de 2011

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, criticou a agência de segurança nuclear do país por ter agido como uma promotora, em vez de uma reguladora, deste tipo de recurso. Em um fórum de energia, Kan afirmou que a Agência de Segurança Nuclear e Industrial tentou manipular a opinião pública na cidade para promover a energia nuclear.

Kan disse que o escândalo que sucedeu o terremoto e o tsunami de março, quando o complexo de Fukushima Dai-ichi sofreu danos severos, revelou o cômodo relacionamento entre a agência reguladora e a indústria, o que precisa ser corrigido. A opinião pública sobre a energia nuclear mudou bastante no Japão, desde os desastres de 11 de março. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também criticou o sombrio sistema de regulação nuclear japonês.

Pesquisa secreta

O jornal japonês Asahi Shimbun publicou hoje reportagem afirmando que o ministério de relações exteriores do Japão realizou em 1984 um estudo sobre possíveis cenários para um ataque às usinas nucleares do país. O Asahi observou que o governo não divulgou o estudo quando foi concluído, pois temia alimentar um sentimento antinuclear.

Em relatório de 63 páginas resumindo os resultados do estudo, o ministério concluiu que o Japão perderia toda a energia se seus reatores nucleares e seus vasos de contenção fossem destruídos em um eventual ataque. As emissões de radiação resultantes poderiam matar 18 mil pessoas, segundo o estudo.

O Asahi não menciona se o cenário partiu do princípio de que apenas um reator seria atacado ou se trabalhou com a possibilidade de mais unidades serem prejudicadas. Tampouco revelou como obteve o relatório ou quais são suas fontes. O estudo teria sido realizado depois que Israel atacou a usina nuclear do Iraque, em 1981. Este foi o primeiro levantamento do tipo a ser revelado.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2447,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda ago 01, 2011 11:03 am

Mais de 60% dos japoneses quer que Kan renuncie antes de 31 de agosto
01 de agosto de 2011

Pesquisas indicam que 49% dos consultados querem que o primeiro-ministro do Japão renuncie o mais rápido possível e 16% acredita que ele deveria renunciar antes de terminar agosto

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Índice de popularidade do governo de Naoto Kan caiu 19%

TÓQUIO - Sessenta e cinco por cento dos japoneses querem que o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, renuncie antes que acabe este mês, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, 1, pelo jornal econômico Nikkei.

Os resultados da pesquisa, realizada este fim de semana, indicam que 49% dos consultados quer que Kan renuncie o mais rápido possível e 16% acredita que deveria renunciar antes de terminar agosto.

A percentagem total dos que desejam que o primeiro-ministro do Japão deixe seu posto antes do dia 31 de agosto subiu cinco pontos em relação ao mês passado.

O índice de popularidade do governo de Kan caiu para 19%, a primeira vez que um gabinete do Partido Democrata (PD) baixa de 20%, enquanto a percentagem de gente que desaprova o atual Executivo subiu para 73%.

Cinquenta por cento dos consultados, 3% mais que no mês passado, acredita que o uso da energia nuclear deveria ser reduzido no futuro, contra 24% que crê que deveria se manter nos níveis atuais e 21% que deveria ser abandonada totalmente.

No entanto, 53% considera que os reatores nucleares japoneses parados desde o acidente na usina de Fukushima deveriam ser reativados, uma vez que as inspeções garantam que são seguros, enquanto 38% não quer que retomem sua atividade.

A respeito dos planos de reconstrução do governo para as regiões mais afetadas pelo terremoto e o tsunami do dia 11 de março, 59% se mostra propício a uma alta temporária de impostos para financiar o processo, contra 32% que se opõe.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 2646,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » segunda ago 01, 2011 11:15 am

Primeiro-ministro japonês insiste na saída do nuclear
01.08.2011

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, insistiu ontem na redução da dependência da energia nuclear no país, defendendo o abandono desta fonte energética mais de quatro meses depois do acidente na central de Fukushima.

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Naoto Kan falava numa conferência sobre energia em Chino

“Não podemos aceitar um risco capaz de destruir a Terra, mesmo que tivesse uma hipótese num milhão”, disse Kan numa conferência sobre energia em Chino, na província de Nagano, citado pela agência de notícias Kyodo.

O sismo de magnitude 9 na escala de Richter e o tsunami que se seguiu, a 11 de Março, danificaram a central nuclear de Fukushima e fizeram com que Naoto Kan mudasse de opinião sobre o nuclear, reconhecendo que os riscos ultrapassam os benefícios, disse ainda.

“As energias renováveis vão levar a uma nova revolução industrial no Japão” e estas fontes de energia serão capazes de satisfazer as necessidades energéticas do país, acrescentou.

As declarações do primeiro-ministro surgiram depois de, na sexta-feira, um painel governamental de especialistas em energia e Ambiente ter definido uma estratégia para reduzir a dependência do nuclear no Japão.

Ontem, cerca de 1700 pessoas reuniram-se na cidade de Fukushima, no Nordeste do Japão, para exigir o fim da energia nuclear. "Desmantelem todas as centrais nucleares" era uma das frases ouvidas no protesto, a 50 quilómetros da central danificada. A acção foi da responsabilidade da organização japonesa contra as bombas atómicas e de hidrogénio.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx ... cosfera%29
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 12:25 pm

Fukushima: detectado nível recorde de radioactividade
02/08/2011

A Tepco, Companhia Eléctrica de Tóquio, detectou na central nuclear de Fukushima o nível mais elevado de radioactividade desde 11 de Março, dia em que o Japão foi atingido por um sismo de magnitude 8,9 e um tsunami que arrasou a costa leste do país.

De acordo com o El Mundo, foram detectados 10 mil MiliSieverts de radioactividade nos tubos que ligam os reactores um e dois. Qualquer trabalhador sujeito a este nível de radiação morreria num prazo de uma a duas semanas, mas, segundo a Tepco, os seus funcionários não estiveram sujeitos a mais de quatro MiliSieverts.

O acesso à área onde se situam os tubos foi restringido. Estes são utilizados para ventilar o interior do reactor um, onde há substâncias tóxicas resultantes do segundo pior acidente nuclear de sempre.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior. ... -+Globo%29
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 3:17 pm

Governo japonês homenageia seleção campeã do mundo
02 de agosto de 2011

O gabinete do primeiro-ministro do Japão disse que a seleção feminina de futebol receberá uma das maiores honrarias do país após faturar o título da Copa do Mundo. A equipe, que derrotou os Estados Unidos em uma final dramática no mês passado, receberá o Prêmio Nacional de Honra Japonês em uma cerimônia marcada para o dia 18 de agosto.

As jogadoras se tornaram heróis nacionais pelo seu sucesso, fornecendo uma inspiração para uma nação que ainda se recupera do terremoto e tsunami de 11 de março, afirmou nesta terça-feira o chefe de gabinete Yukio Edano.

Na competição, realizada na Alemanha, o Japão surpreendeu ao eliminar a seleção anfitriã nas quartas de final, com uma vitória na prorrogação por 1 a 0. Depois, a equipe passou pela Suécia (3 a 1) e na decisão superou os Estados Unidos nos pênaltis por 3 a 1 após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e também por 1 a 1 na prorrogação.

Esta foi a primeira vez que uma equipe japonesa foi selecionada para receber o prêmio, que já foi dado para outras figuras renomadas do esporte do país, como a lenda do beisebol Sadaharu Oh e artistas reconhecidos internacionalmente, como o diretor de cinema Akira Kurosawa. O prêmio, criado em 1977, é geralmente dada para esportistas e artistas.

http://www.estadao.com.br/noticias/espo ... 3114,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 3:22 pm

Japão: Proibida venda de carne em quarta região
2 de Agosto de 2011

As autoridades japonesas proibiram hoje a venda de carne de vaca na região de Tochigi, a sul de Fukushima, depois de detetar níveis elevados de césio radioativo, elevando para quatro o número de províncias afetadas pela contaminação.

O ministro porta-voz, Yukio Edano, comunicou a decisão de alargar a proibição a Tochigi, menos de 24 horas depois de anunciar que tinha proibido a venda de carne na zona Iwate (noroeste) devido à radioatividade.

O escândalo da carne contaminada foi conhecido em meados de julho, quando se detetou que ao mercado tinha chegado carne com elevadas quantidades de césio radioativo procedentes da aldeia de Minamisoma, perto da central nuclear de Fukushima.

O governo proibiu, na altura, a distribuição de carne daquela província e comprometeu-se a efetuar análises noutras zonas.

Posteriormente, o governo alargou a proibição à região de Miyagi (nordeste) em finais de julho e a Iwate na passada segunda-feira.

As autoridades acreditam que a contaminação da carne possa decorrer da alimentação dos animais com rações cultivadas ou armazenadas ao ar livre e que receberam doses elevadas de radioatividade no início da crise nuclear.

As autoridades nipónicas sublinharam que é necessário comer diariamente carne contaminada durante um ano para existirem consequências para a saúde humana.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=524554
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » terça ago 02, 2011 11:01 pm

Radiação em Fukushima atingiu níveis «mortais» na 2ª-feira
2 de Agosto de 2011

Os valores de radiação da central nuclear de Fukushima, no Japão, atingiram segunda-feira os níveis mais elevados de sempre, bastando 60 minutos de exposição para matar uma pessoa.

Os valores de segunda-feira superaram os registados aquando da avaria e risco de explosão após o tsunami de 11 de Março, indicou à CNN o porta-voz da Tokyo Electric Power Company, Naoki Tsunoda.

Os níveis letais de radiação foram detectados entre o reactor 1 e o reactor 2, no fundo de uma torre de ventilação. As equipas procederam de imediato aom isolamento da área.

Segundo o responsável, 60 minutos de exposição àqueles níveis de radiação são suficientes para que qualquer pessoa morra em poucas semanas.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=524607
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » quarta ago 03, 2011 8:24 am

Japão isola área com nível fatal de radiação em Fukushima
02 de agosto de 2011

TÓQUIO - A operadora do complexo nuclear de Fukushima, no leste do Japão, isolou nesta terça-feira, 2, uma área onde foram detectados níveis potencialmente mortíferos de radiação. A companhia elétrica Tepco informou que a radiação superou a marca de 10 sieverts por hora em duas áreas próximas de um duto de ventilação entre dois reatores da usina de Fukushima Dai-ichi.

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Técnico mede níveis de radiação em Fukushima

Junichi Matsumoto, porta-voz da Tepco, disse que o nível registrado seria mortífero se uma pessoa se expusesse à radiação sem roupas de proteção mesmo que por poucos segundos. De acordo com a Tepco, a área foi isolada e não há informações sobre vítimas.

A companhia elétrica japonesa informou ainda que o nível de radiação não parecia estar aumentando e não havia sinais de vazamento de radioatividade.

A Tepco especula que o combustível nuclear que derreteu no reator número 1 de Fukushima logo no início da crise pode ter ficado retido no duto de ventilação. O complexo nuclear foi destruído pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março deste ano.

http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 3262,0.htm
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Re: Emergência nuclear após o terremoto no Japão

Mensagem por mauri » quarta ago 03, 2011 8:38 am

Radioactividade em Fukushima atinge níveis letais
02.08.2011

Níveis letais de radioactividade, atingindo novos recordes máximos, foram registados ontem na central nuclear de Fukushima, no Japão, revelou a empresa gestora do complexo.

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Destroços perto do edifício do reactor 3 da central de Fukushima

Até agora, os níveis máximos tinham sido detectados a 3 de Junho, no interior do edifício do reactor 1 e eram de 3 a 4 sieverts por hora. Ontem foram medidos níveis de 10 sieverts por hora, nas proximidades dos resíduos acumulados entre os edifícios dos reactores 1 e 2, segundo a Tepco (Tokyo Electric Power Company). Segundo o Ministério japonês da Ciência, se um ser humano receber uma dose de 10 sieverts, poderá morrer no espaço de uma ou duas semanas, lembra a estação de televisão japonesa NHK. Por isso, a Tepco proibiu o acesso ao local e à área envolvente.

“Ainda estamos a tentar verificar a causa destes níveis elevados de radioactividade”, explicou uma porta-voz da Tepco, citada hoje pela agência AFP. A empresa garante que os funcionários que fizeram as medições ontem foram expostos até aos 4 sieverts.

A central nuclear foi atingida pelo tsunami de 11 de Março, causado pelo sismo de magnitude 9 na escala de Richter. Como resultado, os sistemas de arrefecimento dos reactores deixaram de funcionar, levando a um sobre-aquecimento da central. Uma série de explosões de hidrogénio destruiu parte dos edifícios e lançaram resíduos radioactivos para a atmosfera.

Ontem, a Tepco revelou ainda ter detectado cerca de 700 toneladas de água altamente contaminada na cave de um dos edifícios da central. A água contém 19 mil becquerels de césio radioactivo 134 por centímetro cúbico e 22 mil becquerels de césio 137. As causas da fuga de água estão a ser investigadas.

Cerca de 80 mil pessoas, que moravam a 20 quilómetros da central ou em localidades contaminadas, foram forçadas a abandonar as suas casas por causa dos riscos para a saúde.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1505789
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