Njay Escreveu:
Este circuito detecta quando a corrente através de uma resistência ultrapassa um certo valor. O transístor PNP começa a conduzir quando a queda de tensão na resistência Ri atinge cerca de 0.6 - 0.7V, levando à subida da tensão no ponto SHUTDOWN. Este ponto estaria ligado ao SHUTDOWN (pino 10) do SG3525 levando ao "corte" da saída, desligando os MOSFETs. Entretanto, com o corte da saída a corrente baixa do valor limite e o SG3525 contínua em funcionamento normal. Da datasheet depreendo que esta entrada SHUTDOWN simplesmente baixa as saídas quando activa, mas o resto do chip continua a trabalhar e no ciclo seguinte da onda PWM o chip levanta novamente as saídas (se o SHUTDOWN já não estiver activo).
Este circuito é para colocar entre a alimentação positiva e o motor. A fonte de corrente no esquema (I1) é apenas para simular a variação de corrente.
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Para 15A continuos e 30A (resistência Ri ~21mOhm) de limite a eficiência deste limitador é 1 - (15^2 x 0.022) / (24V x 15A) ~ 98.6%. Mas isto é assumindo que a resistência também está em série com os contactos do relé, o que não faria sentido. O relé está lá para fazer o bypass ao circuito de controlo proporcional; fazia sentido que o limitador de corrente também actuasse quando o relé está ligado, só que isso ia causar um "chilrear" do relé e isso reduz-lhes muito o tempo de vida. O único mecanismo de protecção que faz sentido é por exemplo o controlador desligar-se e só voltar a ligar quando o utilizador largasse o acelerador por completo. Mas para isso também é precisa mais electrónica... para já fico-me por aqui.
Existem várias formas de medir corrente num circuito, mas para acima de 30A, poucas darão bom resultado. Pode-se usar um sensor de efeito hall analógico para medir a intensidade do campo magnético sobre uma trilha da placa de CI, pode-se usar um CI dedicado para medir corrente, mas eu prefiro usar aquilo que for mais simples e eficiente.
A idéia de usar um resistor para sensoriar a corrente é a que menos me agrada. Não só pela dificuldade de se conseguir um resistor no valor correto, mas pelo seu tamanho e pelo aquecimento que vai gerar, entre outras dificuldades. Já tentei fazer isso em um inversor que tinha potência menor do que este controlador e não ficou bom. No caso do inversor resolví com uma bobina em um anel toroidal de ferrite, onde fiz dois enrolamentos de poucas espiras. Por um enrolamento com apenas 4 espiras de fio 1 mm passava a alimentação do circuito de potência e pelo outro, com 10 espiras de fio 0,30 mm eu fazia a medição de tensão, que era proporcional à corrente que passava pelo primeiro. Isso ficou muito bom. Assim que tiver um tempo vou fazer uns testes com esta solução no nosso controlador.
Njay Escreveu:
P.S.:Josenir, agora que dei uma olhadela na datasheet do SG3525 tou com uma dúvida. Supostamente as saídas A e B são complementares, ou seja, só está uma ligada de cada vez. Sendo esse o caso, não ajuda em quase nada ter 2 MOSFETs ligados como no teu circuito; eles nunca estão ligados em simultâneo, portanto a única vantagem é que ora está 1 ligado ora está o outro, dando mais tempo para arrefecerem (mas na prática não parece haver aquecimento). No meu entender não estás a tirar proveito de ter 2 MSOFETs ligados em paralelo para baixar a resistência, porque eles nunca estão ligados em paralelo... que dizes sobre isto?
Se você observar melhor vai ver que no esquema do controlador, onde se vê o simbolo dos MOSFETs de saída está escrito 2 X IRFZ44. Embora a placa de CI apresente apenas um para cada saída, também tem a mesma indicação escrita, isto é, são 4 IRFZ44, dois para cada saída do CI PWM. A placa tem lugar para apenas um porque eu pensei em usar os transístores fora da placa, parafusados a um bom dissipador de calor externo à caixa do controlador, sendo ligado à placa por fios.
Quando optei por esta forma, pensei no seguinte:
1) Usar um controlador push pull para que um transístor descanse enquanto o outro está ligado. Com isso cada um trabalha com um ciclo ativo menor, com menos estress.
2) Usar dois transistores de cada lado, ligados em paralelo para diminuir a resistência no estado ligado para a metade, diminuindo a dissipação de potência.
3) Usar dois transistores de cada lado, ligados em paralelo para conseguir trabalhar com maior potência e menor aquecimento.
Não esquecendo que os transístores MOSFETs, diferentemente dos bipolares são adequados para trabalharem em paralelo sem a necessidade de qualquer circuito auxiliar para dividir a carga entre eles, pois com o aquecimento a sua resistência no estado ligado aumenta, ocorrendo uma divisão muito equilibrada da potência entre cada um. Aquele que aquece primeiro passa a conduzir menos devido ao aumento da resistência.